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quarta-feira, 16 de março de 2011

Secretariat

A dona de casa e mãe Penny Chenery (Diane Lane) não entendia nada de corrida de cavalos, uma área dominada até então por homens. Mas ela assumiu o controle do estábulo de seu pai doente e com a ajuda de um treinador veterano (John Malkovich), contra todas as probabilidades negativas, acabou fazendo o primeiro vencedor da Trípice Coroa em 25 anos de história do esporte, em 1973.

Se existe algum dicionário cinematográfico, no verbete “Disney” tem que estar escrito: sinônimo de qualidade e competência em filmes de princesa e de animais.
Mesmo sabendo o final, que é feliz, graças a Deus, não tem como não se emocionar. Eu derramei rios de lágrimas. Na verdade estou escrevendo este post com os olhos ainda marejados.
O filme conta a história, real, de Big Red ou, como ficou mais conhecido, Secretariat, um cavalo lindo, garboso, como todo bom garanhão deve ser. Vencedor da Tríplice Coroa, em 1973: Derby, Preakness e Belmont. Três corridas, três estados em apenas 5 semanas.
Sempre largando por último e ao longo da corrida conquistando posições até vencer, esse era o seu estilo. Mas exatamente na última corrida praticamente liderou a prova de ponta a ponta. Para se ter uma idéia do feito, 37 anos depois, seu tempo e sua margem de vitória nunca foram batidos.
É um filme que mostra coragem, determinação, autoconfiança, disposição, garra e estilo. Não tem príncipes e nem princesas, mas um herói de quatro patas que fala com os olhos, cuja energia salta da tela. Vá à locadora e pegue o DVD, pois aqui no Brasil não irá para o circuito. O longa é imperdível !

Nota: 9

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Secretariat
Diretor: Randall Wallace
Atores: Diane Lane, John Malkovich, Otto Thorwarth
2011, drama

quinta-feira, 10 de março de 2011

Jogo de Poder (Fair Game)

O diplomata Joseph Wilson (Sean Penn) escreveu um editorial para o jornal New York Times, em 2003, no qual alega que a administração do presidente George W. Bush manipulou informações de relatórios sobre a existência de armas de destruição em massa no Iraque, de forma a justificar a invasão. Como retaliação Valerie Plame (Naomi Watts), esposa de Wilson e agente secreta da CIA, passa a ser ameaçada por agentes da Casa Branca de ter sua identidade revelada.

O filme é baseado na autobiografia homônima de Valerie Plame, a ex-agente da CIA que teve a sua identidade revelada pelos jornais americanos. O responsável pelo vazamento foi a própria Casa Branca, em represália ao artigo escrito por seu marido, Joseph Wilson, sobre as fictícias armas de destruição de massa do Saddam Hussein.
O jogo de poder nunca foi e nunca será um jogo justo. Quem tem poder manda e desmanda a seu bel prazer. O fato é que o resultado desse jogo interfere diretamente na vida de uma nação, de um governo, de uma família.
Sean Penn está perfeito em um personagem que luta pela verdade a qualquer preço, mas é Naomi Watts que, através de sua personagem, transita entre a força e a delicadeza.
É um filme emocionante que nos mostra um pouco do que foi a era Bush filho e, principalmente, no que o ser humano é capaz para conseguir seu intento. Nesse jogo de poder não existe fair play.

Nota: 7

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Jogo de Poder (Fair Game)
Diretor: Doug Liman
Atores: Sean Penn, Naomi Watts, Sonya Davison
2011, ação – drama

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

127 Horas (127 Hours)

Cinebiografia de Aron Ralston (James Franco), alpinista que, ao se aventurar em um isolado Blue John Canyon em Utah, ficou preso por 127 horas - cinco dias - com uma pedra em cima de seu braço. Não aguentando mais a dor e sem ninguém que pudesse ajudá-lo, Ralston decidiu amputar o membro superior com uma faca que levava consigo. Sem o braço, o alpinista escalou cerca de 20 metros.

