domingo, 2 de fevereiro de 2014






Philip Seymour Hoffman

Fairport, 23 de julho de 1967 / Nova Iorque, 2 de fevereiro de 2014






"A vida é muito engraçada quando você está olhando objetivamente, do lado de fora."



Minha homenagem a um dos melhores atores do cinema mundial.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

A Menina que Roubava Livros (The Book Thief)

Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo, ela aprende a ler e partilhar livros com seus vizinhos, incluindo um homem judeu que vive na clandestinidade.

A Menina que roubava livros é baseado na obra de mesmo nome, de Markus Zusak (um dos roteiristas do filme) que, só aqui no Brasil, vendeu mais de 2 milhões de exemplares. É um filme digno, mas para quem, como eu, leu o livro, sentirá falta de vários detalhes. Com isso, a emoção gerada é totalmente diferente da do livro ou pior, nem há emoção. Este foi o meu caso. Apenas assisti o filme, mas os detalhes básicos não estavam lá para emocionar-me.
Percebam, o filme é bom, mas o foco do filme ficou diferente do foco do livro. No livro, a Morte conta a história de Liesel. As situações giram em torno dela e nós vemos o crescimento dela em vários momentos. O mesmo não ocorre com o filme. Basicamente o foco do filme se tornou a vida sofrida durante a Segunda Guerra e o que as pessoas faziam para amenizar.
Sophie Nélisse fez uma Liesel Meminger com extrema delicadeza, mas a figura dela não preencheu o meu ideal de Liesel. Eu não personifiquei Liesel dessa maneira: loira de olhos claros, por exemplo.
Já Geoffrey Rush fez um Hans, pai de Liesel, perfeito. Ele é um daqueles poucos atores mediúnicos que incorporam o personagem. Dá gosto de ver ! O jovem Nico Liersh interpretou Rudy, o melhor amigo de Liesel. Encaixou no meu imaginário com perfeição. Ele fez um Rudy perfeito !
É um bom filme que vale a pena ser visto, mas por favor, caso não tenha lido o livro, pegue-o e leia. Você se emocionará com a história de Liesel Meminger.

Nota: 7
______________________
A Menina que Roubava Livros (The Book Thief)
Diretor: Brian Percival
Atores: Barbara Auer, Emily Watson, Geoffrey Rush e Sophie Nélisse
2014, drama

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A Última Viagem a Vegas (Last Vegas)

Três grandes amigos vão à cidade de Las Vegas para a despedida de solteiro de um quarto amigo do grupo, um solteirão convicto que decidiu se casar com uma garota muito mais jovem.

o que dizer de um filme com 4 feras: DeNiro, morgan Freeman, Michael Douglas e Kevin Kline ? TODOS maravilhosos, mas a ranzinzice de DeNiro e o estilo "safado cool" de Freeman foram incríveis.
A história é uma bobagem só, mas quem liga ?! Estamos diante de uma aula de interpretação, de autêntico "play". Os 4 brincam em cena e nos levam com eles.

Nota: 8
______________________
A Última Viagem a Vegas (Last Vegas)
Diretor: Jon Turteltaub
Atores: Michael Douglas, Robert De Niro, Morgan Freeman e Kevin Kline
2013, comédia

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Globo de Ouro 2014

Neste domingo 12 e novamente apresentado pelas atrizes Tina Fey e Amy Poehler, aconteceu no International Ballroom do Hotel Beverly Hilton, em Beverly Hills a 71ª entrega do Globo de Ouro.
Saiba quais foram os ganhadores deste ano:

Melhor Filme Drama: 12 Anos de Escravidão
Melhor Filme Musical/Comédia: Trapaça
Melhor Ator Drama: Matthew McConaughey (Dallas Buyers Club)
Melhor Atriz Drama: Cate Blanchett (Blue Jasmine)
Melhor Ator Musical/Comédia: Leonardo DiCaprio (O Lobo de Wall Street)
Melhor Atriz Musical/Comédia: Amy Adams (Trapaça)
Melhor Ator Coadjuvante: Jared Leto (Dallas Buyers Club)
Melhor Atriz Coadjuvante: Jennifer Lawrence (Trapaça)
Melhor Diretor: Alfonso Cuaron (Gravidade)
Melhor Roteiro: Spike Jonze (Ela)
Melhor Filme em Lingua Estrangeira: A grande beleza (Itália)
Melhor Longa Animado: Frozen: Uma aventura congelante
Melhor Trilha Sonora Original: "All Is Lost"
Melhor Canção Original: Ordinary Love (Mandela: Long Walk to Freedom)
Melhor Série Drama: Breaking Bad
Melhor Atriz em Série Dramática: Robin Wright (House of Cards)
Melhor Ator em Série Dramática: Bryan Cranston (Breaking Bad)
Melhor Série Comédia/Musical: Brooklyn Nine-Nine
Melhor Atriz em Série Musical/Humor: Amy Poehler (Parks and Recreation)
Melhor Ator em Série Musical/Humor Andy Samberg (Brooklyn Nine-Nine)
Melhor Minissérie ou Telefilme: Behind the Candelabra
Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme: Jacqueline Bisset (Dancing on the Edge)
Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme: John Voight (Ray Donovan)
Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme: Elisabeth Moss (Top of the Lake)
Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme: Michael Douglas (Behind the Candelabra)

Prêmio Cecil B. DeMille - Woody Allen (Diane Keaton representou-o)

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Na Estrada (On The Road)

Nova York, Estados Unidos. Sal Paradise (Sam Riley) é um aspirante a escritor que acaba de perder o pai. Ao conhecer Dean Moriarty (Garrett Hedlund) ele é apresentado a um mundo até então desconhecido, onde há bastante liberdade no sexo e no uso de drogas. Logo Sal e Dean se tornam grandes amigos, dividindo a parceria com a jovem Marylou (Kristen Stewart), que é apaixonada por Dean. Os três viajam pelas estradas do interior do país, sempre dispostos a fugir de uma vida monótona e cheia de regras.

Baseado no livro homônimo de Jack Kerouac, escrito em 1951, o filme foi dirigido pelo brasileiro Walter Salles.
Não li o livro, mas está na minha vasta lista de livros a serem lidos. Portanto, não posso comentar se, por exemplo, o filme pegou o espírito do livro. Porém, confesso que achei o filme chato.
OK, o filme retrata uma geração, a geração beat, cheia de rebeldia e disposição para levar uma vida nômade e desregrada. Hoje, para nós, esse tipo de vida não nos enche os olhos. Assim, o espírito beat não me disse nada. Fica valendo apenas a amizade louca e corrosiva entre os 4 personagens principais: Sal, Dean, Marylou e Camille.
Torno a dizer que não li o livro, mas o fato é que quando finalmente isso acontecer, certamente farei questão de rever o longa.

Nota: 7

_____________________
Na Estrada (On The Road)
Diretor: Walter Salles
Atores: Garrett Hedlund, Sam Riley, Kristen Stewart e Amy Adams
2012, drama


Liz & Dick (Liz & Dick)

Elizabeth Taylor (Lindsay Lohan) era considerada a mulher mais linda do mundo e uma das atrizes mais bem pagas em Hollywood durante a década de 1960. Durante as filmagens de "Cleópatra" ela conheceu Richard Burton, um ator de renome vindo do teatro que tinha a fama de ter casos com todas as atrizes com quem contracenava. Apesar da relutância inicial, não demora muito para que eles engatem um romance. O caso logo vira um escândalo quando vem a público, não apenas pela notoriedade de ambos mas também por serem casados com outras pessoas quando tudo começou.

