segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

SAG Awards 2013

O prêmio do Sindicato dos Atores dos Estados Unidos, o SAG (Screen Actors Guild), é um dos termômetros para o Oscar, principalmente nas categorias ator e atriz.
Confira os ganhadores deste ano:

Melhor Elenco: Argo
Melhor Ator: Daniel Day-Lewis (Lincoln)
Melhor Atriz: Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida)
Melhor Ator Coadjuvante: Tommy Lee Jones (Lincoln)
Melhor Atriz Coadjuvante: Anne Hathaway (Os Miseráveis)
Melhor Elenco Série de TV – Drama: Downton Abbey
Melhor Elenco Série de TV – Comédia: Modern Family
Melhor Ator Série de TV – Drama: Bryan Cranston (Breaking Bad)
Melhor Atriz Série de TV – Drama: Claire Danes (Homeland)
Melhor Ator Série TV – Comédia: Alec Baldwin (30 Rock)
Melhor Atriz Série de TV – Comédia: Tina Fey (30 Rock)
Melhor Ator Telefilme/Minissérie: Kevin Costner (Hatfields & McCoys)
Melhor Atriz Telefilme/Minissérie: Julianne Moore (Virada no Jogo)
Melhor Dublê: 007 - Operação Skyfall
Melhor Dublê TV: Game of Thrones

Screen Actors Guild's Life Achievement Award: Dick Van Dyke

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Django Livre (Django Unchained)

Um escravo cujo histórico brutal com seus ex-senhores o coloca cara a cara com o caçador de recompensas alemão, Dr. King Schultz. Schultz está no encalço dos sanguinários irmãos Brittle, e Django é o único que pode levá-lo à sua recompensa. Heterodoxo, Schultz compra Django com a promessa de alforriá-lo assim que capturar os Brittle - mortos ou vivos.

Quentin Tarantino é irônico, mordaz, um gênio ! Ele inspira sentimentos extremos: ou você ama ou você o odeia, mas certamente nunca ficará indiferente aos seus filmes. Tarantino escreve e dirige, ele sabe cutucar o público. Django Livre é mais um filme dirigido e escrito por Tarantino e, para mim, filmaço absoluto.
Django (Jamie Foxx) escravo comprado por Dr. King Schultz (Christoph Waltz), um caçador de recompensas, e acabam virando parceiros e amigos. Na primavera, Schultz ajuda Django a achar a sua amada, Brunhilda (Kerry Eashington), comprada pelo cruel Calvie Candie (Leonardo DiCaprio).
Pessoas que não devem ter nada para fazer, chamam o filme de racista. Existem sim várias cenas violentas (e não gratuitas), mas a reflexão existe. O filme não é político, mas mostra o lado social da diferença racial. Além disso, bem ao estilo “tarantino” de ser, a sequência do que poderia ser a primeira ação da Ku Klux Klan é simplesmente surreal de tão hilário e cá pra nós, a própria existência desse grupo até hoje é algo ridículo e repugnante.
Atuação perfeita de todos. Waltz, mais uma vez, incrível, dando humor e leveza ao seu letal personagem. DiCaprio fala com os olhos... Neste filme, mais uma vez ele comprova o excelente ator que ele é. Mesmo ofuscado por Waltz (mas aí também é covardia), Foxx está sério, contido e seguro, um digno herói tarantiniano. Samuel L. Jackson (Stephen) com maquiagem ficou quase irreconhecível, faz uma espécie de mordomo subserviente e vingativo, um lixo de pessoa.
Tarantino faz uma ponta, quase no final do filme, mas o destino do seu personagem é... Terrivelmente engraçado, se é que você me entende. Bem, se você já viu o filme, certamente você entendeu e, provavelmente, deve ter dado uma sonora gargalhada, depois do susto, é claro.
Certamente não levará o Oscar, já que a Academia não tem senso de humor inteligente, mas o fato é que Django Livre é imperdível. São 170 minutos de distração garantida, abrilhantada por uma trilha sonora sensacional. É um dos filmes do ano, sem dúvida alguma.

