segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Django Livre (Django Unchained)

Um escravo cujo histórico brutal com seus ex-senhores o coloca cara a cara com o caçador de recompensas alemão, Dr. King Schultz. Schultz está no encalço dos sanguinários irmãos Brittle, e Django é o único que pode levá-lo à sua recompensa. Heterodoxo, Schultz compra Django com a promessa de alforriá-lo assim que capturar os Brittle - mortos ou vivos.

Quentin Tarantino é irônico, mordaz, um gênio ! Ele inspira sentimentos extremos: ou você ama ou você o odeia, mas certamente nunca ficará indiferente aos seus filmes. Tarantino escreve e dirige, ele sabe cutucar o público. Django Livre é mais um filme dirigido e escrito por Tarantino e, para mim, filmaço absoluto.
Django (Jamie Foxx) escravo comprado por Dr. King Schultz (Christoph Waltz), um caçador de recompensas, e acabam virando parceiros e amigos. Na primavera, Schultz ajuda Django a achar a sua amada, Brunhilda (Kerry Eashington), comprada pelo cruel Calvie Candie (Leonardo DiCaprio).
Pessoas que não devem ter nada para fazer, chamam o filme de racista. Existem sim várias cenas violentas (e não gratuitas), mas a reflexão existe. O filme não é político, mas mostra o lado social da diferença racial. Além disso, bem ao estilo “tarantino” de ser, a sequência do que poderia ser a primeira ação da Ku Klux Klan é simplesmente surreal de tão hilário e cá pra nós, a própria existência desse grupo até hoje é algo ridículo e repugnante.
Atuação perfeita de todos. Waltz, mais uma vez, incrível, dando humor e leveza ao seu letal personagem. DiCaprio fala com os olhos... Neste filme, mais uma vez ele comprova o excelente ator que ele é. Mesmo ofuscado por Waltz (mas aí também é covardia), Foxx está sério, contido e seguro, um digno herói tarantiniano. Samuel L. Jackson (Stephen) com maquiagem ficou quase irreconhecível, faz uma espécie de mordomo subserviente e vingativo, um lixo de pessoa.
Tarantino faz uma ponta, quase no final do filme, mas o destino do seu personagem é... Terrivelmente engraçado, se é que você me entende. Bem, se você já viu o filme, certamente você entendeu e, provavelmente, deve ter dado uma sonora gargalhada, depois do susto, é claro.
Certamente não levará o Oscar, já que a Academia não tem senso de humor inteligente, mas o fato é que Django Livre é imperdível. São 170 minutos de distração garantida, abrilhantada por uma trilha sonora sensacional. É um dos filmes do ano, sem dúvida alguma.

Nota: 9

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Django Livre (Django Unchained)
Diretor: Quentin Tarantino
Atores: Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio e Kerry Washington
2013, faroeste - ação

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Globo de Ouro 2013

Com a apresentação de Tina Fey e Amy Poehler, aconteceu no International Ballroom do Hotel Beverly Hilton, em Beverly Hills a 70ª entrega do Globo de Ouro.
Saiba quais foram os ganhadores deste ano:

Melhor Filme Drama: Argo
Melhor Filme Musical/Comédia: Os Miseráveis
Melhor Ator Drama: Daniel Day-Lewis (Lincoln)
Melhor Atriz Drama: Jessica Chastain (A Hora Mais Escura)
Melhor Ator Musical/Comédia: Hugh Jackman (Os Miseráveis)
Melhor Atriz Musical/Comédia: Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida)
Melhor Ator Coadjuvante: Christoph Waltz (Django Livre)
Melhor Atriz Coadjuvante: Anne Hathaway (Os Miseráveis)
Melhor Diretor: Ben Affleck (Argo)
Melhor Roteiro: Quentin Tarantino (Django Livre)
Melhor Filme em Lingua Estrangeira: Amour (Áustria)
Melhor Longa Animado: Valente
Melhor Trilha Sonora Original: Mychael Danna (As Aventuras de Pi)
Melhor Canção Original: "Skyfall" (007 - Operação Skyfall)
Melhor Série Drama: Homeland
Melhor Atriz em Série Dramática: Claire Danes (Homeland)
Melhor Ator em Série Dramática: Damian Lewis (Homeland)
Melhor Série Comédia/Musical: Girls
Melhor Atriz em Série Musical/Humor: Lena Dunham (Girls)
Melhor Ator em Série Musical/Humor Don Cheadle (House of Lies)
Melhor Minissérie ou Telefilme: Game Change
Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme: Maggie Smith (Downton Abbey)
Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme: Ed Harris (Game Change)
Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme: Julianne Moore (Game Change)
Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme: Kevin Costner (Hatfields & McCoys)