A crítica meteu o malho neste filme feito para tv e estrelado pela problemática Lindsay Lohan.
Achei o filme pobre e todos os atores estavam atuando, ou seja, não vi credibilidade em suas interpretações. Todos estavam com piloto automático ligado, nada mais.
O filme, como o nome já diz, trata apenas da relação entre Elizabeth Taylor e Richard Burton (Grant Bowler), que sempre foi uma montanha-russa regada a muuuuuuuuuuuuuita bebida.
É uma pena que esse relacionamento tenha sido tratado de uma maneira tão simplória em um roteiro medíocre. Liz e Dick foram protagonistas de uma tórrida paixão que, para a época, foi um escândalo sem limites.
De qualquer forma vale a pena assistir ao filme.

Nota: 7
______________________
Liz & Dick (Liz & Dick)
Diretor: lloyd Kramer
Atores: Lindsay Lohan, Grant Bowler, Tanya Franks e David Hunt
2013, biografia - drama

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Até que a Sorte nos Separe

Tino é um pai de família comum que vê sua vida virar de ponta a cabeça após ganhar na loteria. Levando uma vida de ostentação ao lado da mulher, Jane, ele gasta todo o dinheiro em 15 anos. Ao se ver quebrado, Tino aceita a ajuda do vizinho Amauri (Kiko Mascarenhas), um consultor de finanças super burocrático e que por sinal vive seu próprio drama ao enfrentar uma crise no casamento com Laura (Rita Elmôr). Tentando evitar que Jane descubra a nova situação financeira, afinal ela está grávida do terceiro filho não pode passar por fortes emoções, Tino se envolve em várias confusões para fingir que tudo continua bem. Para isso, conta com ajuda do melhor amigo, Adelson (Aílton Graça), e dos filhos.

Uma das coisas que o cinema brasileiro faz de melhor é comédia. Não que os outros estilos não sejam bons, mas na comédia somos excelentes. Acho que o espírito, principalmente do carioca, é esse mesmo.
Neste filme, porém, o engraçado acaba sendo repetitivo e perdendo a graça.
Adoro o Leandro Hassum, mas no filme ele faz o feijão com arroz de sempre e a história também não ajuda muito. Tino (Hassum), casado com Jane (Winits), ganha o prêmio máximo da loteria. Em 15 anos ele gasta tudo e se vê obrigado a fingir que tudo continua bem. É clichê demais !
Com atuações regulares, com uma e outra gracinha que dá até para rir, o filme é fraco, muito fraco. Vale para assistir em uma tarde chuvosa, com um balde de pipoca.

Nota: 6

_____________________
Até que a Sorte nos Separe
Diretor: Roberto Santucci
Atores: Leandro Hassum, Danielle Winits, Ailton Graça e Kiko Mascarenhas
2012, comédia


O Homem da Máfia (Killing them softly)

Nova Orleans. Um assalto a um jogo de pôquer ilegal, cujos participantes eram integrantes da máfia, abala o submundo do crime. O matador profissional Jackie Coogan (Brad Pitt) logo é contratado para investigar o caso, já que os chefões da máfia desejam que os responsáveis sejam punidos, mas sem estardalhaço. Entretanto, a hesitação de alguns dos participantes coloca a situação ainda mais fora de controle. Dirigido por Andrew Dominik (O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford) e com Richard Jenkins, Ray Liotta e James Gandolfini no elenco.

O Homem da Máfia, Brad Pitt, propriamente dito, só surge após 30 minutos de filme e ele nada mais é do que um resolvedor de problemas ou, simplesmente, um limpador de merda.
Com interpretações no estilo "sou da máfia" (cara de mau, testa enrugada, fala mansa, diálogos cínicos e duros, olhar falso distante...) o filme é interessante, mas é tão linear e óbvio que perde o brilho ao longo da sessão, mesmo com pitadas de humor negro e cena superbem feita, com câmera super lenta de um assassinato que, sem dúvida, vale 40% do filme.
Msmo não sendo uma "brastemp" (entreguei minha idade nesse comentário... rs) o filme é bom e Brad Pitt continua lindo ! :)

Nota: 7
______________________
O Homem da Máfia (Killing them softly)
Diretor: Andrew Dominik
Atores: Brad Pitt, Scoot McNairy, Ben Mendelsohn e James Gandolfini
2012, policial

