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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Rio (Rio)

Blu (Jesse Eisenberg) é uma arara azul que nasceu no Rio de Janeiro mas, capturada na floresta, foi parar na fria Minnesota, nos Estados Unidos. Lá é criada por Linda (Leslie Mann), com quem tem um forte laço afetivo. Um dia, Túlio (Rodrigo Santoro) entra na vida de ambos. Ornitólogo, ele diz que Blu é o último macho da espécie e deseja que ele acasale com a única fêmea viva, que está no Rio de Janeiro. Linda e Blu partem para a cidade maravilhosa, onde conhecem Jade (Anne Hathaway). Só que ela é um espírito livre e detesta ficar engaiolada, batendo de frente com Blu logo que o conhece. Quando o casal é capturado por uma quadrilha de venda de aves raras, eles ficam presos por uma corrente na pata. É quando precisam unir forças para escapar do cativeiro.

Sabe aquelas aquarelas onde as cores transbordam, explodem na tela? O filme Rio é isso, uma explosão de cores retratadas nos belíssimos espécimes de pássaros tropicais.
O filme é bem movimentado, bem animado, mas confesso que os exageros e alguns estereótipos me incomodaram... Até pensei que por ter um diretor brasileiro, isso não fosse acontecer, mas enganei-me. Além disso, a história é meio pobre e não é tão interessante para os adultos. Basicamente, para nós que não somos mais criancinhas, o grande hit é ver os nossos cartões postais tão bem desenhados.
Mas vejam bem... Quero deixar claro que isso não desmerece a animação, muito pelo contrário. Rio é uma declaração de amor ao Rio de Janeiro. É feito por um brasileiro, lá em Hollywood, e isso nos deixa ainda mais orgulhosos.
Rio é uma linda homenagem que, de quebra, rende belos frutos comerciais. A animação estreou neste final de semana em 72 países e já obteve US$55 milhões de bilheteria. No Brasil foram mais de 1 milhão de espectadores. O Rio ficou no topo do ranking dos filmes mais vistos do final de semana.
É ou não é um sucesso? Sucesso absoluto e merecido. Vale a pena assistí-lo.

Nota: 8

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Rio (Rio)
Diretor: Carlos Saldanha
Vozes: Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, Rodrigo Santoro, Jamie Foxx
2011, animação

sábado, 2 de abril de 2011

Rango (Rango)

A história da aventura de Rango, um camaleão de cativeiro que vive uma normal vida de animal de estimação, enquanto enfrenta uma enorme crise de identidade. Afinal de contas, de que serve sonhar alto se sabemos que o nosso propósito na vida é nos diluirmos? Quando acidentalmente Rango se vê na arenosa e “nervosa” Vila Poeira – um lugar sem lei, habitado pelas criaturas mais astutas e extravagantes do deserto – o pouco corajoso lagarto descobre rapidamente que se distingue dos outros. Recebido como a última esperança da vila, o novo Xerife Rango é forçado a adaptar-se à sua nova função ao máximo. Até que, num polvilhar de aventuras e de encontros com temíveis personagens, Rango começa a tornar-se no herói que sempre quis ser.

Rango é um camaleão de estimação, feio toda vida, que vive em um aquário de vidro. Viajando com seus donos, o aquário é lançado, sem querer, para fora do carro e eis que o bicho fica solto, em uma estrada, no meio do deserto de Mojave. Depois de andar debaixo de um sol escaldante ele chega a uma cidadezinha dominada por um prefeito corrupto (sei...) e um banqueiro interesseiro (hmmm...), que controlam a água: quem controla a água tem o poder. Devido a muita lorota contada pelo próprio, Rango acaba se tornando xerife e tem como missão: descobrir aonde foi parar a água roubada do banco. Para quem já estava ficando
O filme satiriza o gênero faroeste e é repleto de citações que apenas os amantes e os que têm o mínimo de conhecimentos dos westerns antigos entenderão, por exemplo, a aparição, em desenho, de Clint Eastwood. Por essa e por outras, Rango não é um filme para criancinha.
Fiquei com a sensação de que alguma coisa ficou faltando. Claro que houve momentos hilários, como as perseguições do gavião e o quarteto das corujas mariachis. A animação tem tantas frases feitas que cheguei a pensar que estava diante de um western de autoajuda. Enfim, de um modo geral, não achei esse desenho essas coisas...