Nota: 9

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Django Livre (Django Unchained)
Diretor: Quentin Tarantino
Atores: Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio e Kerry Washington
2013, faroeste - ação

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Globo de Ouro 2013

Com a apresentação de Tina Fey e Amy Poehler, aconteceu no International Ballroom do Hotel Beverly Hilton, em Beverly Hills a 70ª entrega do Globo de Ouro.
Saiba quais foram os ganhadores deste ano:

Melhor Filme Drama: Argo
Melhor Filme Musical/Comédia: Os Miseráveis
Melhor Ator Drama: Daniel Day-Lewis (Lincoln)
Melhor Atriz Drama: Jessica Chastain (A Hora Mais Escura)
Melhor Ator Musical/Comédia: Hugh Jackman (Os Miseráveis)
Melhor Atriz Musical/Comédia: Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida)
Melhor Ator Coadjuvante: Christoph Waltz (Django Livre)
Melhor Atriz Coadjuvante: Anne Hathaway (Os Miseráveis)
Melhor Diretor: Ben Affleck (Argo)
Melhor Roteiro: Quentin Tarantino (Django Livre)
Melhor Filme em Lingua Estrangeira: Amour (Áustria)
Melhor Longa Animado: Valente
Melhor Trilha Sonora Original: Mychael Danna (As Aventuras de Pi)
Melhor Canção Original: "Skyfall" (007 - Operação Skyfall)
Melhor Série Drama: Homeland
Melhor Atriz em Série Dramática: Claire Danes (Homeland)
Melhor Ator em Série Dramática: Damian Lewis (Homeland)
Melhor Série Comédia/Musical: Girls
Melhor Atriz em Série Musical/Humor: Lena Dunham (Girls)
Melhor Ator em Série Musical/Humor Don Cheadle (House of Lies)
Melhor Minissérie ou Telefilme: Game Change
Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme: Maggie Smith (Downton Abbey)
Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme: Ed Harris (Game Change)
Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme: Julianne Moore (Game Change)
Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme: Kevin Costner (Hatfields & McCoys)

Prêmio Cecil B. DeMille - Jodie Foster

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

As Aventuras de Pi (The Life of Pi)

Pi Patel é filho do dono de um zoológico localizado em Pondicherry, na Índia. Após anos cuidando do negócio, a família decide vender o empreendimento devido à retirada do incentivo dado pela prefeitura local. A idéia é se mudar para o Canadá, onde poderiam vender os animais para reiniciar a vida. Entretanto, o cargueiro onde todos viajam acaba naufragando devido a uma terrível tempestade. Pi consegue sobreviver em um bote salva-vidas, mas precisa dividir o pouco espaço disponível com uma zebra, um orangotango, uma hiena e um tigre de bengala chamado Richard Parker.

O filme é baseado no livro “A vida de Pi”, de Yann Martel que, por sua vez, se inspirou no livro “Max e os felinos”, do brasileiro Moacyr Scliar. Só com essas informações a minha curiosidade aguçou e lá fui eu.
A trama é complexa e dá argumentos para muitas trocas de ideias e eu adoooooro isso. O filme é uma fábula filosófica, onde a religião é o primeiro fio condutor. Temos o nosso herói, Pi, de origem indiana e, por isso, hinduísta. Depois que ele tomou conhecimento e gostou da história do filho de Deus, que se sacrifica pelos pecados dos outros, passou a ser também católico e, graças a Ala, também se tornou mulçumano. Com curiosidade aguçada, Pi mantinha sempre o coração e a mente aberta para novas descobertas, além disso, como ele mesmo diz: “A fé é uma casa de muitos quartos”.
Devido aos problemas financeiros, a família de Pi, que possuia um zoológico, resolve sair da Índia e ir para o Canadá. Lá venderiam alguns animais, obtendo dinheiro para viver uma nova vida. Porém, depois de uma forte tempestade, o cargueiro naufraga. Todos morrem e apenas Pi consegue sobreviver em um bote, ao lado de uma zebra de perna quebrada, um orangotango, uma hiena, um rato e Richard Parker, um tigre de bengala. Aqui abro um parêntese para dizer que o tigre (e todos os outros animais), criado digitalmente, é de uma beleza e realismo absolutamente alucinante.
Aí começa outro fio: na solidão do Oceano Pacífico, como sobreviver sem perder a sanidade? Vivendo um dia de cada vez, Pi tem que aprender a lidar com Parker e Parker com Pi. Esse aprendizado custou muito stress para ambos, mas foi importantíssimo para os dois.
A atuação de Suraj Sharma, Irrfan Khan e Ayush Tandon, todos fazendo Pi em várias idades (criança, jovem e adulto, respectivamente), é perfeita. Os demais estavam muito bem e a pequena participação de Depardieu como cozinheiro é impagável. Aliás, não faltam momentos engraçados para quebrar a tensão da situação. Isso deu leveza e sensibilidade.
O filme não poderia ter outro diretor se não Ang Lee, mestre na direção sutil, sensível, encantador e reflexivo. Fotografia e música perfeitas, o filme é uma pintura e como toda a pintura, ele tem várias nuances e cores, mas o final é uma interrogação... Qual a moral e a lição do filme, cada espectador terá uma. Eu tenho a minha e qual é/será a sua?

