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sexta-feira, 24 de junho de 2011

O Abrigo (Shelter)

A psiquiatra forense Cara Jessup (Julianne Moore) consolidou a sua carreira e ganhou reputação desafiando a idéia e percepção relativamente às pessoas com Personalidades Múltiplas. Em tribunal, expondo o seu ponto de vista e a sua experiência, sempre se impôs e combateu a idéia de que alguns assassinos podiam sofrer de Personalidades Múltiplas, o que resultou na condenação à morte de 6 assassinos. Cara é muito dedicada à Ciência, mas o horrendo assassinato do seu marido não fez com que perdesse a fé em Deus. Pelo contrário, a sua jovem filha, Sammy, é uma céptica convicta. Esta fé de Cara em Deus ser-lhe-á útil, uma vez que ela está prestes a enfrentar forças que pensava não existirem, quando Adam (Jonathan Rhys Meyers), um paciente, mostra ter poderes que desafiam uma explicação racional.

Nosso corpo pode abrigar vários espíritos? Personalidade múltipla existe? É verdade ou mentira? É real ou imaginação? Este filme questiona tudo isso de uma maneira tensa e vigorosa, mas acaba se perdendo.
Além de explorar o psicológico, o longa coloca no mesmo saco a feitiçaria e as trevas vindas de um coração sem fé. É um tudo junto e misturado que até da para o gasto, mas preferiria um filme mais voltado para o conflito das personalidades diversas. Ele perdeu uma ótima oportunidade de ser excelente, para ficar como um filme mediano. Aquela nota C+, feita apenas para não traumatizar a criatura e incentivá-la.
Julianne Moore, adoro essa atriz, mas praticamente ela repete a atuação que fez como Clarice Starling, no filme Hannibal. Já Jonathan Rhys, entre uma rehab e outra, fez vários personagens neste filme: Dave, Adam, Charles etc. No início estava ótimo, depois estacionou. Acho que nem ele sabia mais quem ele era, já que ficava tudo meio igual.
Filme de suspense e terror nunca tem final feliz ou um feliz final. Sempre fica algo no ar, e esta película não é diferente. Temos um final com aquele gostinho de O Abrigo 2, mas creio que ninguém merece esse karma.

Nota: 6

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O Abrigo (Shelter)
Diretor: Mans Marlind e Bjorn Stein
Atores: Julianne Moore, Jonathan Rhys Meyers, Jeffrey DeMunn
2010, suspense – terror

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O Aprendiz de Feiticeiro (The Sorcerer’s Apprentice)

Balthazar Blake (Nicolas Cage) é um feiticeiro que mora em Manhattan. Ele busca defender a cidade de seu arquinimigo, Maxim Horvarth (Alfred Molina), mas não é capaz de cumprir esta tarefa sozinho. Para tanto ele recruta Dave Stutler (Jay Baruchel), um rapaz comum mas com um potencial oculto, para ser seu aprendiz. Balthazar passa então a ministrar um rápido curso na arte e ciência da magia, de forma a torná-lo seu aliado na luta constante contra as forças de Horvarth.

É o de sempre: os caras maus querem roubar o poder do bem. O herói consegue prender os maus, mas eles acabam escapando. O herói corre atrás da pessoa chave, que no caso é o Merliniano Supremo, para ajudá-lo a aniquilar de vez com os caras maus e salvar o povo, o mundo e, de quebra, as mulheres que amam. Só que o Merliniano acha tudo uma loucura e tenta escapar dessa sandice. Porém, mesmo assim, entre o medo e o pavor, acaba reconhecendo o seu poder e puff... Adeus vilões !
Filme da Disney é assim e tudo mundo sabe disso. Claro que sempre há variações, mas é sempre a luta do bem contra o mau e, felizmente, é sempre o bem e o amor que triunfam.
O longa não é uma maravilha, mas serve para passar o tempo. Jay Baruchel como o nerd Dave está perfeito, mas não convence como herói. Nicolas Cage, quem diria, colocou um mega hair e já se acha feiticeiro... Ele já teve dias de glória, mas está confortável no papel. Já Alfred Molina está perfeito.
O melhor momento está na homenagem que fazem ao filme “Fantasia”, aquele em que o Mickey, aprendiz de feiticeiro, resolve usar a magia para limpar a sala de Merlin. São vassouras, esfregões e baldes com vida e criando muitas confusões.

Nota: 6

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O Aprendiz de Feiticeiro (The Sorcerer’s Apprentice)
Diretor: Jon Turteltaub
Atores: Nicolas Cage, Alfred Molina, Jay Baruchel, Monica Bellucci
2010, ação – fantasia

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Hanna (Hanna)

Thriller de ação de uma adolescente que foi treinada pelo próprio pai para ser a assassina perfeita. Ela recebe a missão de matar uma impiedosa agente que tenta a todo o custo prendê-la.

Hanna (Saoirse Ronan) é uma adolescente de 15/16 anos que vive com o pai (Eric Bana), ex agente da CIA, em uma floresta lá pelas bandas da Finlândia. Até aí nada demais, mas ela tem uma peculiaridade: foi concebida (essas experiências são problemáticas...), educada e treinada para matar. Praticamente uma Nikita teenager. Só que em um determinado momento ela quer conhecer o mundo e aí... lascou! Eles passam a serem perseguidos pela CIA; mas é a agente Marissa (Cate Blanchett) que mais interesse tem em ver a Hanna morta.
E o filme é isso: corre para lá, mata uns, corre para cá, mata outros e nessa maratona, história que é bom... Não existe !
Os atores são ótimos, a trilha sonora é ótima (feita pelo grupo The Chemical Brothers a pedido do diretor) e só.