Nota: 6

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Rango (Rango)
Diretor: Gore Verbinski
Vozes: Johnny Depp, Isla Fischer, Abigail Breslin, Alfred Molina
2011, animação

sábado, 12 de março de 2011

Gnomeu e Julieta (Gnomeo and Juliet)

Gnomeu e Julieta são anões de jardim e vão enfrentar muitos obstáculos para viver um amor proibido. O Sr. Capuleto e A Sra. Montéquio tem uma rixa há anos e ninguém na verdade lembra por que tudo começou. Mas a regra é clara, um gnomo vermelho do jardim do Sr. Capuleto nunca poderá se misturar com os gnomos azuis do jardim da Sra. Montéquio. Quando os humanos saem de casa é que a aventura realmente começa com os gnomos tramando um final bem diferente para essa historia.

Não há criatura alfabetizada que não conheça a tragédia romântica escrita pelo inglês William Shakespeare, Romeu e Julieta. (Caso você não conheça, pelo amor de Deus, vá ao Google, nosso oráculo moderno, e procure. Imediatamente!) Esse desenho é uma adaptação dessa história e tem o seu charmezinho.
As famílias que não se bicam continuam a serem os Montéquios e os Capuletos representados como os simpáticos anões de jardins que criam vida quando os seus respectivos donos saem de casa. Gnomeu, que é azul e da família dos Montéquios, conhece fora dos terrenos de suas casas a doce Julieta Capuleto, que é vermelha.
A animação é divertida e possui várias sutilezas: o barulhinho da cerâmica quando eles se batem ou andam; as rachaduras e o desbotamento do passar do tempo e as homenagens a diversos filmes como Beleza Americana, por exemplo. Além de alguns personagens simpáticos, como a louquíssima rã Nanette.
Mas o que gostei mais foi da trilha sonora com as músicas divertidamente adaptadas de Elton John (eu amoooo esse cara!) que, aliás, é o produtor executivo e um dos responsáveis pela trilha sonora. Será efeito de sua atual condição, a de Elton John pai do fofíssimo Zachary?
O longa é divertido, interessante, leve e romântico, óbvio que houve uma modificação no final, ou você pensou que em filme infantil a tragédia (dos adultos) iria se consumar? Além disso, o filme é simples, como tudo que é para crianças tem que ser, mas sem perder o charme. Claro que não é uma Pixar e nem Disney (a gente percebe logo de cara, inclusive), mas dá para apreciar.

Nota: 6

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Gnomeu e Julieta (Gnomeo and Juliet)
Diretor: Kelly Asbury
Vozes: James McAvoy, Emily Blunt, Ashley Jensen, Michael Caine
2011, animação

sábado, 8 de janeiro de 2011

Enrolados (Tangled)

Essa emocionante e divertida aventura começa quando Flynn Rider um charmoso bandido encontra, por acaso, Rapunzel uma bela e mal-humorada adolescente com 21 metros de cabelos dourados mágicos. Juntos a dupla improvável parte em uma fuga repleta de ação e muita diversão ao lado de um cavalo policial, um camaleão superprotetor e um bando de criminosos beberrões. Essa é uma história de aventura, emoção, humor e cabelos - muitos cabelos.

Gente, Disney é Disney ! Quando eles querem fazer uma animação doce, principesca e musical, eles simplesmente arrasam. Mas atenção, engana-se quem achar que Enrolados é filme de menininha, hein!
Não é a história clássica de Rapunzel, como a conhecemos, mas outra versão totalmente diferente, fascinante e ousada, para os padrões Disney, uma vez que logo a primeira frase do filme, dita por Flynn é: “Essa é a história de como eu morro.” Detalhe importante: esse filme nasceu com a marca história de ser o 50º desenho animado da história dos estúdios da Walt Disney.
O desenho é ótimo, emocionante, bem humorado e apaixonante. Fiquei encantada por 2 incríveis personagens: o cavalo branco lindíssimo e cheio de personalidade, chamado Maximus, e o fofíssimo camaleão protetor chamado Pascal. Só eles já valiam o valor do ingresso.
Mas isso não significa que não gostei de Rapunzel, muito pelo contrário. Somos apresentadas a uma princesa que faz de suas longas madeixas praticamente um quinto membro e de uma frigideira uma arma letal. Ou seja, de princesinha frágil e indefesa ela não tem nada.
Do mesmo modo o ladrão Flynn, narigudo (Será que foi por isso que Luciano Huck dublou esse personagem?) e de extremo bom humor, acaba sofrendo a transformação de ladrão, para ladrão encantado e, finalmente, príncipe encantado. Ah, mas ao contrário de tudo, é a vez de Rapunzel salvar a vida de seu amado príncipe.
O bem sempre vence; amizade é importante; os sonhos são feitos para serem realizados; aqueles que têm alma pura sempre acabam ajudando o próximo; e o amor verdadeiro e lindo sempre vence. Ou seja, no frigir dos ovos o final é sempre o mesmo, mas a forma de apresentá-lo é que faz a diferença e Disney faz isso como ninguém.

