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sábado, 26 de março de 2011

Coincidências do Amor (The Switch)

Kassie (Jennifer Aniston) é uma mulher madura, solteira, que decide que chegou a hora de ser mãe. Só tem um problema: arrumar um doador de esperma. Por não ter namorado nem esperança de se casar, parte para a produção independente. Seu grande amigo Wally (Jason Bateman) é totalmente contra a ideia. Mas não tendo como impedir as decisões de Kassie participa de sua “festa de gravidez”, onde fatos inusitados vão criar Coincidências do Amor.

Uma atriz que nunca fez nada além de comédias românticas, até mesmo na série de TV que a tornou rica e famosa (Friends) é Jennifer Aniston. Atriz mediana, de cabelos bem tratados e, para mim, só. Acho que a única vez em que ela fez um papel para lá de dramático foi como ela própria, quando da separação do então “gatorido” (gato com marido), Brad Pitt. Papel de traída não é legal, mas o lance de jogar as roupas de Pitt pela janela, se foi verdade, foi incrível.
Jennifer e Jason fazem um casal que convence e o pequeno ator Thomas Robinson (Sebastian) rouba várias cenas com o seu jeito até desagradável no início, mas que depois vai demonstrando ser um fofo carinhoso e cheio de manias. Bom rever a querida Juliette Lewis, mesmo que não apareça tanto quanto deveria e merece.
Mas o fato é que esse filme é isso, uma comédia romântica leve que dá para chorar (a cena que Wally coloca Sebastian para dormir, mas antes eles conversam... nossa, é de partir qualquer coração). O longa dá para rir e dá para refletir, principalmente as quarentonas bem de vida e que não têm filhos e adorariam tê-los, e que ficam procurando um doador quando, muito provavelmente, o grande amor de sua vida está bem ao seu lado.

Nota: 7

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Coincidências do Amor (The Switch)
Diretor: Will Speck e Josh Gordon
Atores: Jennifer Aniston, Jason Bateman, Patrick Wilson
2010, comédia romântica - drama

sexta-feira, 4 de março de 2011

O Lenço Amarelo (The Yellow Handkerchief)

Numa cidade ribeirinha em Louisiana, Martine (Kristen Stewart) viaja com Gordy (Eddie Redmayne), jovem que acabara de conhecer. Logo eles conhecem o lacônico Brett (William Hurt), que acaba de sair da prisão. O trio embarca numa viagem repleta de descobertas e surpresas.

Kristen Stewart parece até atriz de uma cara só, pois seja lá o personagem que faça, parece sempre igual. Igual nos olhares, nos trejeitos, nos tiques... Engraçado isso, ou melhor, uma pena, já que ela, me parece, não ter frescuras/preconceitos quanto as escolhas de personagens.
Em compensação, William Hurt está perfeito, como sempre. Surpresa boa também a atuação de Eddie Redmayne.
Mais do que uma viagem no sentido literal da palavra, o filme retrata a viagem de crescimento e auto-conhecimento dessas três pessoas: Martine, Gordy e Brett. O destino uniu os três e as suas auto-descobertas solidificou a amizade e confirmou que o verdadeiro amor existe e que não devemos deixar escapar a segunda chance que a vida e o destino nos dão.
O final pode até ser previsível, mas quem se importa... O filme é comovente e, claro, chorei.

Nota: 7

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O Lenço Amarelo (The Yellow Handkerchief)
Diretor: Udayan Prasad
Atores: Kristen Stewart, William Hurt, Eddie Redmayne
2010, drama – romance

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Temple Grandin

Cinebiografia da jovem autista Temple Grandin (Claire Danes) que tinha sua maneira particular de ver o mundo, se distanciou dos humanos, mas chegou a conseguir, entre outras conquistas, defender seu doutorado. Com uma percepção de vida totalmente diferenciada, dedicou-se aos animais e revolucionou os métodos de manejo do gado com técnicas que surpreenderam experientes criadores e ajudaram a indústria da pecuária americana.

Claire Danes, para mim, é uma atriz assim... insossa. Mas vendo, pela televisão, a própria Temple Grandin e depois assistindo ao filme, só me resta ficar de pé e aplaudir a excelente atuação, quase que incorporação, de Temple Grandin. Ela arrasou!
No início ela se apresenta da seguinte forma: “Meu nome é Temple Grandin. Eu não sou como as outras pessoas. Penso com imagens e as conecto.” Ou seja, se você falar com ela que as paredes têm ouvidos ela visualizará uma parede de ouvidos e como isso não existe, ela não conseguirá entender o significado. Aos 4 anos, na década de 50, ela foi diagnosticada como autista. Sua mãe sempre esteve ao seu lado ensinando a ser independente e não deixando que as limitações da doença a atrapalhassem. Ela dizia: “Diferente, mas não inferior.”
Temple sofreu preconceitos, muitos até fisicamente cruéis. Por isso, o jeito antissocial e por vezes agressivo a afastava das pessoas. Ela só conseguia se acalmar quando entrava na sua “máquina do abraço”, construída por ela mesma com base no brete, um aparelho usado com o gado. Ela também conquistou amizades inestimáveis e sinceras e que foram muito importantes em sua vida.
Dra. Temple, hoje com 62 anos, é Ph.D. e professora na Universidade Estadual do Colorado. Faz palestras pelo mundo explicando sobre o autismo e o manejo de animais. Mais de 50% dos matadouros e criadores de gado, incluindo o Mc Donald’s, utilizam o sistema de lida gentil projetados por ela. É uma cientista de renome e respeito.
Esse filme, uma produção da HBO, é uma lição de vida e superação. É uma aula de que do outro lado da porta existe um mundo diferente e bonito, mas para sabermos e desfrutarmos disso precisamos abrir a porta sem medo, mas com coragem, determinação e disposição.

Nota: 10

Em tempo: Em 2010, este filme concorreu a 15 Emmys, o “Oscar televisivo”. Ganhou 7, dentre os quais o melhor filme para TV, diretor, atriz, atriz coadjuvante e ator coadjuvante. Agora, em 2011, ganhou os prêmios Globo de Ouro e o Screen Actors Guild Awards (SAG) de melhor atriz de minissérie ou telefilme.