Nota: 6

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Hanna (Hanna)
Diretor: Joe Wright
Atores: Cate Blanchett, Eric Bana, Olivia Williams, Saoirse Ronan
2011, ação

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Ópio – Diário de uma Louca (Ópium: Egy elmebeteg nö naplója)

No inicio do século XX, na Hungria, Josef Brenner, escritor e médico, trabalha em uma clínica psiquiátrica. Durante meses vem sofrendo um bloqueio mental na hora de escrever, é incapaz de escrever uma única linha e por causa disso viciou-se em morfina. Certo dia chega a clínica uma nova paciente, Gizella, de 28 anos, que ao contrário sempre está escrevendo, é fiel à sua agenda e nãodeixa de escrever, mas é dominada pela obsessão de que um poder cruel e estranho a possui.

Sabe aqueles filmes que a gente escolhe pela capa e dá uma lidinha básica na contra capa, só para dar um confere geral? Aí a gente pega, assiste e vê que não tem nada a ver, mas mesmo assim o drama é tão intenso que não dá para desgrudar da tela? Pois é, esse foi um deles.
Bom, ter problemas psíquicos em 1913 era uma tremenda roubada. Não que hoje seja moleza, mas as atrocidades que eram feitas em nome de tratamento (terapias de choque, isolamento total e em gaiolas, lobotomia, afogamentos induzidos etc) eram bárbaras.
O filme gira em torno do Dr. Brenner, psiquiatra, e de sua paciente, Gizella. Ele escreve contos, usando suas experiências como viciado em ópio. Ela é obcecada em escrever sobre o diabo, uma vez que ela pensa estar possuída por ele. Dr. Brenner, que passa por um momento de falta de inspiração, fica interessado (leia-se, inveja) na facilidade que ela tem em expor o que sente e o que pensa.
O início do filme já dá uma idéia do final, que não é feliz (como já disse em post anterior, dramas nunca têm finais felizes...), mas bem provável. A cena final mostra, entre a resignação de Gizella e, talvez, uma compaixão melancólica dele, uma intensidade tamanha que chegou a me dar desespero e aperto em meu coração.
Uma vida transformada em cinzas e uma chuva limpando a consciência, mas no fim... é só um grande, imenso vazio.
Incríveis as atuações de Kristi Stubo que, inclusive, ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival Internacional de Cinema de Moscou e de Ulrich Thomsen.

Nota: 7

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Ópio – Diário de uma Louca (Ópium: Egy elmebeteg nö naplója)
Diretor: János Szász
Atores: Ulrich Thomsen, Kirsti Stube, Zsolt László
2010, drama

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Namorados para Sempre (Blue Valentine)

Com um romance outrora cheio de paixão, Cindy e Dean são casados e têm uma filha de cinco anos. Na esperança de salvar seu casamento eles reservam um quarto no motel, relembrando anos atrás quando se conheceram se apaixonaram e fizeram seus primeiros planos cheios de vida e esperança. Se movendo de forma fluída entre o passado cheio de juventude e o presente da vitalidade da vida adulta, o filme pergunta sem parar, para onde foi o nosso amor. A resposta para esta pergunta está dispersa no tempo.

Não se deixe enganar pelo título meloso ou pelas fotos apaixonadas dos cartazes. Pense muito bem antes de você levar a sua namorada ou seu namorado para ver este filme, como programa pelo Dia dos Namorados. Leia as críticas, tome conhecimento da história, porque o filme é forte! Este não é um filme romântico, até porque o amor se perdeu...
Dean se apaixona por Cindy à primeira vista, mas ela é apaixonada por outro. Porém, ela acaba percebendo o quanto o cara é um babaca e termina. Assim, ela casa com Dean e vivem uma vida tranquila junto com a filha Frankie. Os anos passam e aquela paixão vai indo pelo ralo.
O que aconteceu com aquela paixão avassaladora do início? Aonde ela está? Foi para o espaço junto com os sonhos de Cindy? Foi posto em segundo plano, acomodado como Dean? A descoberta do amor (somos apresentados a esses momentos em flashbacks) e a morte do amor, tudo isso sem ter um culpado ou inocente (às vezes não há culpados e/ou inocentes, somente seres humanos), são o mote do filme. A dor que cada um sente é, de fato, contundente.
A dupla Michelle Williams e Ryan Gosling está tão perfeita que nem parece que estamos assistindo a um filme, mas sendo voyeurs de um casal como qualquer outro. Além disso, Gosling e a pequena Faith (nome lindo!) Wladyka protagonizaram vários momentos belos e ternos do filme.
O longa é avassalador ! Você fica incomodado e não sabe ao certo para quem torcer. Só que esse filme é tão real, tão incrivelmente tocante e angustiante que recomendo muita calma e lucidez para quem for vê-lo.

Nota: 8

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Namorados para Sempre (Blue Valentine)
Diretor: Derek Cianfrance
Atores: Ryan Gosling, Michelle Williams, Faith Wladyka
2011, drama

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O Ritual (The Rite)

Inspirado em fatos reais, o filme narra a história do cético seminarista Michael Kovak (Colin O’Donoghue) que, relutantemente, frequenta uma escola de exorcismo no Vaticano. Sua vida muda quando ele encontra o ortodoxo Padre Lucas (Anthony Hopkins), que lhe apresenta o lado mais obscuro de sua fé.