Nota: 8

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As Aventuras de Pi (The Life of Pi)
Diretor: Ang Lee
Atores: Suraj Sharma, Irrfan Khan, Tabu, Adil Hussain e Gerard Depardieu
2012, aventura - drama

domingo, 16 de dezembro de 2012

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (Hobbit - An Unexpected Journey)

Bilbo Bolseiro enfrentará uma jornada épica para retomar o Reino de Erebor, terra dos anões que foi conquistada há muito tempo pelo dragão Smaug. Levado à empreitada pelo mago Gandalf, o Cinzento, Bilbo encontra-se junto a um grupo de treze anões liderados pelo lendário guerreiro Thorin Escudo-de-Carvalho. Essa aventura irá leva-los a lugares selvagens, passando por terras traiçoeiras repletas de Goblins e Orcs, Wargs mortais e Aranhas Gigantes, Transmorfos e Magos. Embora o objetivo aponte para o Leste e ao árido da Montanha Solitária, eles devem escapar primeiro dos túneis dos Goblins, onde Bilbo encontra a criatura que vai mudar sua vida para sempre, Gollum.

Voltamos à Terra Média, quase 10 anos após o fim da trilogia Senhor dos Anéis. O Hobbit é uma adaptação do livro homônimo de J.R.R. Tolkien e narra a aventura de Bilbo, o Bolseiro, que entra nessa jornada com mais 13 anões e, claro, Gandalf, o Cinzento. Viagem essa que aconteceu 60 anos antes, quando tudo começou.
Não li o livro e, por isso, não faço a mínima ideia se o filme é perfeito a ele. Aliás, dizem que houve algumas liberdades criativas do tipo personagens que nem tem no livro estão no longa. O que eu sei é que o filme é ação em cima de ação, mas sem esquecer o humor. Um filme com muitas batalhas, mas leve. Você só sentirá os quase 170 minutos de filme se a cadeira do cinema for desconfortável, pois fora isso, você mergulhará no universo de Tolkien prestando atenção apenas no que está a sua frente, sem despregar o olho da telona.
Houve momentos impagáveis de humor puro quando do jantar dos trolls e a corrida do trenó puxado por coelhos, de Radagast, o Castanho (Sylvester McCoy). Porém, o momento mais aterrador e fascinante foi a batalha das montanhas de pedra. Não tem como não ficar tensa e boquiaberta diante de tanta grandiosidade... Claro que também rolou abobrinhas do tipo “ahhh, fala sério!”, mas e daí?! O filme é sensacional !
E as interpretações?! Martin Freeman (Bilbo Bolseiro, jovem) está um arraso. Discreto, sensível, bem humorado e ranzinza, mas com espírito heroico e aventureiro. Não tem como não nos apaixonarmos por ele em todos os momentos. Os atores que interpretam os 13 anões são figuras a parte, cada um tem uma personalidade diferente e todos se completam. Tem anão gatinho também e o nome dele é Kili, interpretado por Aidan Turner. Delícia também foi rever Ian McKellen, Hugo Weaving, Cate Blanchett, Elijah Wood e Christopher Lee. Ahhh, Gollun (Andy Serkis, no efeito de captura de movimentos) também voltou e está incrível com expressões faciais impressionantes. Para se ter uma ideia, por 2 segundos eu até tive dó dele. Por aí você já pode ter noção do olhar “gato de botas: tô carente e preciso de você”. Pois é...
O fato é que Peter Jackson, o mesmo diretor da trilogia Senhor dos Anéis, está de volta e você sente a sua mão nesse filme. Inclusive esses anos de espera fez bem ao próprio filme, principalmente com relação aos efeitos especiais. Na versão 3D rola a novidade tecnológica registrada em alta definição pelas novas câmeras Red Epic: 48 quadros por segundo (o normal, 24 quadros, basta para o cérebro registrar as imagens em movimento).
Agora só me resta aguardar as continuações O Hobbit: A Desolação de Smaug ( em 2013) e O Hobbit: Lá e de Volta Outra Vez (em 2014) para mais uma vez, aplaudir de pé esse filme que mais parece uma pintura.

