domingo, 28 de abril de 2013

Homem de Ferro 3 (Iron Man 3)

Quando Stark vê seu mundo pessoal destruído pelas mãos de seu inimigo, ele embarca em uma angustiante jornada para encontrar os responsáveis. Uma jornada que a cada reviravolta seus brios serão testados. Pressionado, Stark terá que sobreviver lançando mão de seus próprios dispositivos, contando com sua engenhosidade e instintos para proteger aqueles que lhe são mais próximos. Em sua luta para retornar, Stark descobre a resposta para a pergunta que o atormenta em segredo, o homem faz o traje ou é o traje que faz o homem.

Neste filme o Homem de Ferro não está tão de ferro assim. Seus sentimentos estão mais evidentes, seu humor mais ácido e sua humanidade está normalíssima com os ataques de ansiedade, resultado dos eventos ocorridos em "Os Vingadores". Na boa, todo herói que se preze tem uma luta interna a ser constantemente travada. Ou seja, não basta os inimigos externos, mas os demônios internos também devem ser expurgados. Tá achando que é fácil ser herói?
Com isso, bem sincera, o filme perde um pouco o que de melhor ele tem, quando tem: agilidade e ação. De qualquer maneira o filme é bom e, novamente, comprova o quanto Robert Downey Jr é excelente.
Os demais atores estão bem em seus papéis, mas vale destacar a atuação do consagradíssimo Ben Kingsley como o vilão Mandarim, responsável pelo ponto alto do filme, quando descobrimos a verdadeira história... E nada mais falarei para não perder o impacto.
O fato é que sem casa (sua mansão de Malibu vai pelo ares - uma pena...) o homem Tony Stark tem que carregar, literalmente, sua armadura e seu orgulho ferido... Mas o cara é esperto, inteligente e uma vez herói, sempre herói. Além disso, autoestima é tudo e ele tem de sobra... Além das armaduras. Praticamente um exército delas, uma loucura !
Não sei se haverá outro filme solo do herói, mas a grande verdade é que, além dos diretores e redatores, o herói meia-bomba da Marvel, através da excelente atuação de Robert, se tornou um dos heróis mais cativantes e respeitados da história cinematográfica. Eu, por exemplo, nunca fui fã dele (sempre amei o Thor), mas agora confesso o meu carinho por ele também. Enquanto isso, aguardemos Os Vingadores 2.
Dica: Não saia de sua cadeira quando o filme acabar. Aguardem até o final dos créditos e vejam o que, para mim, foi uma das melhores cenas de todo o filme. O diálogo de Tony Stark com o... Ah, não vou dizer não... Direi apenas que você não se arrependerá de ter sido o último ou um dos últimos a sair. :)


Nota: 8

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Homem de Ferro 3 (Iron Man 3)
Diretor: Shane Black
Atores: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle e Ben Kingsley
2013, ação - ficção científica


sábado, 30 de março de 2013

Deus da Carnificina (Carnage)

Nancy e Alan são os pais de uma criança que se envolve em uma briga com um colega de escola. O casal é gentilmente convidado, pelos pais do outro garoto, para um jantar com a intenção de esclarecer as coisas, mas eles também acabam se desentendendo e aumentando as proporções do conflito.

Baseado na peça Le Die udu Carnage, de Yasmina Reza, o filme tem a direção de Roman Polanski e se passa, tal qual a peça, dentro de um apartamento.
Nancy (Kate Winslet) e Alan (Christoph Waltz), que são os pais do rapaz que bateu no filho de Penelope (Jodie Foster) e Michael (John C. Reilly), resolvem ir na casa do casal para conversar sobre o ocorrido.
Na verdade, o acontecimento (a briga dos filhos) é apenas um pretexto porque a troca de farpas (a carnificina) é entre os dois casais, de posição social, estilo de vida e visão do mundo completamente diferente.
Waltz, mesmo não sendo propriamente o personagem principal (as mulheres é que são), é o melhor dos quatro, logo atrás vem Reilly. As mulheres são fortes, os maridos distantes, mas a diferença não distancia cada casal, pelo contrário.
O filme é rápido, os diálogos são velozes, o ritmo é frenético. Mesmo não sendo o meu estilo preferido, ele vale a pena ser visto, porque: a direção é de Polanski; a atuação dos quatro atores vale a pena e pelo cuidado com que trouxeram a peça teatral para o cinema, sem perder a essência.