Quando baixei este filme, achei tão modorrento que não aguentei e deletei. Mas uma amiga falou do filme e tal, e disse que era bom e que eu deveria ver. Entonces, lá fui eu...
Filme de terror ele não é, afinal de contas, em um filme de exorcismo a gente pensa logo em sopa de ervilha sendo vomitada e giro de 360 de cabeça (salve salve 1973, que nos deu O Exorcista). Não teve nada disso, mas não faltou sons guturais; olhos esbugalhados e sem íris ou apenas vermelhos; sonhos estranhos; vômitos de pregos e bichinhos escrotos. Argh!
Na trama, Mikael Kovak tem que decidir: ou será agente funerário, como seu pai (participação especial do querido Rutger Hauer) ou será padre. Entre um e outro, óbvio que escolhe ser padre (nada contra a outra profissão, por favor!). A intenção era enrolar durante os anos de seminário e depois cair fora, mas ele acaba sendo enviado ao Vaticano para um curso de exorcismo. Lá ele conhece o Padre Lucas (Hopkins), um dos últimos exorcistas existentes e aí...
Não vou entrar no mérito da existência ou não do coisa ruim e se uma pessoa pode ou não ser possuída, manipulada por ele, mas o filme é, antes de tudo, sobre a velha e eterna luta do bem versus o mal. Às vezes tudo está tão na nossa cara que a gente não consegue ver ou não queremos acreditar no que estamos vendo. A fé, plena e cega, não deixa de ser um lançar-se ao abismo, na escuridão de nós mesmos...
O longa em si não é uma maravilha, mesmo tendo a presença do fantástico Anthony Hopkins, mas leva a vantagem de ser baseado em fatos reais, recentes.

Nota: 6

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O Ritual (The Rite)
Diretor: Mikael Håfström
Atores: Anthony Hopkins, Colin O'Donoghue, Alice Braga, Ciarán Hinds
2011, suspense

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Biutiful (Biutiful)

Javier Bardem é Uxbal, um herói trágico, pai de dois filhos, e à beira da morte. Ele luta contra uma realidade distorcida e um destino que trabalha contra ele, o impedindo de perdoar e amar. Está frente a frente com um mundo desestruturado e numa espiral decadente de degradação, mas tenta a todo custo manter a dignidade. Paralelamente, a história mostra a complexa situação dos imigrantes na Espanha.

De “biutiful” o filme não tem nada. O filme é escuro, é triste, é carregado, é opressor e mostra nua e cruamente a realidade de milhões e milhões de pessoas.
Uxbal é um recém separado, pai de dois filhos (Mateo de 7 e Ana, de 10 anos - excelente desempenho de ambos). Ele é médium e usa essa peculiaridade para ganhar um dinheirinho, ajudando o falecido (e a família) a encontrar a paz. Além disso, agencia o trabalho escravo de imigrantes chineses e explora imigrantes senegaleses como camelôs. Para tudo isso dar razoavelmente certo, ele mantém um contato na polícia (sim, Barcelona também tem policiais corruptos). E sabe aquele ditado que diz: quando o urubu está de azar, o de baixo defeca no de cima? Pois é, com tudo isso ele ainda descobre que tem pouco tempo de vida, pois o câncer de próstata se alastrou para os ossos e o fígado.
O mais interessante no filme é que mesmo com essa desgraceira toda, você não chora. Eu, pelo menos, não chorei - e olha que sou manteiga derretida. O que senti foi uma angustia, um aperto na garganta, um soco no estômago... O filme é um mal estar em cores escuras, cinzas e sujas. Chega a ser palpável... A claridade mesmo só vem com a aproximação da morte, mas a morte como sinônimo de libertação.
Enquanto essa libertação não chega, o filme é basicamente a morte em vida, a exclusão. A morte como ausência do amor, da amizade, da dignidade humana, da esperança, da razão, da própria vida. As várias situações desconfortáveis e opressoras não nos deixam esquecer, em um só instante, que se estamos em uma pior, poderíamos estar ainda mais ferrados. Guardada as devidas proporções, cada um de nós temos um pouco de Uxbal: o que queremos mesmo é a felicidade da nossa família, uma vida digna para todos e que, ao fim de nossos dias aqui na terra, não termos deixado nenhuma (ou muita) pendência karmica e, claro, não queremos que aqueles a quem amamos esqueçam de nós.
O oscarizado Javier Bardem continua not beautiful, mas a sua interpretação é tão visceralmente perfeita que é impossível desgrudar o nosso olhar dele. O cara é muito bom !
O filme é um pouco lento e, sinceridade, 147 minutos é muito tempo, ainda mais quando, ao final, algumas pontas continuam soltas. Mesmo assim é um filme interessante e que vale a pena assistir.

Nota: 7

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Biutiful (Biutiful)
Diretor: Alejandro González Iñárritu
Atores: Javier Bardem, Maricel Alvarez, Eduard Fernández
2011, drama

sábado, 4 de junho de 2011

Se beber, não case! - parte 2 (The Hangover 2)

Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms), Alan (Zach Galifianakis) e Doug (Justin Bartha) viajam para a exótica Tailândia para o casamento de Stu. Após a despedida de solteiro inesquecível, em Las Vegas, Stu optou por um seguro e sossegado café da manhã para a festa de pré-casamento. No entanto, as coisas nem sempre saem como planejado. O que acontece em Las Vegas pode ficar em Vegas, mas o que acontece em Bangkok não pode sequer ser imaginado.