Nota: 9

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O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (Hobbit - An Unexpected Journey)
Diretor: Petre Jackson
Atores: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Ian Holm
2012, aventura

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Sem Limites (Limitless)

Eddie Morra (Bradley Cooper) sofre de bloqueio de escritor. Um dia, ele reencontra na rua seu ex-cunhado, Vernon (Johnny Whitworth), que lhe apresenta um remédio revolucionário que permite o uso de 100% da capacidade cerebral. O efeito é imediato em Eddie, pois ele passa a se lembrar de tudo que já leu, ouviu ou viu em sua vida. A partir de então ele consegue aprender outras línguas, fazer cálculos complicados e escrever muito rapidamente, mas para manter este ritmo precisa tomar o remédio todo dia. Seu desempenho chama a atenção do empresário Carl Van Loon (Robert De Niro), que resolve contar com sua ajuda para fechar um dos maiores negócios da história.

Gostei muuuuuuuito do filme !
Sem Limites conta a história de Eddie, um aspirante a escritor com problemas sérios de black out criativo. Largado, deprimido... Um verdadeiro perdedor, até que ele encontra seu ex-cunhado que lhe oferece a solução dos seus problemas: um pequeno comprimido transparente chamado NZT, que tem como função fazer o cérebro funcionar em sua capacidade normal. Como não tem nada a perder, resolveu tomar e aí o mundo inteiro se tornou mais brilhante, mais colorido, mais charmoso. Tudo começou a dar certo, mas ao mesmo tempo os problemas vieram e não foram poucos.
Essa história de só usarmos 20% do nosso cérebro é mais batida do que a famosa batida do coco do Oswaldo (Se você mora no Rio de Janeiro já deve ter tomado umas e outras lá, na então conhecida rua dos motéis, na Barra da Tijuca. Não? Então perdeu !) Mas o fato é que, imagina, se nós tivéssemos a oportunidade de usar 100% de nossa capacidade cerebral. “Não estava chapado nem ligado. Apenas com a mente clara.”, diz Eddie.
Gostei da história; gostei das atuações, mesmo não tendo sido brilhantes. O filme é interessante do início ao fim. A idéia de usar cores diferenciadas quando Eddie toma a pílula é fantástica. De pálida e acinzentada, a vida torna-se mais clara, mais brilhante, mais alegre com o NZT.
Mesmo com efeitos colaterais, quem não gostaria de tomar uns comprimidinhos de NZT? Na boa, eu adoraria !

Nota: 8

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Sem Limites (Limitless)
Diretor: Neil Burger
Atores: Bradley Cooper, Robert De Niro, Abbie Comish
2011, drama – suspense

domingo, 2 de dezembro de 2012

Para Sempre (The Vow)

Um casal récem-casado se recupera de um acidente de carro que colocara a esposa em coma. Ao acordar, percebe que teve uma perda de memória grave e seu marido não medirá esforços para conquistar seu coração novamente.