Nota: 7

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Deus da Carnificina (Carnage)
Diretor: Roman Polanski
Atores: Kate Winslet, Christoph Waltz, Jodie Foster e John C. Reilly
2012, comédia- drama

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Oscar 2013

Finalmente o dia da tão aguardada premiação chegou. Em sua 85ª edição, a cerimônia da entrega do Oscar teve como anfitrião o ator, comediante e roteirista Seth MacFarlane.
Veja quem são os grandes vencedores deste ano !

Melhor filme: Argo
Melhor ator: Daniel Day-Lewis (Lincoln)
Melhor atriz: Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida)
Melhor ator coadjuvante: Christoph Waltz (Django Livre)
Melhor atriz coadjuvante: Anne Hathaway (Os Miseráveis)
Melhor diretor: Ang Lee (As Aventuras de Pi)
Melhor roteiro original: Quentin Tarantino (Django Livre)
Melhor roteiro adaptado: Chris Terrio (Argo)
Melhor filme em lingua estrangeira: Amor (Áustria)
Melhor longa animado: Valente
Melhor trilha sonora original: Mychael Danna (As Aventuras de Pi)
Melhor canção original: "Skyfall" (007 - Operação Skyfall)
Melhores efeitos visuais: Bill Westenhofer, Guillaume Rocheron, Erik-Jan De Boer e Donald R. Elliott (As Aventuras de Pi)
Melhor maquiagem: Lisa Westcott e Julie Dartnell (Os Miseráveis)
Melhor fotografia: Claudio Miranda (As Aventuras de Pi)
Melhor figurino: Jacqueline Durran (Anna Karenina)
Melhor direção de arte: Rick Carter e Jim Erickson (Lincoln)
Melhor documentário: Searching for Sugar Man
Melhor documentário de curta-metragem: Inocente
Melhor montagem: William Goldenberg (Argo)
Melhor curta: Curfew
Melhor curta animado: Paperman
Melhor edição de som: Empate com Paul N. J. Ottosson (A Hora Mais Escura) e Per Hallberg e Karen Baker Landers (007 - Operação Skyfall)
Melhor mixagem de som: Andy Nelson, Mark Paterson e Simon Hayes (Os Miseráveis)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Argo (Argo)

1979. O Irã está em ebulição, com a chegada ao poder do aiatolá Khomeini. Como o antigo xá ganhou asilo político nos Estados Unidos, que haviam apoiado seu governo de opressão ao povo iraniano, há nas ruas de Teerã diversos protestos contra os americanos. Um deles acontece em frente à embaixada do país, que acaba invadida. Seis diplomatas americanos conseguem escapar do local pouco antes da invasão, indo se refugiar na casa do embaixador canadense. Lá eles vivem durante meses, sob sigilo absoluto, enquanto a CIA busca um meio de retirá-los do país em segurança. A melhor opção é apresentada por Tony Mendez (Ben Affleck), um especialista em fugas, que sugere que uma produção de Hollywood seja utilizada como fachada para a operação. Aproveitando o sucesso de filmes como "Guerra nas Estrelas" e "A Batalha do Planeta dos Macacos", a ideia é criar um filme falso, a ficção científica Argo, que usaria as paisagens desérticas do Irã como locação. O projeto segue adiante com a ajuda do produtor Lester Siegel (Alan Arkin) e do maquiador John Chambers (John Goodman), que conhecem bem como funciona Hollywood.

