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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Temple Grandin

Cinebiografia da jovem autista Temple Grandin (Claire Danes) que tinha sua maneira particular de ver o mundo, se distanciou dos humanos, mas chegou a conseguir, entre outras conquistas, defender seu doutorado. Com uma percepção de vida totalmente diferenciada, dedicou-se aos animais e revolucionou os métodos de manejo do gado com técnicas que surpreenderam experientes criadores e ajudaram a indústria da pecuária americana.

Claire Danes, para mim, é uma atriz assim... insossa. Mas vendo, pela televisão, a própria Temple Grandin e depois assistindo ao filme, só me resta ficar de pé e aplaudir a excelente atuação, quase que incorporação, de Temple Grandin. Ela arrasou!
No início ela se apresenta da seguinte forma: “Meu nome é Temple Grandin. Eu não sou como as outras pessoas. Penso com imagens e as conecto.” Ou seja, se você falar com ela que as paredes têm ouvidos ela visualizará uma parede de ouvidos e como isso não existe, ela não conseguirá entender o significado. Aos 4 anos, na década de 50, ela foi diagnosticada como autista. Sua mãe sempre esteve ao seu lado ensinando a ser independente e não deixando que as limitações da doença a atrapalhassem. Ela dizia: “Diferente, mas não inferior.”
Temple sofreu preconceitos, muitos até fisicamente cruéis. Por isso, o jeito antissocial e por vezes agressivo a afastava das pessoas. Ela só conseguia se acalmar quando entrava na sua “máquina do abraço”, construída por ela mesma com base no brete, um aparelho usado com o gado. Ela também conquistou amizades inestimáveis e sinceras e que foram muito importantes em sua vida.
Dra. Temple, hoje com 62 anos, é Ph.D. e professora na Universidade Estadual do Colorado. Faz palestras pelo mundo explicando sobre o autismo e o manejo de animais. Mais de 50% dos matadouros e criadores de gado, incluindo o Mc Donald’s, utilizam o sistema de lida gentil projetados por ela. É uma cientista de renome e respeito.
Esse filme, uma produção da HBO, é uma lição de vida e superação. É uma aula de que do outro lado da porta existe um mundo diferente e bonito, mas para sabermos e desfrutarmos disso precisamos abrir a porta sem medo, mas com coragem, determinação e disposição.

Nota: 10

Em tempo: Em 2010, este filme concorreu a 15 Emmys, o “Oscar televisivo”. Ganhou 7, dentre os quais o melhor filme para TV, diretor, atriz, atriz coadjuvante e ator coadjuvante. Agora, em 2011, ganhou os prêmios Globo de Ouro e o Screen Actors Guild Awards (SAG) de melhor atriz de minissérie ou telefilme.

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Temple Grandin
Diretor: Mick Jackson
Atores: Claire Danes, Catherine O’Hara, Julia Ormond, David Strathairn
2010, drama

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Nanny McPhee e as Lições Mágicas (Nanny McPhee & the Big Bang)

Dessa vez Nanny McPhee vai trabalhar na casa de uma perturbada jovem mãe, Isabel Green, que tenta desesperadamente criar os três filhos numa fazenda enquanto o marido está em combate na guerra. Mas uma vez que integra a nova família, Nanny McPhee logo descobre que os filhos da senhora Green travam sua própria batalha contra dois primos intrometidos que se mudaram para o local e se recusam a ir embora.

Nem sempre a repetição de uma receita significa êxito no resultado final. É o caso da sequência de Nanny McPhee. Filme lento, chato e previsível em todos os momentos.
Todos nós, em algum momento, precisamos de uma Nanny McPhee em nossas vidas, mas essa sequência é absolutamente desnecessária e sem graça. Nem mesmo a surpresinha final, que nos remete ao primeiro filme (Nanny McPhee - A Babá Encantada) consegue salvar esse filme.

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Nanny McPhee e as Lições Mágicas (Nanny McPhee & the Big Bang)
Diretor: Susanna White
Atores: Emma Thompson, Maggie Gyllenhaal, Maggie Smith
2010, fantasia – comédia