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Temple Grandin
Diretor: Mick Jackson
Atores: Claire Danes, Catherine O’Hara, Julia Ormond, David Strathairn
2010, drama

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O Turista (The Tourist)

Frank (Johnny Depp) vai à Itália, depois de perder mulher em um acidente de carro. Tudo o que ele queria era ficar sozinho, mas na viagem de trem ele conhece Elise (Angelina Jolie), uma agente da Interpol na Europa, e acaba se envolvendo com ela. Veneza e Paris dão os ares elegantes para intensificar o romance de Frank e Elise, no entanto, a relação deles vai um pouco além e eles se envolvem num jogo perigoso e mortal.

O Turista é um longa de ação e suspense, e bem antes do fim já sabemos muito bem qual será o final. Mas e daí? Somos agraciados pela bela figura de Johnny Depp que, para mim, é O cara.
OK, a interpretação dele não foi lá essas coisas, mas o personagem também não foi desafiador, mas Depp é Depp.
Angelina Jolie faz papel de, praticamente, uma esfinge sexy. Uma interpretação quase "botoxada": a sua atuação está tão plastificada quanto uma testa cheia de botox. Estática!
Apreciar as paisagens de Veneza é sempre um encantamento para meus olhos. Portanto, mesmo não sendo um filmaço, ele vale como distração, o que já está de bom tamanho.

Nota: 6

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O Turista (The Tourist)
Diretor: Florian Henckel von Donnersmarck
Atores: Johnny Depp, Angelina Jolie, Paul Bettany
2011, ação – suspense

domingo, 16 de janeiro de 2011

Globo de Ouro 2011

É chegada a temporada de premiações de Hollywood. Adoro todas, mas nem sempre consigo assistir. Porém, três premiações são imperdíveis para mim: o Emmy, o Globo de Ouro e o Oscar.
O Globo de Ouro, criado em 1944, é uma premiação organizada pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA) e se ele não é mais um termômetro para o Oscar, continua sento uma espécie de “esquenta”.
Neste domingo, dia 16 de janeiro, no hotel Beverly Hilton, em Beverly Hills, distrito de Los Angeles, várias celebridades, astros e estrelas, desfilaram pelo tapete vermelho. Aí já começa a ficar interessante, pois, obviamente, adoro ver os modelitos das atrizes. Algumas belíssimas e outras tantas tão... Bem, deixa prá lá.
Abaixo a relação dos grandes vencedores da noite. Será que você concorda com a imprensa estrangeira? Eu dei meus pitacos em algumas e você. Confira e comente também.

Melhor filme de Drama - A Rede Social
É um filme interessante. Jovial, rápido e bem montado. Interpretação perfeita de todos. Mereceu ganhar, mas O Cisne Negro também é muito bom.

Melhor atriz em filme de Drama - Natalie Portman (O Cisne Negro)
Excelente atuação e sua vitória, para mim, era obvia. Ela arrasa!

Melhor ator em filme de Drama - Colin Firth (O Discurso do Rei)

Melhor atriz coadjuvante - Melissa Leo (O Vencedor)

Melhor ator coadjuvante - Christian Bale (O Vencedor)

Melhor filme Musical ou Comédia - Minhas mães e Meu Pai
Dos indicados só esse podia ser o vencedor. Tem humor, tem drama, tudo em um estilo de organização familiar cada vez mais comum. O filme é muito bom mesmo.

Melhor atriz em filme de Comédia ou Musical - Annette Bening (Minhas mães e meu Pai)
Quando eu postei o meu comentário do filme eu disse que Annette foi perfeita e que merecia, no mínimo, uma indicação ao Oscar. Não sei quando a ele, mas este prêmio ela já levou merecidamente.

Melhor ator em filme de Comédia ou Musical - Paul Giamatti (Barney’s Version)

Melhor direção - David Fincher (A Rede Social)

Melhor Roteiro - A Rede Social (Aaron Sorkin)

Melhor Animação - Toy Story 3
Essa animação é maravilhosa. Você ri, você chora, você se identifica em várias passagens. Perfeito!

Melhor filme Estrangeiro - In a Better World (Dinamarca)

Trilha Sonora Original - Trent Reznor and Atticus Ross (A Rede Social)

Música original - You haven’t seen the Last of Me (Burlesque)

Melhor Série de TV de comédia ou Musical - Glee
Não sou chegada a filmes e muito menos série musical, mas essa me conquistou desde o primeiro episódio. Sou fã, não perco um e sua premiação foi justíssima.

Melhor atriz de série de comédia ou musical - Laura Linney (The Big C)

Melhor ator de série de comédia ou musical - Jim Parsons (The Big Bang Theory)

Melhor série de Drama - Boardwalk Empire

Melhor atriz de Série Dramática - Katie Segal (Sons of Anarchy)

Melhor ator de Série Dramática - Steve Buscemi (Boardwalk Empire)

Melhor minissérie ou telefilme - Carlos

Melhor atriz de minissérie ou telefilme - Claire Danes (TempleGrandin)

Melhor ator de minissérie ou telefilme - Al Pacino (You don’t know Jack)
Ainda não vi esse filme, mas Al Pacino é O cara. Se ele fizer o papel de uma parede, ele será a melhor parede já representada. O cara é fera!

Melhor atriz coadjuvante de série, minissérie ou telefilme - Jane Lynch (Glee)
A personagem dela é Sue Silvester, uma vilã, mas é impossível não cairmos na gargalhada com o seu jeito completamente louco de ser.

Melhor ator coadjuvante de série, minissérie ou telefilme - Chris Colfer (Glee)
Fiquei emocionada. Primeiro porque adoro a série e adoro a atuação dele, que faz, de maneira simples e bem humorada, um personagem gay. Segundo porque ele dedicou o prêmio a todos que sofrem de bullying. Achei perfeito!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Incontrolável (Unstoppable)

Uma empresa ferroviária trabalha freneticamente para impedir que um trem desgovernado que transporta combustível e um gás venenoso eliminem uma cidade.