A história dessa continuação é a mesma que a primeira, só que ao invés de Las Vegas a doideira acontece em Bangcoc, e quem desaparece é o irmão da noiva.
Em 2009, Se Beber, Não Case! foi um fenômeno de bilheteria, faturando mais de US$400 milhões. Com esse histórico, uma continuação era mais que óbvia. Até aí, tudo bem, mas a falta de criatividade e o excesso de piadas prontas e algumas de humor duvidoso, fazem desse filme um besteirol sem tamanho.
O elenco, super entrosado, não é sinônimo de sucesso. Eles não dão conta de salvar um filme que tem um roteiro repetitivo, onde apenas o cenário e uma e outra coisa são mudados. O “aconteceu de novo” que um dos personagens fala, realmente aconteceu novamente... Que os deuses do cinema não permitam que ocorra uma terceira vez.
Bom, mas no meio disso tudo, felizmente temos Bradley Cooper que, mesmo não sendo um ator de peso, tem uma presença de cena estonteante... Tudo tem o seu lado positivo, afinal de contas.

Nota: 6

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Se beber, não case! - parte 2 (The Hangover 2)
Diretor: Todd Phillips
Atores: Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Heather Graham
2011, comédia

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Corações em Conflito (Mammut)

Leo (Bernal) e Ellen (Michelle) são um casal bem sucedido de Nova York. Ele criou um conhecido website, enquanto ela é uma dedicada cirurgiã. Sua filha, Jackie (Sophie Nyweide), passa a maioria do tempo com sua babá filipina, Glória (Marife Necesito). Quando Leo vai para a Tailândia a serviço, ele inconscientemente desperta uma cadeia de eventos que trará conseqüências dramáticas para todos.

O filme basicamente apresenta 3 histórias: uma mãe cirurgiã competente e que ama a sua carreira, mas com isso vê sua própria filha tendo mais afinidades com a empregada, já que fica muito mais tempo com ela; um pai nerd que ficou milionário criando site de jogos, viaja e descobre o quanto é solitário e está afastado da própria família; e uma empregada filipina que trabalha nos Estados Unidos para mandar dinheiro para sua mãe e os 2 filhos pequenos para dar-lhes uma vida digna.
O problema é que o filme não convence, não consegue decolar. Ficamos o tempo todo achando que algo acontecerá e que esquentará a história, mas nada disso ocorre. Aliás, no final, quando uma situação forçada acontece o resultado soa como apelação...
É uma pena o filme ter se perdido, já que paralelamente ele aborda um assunto que além de discutido deveria ser banido da sociedade, de uma vez por todas: a prostituição infantil.
Gael Bernal, lindo como sempre, mas mais uma vez teve uma interpretação fraca. Michelle Williams foi um pouco melhor. Porém, o brilho fica por conta da ala infantil: Sophie Nyweide , Jan David G. Nicdao e Martin Delos Santos.

Nota: 7

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Corações em Conflito (Mammut)
Diretor: Lukas Moodysson
Atores: Maria Esmeralda Del Carmen, Gael Garcia Bernal, Michelle Williams
2010, drama

domingo, 29 de maio de 2011

Vidas que se Cruzam (The Burning Plain)

O passado e o presente podem ter um efeito curioso sobre as pessoas separadas pelo espaço e pelo tempo. Mariana, uma garota de 16 anos está tentando unir as vidas destroçadas de seus pais em uma cidade na fronteira do México. Sylvia, uma mulher que vive em Portland deve realizar uma odisséia emocional para apagar um pecado de seu passado. Gina e Nick (Joaquim de Almeida), um casal que tem de lidar com um intenso e proibido caso; e Maria, uma jovem garota que precisa ajudar seus pais a encontrar a o perdão e o amor. Os cincos começarão suas próprias jornadas em busca de redenção e descobrirão que suas ações poderão fazer a diferença entre a vida e a morte.

♪♫ “How many times can a man turn his head, Pretend that he just doesn't see? (…) How many deaths will it take till he knows That too many people have died?” ♫♪ - Nos momentos finais do filme foi dessa música que lembrei e ela, de uma certa maneira, tem a ver com a história.
O filme é estilo Titãs: tudo ao mesmo tempo agora. Passado, bem passado, presente e quem sabe um futuro, são apresentados como uma colcha de retalhos, cuidadosamente cerzida.
Não entrarei em detalhes, porque não quero revelar os segredos das personagens. Basta saber que a trama do filme gira em torno das mulheres: Mariana (Jennifer Lawrence), Sylvia (Charlize Theron), Gina (Kim Basinger) e Maria (Tessa La). O tempo vai e volta e a vontade de ir a fundo no sentimento dessas mulheres e saber o que as ligam é o mote principal da narrativa.
A ala masculina dos personagens foi muito bem interpretada pelos atores, mas o filme é das mulheres. Excelente desempenho de TODAS. Charlize, linda como sempre, mergulhando de cabeça no emocional de sua Sylvia. Kim Basinger, com rugas sim, mas como sempre enigmática e tensa.
A película é surpreendentemente melancólica e bela. No início até achei meio chato esse estilo vai e volta, mas no momento que me deixei levar pelos sentimentos e pela vontade de querer descobrir o que se passava com cada personagem, nossa, fui arrebatada por cada um deles. Vale a pena assistir ao filme.

Nota: 8

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Vidas que se Cruzam (The Burning Plain)
Diretor: Guillermo Arriaga
Atores: Charlize Theron, Kim Basinger, Jennifer Lawrence
2010, drama

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O Poder e a Lei (The Lincoln Lawyer)

A história segue Mickey Haller, um bem sucedido advogado de Los Angeles que está bastante feliz com sua carreira. Tudo muda quando ele precisa defender um insuportável garoto rico de Beverly Hills, que é acusado de assassinato.