Prêmio Cecil B. DeMille - Jodie Foster

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

As Aventuras de Pi (The Life of Pi)

Pi Patel é filho do dono de um zoológico localizado em Pondicherry, na Índia. Após anos cuidando do negócio, a família decide vender o empreendimento devido à retirada do incentivo dado pela prefeitura local. A idéia é se mudar para o Canadá, onde poderiam vender os animais para reiniciar a vida. Entretanto, o cargueiro onde todos viajam acaba naufragando devido a uma terrível tempestade. Pi consegue sobreviver em um bote salva-vidas, mas precisa dividir o pouco espaço disponível com uma zebra, um orangotango, uma hiena e um tigre de bengala chamado Richard Parker.

O filme é baseado no livro “A vida de Pi”, de Yann Martel que, por sua vez, se inspirou no livro “Max e os felinos”, do brasileiro Moacyr Scliar. Só com essas informações a minha curiosidade aguçou e lá fui eu.
A trama é complexa e dá argumentos para muitas trocas de ideias e eu adoooooro isso. O filme é uma fábula filosófica, onde a religião é o primeiro fio condutor. Temos o nosso herói, Pi, de origem indiana e, por isso, hinduísta. Depois que ele tomou conhecimento e gostou da história do filho de Deus, que se sacrifica pelos pecados dos outros, passou a ser também católico e, graças a Ala, também se tornou mulçumano. Com curiosidade aguçada, Pi mantinha sempre o coração e a mente aberta para novas descobertas, além disso, como ele mesmo diz: “A fé é uma casa de muitos quartos”.
Devido aos problemas financeiros, a família de Pi, que possuia um zoológico, resolve sair da Índia e ir para o Canadá. Lá venderiam alguns animais, obtendo dinheiro para viver uma nova vida. Porém, depois de uma forte tempestade, o cargueiro naufraga. Todos morrem e apenas Pi consegue sobreviver em um bote, ao lado de uma zebra de perna quebrada, um orangotango, uma hiena, um rato e Richard Parker, um tigre de bengala. Aqui abro um parêntese para dizer que o tigre (e todos os outros animais), criado digitalmente, é de uma beleza e realismo absolutamente alucinante.
Aí começa outro fio: na solidão do Oceano Pacífico, como sobreviver sem perder a sanidade? Vivendo um dia de cada vez, Pi tem que aprender a lidar com Parker e Parker com Pi. Esse aprendizado custou muito stress para ambos, mas foi importantíssimo para os dois.
A atuação de Suraj Sharma, Irrfan Khan e Ayush Tandon, todos fazendo Pi em várias idades (criança, jovem e adulto, respectivamente), é perfeita. Os demais estavam muito bem e a pequena participação de Depardieu como cozinheiro é impagável. Aliás, não faltam momentos engraçados para quebrar a tensão da situação. Isso deu leveza e sensibilidade.
O filme não poderia ter outro diretor se não Ang Lee, mestre na direção sutil, sensível, encantador e reflexivo. Fotografia e música perfeitas, o filme é uma pintura e como toda a pintura, ele tem várias nuances e cores, mas o final é uma interrogação... Qual a moral e a lição do filme, cada espectador terá uma. Eu tenho a minha e qual é/será a sua?

Nota: 8

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As Aventuras de Pi (The Life of Pi)
Diretor: Ang Lee
Atores: Suraj Sharma, Irrfan Khan, Tabu, Adil Hussain e Gerard Depardieu
2012, aventura - drama

domingo, 16 de dezembro de 2012

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (Hobbit - An Unexpected Journey)

Bilbo Bolseiro enfrentará uma jornada épica para retomar o Reino de Erebor, terra dos anões que foi conquistada há muito tempo pelo dragão Smaug. Levado à empreitada pelo mago Gandalf, o Cinzento, Bilbo encontra-se junto a um grupo de treze anões liderados pelo lendário guerreiro Thorin Escudo-de-Carvalho. Essa aventura irá leva-los a lugares selvagens, passando por terras traiçoeiras repletas de Goblins e Orcs, Wargs mortais e Aranhas Gigantes, Transmorfos e Magos. Embora o objetivo aponte para o Leste e ao árido da Montanha Solitária, eles devem escapar primeiro dos túneis dos Goblins, onde Bilbo encontra a criatura que vai mudar sua vida para sempre, Gollum.