Incontrolável é um filme baseado em fatos reais e... uau ! É eletrizante.
Claro que, para mim, filme que tem o astro Denzel Washington no elenco é, no mínimo, imperdível. Pois é, Denzel é mais um daqueles atores que amo de paixão.
Mas voltando ao filme... rs O longa narra a história de Frank e Will que, em 2001, salvaram a cidade de Staton, da Pensilvânia, da ameaça de um trem descarrilado, carregado de substâncias altamente tóxicas.
Denzel interpreta Frank Barnes, um engenheiro veterano da rede ferroviária. Junto com ele e indicado por ele, o galã em ascensão, Chris Pine (o capitão Kirk, do filme Jornada nas Estrelas) vive o jovem e inexperiente condutor Will Colson, recém contratado por causa do sobrenome. Pois é, lá também tem o uso de QI (Quem Indica!).
O filme envolve ação, suspense e doses altíssimas de adrenalina. Pensar que isso aconteceu nos dá uma sensação de, no mínimo, preocupação. Por um vacilo infeliz, o maior desastre ferroviário da história dos EUA poderia ter ocorrido. E se fosse aqui? Será que teríamos a sorte de ter um final feliz?

Nota: 7

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Incontrolável (Unstoppable)
Diretor: Tony Scott
Atores: Denzel Washington, Chris Pine, Rosario Dawson
2011, ação

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Na Natureza Selvagem (Into The Wild)

Após concluir seu curso na Emory University, o brilhante aluno e atleta Christopher McCandless abre mão de tudo o que tem e de sua carreira promissora. O jovem doa todas as suas economias - cerca de US$ 24 mil - para caridade, coloca uma mochila nas costas e parte para o Alasca a fim de viver uma verdadeira aventura. Ao longo do caminho, Christopher se depara com uma série de personagens que irão moldar sua vida para sempre.

Adoro filmes biográficos. Sempre aprendo algo, além de ficar encantada com a vida (coragem!) que a pessoa levou até ser o que é atualmente. Esse filme não foge a regra.
Longa estilo road movie, gênero muito usado para reflexões, aventuras e descoberta de si próprio, acima de tudo. Além disso tudo, tem direção caprichada e sensível de Sean Penn.
Na Natureza Selvagem é baseado no livro de mesmo nome, escrito por Jon Krakauer, sobre a vida de Christopher McCandless que, aos 22 anos, largou tudo e partiu em busca de liberdade e aventura. Rebatizou-se como Alexander Supertramp e tinha uma meta: ir para o Alasca. Para isso ele cruzou os Estados Unidos e conheceu muitas pessoas que, ao longo dessa empreitada, lhe deram carona, lhe deram um emprego temporário, lhe deram uma casa, um ombro, uma história...
O filme também serve como instrumento de reflexão para nós mesmos. 1) Traçar uma meta e não ter medo de segui-la, e como ele disse a Tracy (Kristen Stewart): “Quando você quiser alguma coisa, estique o seu braço e pegue. Você consegue.” 2) Ao longo de nossas vidas encontramos várias pessoas e algumas entram como anjos. Eles nos dão conselhos, ombro, amor, amizade... Sim, existe ser humano do bem!
Atuação perfeita, impecável, de Emile Hirsch. - Sabe aquele carinha do filme sessão da tarde, “Show de Vizinha”? Pois é, é ele. – Mas não posso esquecer dos hippies modernos, interpretados pelos atores Brian Dierker e Catherine Keener, e de Hal Holbrook, fazendo o inesquecível viúvo veterano de guerra, Ron Franz, o que lhe valeu uma indicação ao Oscar de ator coadjuvante em 2008.
Trilha sonora, marcante, de Eddie Vedder, ex-vocalista do Pearl Jam, e fotografia caprichada completam este filme que, para mim, é perfeito e emocionante. Chorei muito no final, principalmente vendo a foto do verdadeiro Chris... Tem pessoas que nasceram para a liberdade e livres devem ser.

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Na Natureza Selvagem (Into The Wild)
Diretor: Sean Penn
Atores: Emile Hirsch, Brian Dierker, Catherine Keener, Hal Holbrook
2008, biografia – drama

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Meus TOP Filmes - 2010

Continuando com a minha lista de TOP (a primeira foi a das minhas séries favoritas), hoje divulgarei a dos meus filmes favoritos, que assisti neste ano de 2010.
Foi muito difícil escolher apenas 3 de cada gênero, até porque alguns se misturam, mas acho que consegui o que queria.
O interessante foi perceber que neste ano não assisti a nenhum filme de terror e vi poucos filmes nacionais, dentre outras coisas. Mas tudo bem, 2011 está chegando (felizmente!) e darei um jeito nisso.
Bom, eis a minha lista. Será que partilhamos das mesmas opiniões? Vejamos...


A N I M A Ç Ã O
- Toy Story 3 (Toy Story 3)
Sem palavras! A trilogia é uma graça, mas esse terceiro arrasou mostrando, como pano de fundo, o “fim de carreira” dos brinquedos. Sim, as crianças crescem e não brincam mais com esses tipos de brinquedos. O que fazer com eles? Chorei muito! O filme é lindo, delicado, comovente e cativante, como uma animação deve ser.
Nota: 10

- Mary & Max – uma amizade diferente (Mary and Max)
Não há como não se emocionar com a história da menininha que praticamente passa a vida toda sofrendo de bullyng e a do velho sozinho, solitário e ranzinza, que sofre com a Síndrome de Asperger. Um encontra no outro a companhia que não tem e juntos criam um vínculo de amizade, quase indestrutível. Essa animação de stop-motion (técnica de animação fotograma a fotograma, ou quadro a quadro) dá um ar ainda mais delicado ao desenho.
Nota: 10

- Meu malvado favorito (Despicable)
Feito só em 3D, o primeiro filme da Illumination Entertainment foi sucesso absoluto ao contar a história do malvado, com traumas de infância e metido a durão, que não consegue resistir as três pequeninas que acaba adotando. Eles começaram com pé direito e rola um zum zum zum que terá continuação, o que seria ótimo.
Nota: 8