Eu adoro filmes de tribunal. No cinema, julgamentos têm glamour e uma aura de amor à pátria, à liberdade e aos direitos humanos. Eu chego até a ficar emocionada com alguns.
Neste longa, Mickey Haller, interpretado pelo bom Matthew McConaughey, é um advogado de defesa que se fosse aqui no Brasil seria o chamado “advogado de porta de cadeia”, mas como é nos Estados Unidos, ele é um expert em garantir o seu pirão primeiro (grana fácil) e na quantidade suficiente. Só que um belo dia ele aceita um caso que mudará sua vida.
Não vou enganar: na primeira uma hora o filme é cansativo e até entediante. Chato! Porém, logo depois de um crime diretamente ligado a Haller, aí a tensão e a ação começam a se desenrolar de tal maneira que prende a atenção.
McConaughey está perfeito como advogado esperto, cínico e bem apessoado. Mesmo com entradas desbravando sua agora não tão vasta cabeleira, seu corpitcho continua com tudo em cima... Claro que ele fica sem camisa neste filme, senão não seria filme de Matthew McConaughey, ora bolas ! rs
Além dele temos interpretações convincentes de Ryan Phillippe, como o jovem playboy Louis Roulet, acusado de agressão; William H. Macy, como Frank Levin, investigador e amigo de Haller; além de John Leguizamo, Marisa Tomei entre outros. Não posso esquecer-me de Laurence Mason que interpretou Earl, o motorista do escritório sobre rodas de Haller. Aliás, vem daí o nome do filme, pois o carro é um Lincoln preto, daqueles dos anos 70, com a sugestiva placa "NT GUILTY".
O filme não é deslumbrante, mas tem seu charme. Portanto, vale uma conferida básica.

Nota: 7

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O Poder e a Lei (The Lincoln Lawyer)
Diretor: Brad Furman
Atores: Matthew McConaughey, Marisa Tomei, Ryan Phillippe, Frances Fisher.
2011, drama

Água para Elefantes (Water for Elephants)

Baseado no aclamado bestseller homônimo de Sara Gruen, traz um romance inesperado que tem como pano de fundo uma história única e comovente. Jacob é um rapaz de 21 anos que desiste da faculdade de Medicina Veterinária após a morte de seus pais. Ele se junta ao circo dos Irmãos Benzini, e encontra seu lugar no circo cuidando dos animais. No circo, ele conhece e se apaixona por Marlena, a estrela do show, mas ela é casada com o paranóico e esquizofrênico treinador dos animais.

Este filme se passa em um Estados Unidos em plena depressão econômica dos anos 30. Naquele tempo, muito mais do que hoje em dia, o circo era sinônimo de alegria e pureza. Era um grande evento a chegada de um circo à cidade. É nesse cenário que o drama de dois jovens apaixonados é apresentado.
A história é contada por Jacob Jankoski (Hal Holbrook), um senhor com mais de 70 anos que, ao fugir do asilo, encontra ouvidos interessados em sua história de ex estudante de veterinária (Robert Pattinson) que acabou parando no Circo dos Irmãos Benzini. Lá ele encontrou o amor de sua vida, Marlena (Reese Whiterspoon), e a bestialidade em forma de gente, ou melhor, na forma de dono do circo e marido de Marlena, o violento August (Christoph Waltz).
Robert Pattinson não é uma maravilha, mas também não fez feio. Temos que dar crédito ao esforço do rapaz. Reese, como sempre, encantadora, mas o destaque é Christoph Waltz. Ele encarnou um August cínico, violento, louco e mesmo com características tão parecidas, ele o fez diferente do personagem Cel. Hans Landa (Bastardos Inglórios) que lhe deu todos os prêmios de melhor ator coadjuvante que concorreu no ano de 2009. Esse cara é fera.
Eu gostei do filme. Gostei da trilha sonora (Louis Armstrong, Bessie Smith, James Newton entre outros). Adorei a elefante Rosi, uma fofa que atuou muito bem. Inclusive ela é importantíssima no clímax das sequências finais. Aliás, no longa, a desglamourização do circo fica claríssima quando nos é apresentado o lado brutal no trato dos animais. São poucas as cenas, mas são revoltantes.
Certamente não é o filme mais espetaculoso da terra, mas é um bom programa e vale a pena assisti-lo.

Nota: 7

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Água para Elefantes (Water for Elephants)
Diretor: Francis Lawrence
Atores: Robert Pattinson, Reese Whiterspoon, Christoph Waltz
2011, drama

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O Noivo da Minha Melhor Amiga (Something Borrowed)

Rachel (Ginnifer Goodwin), uma advogada muito certinha, está prestes a completar 30 anos. Na comemoração, ela acaba bebendo demais e vai para a cama com Dex (Colin Egglesfield), amigo de faculdade e também noivo da sua melhor amiga Darcy (Kate Hudson). Sentindo-se péssima com a situação, as coisas parecem piorar a cada momento, pois Rachel será madrinha do casamento e vai ter que lidar com os preparativos da festa, seus sentimentos por Dex e ainda, a sua amizade cultivada desde a infância com a noiva traída.

