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domingo, 15 de agosto de 2010

Respeito - um produto em falta

O aumento da violência cresce proporcionalmente com a falta de respeito dos nossos jovens e futuros alguma coisa na vida.
Quando vejo uma criança mandando nos pais, aos berros, a ponto de constranger todos que estão ao redor, fico mortificada. Como é possível isso?! Criança que não respeita os próprios pais, muito provavelmente, jamais respeitará outra pessoa estranha ou não. Isso é fato!
O problema é que educar não é uma tarefa fácil. Ela requer disciplina, perseverança e muita, mas muita paciência, qualidades que, ultimamente, pouquíssimos pais têm e por não terem, empurram essa responsabilidade para as escolas.
Claro que a escola tem as suas obrigações (e essa é uma delas), mas o respeito ao ser humano é, antes de tudo, absorvida pelos pequenos através de exemplos diários. Ou seja, no mundinho pelo qual ela circula, os pais, a família, o colégio, os desenhos animados têm que estar na mesma sintonia. Porém, não é assim que acontece.
As três palavrinhas mágicas são: por favor, obrigado e desculpe. Infelizmente, elas não fazem parte do vocabulário da maioria das crianças e adolescentes. Essas palavrinhas foram substituídas por: “é meu!”, “me dá!”, “perdeu” e outras tantas desse mesmo estilo.
O cúmulo do absurdo é tal que hoje achamos uma gracinha quando a criança é simpática e educada. Ou seja, o que deveria ser uma atitude normal e natural, virou exceção. Um absurdo!
Não quero fazer apologia a palmada. (Para registrar, sou a favor da palmada educativa: dada no momento e na hora correta. Porém, sou absolutamente contra a surra.) Mas o fato é que os pais têm que se portar como pais educadores. Eles têm que se impor através do respeito, sem perder a doçura. Os pais devem ser bons exemplos para seus filhos. Afinal de contas, o que todos nós desejamos é que essa criançada e juventude de hoje se tornem adultos descolados, respeitados e respeitosos de amanhã.
Não é tão difícil assim, basta que, realmente, se queira isso. Façamos a nossa parte!