A Ç Ã O
- RED – Aposentados e Perigosos (RED)
Ação, muita ação, como a maioria dos filmes estrelados por Bruce Willis. Mas o melhor momento do filme é, sem dúvida, quando a personagem interpretada por Helen Mirren empunha uma metralhadora. É momento mastercard e dos bons !
Nota: 9

- Homem de Ferro 2 (Iron Man 2)
Não foi tão bom quanto o primeiro filme, mas mesmo assim é sempre um prazer ver Robert Downey Jr na pele do cínico milionário Tony Stark. Nesse filme quem brilhou também foi Mickey Rourke, como Ivan Vanko. Trilha sonora nota 10.
Nota: 8

- Karatê Kid (The Karate Kid)
O que eu gostei mesmo do filme foi da atuação de Jaden Smith, herdeiro de Will Smith. Talentoso e estiloso, Jaden certamente terá um futuro brilhante. Quanto ao filme, bem... é assistível.
Nota: 7


C O M É D I A
- O pequeno Nicolau (Le petit Nicolas)
Esse ano nunca ri tanto com um filme quanto com esse. Todos, todos os atores mirins e adultos, estão simplesmente fantásticos. Para mim, esse filme não tem um “senão” que macule a nota 1.000 que dou sem pestanejar. Vale a pena ver, rever e ver novamente.
Nota: 10

- Minhas Mães e Meu Pai (The Kids are all right)
Retrata com humor uma relação familiar cada vez mais atual. Atuação perfeita de todos e, certamente, irá gerar, pelo menos, uma indicação de melhor atriz para Annette Bening, que está perfeita.
Nota: 8

- Surpresa em Dobro (Old Dogs)
Colocar no mesmo filme Robin Williams e John Travolta já é motivo para risadas, mas misture-os em uma história insólita e só podia dar nisso: gargalhadas. Eles estão perfeitos.
Nota: 8


N A C I O N A L
- Tropa de Elite 2
O filme nacional mais aguardado do ano foi um sucesso arrasa quarteirão, com mais de 6 milhões de espectadores. O agora coronel Nascimento, interpretado pelo ator baiano Wagner Moura (um gato!), mais uma vez chegou para detonar os corações das moçoilas (ai ai...) e os cabeças da bandidagem, que dessa vez são os milicianos e políticos corruptos.
Nota: 10

- Chico Xavier
Não era muito fã de Chico Xavier, mas mesmo assim assisti ao filme e gostei. De qualquer maneira, qualquer pessoa que faça da sua vida um instrumento gerador de luz, paz e harmonia merece toda a minha admiração e Chico foi assim. O filme, no estilo documentário, nos mostra isso e nos emociona.
Nota: 8


R O M A N C E
- Cartas para Julieta (Letters to Juliet)
Olha que não sofro de diabetes, mas filmes açucarados demais me embrulham o estômago. Cartas para Julieta foi à medida certa para mim. Doce, sem ser meloso, com fotografia lindíssima (já disse e repito, a Itália ajuda muito nisso) e uma história que, para as românticas como eu, nunca morre.
Nota: 9

- Eloise (Eloïse)
Filme de temática GLS, narra a descoberta do amor entre duas jovens, Ásia e Eloïse, de maneira delicada e sensível. Filme lindo e comovente.
Nota: 9

- Querido John (Dear John)
A queridinha da hora, a atriz Amanda Seyfried, está nesse filme mostrando o que faz de melhor: carinha de boa moça apaixonada. Nesse filme você chora horrores, mas no final o amor sempre vence. É ou não é cute cute?
Nota: 8


S U S P E N S E
- Enterrado Vivo (Buried)
Excelente longa de suspense, que me prendeu do início ao fim. Mesmo com um final clichê (e qualquer um seria), o modo como aconteceu foi de tirar o fôlego. Se você não sofre de claustrofobia, vale a pena assistir ao filme.
Nota: 9

- Ilha do Medo (Shuttler Island)
Scorsese é um mestre e não há quem duvide disso. Este longa de suspense é um daqueles filmes bem produzidos, bem interpretados e com um final nada surpreendente. Mesmo assim, vale a pena assisti-lo várias vezes.
Nota: 9

- O Escritor Fantasma (The Ghost Writer)
Thriller de suspense envolvente em todos os detalhes. A atuação correta de todos os atores aliada a extraordinária direção de Roman Polanski faz deste filme um dos melhores deste gênero.
Nota: 8


D R A M A
- A Rede Social (the Social Network)
Diálogos rápidos, protagonista arrogante, cínico, egoísta e extremamente inteligente e esperto. Essa é a história do Facebook, ou melhor, de Mark Zuckerberg, o orgulho da geração Y. O filme é interessante e vale a pena ser visto.
Nota: 9

- Lembranças (Remember Me)
Uma atuação, digamos, morna de Robert Pattinson, o atual galã das moçoilas. Mas também vamos ser honestos, o personagem (Tyler) era tão profundo quanto um buraco de golfe. Mesmo assim, o final me surpreendeu e, por isso, este filme está na minha lista.
Nota: 8

- A morte e vida de Charlie (Charlie St Cloud)
Esse filme me emocionou. Comovente, sensível e bonito, assim é esse filme. Além disso, Zac Efron, além de muito gato, quer ser reconhecido pelo talento, mas para isso precisará escolher mais filmes desafiadores, mas este foi um bom personagem. No Brasil este filme tem estréia prevista para a segunda quinzena de janeiro de 2011.
Nota: 8


A V E N T U R A
- Harry Potter e as Relíquias da Morte (Harry Potter and the Deathly Hallows)
Era o filme mais aguardado de 2010 e ele valeu cada dia de espera. A primeira parte do início do fim da saga dos bruxos Harry, Hermione e Rony foi perfeita, mesmo com uma e outra situação diferente do livro. Agora é esperar a segunda e última parte: a batalha final.
Nota: 10

- Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo (Prince of Persia: The Sands of Time)
Gostei ! Aventura, ação, humor e romance nas doses certas. O filme foi baseado em um antigo jogo de videogame, que fez sucesso nos final dos anos 80 e início dos 90, e quer saber? Depois do filme entreguei-me ao jogo, mas como sempre não me saí bem. Melhor rever o filme.
Nota: 9