Sabe aquela sensação de déjà vu ? “O Casamento do Meu Melhor Amigo”; “O Melhor Amigo da Noiva”, “Vestida para Casar”... Só que o filme em questão tem um pequeno diferencial: é chato !
É clichê em cima de clichê. Quer ver? Neste longa nós temos: uma noiva loira linda, bem humorada, comunicativa, com muita auto estima e não muito inteligente; uma amiga morena linda, tímida, reservada, inteligente e com baixa auto estima; um noivo bonito, bem sucedido e, vamos combinar, meio bananão; um amigo não muito bonito, mas solidário, inteligente, bem humorado e, torno a dizer: amigo! Quer mais clichê? OK! Temos uma amigaça da noiva que sempre foi apaixonada pelo noivo (na verdade ela que conheceu o cara primeiro) e ele também era apaixonado por ela (timidez é uma... meleca!), mas acabou se relacionando com a loira (a futura noiva). A morena tem um grande amigo que sempre foi apaixonado por ela, mas sabe como é... Quando a gente vê o cara como amigo (sem conotações sexuais), dificilmente a gente o vê como homem (com conotações sexuais).
O filme levanta uma questão: o quão frágil é a amizade entre duas mulheres quando entra um homem na jogada. Esse é um questionamento interessante e que vale a pena ser debatido.
Bom, mas quanto ao filme, ele é previsível ao extremo. Portanto, totalmente dispensável. É mais negócio pegar os DVDs dos filmes que mencionei no início deste post, pois têm tudo que uma comédia romântica deve ter: sensibilidade, carisma, humor, romance e história bem contada...
Em um filme desse gênero, muitas vezes, o modo de contar uma história romântica deve ser mais interessante que o próprio romance. “O Noivo da Minha Melhor Amiga” falhou exatamente nisso.

Nota: 6

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O Noivo da Minha Melhor Amiga (Something Borrowed)
Diretor: Luke Greenfield
Atores: Ginnifer Goodwin, Kate Hudson, Colin Egglesfield, John Krasinski
2011, comédia – romance

sábado, 14 de maio de 2011

Em busca de uma nova chance (The Greatest)

A morte do filho adolescente Bennett, num acidente de carro, é quase demais para a família Brewer suportar. Não apenas porque ele tinha uma vida promissora, mas também porque o impacto de sua morte desencadeia uma série de tumultos em suas vidas. Sua mãe fica obcecada e não pode deixá-lo ir; seu pai não consegue encarar a situação; e a posição de segundo lugar de seu irmão é ampliada. E quando a namorada de Bennet aparece, a família tem que lidar com circunstâncias que complicam ainda mais sua perda.

O filme segue a estrutura de qualquer longa que fala sobre a morte de um filho: um pai que tenta ser forte e meio que nega a morte do filho; uma mãe desesperada, que faz qualquer coisa para saber como foram os últimos minutos do filho e um irmão, caçula, que acaba sendo esquecido pelos pais e tem que viver à sombra do falecido irmão. E nesse imbróglio todo ainda tem uma namorada, do falecido, que está grávida. Clichê ou não, o filme me comoveu.
A película é cheia de momentos belíssimos, marcantes e fortes. Logo no início temos Bennet e Rose, pela primeira vez em suas vidas, fazendo amor: delicadeza, ternura, uma cumplicidade que só o verdadeiro amor nos incita. Outro momento, este com um gosto amargo, é quando Allen, Grace e Ryan voltavam do enterro. Foram os 2 minutos mais longos de todos... Aquele silêncio opressor dentro do carro, cada um olhando para uma direção diferente. Todos juntos de corpo, mas absolutamente sozinhos e solitários em espírito e mergulhados cada qual em sua dor. Essa cena é até difícil de ver.
A atuação de Susan Sarandon (Grace) é fantástica. Foi a personificação da mãe desesperada em saber o que aconteceu nos 17 últimos minutos de vida do seu filho. Pierce Brosnan (Allen), simples e discreto, um pouco frio e distante, perfeito. Carrey Mulligan (Rose), linda e doce, fez uma Rose, de 16 anos, frágil e ao mesmo tempo forte, determinada e assustada. Aaron Johnson (Bennett) e Johnny Simmons (Ryan), também estavam bem.
O filme tem um quê de dramalhão, típico das novelas mexicanas, mas mesmo assim isso não tira o seu brilho. Não é um filme que veria novamente, mas foi um bom filme.

Nota: 7

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Em busca de uma nova chance (The Greatest)
Diretora: Shana Feste
Atores: Pierce Brosnan, Susan Sarandon, Carey Mulligan, Aaron Johnson
2010, drama – romance

sábado, 7 de maio de 2011

Reencontrando a Felicidade (Rabbit Hole)

No filme, Becca (Nicole Kidman) e Howie Corbett (Aaron Eckhart) são um casal feliz, cujo mundo perfeito é mudado para sempre quando seu pequeno filho Danny é morto por um carro. Becca, uma executiva que virou dona de casa, tenta redefinir sua existência em um lugar surreal de família bem-intencionada e amigos. Dolorosas, pungentes, e muitas vezes engraçadas, as experiências de Becca vão levá-la a encontrar consolo em um relacionamento misterioso com Jason, um jovem e perturbado artista de quadrinhos que conduzia o carro que matou Danny.