Nota: 8

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Enrolados (Tangled)
Diretor: Dean Wellins, Glen Keane
Vozes: Mandy Moore, Zachary Levi, Matthew Gray Gubler, Donna Murphy
2011, animação

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Megamente (Megamind)

Megamente (Will Ferrell) é um vilão magro, usa roupas nas cores azul e preta e sua cabeça é careca e grande, devido ao cérebro privilegiado. Ele deseja conquistar a cidade de Metro City e faz diversas tentativas, muitas delas são frustradas. O vilão precisa ter oponentes para que sua vida tenha sentido e, após a morte de MetroMan (Brad Pitt), Megamente cria Titan (Jonah Hill), um herói para ter com quem rivalizar.

Super vilão ou herói improvável? Pois é, debaixo desse peito bate um coração, e isso serve também para os vilões, pelo menos o do filme Megamente, mais uma criação da DreamWorks.
Destinado a ser... Bom, ele nunca soube o que os pais dele falaram quando, para salvá-lo, o colocou em uma pequena nave, rumo ao planeta Terra. Infelizmente quis o destino que ele aterrissasse no meio de uma penitenciária e lá ele foi criado pelos bandidos. Seu arquiinimigo, Metro Man, que também foi colocado em uma nave espacial, caiu aos pés de uma belíssima árvore de Natal de uma mansão.
Inimigos sim, mas no fundo rola uma relação de amor e ódio, de respeito mútuo, mas completamente sem querer Megamente consegue aniquilar o herói Metro Man. É aí que ele entra em crise e se pergunta: “De que adianta ser mau quando não tem um bom para tentar te deter?” Por isso, decide criar um herói para enfrentá-lo, o Titan, mas este acha mais interessante e divertido ser o vilão e aí tudo se complica.
A animação, que não é uma das melhores da DreamWorks, tem mais cara de programa de menino, mas mesmo assim dá para se divertir. A trilha sonora é sensacional. Tem AC/DC, James Brown, Rolling Stones, The Clash, R.E.M., entre outros. Luxo puro!

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Megamente (Megamind)
Diretor: Tom McGrath
Vozes: Will Ferrell, Brad Pitt, Jonah Hill, Tina Fey
2010, animação

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Como Treinar o seu Dragão (How to Train your Dragon)

É comum lutar contra dragões na ilha de Berk. Soluço (Jay Baruchel) é um jovem bastante sarcástico, que volta e meia bate de frente com seu pai, Stoico (Gerard Butler), o chefe da tribo local. Quando entra para o Treino com Dragões, juntamente com outros jovens vikings, Soluço acredita ser esta sua grande chance de provar que pode ser um grande guerreiro. Só que seu mundo vira do avesso ao se tornar amigo de um dragão ferido.

Essa história de ter um cachorrinho ou peixinho ou gatinho como bichinho de estimação é papo para os fracos. O bom mesmo é ter um dragão, principalmente se você for um jovem viking.
Como treinar o seu Dragão é, antes de tudo, uma homenagem a amizade. Os laços desse sentimento são mais fortes e resistentes que qualquer outra coisa. Além disso, as aparências enganam e se você está aberto para novas experiências, a amizade pode ultrapassar barreiras e a DreamWorks retrata muito bem isso nesse filme. Tudo bem, a história não é novidade alguma e o final é previsível, mas e daí?
A animação tem pitadas de humor, emoção, ação e drama, tudo isso junto e muito bem misturado. Os personagens vikings são muito bem feitos, mesmo com feições caricatas, e as diversas espécies de dragões são incríveis, principalmente o Fúria da Noite, o dragão principal que de tão estranho é fofíssimo. Inclusive tem uns traços do monstrinho Stitch (de "Lilo & Stitch")... Talvez porque os diretores sejam os mesmos.
Enfim, cada vez mais fico encantada com as animações feitas atualmente e sou fã incondicional delas.

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Como Treinar o seu Dragão (How to Train your Dragon)
Direção: Dean DeBlois e Chris Sanders
Vozes: Gerard Butler, América Ferrera, Jonah Hill
2010, animação