Adooooro filmes românticos e se for baseado em fatos reais (o casal Kim e Krickitt Carpenter que, 2 meses após o casamento, envolvem-se em um sério acidente automobilístico), melhor ainda.
No filme Paige (Rachel McAdams) vive um clima de muito amor e carinho com o recém marido Leo (Channing Tatum, ex strippe e daí você imagina o gato que é o rapaz... uiii!). Certa noite eles sofrem um acidente de carro. Ele se machuca pouco, mas ela chega a ficar em coma e quando recobra a consciência não se lembra do marido e de nada do que aconteceu nos últimos 5 anos. Ela lembra somente de quando morava com os pais Bill e Rita Thornton (Sam Neill e Jessica Lange) e era noiva de Jeremy (Scott Speedman).
O filme mostra a luta do marido tentando fazê-la se lembrar e para isso ele tem que reconquistá-la novamente. Só que não é tão fácil assim, já que a própria Paige está irreconhecível até mesmo para Leo. É aqui que o filme diminui drasticamente a taxa de açúcar e ganha contorno mais dramático.
Claro que inúmeras pessoas meteram o malho no filme, mas o meu lado romântico adorou e recomenda. Afinal de contas, um belo filme de amor é sempre agradável e gostoso de se ver. (suspiros...)

Nota: 8

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Para Sempre (The Vow)
Diretor: Michael Sucsy
Atores: Rachel McAdams, Channing Tatum, Sam Neill e Jessica Lange
2012, romance

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Homens de Preto 3 (MIB – Men in Black 3)

Os agentes J (Will Smith) e K (Tommy Lee Jones) estão de volta… no tempo. J já viu algumas coisas inexplicáveis nos seus 15 anos com os Homens de Preto, mas nada, nem mesmo aliens, o deixa tão perplexo quanto o seu parceiro reticente, K. Mas quando a vida de K e o destino do planeta são colocados em jogo, o Agente J vai viajar no tempo para colocar as coisas no lugar. J descobre que há segredos no universo que J nunca contou – segredos que vão ser revelados quando ele se une ao jovem Agente K (Josh Brolin) para salvar seu parceiro, a agência e o futuro da humanidade.

Gostei muito do primeiro MIB (1997), o segundo (2002) já foi uma enrolação, embora tenha adorado o agente Frank, o cachorrinho marrento da raça Pug. Esse MIB 3 tem um clima saudosista, espírito retrô, já que traz um pouco dos anos 60 de volta, mas não será um filme inesquecível.
Nesse filme os agentes J (Will Smith) e K (Tommy Lee Jones) devem destruir o alienígena boglodita Boris, o Animal (Jemaine Clement), que teve o seu braço perdido graças ao agente K. Procurando vingança e, claro, a destruição da Terra, Boris volta ao passado (16 de julho de 1969) a fim de modificar essa história a seu favor. Junte-se a isso o fato de que J quer saber mais da vida de seu parceiro: o que houve na vida de K para ele se tornar tão ranzinza. O fato é que com essa viagem, J acaba conhecendo o agente K (Josh Brolin), quando jovem, totalmente diferente dos anos atuais.
Os melhores momentos, como sempre, são os diálogos de J e K. A interpretação de Tommy é fantástica como sempre e Josh soube criar um K jovem absolutamente perfeito. Will continua sempre hilário e querido.
Ou seja, mesmo com um filme fraco, é sempre uma delícia poder assistir essa dupla na telona.

Nota: 7

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Homens de Preto 3 (MIB – Men in Black 3)
Diretor: Barry Sonnenfeld
Atores: Will Smith, Tommy Lee Jones, Josh Brolin e Emma Thompson
2012, ficção científica – ação – comédia

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Amanhecer, parte 2 – O Final (The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 2)

Em a Saga Crepúsculo - Amanhecer - Parte 2, a felicidade dos recém-casados Bella Swan e Edward Cullen é interrompida quando uma série de traições e desgraças ameaça destruir o mundo deles. No fim da Parte 1, Bella quase morre, mas Edward consegue transformá-la em vampira. Ao ver Reneesme, filha de Bella, Jacob tem um amor à primeira vista. Bella não aceita esse fato no início, mas depois compreende. Porém, a criança que se desenvolve rapidamente é vista por Irina, do clã Denali. Irina conta aos Volturi sobre Renesmee, iniciando uma batalha sangrenta, que dará fim à Saga.