Voltamos à Terra Média, quase 10 anos após o fim da trilogia Senhor dos Anéis. O Hobbit é uma adaptação do livro homônimo de J.R.R. Tolkien e narra a aventura de Bilbo, o Bolseiro, que entra nessa jornada com mais 13 anões e, claro, Gandalf, o Cinzento. Viagem essa que aconteceu 60 anos antes, quando tudo começou.
Não li o livro e, por isso, não faço a mínima ideia se o filme é perfeito a ele. Aliás, dizem que houve algumas liberdades criativas do tipo personagens que nem tem no livro estão no longa. O que eu sei é que o filme é ação em cima de ação, mas sem esquecer o humor. Um filme com muitas batalhas, mas leve. Você só sentirá os quase 170 minutos de filme se a cadeira do cinema for desconfortável, pois fora isso, você mergulhará no universo de Tolkien prestando atenção apenas no que está a sua frente, sem despregar o olho da telona.
Houve momentos impagáveis de humor puro quando do jantar dos trolls e a corrida do trenó puxado por coelhos, de Radagast, o Castanho (Sylvester McCoy). Porém, o momento mais aterrador e fascinante foi a batalha das montanhas de pedra. Não tem como não ficar tensa e boquiaberta diante de tanta grandiosidade... Claro que também rolou abobrinhas do tipo “ahhh, fala sério!”, mas e daí?! O filme é sensacional !
E as interpretações?! Martin Freeman (Bilbo Bolseiro, jovem) está um arraso. Discreto, sensível, bem humorado e ranzinza, mas com espírito heroico e aventureiro. Não tem como não nos apaixonarmos por ele em todos os momentos. Os atores que interpretam os 13 anões são figuras a parte, cada um tem uma personalidade diferente e todos se completam. Tem anão gatinho também e o nome dele é Kili, interpretado por Aidan Turner. Delícia também foi rever Ian McKellen, Hugo Weaving, Cate Blanchett, Elijah Wood e Christopher Lee. Ahhh, Gollun (Andy Serkis, no efeito de captura de movimentos) também voltou e está incrível com expressões faciais impressionantes. Para se ter uma ideia, por 2 segundos eu até tive dó dele. Por aí você já pode ter noção do olhar “gato de botas: tô carente e preciso de você”. Pois é...
O fato é que Peter Jackson, o mesmo diretor da trilogia Senhor dos Anéis, está de volta e você sente a sua mão nesse filme. Inclusive esses anos de espera fez bem ao próprio filme, principalmente com relação aos efeitos especiais. Na versão 3D rola a novidade tecnológica registrada em alta definição pelas novas câmeras Red Epic: 48 quadros por segundo (o normal, 24 quadros, basta para o cérebro registrar as imagens em movimento).
Agora só me resta aguardar as continuações O Hobbit: A Desolação de Smaug ( em 2013) e O Hobbit: Lá e de Volta Outra Vez (em 2014) para mais uma vez, aplaudir de pé esse filme que mais parece uma pintura.

Nota: 9

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O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (Hobbit - An Unexpected Journey)
Diretor: Petre Jackson
Atores: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Ian Holm
2012, aventura

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Sem Limites (Limitless)

Eddie Morra (Bradley Cooper) sofre de bloqueio de escritor. Um dia, ele reencontra na rua seu ex-cunhado, Vernon (Johnny Whitworth), que lhe apresenta um remédio revolucionário que permite o uso de 100% da capacidade cerebral. O efeito é imediato em Eddie, pois ele passa a se lembrar de tudo que já leu, ouviu ou viu em sua vida. A partir de então ele consegue aprender outras línguas, fazer cálculos complicados e escrever muito rapidamente, mas para manter este ritmo precisa tomar o remédio todo dia. Seu desempenho chama a atenção do empresário Carl Van Loon (Robert De Niro), que resolve contar com sua ajuda para fechar um dos maiores negócios da história.

