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segunda-feira, 23 de maio de 2011

O Noivo da Minha Melhor Amiga (Something Borrowed)

Rachel (Ginnifer Goodwin), uma advogada muito certinha, está prestes a completar 30 anos. Na comemoração, ela acaba bebendo demais e vai para a cama com Dex (Colin Egglesfield), amigo de faculdade e também noivo da sua melhor amiga Darcy (Kate Hudson). Sentindo-se péssima com a situação, as coisas parecem piorar a cada momento, pois Rachel será madrinha do casamento e vai ter que lidar com os preparativos da festa, seus sentimentos por Dex e ainda, a sua amizade cultivada desde a infância com a noiva traída.

Sabe aquela sensação de déjà vu ? “O Casamento do Meu Melhor Amigo”; “O Melhor Amigo da Noiva”, “Vestida para Casar”... Só que o filme em questão tem um pequeno diferencial: é chato !
É clichê em cima de clichê. Quer ver? Neste longa nós temos: uma noiva loira linda, bem humorada, comunicativa, com muita auto estima e não muito inteligente; uma amiga morena linda, tímida, reservada, inteligente e com baixa auto estima; um noivo bonito, bem sucedido e, vamos combinar, meio bananão; um amigo não muito bonito, mas solidário, inteligente, bem humorado e, torno a dizer: amigo! Quer mais clichê? OK! Temos uma amigaça da noiva que sempre foi apaixonada pelo noivo (na verdade ela que conheceu o cara primeiro) e ele também era apaixonado por ela (timidez é uma... meleca!), mas acabou se relacionando com a loira (a futura noiva). A morena tem um grande amigo que sempre foi apaixonado por ela, mas sabe como é... Quando a gente vê o cara como amigo (sem conotações sexuais), dificilmente a gente o vê como homem (com conotações sexuais).
O filme levanta uma questão: o quão frágil é a amizade entre duas mulheres quando entra um homem na jogada. Esse é um questionamento interessante e que vale a pena ser debatido.
Bom, mas quanto ao filme, ele é previsível ao extremo. Portanto, totalmente dispensável. É mais negócio pegar os DVDs dos filmes que mencionei no início deste post, pois têm tudo que uma comédia romântica deve ter: sensibilidade, carisma, humor, romance e história bem contada...
Em um filme desse gênero, muitas vezes, o modo de contar uma história romântica deve ser mais interessante que o próprio romance. “O Noivo da Minha Melhor Amiga” falhou exatamente nisso.

Nota: 6

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O Noivo da Minha Melhor Amiga (Something Borrowed)
Diretor: Luke Greenfield
Atores: Ginnifer Goodwin, Kate Hudson, Colin Egglesfield, John Krasinski
2011, comédia – romance

domingo, 1 de maio de 2011

Como Você Sabe (How Do You Know)

Lisa Jorgenson (Reese Witherspoon) é uma mulher dedicada ao esporte, desde sua infância. Quando é cortada da equipe, ela fica sem rumo e perdida sobre como construir uma vida sem aquilo que sempre a motivou. Lisa, então, acaba se envolvendo com Matty (Own Wilson), um jogador de beisebol mulherengo e narcisista. Paralelamente a esse novo romance, Lisa conhece George (Paul Rudd) , um homem de negócios que está sendo acusado de um crime financeiro. Num primeiro encontro entre Lisa e George em que cada um conta os piores dias de suas vidas, eles encontram muita coisa em comum e um futuro que pode não ser tão pessimista quanto eles imaginam.

O filme poderia ter seguido vários caminhos. Poderia ter investido no crime financeiro, executado por um pai que, simplesmente, coloca a culpa toda nas costas do filho. Não seguiu... Poderia ter investido na dedicação dada ao esporte até que um belo dia o corte é feito e tudo aquilo que ela vivia vira pó. Não seguiu... Poderia ter investido nos sentimentos feridos, quando Lisa, logo depois de ser cortada da seleção, pede para que as outras atletas a tratem normalmente, como sempre, para que não haja a impressão de que tudo o que passaram juntas não existiu. Não seguiu...
O longa preferiu o caminho mais fácil e até bobo. Chega a ser um desperdício de profissionais. É uma pena ! De qualquer maneira é sempre um prazer ver o incrível Jack Nicholson em ação, mesmo que seja no papel de sempre: um cara elegante, irritadiço, cínico e ácido. É lugar comum, mas Jack é Jack.
Temos também uma Reese Whiterspoon (ela está ficando durona, pois o papel de mulher frágil não está mais caindo como uma luva para ela... o tempo passa, afinal de contas...) disputada por um Owen Wilson (o de sempre: bem apessoado, atleta no campo e na alcova, bem-humorado, mas sem muita coisa na cabeça) e Paul Rudd (é esforçado, mas falta-lhe tempero). Cada um fazendo o seu personagem, mas sem muita pegada.
Filme longo demais (2 horas), cansativo e praticamente sem brilho. Como já disse: um desperdício de talento e, principalmente, do meu tempo.