Filmes baseados em fatos reais são por si só, dignos de atenção. Não só porque mostram o que aconteceu, mas porque ninguém (eu quero acreditar, né !) perderia tempo filmando casos desinteressantes. Essa história é simplesmente incrível: "A missão era real. O filme era mentira." Com uma introdução simples e didática, nos situamos na história e aí... Só fortes emoções !
Argo, produzido, dirigido e estrelado por Ben Affleck, é baseado em fatos reais relatados no livro Master of Disguise: My Secret Life in the CIA de Antonio J. Mendez. Até o dia de hoje, o filme já levou o Globo de Ouro de Melhor Filme Drama e Melhor Filme nas premiações SAG, Bafta e dos Críticos. Ben Affleck, em sua terceira direção, também levou o Bafta, Críticos e o SAG de Melhor Diretor, mas foi solenimente esquecido no Oscar. Porém, seu filme concorre e, para mim, ele será o grande vitorioso (saberemos no próximo dia 24 de fevreiro).
O filme é adrenalina pura. Eu não lembrava esse episódio (tinha apenas 13/14 anos na época) e, por isso, os últimos minutos do filme me deixaram absolutamente tensa.
Excelente interpretação, excelente direção, o filme, mais do que tudo, nos mostra seres humanos corajosos, que se unem para salvar 6 vidas, em um dos piores cenários existentes... Uma pessoa se destaca, Tony Mendez, mas vale destacar também o refém Joe Stafford (interpretado por Scoot McNairy), que no momento mais crucial da fuga, teve sangue frio suficiente para acreditar no seu “personagem” e ganhar minutos preciosos para a fuga.
Se você não viu este filme, baixe-o na internet, veja se está nos cinemas, mas não perca ! É filmaço merecedor de qualquer prêmio.

Nota: 10

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Argo (Argo)
Diretor: Ben Affleck
Atores: Ben Affleck, Alan Arkin, John Goodman, Bryan Cranston e Tate Donovan
2012, drama - suspense

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

João e Maria – Caçadores de Bruxas (Hansel and Gretel: Witch Hunters)

Depois de pegarem um gostinho por sangue quando crianças, João e Maria se tornaram vigilantes extremos, determinados a defender seu povo. Agora, sem que eles saibam, João e Maria passaram a ser a caça e têm que enfrentar um mal muito maior do que as bruxas, seu passado.

A moda, ultimamente, é dar uma nova roupagem aos clássicos infantis. O clássico da vez é João e Maria, dos Irmãos Grimm.
Confesso que fui assistir achando que era uma belíssima porcaria, mas não é que gostei do filme.
O filme se passa 15 anos depois da história original dos Grimm. O longa começa mostrando João e Maria sendo acordados pelos pais e tendo que fugir para a floresta. Lá acabam encontrando uma casa feita de doces. Eles entram (eu também entraria ! rs) e são presos pela bruxa, mas acabam matando-a, depois que descobriram que os feitiços dela não pegavam neles. Assim, acabam se tornando caçadores de bruxas, cheios de estilo e com armas super estranhas, mas poderosas..
Óbvio que ele não é clássico, não merece nenhum prêmio, e a atuação de todos foi digna, mas nada de espetacular. Porém o filme tem ação do começo ao fim, tem humor, tem um leve romance, tem todos os ingredientes necessários para fazer do filme uma excelente sugestão de entretenimento. Inclusive, o 3D foi muito bem aproveitado.
Não bastando tudo isso, no final há a possibilidade de ter uma continuação e, na boa, eu adoraria ver um João e Maria 2..

Nota: 8

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João e Maria – Caçadores de Bruxas (Hansel and Gretel: Witch Hunters)
Diretor: Tommy Wirkola
Atores: Jeremy Renner, Gemma Arterton, Famke Janssen e Famke Janssen
2013, ação

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

SAG Awards 2013

O prêmio do Sindicato dos Atores dos Estados Unidos, o SAG (Screen Actors Guild), é um dos termômetros para o Oscar, principalmente nas categorias ator e atriz.
Confira os ganhadores deste ano:

Melhor Elenco: Argo
Melhor Ator: Daniel Day-Lewis (Lincoln)
Melhor Atriz: Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida)
Melhor Ator Coadjuvante: Tommy Lee Jones (Lincoln)
Melhor Atriz Coadjuvante: Anne Hathaway (Os Miseráveis)
Melhor Elenco Série de TV – Drama: Downton Abbey
Melhor Elenco Série de TV – Comédia: Modern Family
Melhor Ator Série de TV – Drama: Bryan Cranston (Breaking Bad)
Melhor Atriz Série de TV – Drama: Claire Danes (Homeland)
Melhor Ator Série TV – Comédia: Alec Baldwin (30 Rock)
Melhor Atriz Série de TV – Comédia: Tina Fey (30 Rock)
Melhor Ator Telefilme/Minissérie: Kevin Costner (Hatfields & McCoys)
Melhor Atriz Telefilme/Minissérie: Julianne Moore (Virada no Jogo)
Melhor Dublê: 007 - Operação Skyfall
Melhor Dublê TV: Game of Thrones