- Fúria de Titãs (Clash of Titans)
OK, o filme não foi tão bom quanto poderia ter sido, além de colocar situações que não condizem com a história mitológica de Perseu, e isso me deixou muito irritada. Mesmo assim, despretensiosamente, o filme dá para passar o tempo.
Nota: 7


Faça você também a sua lista dos melhores de 2010. É sempre divertido relembrar dos personagens, histórias e situações de filmes que vimos. E prepare-se para os vários lançamentos aguardadíssimos para 2011 como: Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2; Thor; Saga Crepúsculo - Amanhecer, 1a parte; A garota da capa vermeha; Cisne Negro; Piratas do Caribe 4 - navegando em águas misteriosas etc.

domingo, 19 de dezembro de 2010

A Papisa Joana (Die Päpstin)

Das profundezas ocultas do Vaticano, chega uma história de intriga e paixão proibida, mantida em segredo pela Igreja Católica, durante milhares de anos. Num tempo em que a obediência total era exigida, Johannes/Johanna Anglicus (Johanna Wokalek) manteve-se como uma luz ao fundo do túnel numa era de trevas. No ano 853 A.C., após ter-se tornado um estudioso, curandeiro e professor de renome, ele ascendeu à posição mais elevada da terra: Papa da Igreja Católica. Dois anos depois, foi apedrejado até à morte por um segredo que se tornaria uma lenda. Johannes Anglicus era, na verdade, uma mulher – a única mulher alguma vez ordenada Papa, o único Papa que alguma vez concebeu um filho.

Baseado no romance histórico de Donna Woolfolk, de 1996, o livro se tornou filme, em uma produção alemã, em 2009. Não faço a mínima idéia se realmente houve uma Papisa, embora esse assunto vira e mexe aparece das cinzas, mas o fato é que o filme é muito bom.
O filme começa em 887 d.C., quando um Bispo (ao final do filme descobrimos a identidade dele e, confesso, fiquei com um sorriso nos lábios e comovida) chega a Roma, para verificar documentos sigilosos da Igreja, a fim de descobrir a existência da Papisa. Depois pula para trás, por volta de 814 d.C., quando do nascimento de Johanna.
Nascida em uma família pobre e rude, a pequena menina aprendeu, escondida, apenas com a ajuda do irmão mais velho, a ler e escrever, coisa que na época era inadmissível para uma mulher. E enfrentando a tudo e a todos, ela se travestiu de menino para seguir no caminho do conhecimento, mas sempre amando fervorosamente a Deus e aos humildes.
A história é linda e o filme é historicamente bem feito. Se existiu uma Papisa Joana, sinceramente, nós nunca saberemos e não vou aqui tecer conjecturas sobre isso, mas torno a afirmar, o filme é muito, mas muito mais do que isso e vale a pena ser visto.

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A Papisa Joana (Die Päpstin)
Diretor: Sönke Wortmann
Atores: Joahanna Wokalek, David Wenham, John Goodman, Iain Glen
2009, drama - história – romance

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Homem de Ferro 2 (Iron Man 2)

O mundo já sabe que o inventor bilionário Tony Stark (Robert Downey Jr.) é o super-herói blindado Homem de Ferro. Sofrendo pressão do governo, da mídia e do público para compartilhar sua tecnologia com as forças armadas, Tony reluta em divulgar os segredos por trás da armadura do Homem de Ferro, temendo que as informações caiam em mãos erradas. Tendo Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) e James "Rhodey" Rhodes (Don Cheadle) a seu lado, Tony estabelece novas alianças e enfrenta novas e poderosas forças.

Depois de meses, finalmente vi este filme. O Tony Stark/Homem de Ferro não é o meu herói favorito, mas sem dúvida é o mais arrogante, cínico, sarcástico, narcisista e querido. Gosto dele! Ele faz questão de não esconder que é o herói de ferro, ao mesmo tempo que, neste filme, oculta o grave problema de saúde que o acomete devido ao uso do paládio que tem no peito.
Robert Downey Jr encarna novamente o personagem título. Adoro o Robert. Ele é o tipo de ator que incorpora o personagem com tudo, nos mínimos detalhes e na medida certa, sem exageros ou, com eles milimetricamente estudados. Ele está tão competente que já estou achando que ele é o homem de ferro.
Como todo filme de super-herói, nós temos 2 interessantes vilões: o vilão russo, Ivan Vanko, interpretado por Mickey Rourke, que depois de uma plástica mal feita, há muito Rourke deixou de ser o gato de “9 ½ semanas de amor”; o outro é Justin Hammer (Sam Rockwell) que faz o estilo engraçado e caricato.
Uma das mocinhas, interpretada por Scarlett Johansson, é Natalie Rushman, uma assistente do departamento jurídico das Industrias Stark e que, nas horas vagas, é a espiã russa que atende pela alcunha de Viúva Negra e que coreografa suas lutas muito bem.
O filme não foi tão bom quanto o primeiro, mas mesmo assim é bom e vale a pena ser visto. A trilha sonora com AC/DC, Queen, The Clash entre outros, também arrebenta. Só senti falta da música do Black Sabath, mas nem tudo é perfeito.

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Homem de Ferro 2 (Iron Man 2)
Diretor: Jon Favreu
Atores: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Mickey Rourke
2010, aventura

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Ondine (Ondine)

Ondine é um conto de fadas moderno que narra a história de Syracuse (Colin Farrell), um pescador cuja vida se transforma quando ele encontra Ondine, uma mulher linda e misteriosa (Alicja Bachleda), em sua rede de pesca. Sua filha Annie (Alison Barry) passa a acreditar que a mulher é uma criatura mágica, enquanto Syracuse apaixona-se desesperadamente por ela. No entanto, como todos os contos de fadas, a magia e a escuridão caminham lado a lado.

Têm filmes que, definitivamente, o trailer dá de 10 a 0. Esse filme é um desses exemplos.
Quando vi o trailer no cinema fiquei encantada pelo cenário (filmado nas costas irlandesas), pelo tipo de filme (adooooro contos de fadas modernos) e pelo Colin Farrell, que é um gato. Fora isso, que decepção !
Filme, do início ao fim, completamente morno e sem sal. Seria muito mais interessante e aproveitável se eles tivessem feito um filme sobre a história de Ondina, da mitologia germano-escandinava, muito mais interessante do que essa xaropada que foi o filme.
Película chata, atuação fraca, fotografia encantadora e olhe lá. Um tédio !