Nota: 4

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Como Você Sabe (How Do You Know)
Diretor: James L. Brooks
Atores: Reese Whiterspoon, Paul Rudd, Owen Wilson, Jack Nicholson
2011, comédia romântica

quinta-feira, 31 de março de 2011

Uma Manhã Gloriosa (Morning Glory)

Quando a batalhadora produtora de TV Becky Fuller é demitida de um programa local de notícias, sua carreira se torna tão desolada quanto sua desafortunada vida amorosa. Quando ela aceita trabalhar no programa DayBreak, Becky decide revitalizar o programa contratando o lendário âncora de TV Mike Pomeroy. Infelizmente, Pomeroy se recusa a reportar assuntos comuns dos programas matinais como fofocas de celebridades, previsão do tempo, moda e artesanatos - quem dirá trabalhar com sua co-apresentadora, Colleen Peck, uma ex-rainha da beleza e personalidade de longa data do programa matutino.

Filme leve, engraçado, bobo.
Não posso deixar de comentar a decadência profissional de Harrison Ford. De herói de filmes de ação a profissional carrancudo e com raiva do mundo. Indiana Jones merecia um final mais feliz, mas é emprego, é salário e é mídia. Quando se tem família para sustentar, não dá para escolher muito, pois poucos papéis vão surgindo. De repente seria mais interessante ele pensar nos filmes para televisão. Grandes atores estão optando por essa mídia: Al Pacino (com grande sucesso), Glenn Close e Dustin Hoffman, por exemplo.
Os bastidores de programa como DayBreak lembra os nossos Mais Você, Hoje em Dia etc. Aí surge a guerra informação x entretenimento, como se um não pudesse existir com o outro. Para muitos preconceituosos (e por incrível que pareça, há muitos entre os próprios profissionais da área), profissional de jornalismo sério não combina com apresentador de programa soft matinal, cheio de receitas, fofocas e matérias surreais. Nós temos o caso do Pedro Bial, jornalista maravilhoso e que durante 3/4 meses do ano apresenta o reality show BigBrotherBrasil. E daí?! Isso o faz menos profissional, menos sério, menos excelente jornalista? É óbvio que não !
Enfim, o filme leva a reflexões interessantes, embora o mesmo não seja essa maravilha toda.

Nota: 6

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Uma Manhã Gloriosa (Morning Glory)
Diretor: Roger Mitchell
Atores: Harrison Ford, Rachel McAdams, Diane Keaton, Patrick Wilson
2011, comédia – romance

sábado, 26 de março de 2011

Coincidências do Amor (The Switch)

Kassie (Jennifer Aniston) é uma mulher madura, solteira, que decide que chegou a hora de ser mãe. Só tem um problema: arrumar um doador de esperma. Por não ter namorado nem esperança de se casar, parte para a produção independente. Seu grande amigo Wally (Jason Bateman) é totalmente contra a ideia. Mas não tendo como impedir as decisões de Kassie participa de sua “festa de gravidez”, onde fatos inusitados vão criar Coincidências do Amor.

Uma atriz que nunca fez nada além de comédias românticas, até mesmo na série de TV que a tornou rica e famosa (Friends) é Jennifer Aniston. Atriz mediana, de cabelos bem tratados e, para mim, só. Acho que a única vez em que ela fez um papel para lá de dramático foi como ela própria, quando da separação do então “gatorido” (gato com marido), Brad Pitt. Papel de traída não é legal, mas o lance de jogar as roupas de Pitt pela janela, se foi verdade, foi incrível.
Jennifer e Jason fazem um casal que convence e o pequeno ator Thomas Robinson (Sebastian) rouba várias cenas com o seu jeito até desagradável no início, mas que depois vai demonstrando ser um fofo carinhoso e cheio de manias. Bom rever a querida Juliette Lewis, mesmo que não apareça tanto quanto deveria e merece.
Mas o fato é que esse filme é isso, uma comédia romântica leve que dá para chorar (a cena que Wally coloca Sebastian para dormir, mas antes eles conversam... nossa, é de partir qualquer coração). O longa dá para rir e dá para refletir, principalmente as quarentonas bem de vida e que não têm filhos e adorariam tê-los, e que ficam procurando um doador quando, muito provavelmente, o grande amor de sua vida está bem ao seu lado.

Nota: 7

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Coincidências do Amor (The Switch)
Diretor: Will Speck e Josh Gordon
Atores: Jennifer Aniston, Jason Bateman, Patrick Wilson
2010, comédia romântica - drama