Gostei muuuuuuuito do filme !
Sem Limites conta a história de Eddie, um aspirante a escritor com problemas sérios de black out criativo. Largado, deprimido... Um verdadeiro perdedor, até que ele encontra seu ex-cunhado que lhe oferece a solução dos seus problemas: um pequeno comprimido transparente chamado NZT, que tem como função fazer o cérebro funcionar em sua capacidade normal. Como não tem nada a perder, resolveu tomar e aí o mundo inteiro se tornou mais brilhante, mais colorido, mais charmoso. Tudo começou a dar certo, mas ao mesmo tempo os problemas vieram e não foram poucos.
Essa história de só usarmos 20% do nosso cérebro é mais batida do que a famosa batida do coco do Oswaldo (Se você mora no Rio de Janeiro já deve ter tomado umas e outras lá, na então conhecida rua dos motéis, na Barra da Tijuca. Não? Então perdeu !) Mas o fato é que, imagina, se nós tivéssemos a oportunidade de usar 100% de nossa capacidade cerebral. “Não estava chapado nem ligado. Apenas com a mente clara.”, diz Eddie.
Gostei da história; gostei das atuações, mesmo não tendo sido brilhantes. O filme é interessante do início ao fim. A idéia de usar cores diferenciadas quando Eddie toma a pílula é fantástica. De pálida e acinzentada, a vida torna-se mais clara, mais brilhante, mais alegre com o NZT.
Mesmo com efeitos colaterais, quem não gostaria de tomar uns comprimidinhos de NZT? Na boa, eu adoraria !

Nota: 8

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Sem Limites (Limitless)
Diretor: Neil Burger
Atores: Bradley Cooper, Robert De Niro, Abbie Comish
2011, drama – suspense

domingo, 2 de dezembro de 2012

Para Sempre (The Vow)

Um casal récem-casado se recupera de um acidente de carro que colocara a esposa em coma. Ao acordar, percebe que teve uma perda de memória grave e seu marido não medirá esforços para conquistar seu coração novamente.

Adooooro filmes românticos e se for baseado em fatos reais (o casal Kim e Krickitt Carpenter que, 2 meses após o casamento, envolvem-se em um sério acidente automobilístico), melhor ainda.
No filme Paige (Rachel McAdams) vive um clima de muito amor e carinho com o recém marido Leo (Channing Tatum, ex strippe e daí você imagina o gato que é o rapaz... uiii!). Certa noite eles sofrem um acidente de carro. Ele se machuca pouco, mas ela chega a ficar em coma e quando recobra a consciência não se lembra do marido e de nada do que aconteceu nos últimos 5 anos. Ela lembra somente de quando morava com os pais Bill e Rita Thornton (Sam Neill e Jessica Lange) e era noiva de Jeremy (Scott Speedman).
O filme mostra a luta do marido tentando fazê-la se lembrar e para isso ele tem que reconquistá-la novamente. Só que não é tão fácil assim, já que a própria Paige está irreconhecível até mesmo para Leo. É aqui que o filme diminui drasticamente a taxa de açúcar e ganha contorno mais dramático.
Claro que inúmeras pessoas meteram o malho no filme, mas o meu lado romântico adorou e recomenda. Afinal de contas, um belo filme de amor é sempre agradável e gostoso de se ver. (suspiros...)

Nota: 8

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Para Sempre (The Vow)
Diretor: Michael Sucsy
Atores: Rachel McAdams, Channing Tatum, Sam Neill e Jessica Lange
2012, romance

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Homens de Preto 3 (MIB – Men in Black 3)

Os agentes J (Will Smith) e K (Tommy Lee Jones) estão de volta… no tempo. J já viu algumas coisas inexplicáveis nos seus 15 anos com os Homens de Preto, mas nada, nem mesmo aliens, o deixa tão perplexo quanto o seu parceiro reticente, K. Mas quando a vida de K e o destino do planeta são colocados em jogo, o Agente J vai viajar no tempo para colocar as coisas no lugar. J descobre que há segredos no universo que J nunca contou – segredos que vão ser revelados quando ele se une ao jovem Agente K (Josh Brolin) para salvar seu parceiro, a agência e o futuro da humanidade.