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Ondine (Ondine)
Diretor: Neil Jordan
Atores: Colin Farrell, Alicja Bachleda, Alison Barry, Stephen Rea
2010, romance

sábado, 30 de outubro de 2010

Titanic II (Titanic 2)

No 100 º aniversário da viagem do navio Titanic, um navio de luxo moderno batizado de Titanic 2, segue o caminho de seu homônimo. Mas quando um tsunami lança um iceberg no caminho do novo navio, os passageiros e a tripulação precisam lutar para evitar um destino semelhante.

Agora você veja só: qual a criatura, com o mínimo de QI, entraria em um navio luxuoso chamado Titanic II ? Quem? Quem? Só sendo muito, mais muito dãããã.
Dessa vez o motivo do afundamento foi um tsunami, mas também rolaram alguns icebergs. Esse povo não aprende mesmo.
As cenas da Groelândia e as do navio cruzando os mares do Atlântico, dentre outras, são as coisas mais esdrúxulas que eu já vi.
O filme é tão ruim, mas tão ruim que foi lançado direto em DVD, mas por mim poderia ter sido lançado direto em uma lata de lixo.

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Titanic II (Titanic 2)
Diretor: Shane Van Dyke
Atores: Bruce Davison, Brooke Burns, Marie Westbrook, Shane Van Dyke
2010, aventura – drama

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Wall Street – o dinheiro nunca dorme (Wall Street - money never sleeps)

O filme se passa 23 anos após o primeiro longa. Sai da cadeia Gekko, bilionário sem escrúpulos que recorria aos meios mais escusos para lucrar com os movimentos da Bolsa de Valores de Nova York nos anos 80. Disposto a retomar suas atividades, Gekko descobre um mercado financeiro muito mais tumultuado do que aquele que dominava. É o maravilhoso mundo das alavancagens, dos derivativos, dos subprimes....

Antes de assistir, fiz questão de rever o primeiro, o Wall Street – poder e cobiça. Michael Douglas estava fabuloso, poderoso em seu Gordon Gekko e mereceu o Oscar do ano de 1987.
Neste segundo, o dinheiro nunca dorme, mas confesso que, em determinado momento, bati cabeça, e a palavra que me veio à mente foi “boring” (juro que a palavra veio em inglês mesmo) e que quer dizer chato, maçante.
Wall Street 2 não tem o pique do primeiro. É até meio corta tesão, ouvir Gekko falar que “o dinheiro não é o que mais importa na vida”. Logo ele, que era obcecado pelo poder e que não media esforços para alcançar seus objetivos. Aliás, nestes quesitos ele ainda continua assim. Sejamos honestos, uma criatura dessa não muda tanto, só o mínimo possível, mas já é uma diferença e tanto... Nós podemos ver isso no final e, por isso, acredito que esse filme seja uma espécie de redenção para o personagem Gordon Gekko.
Uma das coisas que achei interessante no filme foi colocar os prédios de Nova York formando torres de gráficos financeiros. Excelente sacada de Oliver Stone que, aliás, dirigiu os dois Wall Streets. Outra coisa são as frases/pensamentos ditas pelo Sr. Gekko (quase um biscoitinho da sorte... ou não), e neste filme eu gostei da seguinte: “A mãe de todos os males é a especulação. A morte programada”. Boa né?! Mas uma frase que ele disse no primeiro ainda é imbatível: “A ilusão se torna real e quanto mais real se torna, mais as pessoas querem. O capitalismo na sua essência.”
O filme também conta com as atuações de Shia LaBeouf, que interpreta Jake Moore, um jovem corretor de Wall Street nada metido ou arrogante, mas inteligente e com muita vontade de aprender e fazer o que é certo; Carey Mulligan, que faz a Winnie Gekko e, claro, odeia o pai e todo o mau caratismo que ele representa; e Susan Sarandon que, pouco usada, está mais para figurante de luxo.
Um detalhe curioso é que Shia passou alguns dias em Wall Street, em grandes empresas como a Schottenfeld e John Thomas Financial. Para treinar o que aprendeu, ele abriu uma conta com 20mil dólares e conseguiu multiplicar o seu investimento em dois meses e meio, chegando a 300mil dólares. Está bom pra você?!

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Wall Street 2 – o dinheiro nunca dorme (Wall Street - money never sleeps)Diretor: Oliver Stone
Atores: Michael Douglas, Shia LaBeouf, Carey Mulligan
2010, drama

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O Solteirão (Solitary Man)

Ben Kalmen era dono de uma grande concessionária de carros, devido as suas más decisões, deitou abaixo o negócio, e depois de várias infidelidades no casamento e a falta de discrição em diversas situações, ele é abandonado pela família e tem de começar a vida do zero. Nesse recomeço ele conhece Jordan, filha de um magnata dos automóveis, aos poucos ele se apega a ela e tem de fazer uma escolha, aproveitar esse novo relacionamento ou usá-la para voltar aos negócios.

Com a cena do início do filme foi impossível não lembrar a situação real pela qual Michael Douglas está passando, mas o filme não tem nada a ver com isso e, portanto, segue a fita.
Douglas é um daqueles caras que, só com a roupa de baixo a gente pensa: “Nossa, ele tá velho pacas. Credo!” Mas quando ele está usando um terno bem cortado, um cachecol e um Ray-ban adornando o rosto, o que pensamos? “É, o cara é charmoso!”
Basicamente o filme retrata justamente isso: quer se queira ou não, os anos passam e chega uma hora que você tem apenas duas escolhas: ou envelhece ou morre, não existe uma terceira opção. Porém, você pode envelhecer bem, mas de qualquer maneira, a escolha é somente sua e dependerá, exclusivamente, das atitudes que tomar diante da vida.
Bem Kalmen (Douglas) carrega uma bagagem enorme da experiência de anos, mas destrói tudo isso com sua arrogância e passa o filme todo levando surras da vida (algumas até literalmente...), devido às escolhas equivocadas. Mas será que ele tem cura? Será que, mesmo reconhecendo o carinho e a força de sua ex-esposa e daquele que, mesmo depois de anos, continua sendo seu amigo, Ben continuará a persistir no erro? Lembrando que se continuar nesse ritmo, perderá o pouco que lhe restou...
O final do filme é o momento da decisão e o que ele escolhe? Bom, se você for assistir ao filme, você saberá.

