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domingo, 11 de julho de 2010

Beleza em campo

Faço parte da torcida feminina que não entende nada de futebol, mas que presta uma atenção incrível no momento do Hino Nacional quando, perfilados, os jogadores são apresentados. Todos com aquelas carinhas compenetradas, mão no peito... É nesse instante que, atentamente, escalo a minha seleção: os gatos da Copa 2010.
Para escalar essa seleção, além de observar os jogadores em campo, tento dar um confere nas fotos que rolam na internet. Um trabalho tão chaaaato! rs
Confesso a minha dificuldade em achar os asiáticos bonitos, já que meus olhos não conseguem ver diferenças significativas entre eles. Juro que tentei, mas não consegui escolher nenhum.
Adoro os loiros de olhos claros e, nesse quesito, várias seleções vieram com tudo: da Austrália, Lucas Neill, Grella e Valeri; da Alemanha, na boa?! espetáculo de seleção, Lahn, Friedrich, Badstuber, Podolski e Mertesacker; da Grécia os goleiros vieram com as bênçãos dos deuses do Olimpo: Tzorvas e Sifakis; da Inglaterra tivemos a presença sempre encantadora de David Beckham (sem comentários!) e um belo Gerrard; da Dinamarca... praticamente o time todo, até me perdi!
Os morenos e os negros também tiraram o meu fôlego: Jokic e Zlatan, da Eslovenia; Lacen, da Argélia; Yoann, da França; Shittu e Enyeama, da Nigéria; Eduardo, Raul Meirelles, Duda e Miguel Veloso, de Portugal; Xabi Alonso, Casillas e Jesús Navas, da Espanha; Mokoena, da África do Sul; Sneijder, da Holanda; Demichelis, Mascherano, Samuel e o ma-ra-vi-lhooooooso Higuaín, da Argentina (peço perdão por achar argentino bonito, mas, nesse quesito, meus olhos não ligam para a rivalidade); Bassong, dos Camarões; nos EUA tivemos o Bocanegra e o Benny (ouvi um ti ti ti de que ele é carioca. Será? Tá explicado...). Mas o italiano Iaquinta arrebatou meu coração. Que homem era aquele?!
Na nossa seleção canarinho, apenas 2 jogadores mereceram os meus suspiros: Felipe Melo e Daniel Alves. OK! O primeiro teve uma atitude animalesca e o segundo não foi tão ruim assim, vai... “Ah, mas o Kaká é um gato.” Hmmm. Talvez daqui a 20 anos, quando ele tiver mais cara de homem e menos cara de garoto. Hoje, na minha lista, tá fora!
Eu tenho que fazer um registro, mesmo que breve, dos uniformes. Parabéns a marca “Puma”, que percebeu e transformou em realidade, os desejos da torcida feminina. Camisas coladinhas ao corpaço dos jogadores, principalmente os das seleções africanas, foram um show a parte. Uau !
O fato é que a mim me encantam as belíssimas espécies que correm pelo gramado, atrás da bola, mas não sou tão dããããã assim: jogadas e gols bonitos também chamam a minha atenção, mas... Quem foi mesmo que ganhou essa Copa? Ah, lembrei !

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Copa do Mundo 2010 - África do Sul


A 30 dias do início da Copa do Mundo 2010 de Futebol, o nosso coração já sofre a primeira transformação: a mudança de cor. O verde e amarelo, e uma pitada de azul, invadem as lojas, as ruas, as casas, as televisões... É o povo se unindo, criando uma aura de patriotismo de chuteiras, como dizia Nelson Rodrigues.
Da minha parte já possuo o que eu chamo de "kit torcedora", com tudo que tem direito: anéis, pulseiras, brincos, bandanas, fitas, bate-palmas, luvinha de dedo para o "V" da vitória (estava na moda em uma dessas Copas passadas), cangas etc. Fora as blusas e a camisa oficial da Seleção do Tetra.
Munida com todo esse aparato, só aguardo o apito inicial. Assistir aos jogos com os amigos é uma emoção sem preço. A trilha sonora é a da Claudia Leitte: "Extravassa ! Libera e joga tudo pro ar." E esse tudo é TUUUDO mesmo. Na Copa de 1994, eu pulei tão alto que quase derrubei o lustre da sala.
Falem o que quiserem, mas a Copa de 94 foi inesquecível para mim. Lembro que assisti todos os jogos no mesmo lugar e com a mesma roupa. Imagina! Estava dando certo, não seria eu que quebraria a corrente. Ao final de cada partida, íamos para o baixo Flamengo, e nos juntávamos com uma galera e andávamos pelas ruas bradando gritos de guerra do tipo: "Eu eu eu, a Holanda se fu#$%&eu." Uma loucura!
No último jogo, concentração total! Assisti ao primeiro tempo deitada; o segundo, sentada; o 1o. da prorrogação, em pé e ao 2o., ajoelhada. Torcedor sofre! Fomos para os pênaltis. Sentei em uma cadeira de praia, com as mãos postas, rezando como uma louca. Aí veio Paulo Rossi... Gelei! O pai de uma amiga foi categórico: "Paulo Rossi, vai bater?! Já ganhamos!" E não é que ganhamos mesmo!
Descemos, fomos para a rua. Eu beijava todo mundo, eu falava com todo mundo... Era a rua, o bairro, o estado, o país em êxtase pleno e absoluto! Era o meu querido (para mim, ele sempre foi O cara) capitão Dunga, levantando a taça, depois de tantos anos, e eu chorando de tanta felicidade.
Dezesseis anos depois, o capitão agora é o treinador. Se ele vai conseguir trazer o hexa para nós, só os deuses da pelota sabem. Mas o bom do futebol é isso: é a torcida, é o espetáculo, é o improvável... Eu, da minha parte, continuarei torcendo como uma doida e usando a mesma roupa, porque escrita é escrita. Vamos respeitar!