E com o Amanhecer – parte 2, finalmente tem o ponto final da saga vampiro-adolescente mais tudo que você quiser. Bom, esse “tudo” vai depender de cada um...
O fato é que o 4º. livro – chaaaaaaaato toda vida, diga-se de passagem – não tinha enredo suficiente para 2 filmes. Essa divisão foi puramente caça-níquel, para encher os cofres de todos os envolvidos. E vai enchar, não tenha dúvida disso.
Justamente por não ter história para manter essa 1 hora e um pouco mais de 15 minutos de filme, eles inventaram algo que deu bastante certo na telona, e aí eu tenho que parabenizar o diretor, Bill Condon, e a roteirista, Melissa Rosenberg. Disso não falarei mais, para não estragar a surpresa.
Outra coisa que percebemos nesse filme é um Edward (Pattinson) mais leve, sem aquela cara de “ah, coitado de mim, como sofro” e mais bem humorado (é difícil, em certos momentos, não lembrar da galhada plantada na cabecinha de Robert, mais isso não é problema nosso, não é mesmo?!). Bella (Stewart) realmente ficou bonita como vampira e a maternidade lhe caiu bem, mas a cara de “ah, tô com cólica terrível” permanece. O lobo Jacob (Taylor), ahhhh esse continua um gaaaaaato, mesmo em um papel ridículo de apaixonado pela pequena Renesmee (Mackenzie Foy), graças ao tal imprinting, um tipo de amor à primeira vista e para sempre.
Temos também o clã Cullen, achei todos mais bonitos e, claro, os Volturi cobertos com toneladas de pó-de-arroz e ar de superioridade exacerbada. Nesse epísódio novos vampiros, de vários cantos do mundo, surgem. Alguns bem interessantes. Inclusive, apareceram 2 vampiras vindas diretamente da Amazônia. Quem diria... Além de Saci-pererê, Mula sem Cabeça, Caipora etc, temos vampiros também !
O resto é o de sempre. Muitos closes, muitos olhares, muita luta, mas sem sangue porque vampiro que é vampiro não tem sangue. Exceto a Renesmee, mas isso é outra história. Várias falhas também foram cometidas, mas quem liga.
O fato é que, para quem gosta, o filme é apreciável. Para os adultos que terão que levar seus rebentos, afilhados e etc, saiba que essa atitude vai para a cota da caridade e contará muitos pontos. Só tome cuidado dentro da sala de exibição, porque os gritos das fãs enlouquecidas para verem os seus prediletos são inevitáveis. Ahhhh, a juventude...

Nota: 7

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Amanhecer, parte 2 – O Final (The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 2)
Diretor: Bill Condon
Atores: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Peter Facinelli
2012, romance

domingo, 18 de novembro de 2012

A Árvore da Vida (The Tree of Life)

Os O'Brien (Brad Pitt e Jessica Chastain) tiveram três filhos, criados com grande rigidez pelo pai. O mais velho deles, Jack (Sean Penn), sempre teve atritos com o pai, em parte por reconhecer em si mesmo um pouco dele. Além disto, já adulto, Jack enfrenta um forte sentimento de culpa devido à morte de seu irmão.

Se você quer um filme cabeça, cheio de galhos e ramificações, com um leque de interpretações, este é o filme. Agora se você quer desligar o cérebro, sem pensar em nada, nem chegue perto desse filme.
Não irei filosofar sobre o filme. Prefiro pegar apenas “um galho”, a família, e falar sobre ele.
Temos um pai que quer educar seus três filhos de uma maneira rígida e severa, mas tendo sempre em mente que está fazendo o que acha ser o melhor. A rigidez é tanta que os filhos passam a ter medo e com isso vão se distanciando do pai. Mas apesar de tudo, ele também tem momentos carinhosos com seus filhos, poucos, mas tem. A mãe é o coração, é o sopro de vida e esperança, mas é submissa. Não toma partido e quando o faz logo se cala.
É um filme que embrulha o estômago, que dá um sentimento de ira profunda, mas que ao mesmo tempo passa ternura, solidão e carência.
Ganhador da Palma de Ouro em Cannes, em 2011, A Árvore da Vida é um filme inquietante, mas serei honesta: na primeira 1:30h é de uma lentidão e tédio absoluto, mas se você perseverar, vai acabar gostando. Ou não !

Nota: 7

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A Árvore da Vida (The Tree of Life)
Diretor: Terrence Malick
Atores: Brad Pitt, Jessica Chastain e Sean Penn
2011, drama