Gostei muito do primeiro MIB (1997), o segundo (2002) já foi uma enrolação, embora tenha adorado o agente Frank, o cachorrinho marrento da raça Pug. Esse MIB 3 tem um clima saudosista, espírito retrô, já que traz um pouco dos anos 60 de volta, mas não será um filme inesquecível.
Nesse filme os agentes J (Will Smith) e K (Tommy Lee Jones) devem destruir o alienígena boglodita Boris, o Animal (Jemaine Clement), que teve o seu braço perdido graças ao agente K. Procurando vingança e, claro, a destruição da Terra, Boris volta ao passado (16 de julho de 1969) a fim de modificar essa história a seu favor. Junte-se a isso o fato de que J quer saber mais da vida de seu parceiro: o que houve na vida de K para ele se tornar tão ranzinza. O fato é que com essa viagem, J acaba conhecendo o agente K (Josh Brolin), quando jovem, totalmente diferente dos anos atuais.
Os melhores momentos, como sempre, são os diálogos de J e K. A interpretação de Tommy é fantástica como sempre e Josh soube criar um K jovem absolutamente perfeito. Will continua sempre hilário e querido.
Ou seja, mesmo com um filme fraco, é sempre uma delícia poder assistir essa dupla na telona.

Nota: 7

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Homens de Preto 3 (MIB – Men in Black 3)
Diretor: Barry Sonnenfeld
Atores: Will Smith, Tommy Lee Jones, Josh Brolin e Emma Thompson
2012, ficção científica – ação – comédia

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Amanhecer, parte 2 – O Final (The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 2)

Em a Saga Crepúsculo - Amanhecer - Parte 2, a felicidade dos recém-casados Bella Swan e Edward Cullen é interrompida quando uma série de traições e desgraças ameaça destruir o mundo deles. No fim da Parte 1, Bella quase morre, mas Edward consegue transformá-la em vampira. Ao ver Reneesme, filha de Bella, Jacob tem um amor à primeira vista. Bella não aceita esse fato no início, mas depois compreende. Porém, a criança que se desenvolve rapidamente é vista por Irina, do clã Denali. Irina conta aos Volturi sobre Renesmee, iniciando uma batalha sangrenta, que dará fim à Saga.

E com o Amanhecer – parte 2, finalmente tem o ponto final da saga vampiro-adolescente mais tudo que você quiser. Bom, esse “tudo” vai depender de cada um...
O fato é que o 4º. livro – chaaaaaaaato toda vida, diga-se de passagem – não tinha enredo suficiente para 2 filmes. Essa divisão foi puramente caça-níquel, para encher os cofres de todos os envolvidos. E vai enchar, não tenha dúvida disso.
Justamente por não ter história para manter essa 1 hora e um pouco mais de 15 minutos de filme, eles inventaram algo que deu bastante certo na telona, e aí eu tenho que parabenizar o diretor, Bill Condon, e a roteirista, Melissa Rosenberg. Disso não falarei mais, para não estragar a surpresa.
Outra coisa que percebemos nesse filme é um Edward (Pattinson) mais leve, sem aquela cara de “ah, coitado de mim, como sofro” e mais bem humorado (é difícil, em certos momentos, não lembrar da galhada plantada na cabecinha de Robert, mais isso não é problema nosso, não é mesmo?!). Bella (Stewart) realmente ficou bonita como vampira e a maternidade lhe caiu bem, mas a cara de “ah, tô com cólica terrível” permanece. O lobo Jacob (Taylor), ahhhh esse continua um gaaaaaato, mesmo em um papel ridículo de apaixonado pela pequena Renesmee (Mackenzie Foy), graças ao tal imprinting, um tipo de amor à primeira vista e para sempre.
Temos também o clã Cullen, achei todos mais bonitos e, claro, os Volturi cobertos com toneladas de pó-de-arroz e ar de superioridade exacerbada. Nesse epísódio novos vampiros, de vários cantos do mundo, surgem. Alguns bem interessantes. Inclusive, apareceram 2 vampiras vindas diretamente da Amazônia. Quem diria... Além de Saci-pererê, Mula sem Cabeça, Caipora etc, temos vampiros também !
O resto é o de sempre. Muitos closes, muitos olhares, muita luta, mas sem sangue porque vampiro que é vampiro não tem sangue. Exceto a Renesmee, mas isso é outra história. Várias falhas também foram cometidas, mas quem liga.
O fato é que, para quem gosta, o filme é apreciável. Para os adultos que terão que levar seus rebentos, afilhados e etc, saiba que essa atitude vai para a cota da caridade e contará muitos pontos. Só tome cuidado dentro da sala de exibição, porque os gritos das fãs enlouquecidas para verem os seus prediletos são inevitáveis. Ahhhh, a juventude...