Em tempo: em minha opinião, a escolha do título não foi acertada. A tradução ao pé da letra, “O Solitário”, caberia muito melhor.

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O Solteirão (Solitary Man)
Diretores: Brian Koppelman, David Levien
Atores: Michael Douglas, Susan Sarandon, Danny DeVito, Mary-Louise Parker
2010, drama

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

The Runaways - As Garotas do Rock (The Runaways)

Baseado no livro autobiográfico de Cherrie Currie. O filme mostra a trajetória da primeira grande banda de rock, The Runaways, formada apenas por mulheres, que existiu entre 1975 a 1979.

Kristen Stewart interpreta o papel da guitarrista e líder da banda, Joan Jett. Sua interpretação é forte e, ao mesmo tempo, morna... Na verdade, nem parece a líder de uma banda de rock pesado que revolucionou uma época, mas sem dúvida ela passa o seu amor incondicional pelo rock’n’roll e é através de seus olhares que ela ganha pontos.
Já a atuação de Dakota Fanning, que faz o papel da vocalista loira Cherrie Currie, é simplesmente arrasadora! Cherrie tinha 15 anos quando entrou para a banda e teve seu mundo virado de ponta cabeça. Quando ela cansa dessa vida “rock paulera” e prefere voltar para casa, para sua vidinha mediana, o que me veio logo a cabeça foi: ela matou a banda! Mas a realidade é que Cherrie, que estava no momento de autodestruição, pulou fora antes do fim irreversível: a morte. E ela precisou de muita coragem para isso.
O fim da banda deveu-se aos motivos de sempre: drogas, egos inflados, falta de grana... Mesmo assim, para os amantes do rock e de sua história, vale dar uma conferida no filme.

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As Garotas do Rock (The Runaways)
Diretora: Floria Sigismondi
Atrizes: Kristen Stewart, Dakota Fanning
2010, drama biográfico

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Como Treinar o seu Dragão (How to Train your Dragon)

É comum lutar contra dragões na ilha de Berk. Soluço (Jay Baruchel) é um jovem bastante sarcástico, que volta e meia bate de frente com seu pai, Stoico (Gerard Butler), o chefe da tribo local. Quando entra para o Treino com Dragões, juntamente com outros jovens vikings, Soluço acredita ser esta sua grande chance de provar que pode ser um grande guerreiro. Só que seu mundo vira do avesso ao se tornar amigo de um dragão ferido.

Essa história de ter um cachorrinho ou peixinho ou gatinho como bichinho de estimação é papo para os fracos. O bom mesmo é ter um dragão, principalmente se você for um jovem viking.
Como treinar o seu Dragão é, antes de tudo, uma homenagem a amizade. Os laços desse sentimento são mais fortes e resistentes que qualquer outra coisa. Além disso, as aparências enganam e se você está aberto para novas experiências, a amizade pode ultrapassar barreiras e a DreamWorks retrata muito bem isso nesse filme. Tudo bem, a história não é novidade alguma e o final é previsível, mas e daí?
A animação tem pitadas de humor, emoção, ação e drama, tudo isso junto e muito bem misturado. Os personagens vikings são muito bem feitos, mesmo com feições caricatas, e as diversas espécies de dragões são incríveis, principalmente o Fúria da Noite, o dragão principal que de tão estranho é fofíssimo. Inclusive tem uns traços do monstrinho Stitch (de "Lilo & Stitch")... Talvez porque os diretores sejam os mesmos.
Enfim, cada vez mais fico encantada com as animações feitas atualmente e sou fã incondicional delas.

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Como Treinar o seu Dragão (How to Train your Dragon)
Direção: Dean DeBlois e Chris Sanders
Vozes: Gerard Butler, América Ferrera, Jonah Hill
2010, animação

domingo, 3 de outubro de 2010

Depois de Partir (Afterwards)

Nathan é um brilhante advogado que mora em Nova York e possui uma carreira brilhante, bem diferente de sua vida pessoal que desmoronou após seu divórcio com Claire, seu único amor. Um dia ele conhece o doutor Kay, um médico misterioso que se apresenta como o “Mensageiro” e alega pressentir quando alguém está próximo da morte. Nathan custa a acreditar na profecia do médico, até que ele testemunha alguns acontecimentos que confirmaram as palavras do doutor e mostram que seus dias na terra estão se esgotando.

Filme sessão da tarde, com belas imagens, trilha sonora suave e gostosa e com a presença sempre misteriosa e intrigante de John Malkovich.
Depois de partir é uma espécie de filme de auto-ajuda. A frase mais falada é “ninguém tem poder sobre a hora da morte”, o que, cá prá nós, é uma pena. Ou não?!
Mas no meio dessa história água com açúcar, de final diferente do que imaginei no início, uma frase me chamou a atenção: “não importa saber se há vida após a morte; o que importa é estar vivo antes de morrer.”
E quantas pessoas nós conhecemos que respiram, mas não estão vivos? Andam pelas ruas, trabalham ao nosso lado, mas não estão vivos? Essas pessoas alimentam-se de nossa energia, mas não passam de zumbis. A importância de vivermos bem, fazendo o bem é importantíssima, pois não sabemos o que nos acontecerá no segundo seguinte.
O filme vale como ponta pé inicial para uma reflexão, mas nada mais que isso. Porém, a atuação do francês Romain Duris, 34 anos, é instigante e convincente. Nunca tinha visto um filme com ele, e, fisicamente, ele me lembrou o ator Joseph Fiennes. Para mim, só isso já é um ponto a favor.