A história gira em torno do casal Becca e Howie que há oito meses perdeu o filho único, de 4 anos, atropelado por um adolescente. A perda e o luto são os temas deste filme.
Cada um tenta lidar com a perda a sua maneira: o marido mergulha no passado e a esposa passa a seguir o adolescente que atropelou seu filho, até que uma cumplicidade surge desse relacionamento. O fato é que cada um deles busca, no exterior, uma paz e conforto que só sentirão se procurarem no seu interior.
Reencontrar a felicidade, ter um bom motivo para abrir os olhos depois de uma perda como essa, não é fácil. Porém, o primeiro passo tem que ser dado e o filme é isso.
Nicole Kidman (graças a Deus o efeito do botox da testa foi embora) mostra uma competência, uma dor e uma angustia extraordinárias. Essa personagem lhe rendeu a terceira indicação ao Oscar. Aaron Eckhart (apaixonei-me por esse cara no filme “Obrigado por fumar”) arrasa. Todos os atores estão perfeitos e convincentes. O filme, mesmo com tema tão depressivo, não cai na pieguice.
O longa é delicado, é humano, é doloroso. Mesmo assim é inspirador, porque querer ser feliz é, por si só, ter a esperança de que dias melhores virão. É um dia por vez, nada mais que isso... Um dia a cada dia.

Nota: 10

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Reencontrando a Felicidade (Rabbit Hole)
Diretor: John Cameron Mitchell
Atores: Nicole Kidman, Aaron Eckhart, Dianne Wiest
2010, drama

domingo, 1 de maio de 2011

Como Você Sabe (How Do You Know)

Lisa Jorgenson (Reese Witherspoon) é uma mulher dedicada ao esporte, desde sua infância. Quando é cortada da equipe, ela fica sem rumo e perdida sobre como construir uma vida sem aquilo que sempre a motivou. Lisa, então, acaba se envolvendo com Matty (Own Wilson), um jogador de beisebol mulherengo e narcisista. Paralelamente a esse novo romance, Lisa conhece George (Paul Rudd) , um homem de negócios que está sendo acusado de um crime financeiro. Num primeiro encontro entre Lisa e George em que cada um conta os piores dias de suas vidas, eles encontram muita coisa em comum e um futuro que pode não ser tão pessimista quanto eles imaginam.

O filme poderia ter seguido vários caminhos. Poderia ter investido no crime financeiro, executado por um pai que, simplesmente, coloca a culpa toda nas costas do filho. Não seguiu... Poderia ter investido na dedicação dada ao esporte até que um belo dia o corte é feito e tudo aquilo que ela vivia vira pó. Não seguiu... Poderia ter investido nos sentimentos feridos, quando Lisa, logo depois de ser cortada da seleção, pede para que as outras atletas a tratem normalmente, como sempre, para que não haja a impressão de que tudo o que passaram juntas não existiu. Não seguiu...
O longa preferiu o caminho mais fácil e até bobo. Chega a ser um desperdício de profissionais. É uma pena ! De qualquer maneira é sempre um prazer ver o incrível Jack Nicholson em ação, mesmo que seja no papel de sempre: um cara elegante, irritadiço, cínico e ácido. É lugar comum, mas Jack é Jack.
Temos também uma Reese Whiterspoon (ela está ficando durona, pois o papel de mulher frágil não está mais caindo como uma luva para ela... o tempo passa, afinal de contas...) disputada por um Owen Wilson (o de sempre: bem apessoado, atleta no campo e na alcova, bem-humorado, mas sem muita coisa na cabeça) e Paul Rudd (é esforçado, mas falta-lhe tempero). Cada um fazendo o seu personagem, mas sem muita pegada.
Filme longo demais (2 horas), cansativo e praticamente sem brilho. Como já disse: um desperdício de talento e, principalmente, do meu tempo.

Nota: 4

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Como Você Sabe (How Do You Know)
Diretor: James L. Brooks
Atores: Reese Whiterspoon, Paul Rudd, Owen Wilson, Jack Nicholson
2011, comédia romântica

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Exam (Exam)

Oito candidatos a uma vaga numa empresa, tendo que passar pelo estágio final da seleção. Eles precisam responder uma única pergunta em 80 minutos – o problema é descobrir qual é a tal pergunta?

Durante 80 minutos, 8 candidatos têm que dar a resposta certa, mas antes terão que descobrir qual a pergunta. Só existem 3 regras que deverão ser obedecidas ou serão desclassificados: não falar com o vigilante e com o guarda armado na porta, não estragar os seus papéis e não sair da sala.
Mas a pergunta que o filme faz a você é: Até onde você iria para conseguir o emprego dos seus sonhos? Essa pergunta gela, principalmente quando matar é uma das possibilidades.
Menos terror e muito, muito suspense. Esse filme lembra Jogos Mortais, mas sem violência física... Tá, tem só um pouquinho. O filme é instigante, tenso e envolvente. A idéia é ótima e o filme foi muito bem desenvolvido, embora pudesse ter tido um final mais bem elaborado.

Nota: 8

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Exam (Exam)
Diretor: Stuart Hazeldine
Atores: Luke Mably, Chris Carey, Adar Beck
2010, terror – suspense

sábado, 23 de abril de 2011

Cherrybomb

Dois grandes amigos adolescentes, Luke e Malachy, acabam se apaixonando por Michelle, uma garota nova na cidade, uma agitada garota de 15 anos que acaba de voltar para casa. Durante um fim de semana de verão, Michelle desafia os garotos a competirem por ela. A competição agravante coloca os garotos, suas famílias e a lei um contra o outro, conforme a competição se desenvolve em direção a uma conclusão sangrenta e fatal.