Screen Actors Guild's Life Achievement Award: Dick Van Dyke

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Django Livre (Django Unchained)

Um escravo cujo histórico brutal com seus ex-senhores o coloca cara a cara com o caçador de recompensas alemão, Dr. King Schultz. Schultz está no encalço dos sanguinários irmãos Brittle, e Django é o único que pode levá-lo à sua recompensa. Heterodoxo, Schultz compra Django com a promessa de alforriá-lo assim que capturar os Brittle - mortos ou vivos.

Quentin Tarantino é irônico, mordaz, um gênio ! Ele inspira sentimentos extremos: ou você ama ou você o odeia, mas certamente nunca ficará indiferente aos seus filmes. Tarantino escreve e dirige, ele sabe cutucar o público. Django Livre é mais um filme dirigido e escrito por Tarantino e, para mim, filmaço absoluto.
Django (Jamie Foxx) escravo comprado por Dr. King Schultz (Christoph Waltz), um caçador de recompensas, e acabam virando parceiros e amigos. Na primavera, Schultz ajuda Django a achar a sua amada, Brunhilda (Kerry Eashington), comprada pelo cruel Calvie Candie (Leonardo DiCaprio).
Pessoas que não devem ter nada para fazer, chamam o filme de racista. Existem sim várias cenas violentas (e não gratuitas), mas a reflexão existe. O filme não é político, mas mostra o lado social da diferença racial. Além disso, bem ao estilo “tarantino” de ser, a sequência do que poderia ser a primeira ação da Ku Klux Klan é simplesmente surreal de tão hilário e cá pra nós, a própria existência desse grupo até hoje é algo ridículo e repugnante.
Atuação perfeita de todos. Waltz, mais uma vez, incrível, dando humor e leveza ao seu letal personagem. DiCaprio fala com os olhos... Neste filme, mais uma vez ele comprova o excelente ator que ele é. Mesmo ofuscado por Waltz (mas aí também é covardia), Foxx está sério, contido e seguro, um digno herói tarantiniano. Samuel L. Jackson (Stephen) com maquiagem ficou quase irreconhecível, faz uma espécie de mordomo subserviente e vingativo, um lixo de pessoa.
Tarantino faz uma ponta, quase no final do filme, mas o destino do seu personagem é... Terrivelmente engraçado, se é que você me entende. Bem, se você já viu o filme, certamente você entendeu e, provavelmente, deve ter dado uma sonora gargalhada, depois do susto, é claro.
Certamente não levará o Oscar, já que a Academia não tem senso de humor inteligente, mas o fato é que Django Livre é imperdível. São 170 minutos de distração garantida, abrilhantada por uma trilha sonora sensacional. É um dos filmes do ano, sem dúvida alguma.

Nota: 9

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Django Livre (Django Unchained)
Diretor: Quentin Tarantino
Atores: Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio e Kerry Washington
2013, faroeste - ação

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Globo de Ouro 2013

Com a apresentação de Tina Fey e Amy Poehler, aconteceu no International Ballroom do Hotel Beverly Hilton, em Beverly Hills a 70ª entrega do Globo de Ouro.
Saiba quais foram os ganhadores deste ano:

Melhor Filme Drama: Argo
Melhor Filme Musical/Comédia: Os Miseráveis
Melhor Ator Drama: Daniel Day-Lewis (Lincoln)
Melhor Atriz Drama: Jessica Chastain (A Hora Mais Escura)
Melhor Ator Musical/Comédia: Hugh Jackman (Os Miseráveis)
Melhor Atriz Musical/Comédia: Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida)
Melhor Ator Coadjuvante: Christoph Waltz (Django Livre)
Melhor Atriz Coadjuvante: Anne Hathaway (Os Miseráveis)
Melhor Diretor: Ben Affleck (Argo)
Melhor Roteiro: Quentin Tarantino (Django Livre)
Melhor Filme em Lingua Estrangeira: Amour (Áustria)
Melhor Longa Animado: Valente
Melhor Trilha Sonora Original: Mychael Danna (As Aventuras de Pi)
Melhor Canção Original: "Skyfall" (007 - Operação Skyfall)
Melhor Série Drama: Homeland
Melhor Atriz em Série Dramática: Claire Danes (Homeland)
Melhor Ator em Série Dramática: Damian Lewis (Homeland)
Melhor Série Comédia/Musical: Girls
Melhor Atriz em Série Musical/Humor: Lena Dunham (Girls)
Melhor Ator em Série Musical/Humor Don Cheadle (House of Lies)
Melhor Minissérie ou Telefilme: Game Change
Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme: Maggie Smith (Downton Abbey)
Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme: Ed Harris (Game Change)
Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme: Julianne Moore (Game Change)
Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme: Kevin Costner (Hatfields & McCoys)

Prêmio Cecil B. DeMille - Jodie Foster

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

As Aventuras de Pi (The Life of Pi)

Pi Patel é filho do dono de um zoológico localizado em Pondicherry, na Índia. Após anos cuidando do negócio, a família decide vender o empreendimento devido à retirada do incentivo dado pela prefeitura local. A idéia é se mudar para o Canadá, onde poderiam vender os animais para reiniciar a vida. Entretanto, o cargueiro onde todos viajam acaba naufragando devido a uma terrível tempestade. Pi consegue sobreviver em um bote salva-vidas, mas precisa dividir o pouco espaço disponível com uma zebra, um orangotango, uma hiena e um tigre de bengala chamado Richard Parker.

O filme é baseado no livro “A vida de Pi”, de Yann Martel que, por sua vez, se inspirou no livro “Max e os felinos”, do brasileiro Moacyr Scliar. Só com essas informações a minha curiosidade aguçou e lá fui eu.
A trama é complexa e dá argumentos para muitas trocas de ideias e eu adoooooro isso. O filme é uma fábula filosófica, onde a religião é o primeiro fio condutor. Temos o nosso herói, Pi, de origem indiana e, por isso, hinduísta. Depois que ele tomou conhecimento e gostou da história do filho de Deus, que se sacrifica pelos pecados dos outros, passou a ser também católico e, graças a Ala, também se tornou mulçumano. Com curiosidade aguçada, Pi mantinha sempre o coração e a mente aberta para novas descobertas, além disso, como ele mesmo diz: “A fé é uma casa de muitos quartos”.
Devido aos problemas financeiros, a família de Pi, que possuia um zoológico, resolve sair da Índia e ir para o Canadá. Lá venderiam alguns animais, obtendo dinheiro para viver uma nova vida. Porém, depois de uma forte tempestade, o cargueiro naufraga. Todos morrem e apenas Pi consegue sobreviver em um bote, ao lado de uma zebra de perna quebrada, um orangotango, uma hiena, um rato e Richard Parker, um tigre de bengala. Aqui abro um parêntese para dizer que o tigre (e todos os outros animais), criado digitalmente, é de uma beleza e realismo absolutamente alucinante.
Aí começa outro fio: na solidão do Oceano Pacífico, como sobreviver sem perder a sanidade? Vivendo um dia de cada vez, Pi tem que aprender a lidar com Parker e Parker com Pi. Esse aprendizado custou muito stress para ambos, mas foi importantíssimo para os dois.
A atuação de Suraj Sharma, Irrfan Khan e Ayush Tandon, todos fazendo Pi em várias idades (criança, jovem e adulto, respectivamente), é perfeita. Os demais estavam muito bem e a pequena participação de Depardieu como cozinheiro é impagável. Aliás, não faltam momentos engraçados para quebrar a tensão da situação. Isso deu leveza e sensibilidade.
O filme não poderia ter outro diretor se não Ang Lee, mestre na direção sutil, sensível, encantador e reflexivo. Fotografia e música perfeitas, o filme é uma pintura e como toda a pintura, ele tem várias nuances e cores, mas o final é uma interrogação... Qual a moral e a lição do filme, cada espectador terá uma. Eu tenho a minha e qual é/será a sua?