Em maio de 2003, tudo mudou na vida do alpinista Aron Ralston. Essa mudança foi dolorosa. O susto, a incredulidade, a tentativa de libertação, o desespero. Foram 127 horas com o braço preso em uma pedra. Foram 127 horas de angustia, solidão, alucinações... Foram 44 minutos (tempo que levou amputando o próprio braço, utilizando uma lixa multiuso e um canivete cego) lutando desesperadamente pela vida.
James Franco praticamente contracena com ele mesmo, através da própria filmadora. Diante de seus olhos, seu passado e seu futuro vão passando em cenas desconexas. O medo da solidão, o reconhecimento de suas fraquezas, a busca do amor... São tantos os sentimentos que brotaram dentro dele nessas horas que a sensação era de que ele estava enlouquecendo, mas na realidade era esse turbilhão de emoções que o mantinha vivo.
O filme é tenso, angustiante, mesmo com locações lindas. Mas o filme também é cansativo. Com 1h e 15 minutos de projeção eu já estava querendo que cortasse logo o braço para que chegasse logo ao fim. Horrível, eu sei, mas eu já estava exausta, imagina o Aron ali, vivendo todo esse terror.
O importante é que ele realmente usou esse momento para dar início a uma nova vida. Hoje, por exemplo, ele é casado, tem uma filha e avisa sempre para onde vai. Aron já amava viver e hoje ama infinitamente mais.

Nota: 7

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127 Horas (127 Hours)
Diretor: Danny Boyle
Atores: James Franco, Lizzy Caplan, Kate Mara
2011, drama

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O Vencedor (The Fighter)

1993. Dicky Ecklund (Christian Bale) teve seu auge ao enfrentar o campeão mundial Sugar Ray Leonard em uma luta de boxe, colocando a pequena cidade de Lowell no mapa. Até hoje ele vive desta fama, apesar de ter desperdiçado a carreira devido às drogas. Micky Ward (Mark Wahlberg), seu irmão, tenta agora a sorte no mundo do boxe, sendo treinado por Dicky e empresariado por Alice (Melissa Leo), sua mãe. Só que a família sempre o coloca em segundo plano em relação a Dicky, o que impede que Micky consiga ascender no esporte. A situação muda quando ele passa a namorar Charlene Fleming (Amy Adams), que o incentiva a deixar a influência familiar e tratar a carreira de forma mais profissional.

Confesso que não estava interessada em assistir ao filme, mas quando ouvi Rubens Ewald Filho (sabe tuuudo de cinema) dizendo mais ou menos assim: “Mesmo que você não goste de boxe, veja este filme. Mais do que uma história de boxe é uma história de família.”, não tive dúvida... Assisti!
Realmente, o boxe serve mais como pano de fundo, já que o longa é muito mais que isso. Ele trata das relações humanas e familiares. É um filme de olhar sensível e por ser uma história verídica, mais ainda nos impressiona.
Um irmão drogado e que adora ser o centro das atenções, o protagonista de seja lá o que for, é o treinador: tem o conhecimento, mas não a responsabilidade; uma mãe possessiva, dominadora e meio doida; um pai medroso, mas amoroso; sete irmãs desocupadas e encrenqueiras; uma namorada, muito parecida com a mãe no quesito mandona, mas mais esclarecida por ter uma visão de fora: Micky precisa ser mais profissional. Com um núcleo familiar desse calibre, não sei como Micky Ward conseguiu se manter são. Com certeza, as suas principais qualidades, calma e capacidade de conciliação, foram determinantes para a sua vitória, não só profissional, mas pessoal.
Ao longo deste filme conseguimos nos colocar no lugar de vários personagens e esse é um nocaute do diretor O. Russell. Não somos rigorosamente contra um determinado personagem, apenas nos irritamos com o modo dele tratar/resolver um assunto. É um filme que mexe com a gente.
O elenco é e está ótimo. A atuação é Christian Bale é brilhante. Magérrimo, perdeu 10kg, comendo pouco, para fazer esse personagem (nada que se compare aos 28kg que perdeu para fazer o filme O Operário). Os prêmios que têm ganhado de melhor ator coadjuvante são merecidos, sem dúvida. Porém, a atuação de Mark Wahlberg não fica atrás. O problema é que não são todos que percebem a atuação sutil feita por gestos e olhares. Amy Adams também está incrível e linda.

Nota: 8

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O Vencedor (The Fighter)
Diretor: David O. Russell
Atores: Mark Wahlberg, Christian Bale, Amy Adams, Melissa Leo
2011, drama