Malachy é um jovem de 16 anos, estudioso e trabalhador, que vem de uma tranqüila família de classe média. Ele tem um grande amigo, o rebelde Luke, totalmente o inverso dele. Além de não querer nada com os estudos e com o trabalho, vem de uma família desestruturada: um pai bêbado e um irmão traficante de drogas. Ambos os jovens disputam a bela Michelle, uma menina cujo sobrenome é confusão. Bonita, ela mexe com a libido dos amigos.
O filme é um retrato da adolescência do século XXI, com muito sexo, drogas, bebida, som pesado e mensagens trocadas pelo SMS. Aliás, esta parte foi uma das coisas mais interessantes do filme.
A atuação dos jovens Robert Sheeham (Luke) e Kimberley Nixon (Michelle) foi perfeita, mas o que me chamou a atenção foi o desempenho de Rupert Grint, o eterno Rony Weasley da saga Harry Potter. Com um topete para lá de esquisito, Rupert fez um Malachy simples e seguro, que em nenhum momento lembra o personagem que o fez milionário.
Cherrybomb vale a pena ser visto e apreciado. É um drama feito de uma maneira delicada, poética e sempre ressaltando o valor da amizade. Afinal de contas, no fim de tudo, é a amizade que realmente interessa e que faz a diferença.

Nota: 8

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Cherrybomb
Diretores: Lisa Barros D’Sa, Glenn Leyburn
Atores: Rupert Grint, Robert Sheehan, Kimberley Nixon
2010, drama

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Lope (Lope)

Cinebiografia do dramaturgo e poeta espanhol Félix Lope de Veja e Carpio, o filme traz a fase jovem do artista. Lope (Alberto Ammann) é um poeta ambicioso e um eterno apaixonado. Vivendo mais o presente do que pensando no futuro, ele se entrega ao amor de duas mulheres e desafia regras que podem transformá-lo de herói a vilão, trazendo a desgraça ou a glória.

O filme, uma coprodução Brasil e Espanha e dirigida pelo brasileiro Andrucha, mostra o início da carreira de um dos maiores nomes do teatro espanhol, Lope de Veja.
O longa começa no final do século 16, na ocasião em que Lope retorna da guerra. Quando sua mãe morre, ele se endivida para fazer um belíssimo enterro e aí começa a escrever peças de teatro para sobreviver e poemas para amantes apaixonados, mas que não tem sensibilidade para escrever nada (meio Cyrano de Bergerac).
Lope também fez inimigos e colecionou mulheres com a mesma facilidade com que escrevia sua obras, mas nesse início de carreira o filme só nos apresenta duas amantes, o que já dão um bom trabalho para ele.
A atuação do argentino Alberto Ammann, como Lope, é forte, é voraz, é sensual, é brilhante. Também temos as participações rápidas e especiais de Sonia Braga e Selton Mello.
Miguel de Cervantes chamava Lope de “monstro da natureza”, por sua surpreendente capacidade de produzir obras. Lope morreu aos 79 anos e deixou 3 mil sonetos, 3 romances, 9 poemas épicos e cerca de 1.800 peças, sendo que umas 80 são consideradas trabalhos de excelência.
Ele não era fraco não, coisa que já não posso dizer do filme... Ele é interessante, mas fiquei com a sensação de ter bebido um chá morno: gostosinho, mas não saboroso.

Nota: 6

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Lope (Lope)
Diretor: Andrucha Waddington
Atores: Alberto Ammann, Pilar López de Ayala, Leonor Watling
2011, drama

sábado, 9 de abril de 2011

Mother Teresa of Cats (Matka Teresa od Kotów)

A polícia prende dois irmãos, Artur e Martin, no motel de sua tia no interior e os transporta para a cadeia na capital. Em flashback, o filme procura os motivos para o crime que cometeram. Como que um mal tão irracional pode brotar em garotos de boa família?

Às vezes eu escolho o livro pela capa, dou uma lida rápida na orelha e na contra capa e, geralmente, pego para ler. Com filme também sou assim. Eu vejo uma capa interessante, dou uma olhada na sinopse e pego para ver. Foi o caso desse filme polonês, baseado em fatos reais.
Mother Teresa... é um filme intenso, que se desenrola em flashbacks cada vez mais antigos, deixando o presente cada vez mais distante. A trama se desenvolve dessa maneira e com isso vai deixando o filme mais aflitivo e, também, mais cansativo.
Teresa, uma mãe de família e trabalhadora, possui 3 filhos: Artur, 22 anos; Marcin, uns 15/16 anos e a caçula Jadzia, autista, uns 6/7 anos. O marido, Hubert, veterano de guerra (guerra contra o Iraque), 13 meses antes do crime, retorna para casa e certo mal estar começa a tomar conta da família devido a tensão provocada pelo filho mais velho em relação aos pais e a má influência que exerce sobre o irmão. Tudo isso termina em assassinato: os filhos matam e decapitam a própria mãe.
Por que esse ódio? Por que esse desfecho, arruinando a vida de todos?
O filme só apresenta os fatos e você que tire a sua conclusão. A minha foi que Artur estava se envolvendo com forças ocultas, se achando possuidor de “talentos” sobrenaturais. Tudo isso, aliado a uma falta de comunicação entre ele e a mãe, que era muito mais cuidadosa e atenta aos seus gatos (e eram muuuitos) que aos próprios filhos, além de certa submissão da mãe em relação ao filho e está aí uma provável resposta.
Fiquei curiosa, pois o filme deixa muita coisa no ar e, por isso, fiz várias pesquisas na internet para descobrir mais a respeito dessa história e não achei absolutamente nada. Resultado de tudo isso: nem sempre uma bela capa, aliada a uma sinopse interessante são sinônimos de bom filme.

Nota: 4

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Mother Teresa of Cats (Matka Teresa od Kotów)
Diretor: Pawel Sala
Atores: Ewa Skibinska, Mateusz Kosciukiewicz, Filip Garbacz
2010, drama