Nota: 8

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As Aventuras de Pi (The Life of Pi)
Diretor: Ang Lee
Atores: Suraj Sharma, Irrfan Khan, Tabu, Adil Hussain e Gerard Depardieu
2012, aventura - drama

domingo, 16 de dezembro de 2012

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (Hobbit - An Unexpected Journey)

Bilbo Bolseiro enfrentará uma jornada épica para retomar o Reino de Erebor, terra dos anões que foi conquistada há muito tempo pelo dragão Smaug. Levado à empreitada pelo mago Gandalf, o Cinzento, Bilbo encontra-se junto a um grupo de treze anões liderados pelo lendário guerreiro Thorin Escudo-de-Carvalho. Essa aventura irá leva-los a lugares selvagens, passando por terras traiçoeiras repletas de Goblins e Orcs, Wargs mortais e Aranhas Gigantes, Transmorfos e Magos. Embora o objetivo aponte para o Leste e ao árido da Montanha Solitária, eles devem escapar primeiro dos túneis dos Goblins, onde Bilbo encontra a criatura que vai mudar sua vida para sempre, Gollum.

Voltamos à Terra Média, quase 10 anos após o fim da trilogia Senhor dos Anéis. O Hobbit é uma adaptação do livro homônimo de J.R.R. Tolkien e narra a aventura de Bilbo, o Bolseiro, que entra nessa jornada com mais 13 anões e, claro, Gandalf, o Cinzento. Viagem essa que aconteceu 60 anos antes, quando tudo começou.
Não li o livro e, por isso, não faço a mínima ideia se o filme é perfeito a ele. Aliás, dizem que houve algumas liberdades criativas do tipo personagens que nem tem no livro estão no longa. O que eu sei é que o filme é ação em cima de ação, mas sem esquecer o humor. Um filme com muitas batalhas, mas leve. Você só sentirá os quase 170 minutos de filme se a cadeira do cinema for desconfortável, pois fora isso, você mergulhará no universo de Tolkien prestando atenção apenas no que está a sua frente, sem despregar o olho da telona.
Houve momentos impagáveis de humor puro quando do jantar dos trolls e a corrida do trenó puxado por coelhos, de Radagast, o Castanho (Sylvester McCoy). Porém, o momento mais aterrador e fascinante foi a batalha das montanhas de pedra. Não tem como não ficar tensa e boquiaberta diante de tanta grandiosidade... Claro que também rolou abobrinhas do tipo “ahhh, fala sério!”, mas e daí?! O filme é sensacional !
E as interpretações?! Martin Freeman (Bilbo Bolseiro, jovem) está um arraso. Discreto, sensível, bem humorado e ranzinza, mas com espírito heroico e aventureiro. Não tem como não nos apaixonarmos por ele em todos os momentos. Os atores que interpretam os 13 anões são figuras a parte, cada um tem uma personalidade diferente e todos se completam. Tem anão gatinho também e o nome dele é Kili, interpretado por Aidan Turner. Delícia também foi rever Ian McKellen, Hugo Weaving, Cate Blanchett, Elijah Wood e Christopher Lee. Ahhh, Gollun (Andy Serkis, no efeito de captura de movimentos) também voltou e está incrível com expressões faciais impressionantes. Para se ter uma ideia, por 2 segundos eu até tive dó dele. Por aí você já pode ter noção do olhar “gato de botas: tô carente e preciso de você”. Pois é...
O fato é que Peter Jackson, o mesmo diretor da trilogia Senhor dos Anéis, está de volta e você sente a sua mão nesse filme. Inclusive esses anos de espera fez bem ao próprio filme, principalmente com relação aos efeitos especiais. Na versão 3D rola a novidade tecnológica registrada em alta definição pelas novas câmeras Red Epic: 48 quadros por segundo (o normal, 24 quadros, basta para o cérebro registrar as imagens em movimento).
Agora só me resta aguardar as continuações O Hobbit: A Desolação de Smaug ( em 2013) e O Hobbit: Lá e de Volta Outra Vez (em 2014) para mais uma vez, aplaudir de pé esse filme que mais parece uma pintura.

Nota: 9

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O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (Hobbit - An Unexpected Journey)
Diretor: Petre Jackson
Atores: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Ian Holm
2012, aventura