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Depois de Partir (Afterwards)
Diretor: Gilles Bourdos
Atores: John Malkovich, Romain Duris, Evangeline Lilly
2010, suspense - drama

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Nanny McPhee e as Lições Mágicas (Nanny McPhee & the Big Bang)

Dessa vez Nanny McPhee vai trabalhar na casa de uma perturbada jovem mãe, Isabel Green, que tenta desesperadamente criar os três filhos numa fazenda enquanto o marido está em combate na guerra. Mas uma vez que integra a nova família, Nanny McPhee logo descobre que os filhos da senhora Green travam sua própria batalha contra dois primos intrometidos que se mudaram para o local e se recusam a ir embora.

Nem sempre a repetição de uma receita significa êxito no resultado final. É o caso da sequência de Nanny McPhee. Filme lento, chato e previsível em todos os momentos.
Todos nós, em algum momento, precisamos de uma Nanny McPhee em nossas vidas, mas essa sequência é absolutamente desnecessária e sem graça. Nem mesmo a surpresinha final, que nos remete ao primeiro filme (Nanny McPhee - A Babá Encantada) consegue salvar esse filme.

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Nanny McPhee e as Lições Mágicas (Nanny McPhee & the Big Bang)
Diretor: Susanna White
Atores: Emma Thompson, Maggie Gyllenhaal, Maggie Smith
2010, fantasia – comédia

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Karate Kid (The Karate Kid)

Dre Parker é um garoto de 12 anos que poderia ser o mais popular de Detroit, mas a carreira de sua mãe acaba os levando para a China. Imediatamente, ele se apaixona pela sua colega de classe Mei Yin, mas as diferenças culturais tornam essa amizade impossível. Pior ainda, os sentimentos de Parker fazem com que o brigão da sala e prodígio do kung fu, Cheng torne-se seu inimigo. Sem amigos numa nova cidade, Parker não tem a quem recorrer exceto o zelador do seu prédio Mr. Han, que é secretamente um mestre do kung fu. À medida que Han ensina Parker que o kung fu é muito mais que socos e habilidade, mas sim maturidade e calma, Ele percebe que encarar os brigões da turma será a aventura de uma vida.

“Filho de peixe, peixinho é.” A frase é clichê total, mas é a mais pura verdade quando se trata de Jaden Christopher Syre Smith ou, simplesmente, Jaden Smith, filho do ator e rapper Will Smith (adoro esse cara) e da também atriz e cantora Jada Pinkett Smith. Jaden não é mais promessa de sucesso, mas a certeza de um futuro brilhante. Karate Kid é seu terceiro filme, mas fica claro que a genética, aliada ao talento e carisma, é responsável pelo nascimento de um grande ator.
Karate Kid é uma releitura do filme de mesmo nome, de 1984, estrelado pelos atores Ralph Macchio e Pat Morita. Confesso que nessa época eu estava mais preocupada com o vestibular e com meu namorado, e não tinha tempo e nem vontade de assistir a um “filme para menino”. Obviamente que, em algum momento, acabei assistindo ao tal filme para menino e não morri de amores por ele!
Também achei chato esse remake, mas os olhos de Jaden (iguais aos do pai, diga-se de passagem) mais o arzinho marrento dele e o style das trancinhas me conquistaram e tornaram o filme bem “assistível”. A rapidez e a flexibilidade do jovem ator é um verdadeiro assombro, até para o experiente colega de cena, Jackie Chan, que não cansou de elogiá-lo nas diversas entrevistas.
O filme é um livro de citações e frases feitas de auto-ajuda, além, é claro, de treinos intensivos e exaustivos de Kung Fu (de karatê o filme só tem mesmo o nome!). As primeiras aulas de Parker foram de tirar a paciência de qualquer cristão, mas o porquê delas foi, pelo menos para mim, bem original. “Tudo é kung fu!”, explica Mr. Han (o Sr. Miyagi do séc 21), interpretado pelo sempre simpático Jackie Chan.
No final tudo acaba bem, como tem que ser, é claro, mas o que vale a pena mesmo é prestar a atenção na atuação de Jaden. Ele, realmente, impressiona. Claro que já está previsto o Karatê Kid 2, para alegria dos fãs.
Uma dica: quando acabar o filme, no correr dos créditos, vale a pena ficar para ouvir a música “Never Say Never”, interpretada pelo ídolo das moçoilas adolescentes, Justin Bieber, e.... Jaden Smith. Sim, ele também canta rapper! Se preferir, faça uma busca pelo YouTube e confira se Jaden é ou não é a miniatura de Will Smith.

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Karate Kid (The Karate Kid)
Diretor: Harald Zwart
Atores: Jaden Smith, Jackie Chan
2010, ação

Par Perfeito (Killers)

Jen (Katherine Heigl), conhece o homem perfeito. Seu nome é Spencer (Ashton Kutcher), ele é bonitão, educado e inteligente. Mas o que Jen não sabe, é que Spencer ganha a vida como matador de aluguel, contratado pelo governo. Eles vivem o casamento dos sonhos até que em uma bela manhã, o casal descobre que Spencer é o alvo de um golpe milionário. O que parecia ser um par perfeito transforma-se num jogo de vida ou morte, enquanto eles tentam lidar com sogros, sogras, casamento, manter as aparências e ainda sobreviver.

Ashton Kutcher não faz parte dos grandes astros de Hollywood, mas sua carinha sempre alegre, sorriso cativante e um corpo escultural ajudam a desviar a atenção de sua atuação. Igualmente a jovem atriz Katherine Heigl que, até hoje, não fez um personagem, realmente, interessante.
Ambos são os protagonistas desse filme que contém muita ação, muito corre-corre e tiros para todos os lados. É o típico filme “sessão da tarde com pipoca”, nada de mais. Mas foi bom rever Tom Selleck, com seu indefectível bigode, mesmo que com a cara cheia de panqueique.
Par Perfeito, como filme de ação, estava indo bem, mas na hora de terminar, ele começou a desandar. Final mais bobo, impossível. Portanto, se puder economizar a grana do seu ingresso, faça-o.

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Par Perfeito (Killers)
Diretor: Robert Luketic
Atores: Ashton Kutcher, Katherine Heigl, Tom Selleck
2010, ação