As Mil Palavras (A Thousand Words)

Jack (Eddie Murphy) é um empresário de uma agência literária que tem na sua falta de sinceridade a sua principal arma, no entanto, ele irrita tanto o seu assistente Aaron (Clark Duke). Suas atitudes ameaçam seu casamento com Caroline (Kerry Washington) que deseja que o marido passe mais tempo com a família. Jack desesperado procura um guru chamado Dr. Sinja (Cliff Curtis). Nesta seção, Jack sofre repercussões cármicas e é atingido com magia pelo Dr. Sinja, que lança uma folha para cada palavra que Jack fala. Agora Jack descobre que tem somente mais mil palavras antes de morrer.

Eddie Murphy há muito não é mais o mesmo, chegando a ser chato, inclusive, mas este filme é interessante.
Assisti despretensiosamente em casa, pela TV e deu para distrair e tirar umas boas risadas.
Jack McCall (Eddie) é um agente literário bem sucedido e um tantinho mal caráter. Ao negociar a publicação de um livro espiritualizado, sofre uma maldição: ter a sua vida atrelada a uma árvore mágica. A cada palavra que ele diga, uma folha cai e qualquer coisa que aconteça com a árvore, ele sente. É uma roubada mágica !
Tudo bem que o filme é clichê e obviamente sabemos no que vai dar, mas o longa é gostoso de assistir e Murphy está muito bem... Como nos velhos tempos, eu diria !
Além disso, não tive como não deixar de observar: se fosse comigo, teria morrido rapidinho, já que falo pelos cotovelos ! rs

Nota: 7
______________________
As Mil Palavras (A Thousand Words)
Diretor: Brian Robbins
Atores:Eddie Murphy, Kerry Washington, Allison Janney e Clark Duke
2012, comédia - drama

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Contrabando (Contraband)

Chris Farraday (Mark Wahlberg) já tinha largado a vida de contrabandista, mas Andy (Caleb Jones), o irmão de sua esposa Kate (Kate Beckinsale), se meteu numa jogada e perdeu a mercadoria. Agora, ele precisa voltar à ativa para recuperar o prejuízo porque Tim Briggs (Giovanni Ribisi) e seus capangas, começam a ameaçar sua esposa e a família. Começa então uma forte pressão e Chris vai precisar de toda a sua experiência e contatos para vencer essa corrida contra o relógio e pagar uma dívida de milhões de dólares.

Ok, a história não é nem um pouco original. Ok, há clichês demais no filme. Ele tem ação, humor e faz direitinho o que se propõe: distração sem uso do lado esquerdo do cérebro. Ou seja, é bom para passar o tempo.
Chris (Mark Wahlberg) é contrabandista profissional aposentado, mas se vê obrigado a fazer mais um trabalho sujo, uma vez que seu cunhado (é incrível como essa categoria familiar sempre dá problema) se envolve em um frustrado contrabando e acaba devendo uma fortuna.
Acho que poderíamos chamar Mark Wahlberg de mister ação. Adoro Wahlberg e ele está muito bem, mesmo que o jeitão seja o de sempre: caladão e sisudo.
O filme tem reviravolta e, obviamente, um final clichê. Ora bolas, nem tudo o que a gente gosta tem que trazer lição de moral ou explicar a real necessidade da física quântica em nossas vidas etc. Há momentos em que queremos apenas assistir um longa de ação e comer pipoca. Para isso, esse filme é muito bom.
Mesmo assim esta produção dirigida pelo estreante, em Hollywood, Baltasar Kormákur, islandês de nascimento, não começou muito bem por aqui, já que “Contrabando” foi parar direto nas prateleiras das locadoras de DVDs.

Nota: 7
______________________
Contrabando (Contraband)
Diretor: Baltasar Kormákur
Atores: Mark Wahlberg, Kete Beckinsale, Ben Foster e Giovanni Ribisi
2012, ação - suspense