Nota: 7

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Amanhecer, parte 2 – O Final (The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 2)
Diretor: Bill Condon
Atores: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Peter Facinelli
2012, romance

domingo, 18 de novembro de 2012

A Árvore da Vida (The Tree of Life)

Os O'Brien (Brad Pitt e Jessica Chastain) tiveram três filhos, criados com grande rigidez pelo pai. O mais velho deles, Jack (Sean Penn), sempre teve atritos com o pai, em parte por reconhecer em si mesmo um pouco dele. Além disto, já adulto, Jack enfrenta um forte sentimento de culpa devido à morte de seu irmão.

Se você quer um filme cabeça, cheio de galhos e ramificações, com um leque de interpretações, este é o filme. Agora se você quer desligar o cérebro, sem pensar em nada, nem chegue perto desse filme.
Não irei filosofar sobre o filme. Prefiro pegar apenas “um galho”, a família, e falar sobre ele.
Temos um pai que quer educar seus três filhos de uma maneira rígida e severa, mas tendo sempre em mente que está fazendo o que acha ser o melhor. A rigidez é tanta que os filhos passam a ter medo e com isso vão se distanciando do pai. Mas apesar de tudo, ele também tem momentos carinhosos com seus filhos, poucos, mas tem. A mãe é o coração, é o sopro de vida e esperança, mas é submissa. Não toma partido e quando o faz logo se cala.
É um filme que embrulha o estômago, que dá um sentimento de ira profunda, mas que ao mesmo tempo passa ternura, solidão e carência.
Ganhador da Palma de Ouro em Cannes, em 2011, A Árvore da Vida é um filme inquietante, mas serei honesta: na primeira 1:30h é de uma lentidão e tédio absoluto, mas se você perseverar, vai acabar gostando. Ou não !

Nota: 7

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A Árvore da Vida (The Tree of Life)
Diretor: Terrence Malick
Atores: Brad Pitt, Jessica Chastain e Sean Penn
2011, drama

domingo, 11 de novembro de 2012

007 - Operação Skyfall (Skyfall)

O vazamento de dados confidenciais revela a posição de diversos agentes infiltrados em células terroristas, colocando suas vidas em risco. O próprio James Bond é um dos afetados e precisa demonstrar sua lealdade a M para ajudá-la a resolver o problema. Logo ele passa a investigar quem está por trás do ataque ao MI6 e percebe que o responsável está bastante familiarizado com o modo de funcionamento da agência de espionagem britânica, por ter sido um de seus agentes no passado.

007 o agente secreto de sua majestade jamais perde o garbo e elegância. Representado por tantos atores (Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton e Pierce Brosnan), mas desde 2006 é Daniel Craig e seus estonteantes olhos azul céu, faz as honras da casa, digo, do MI6.
Neste filme Bond nos apresenta mais humano, mas não menos ácido. Sua batalha interna permeia suas atitudes, mas lhe dá força para seguir adiante. Em Skyfall as tradicionais Bondgirl dão lugar a uma única e impensável BondGirl: Javier Bardem. Claro que temos duas jovens lindas (Naomi Harris e a francesa Bérénice Marlohe), caidinhas pelo sex appeal de Bond, mas o título tem que ser de Javier. Nada mais direi, para não estregar o clima.
Daniel Craig continua perfeito ao estilo meio low profile de 007, mas Bardem (Silva) conquista com um vilão totalmente afetado, mas extremamente rancoroso. Um renegado em busca de vingança e é o ódio que o trai, diga-se de passagem. Ele poderia ter sido um “Coringa” para o 007, se fosse melhor aproveitado... Mesmo assim sua atuação é digna de, pelo menos, uma indicação ao Globo de Ouro e até mesmo ao Oscar.
Nessa guerra nem sempre silenciosa entre o ultrapassado e moderno, passado e futuro, novo e velho, deixando dúvidas quanto ao estado físico e mental do agente James Bond, um trecho da poesia de Tennyson, recitado por M (Judi Dench) durante o julgamento, resume magistralmente o espírito do filme: “Ainda que muito esteja perdido, muito nos resta; / e ainda que perdida a força dos velhos dias / que movia céus e terras; somos o que somos; / uma coragem única nos corações heróicos, / débeis pelo tempo e pelo destino, mas persistentes / em lutar, achar, buscar, jamais render.”
O filme é muito bom e, claro, a música tema cantada por Adele é belíssima: ...We will stand tall at skyfall Porque este não é o fim... 007 está mais vivo do que nunca. \o/

Nota: 8

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007 - Operação Skyfall (Skyfall)
Diretor: Sam Mendes
Atores: Daniel Craig, Javier Bardem, Judi Dench, Bérénice Marlohe e Ralph Fiennes
2012, ação