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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Cisne Negro (Black Swan)

Nina é uma bailarina de uma companhia de balé de Nova York, cuja vida é completamente consumida com a dança. Ela vive com sua mãe a ex-bailarina Erica, que exerce um controle sufocante sobre ela. Quando o diretor artístico Thomas Leroy decide substituir a primeira bailarina para a produção de abertura de sua nova temporada, O Lago dos Cisnes, Nina é a sua primeira escolha. Mas Nina tem concorrência, a nova dançarina, Lily. O Lago dos Cisnes exige uma dançarina que pode interpretar tanto o Cisne Branco com inocência e graça, como o Cisne Negro, que representa a malícia e sensualidade. Nina se encaixa no papel Cisne Branco perfeitamente, mas Lily é a personificação do Cisne Negro. Como as duas jovens bailarinas expandem sua rivalidade em uma amizade distorcida, Nina começa a ficar mais em contato com seu lado escuro - uma imprudência que ameaça destruí-la.

Cisne Negro é um drama psicológico. O pano de fundo é o balé, mais precisamente O Lago dos Cisnes, do compositor russo Tchaikovsky.
Natalie Portman dá um show de interpretação e só se os jurados da Academia forem muito obtusos, ela não ganhará o Oscar de melhor atriz.
Durante o filme todo ficamos entre a fantasia e a realidade, entre o sonho e o pesadelo. Uma luta obsessiva entre a disciplina e o se entregar ao personagem. Afinal de contas, o que é mais importante: ser o personagem ou estar no personagem?
O Cisne Branco é a representação da beleza, da docilidade, da fragilidade do ser humano, mas é o Cisne Negro que dá o vigor, a sexualidade, o arrebatamento, a coragem de querer e conseguir. Ambos os cisnes estão dentro de Nina (Portman) e lutam desesperadamente para se sobressaírem, ao invés de harmoniosamente conviverem. O longa mostra o tempo todo essa dualidade.
Cisne Negro é um filme denso e tenso do início ao fim. Não fiquei excitantemente encantada por ele, mas sem dúvida é um filme impactante e que vale a pena ser visto.

Nota: 7

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Cisne Negro (Black Swan)
Diretor: Darren Aronofsky
Atores: Natalie Portman, Mila Kunis, Winona Ryder, Vincent Cassel
2011, drama - suspense

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Temple Grandin

Cinebiografia da jovem autista Temple Grandin (Claire Danes) que tinha sua maneira particular de ver o mundo, se distanciou dos humanos, mas chegou a conseguir, entre outras conquistas, defender seu doutorado. Com uma percepção de vida totalmente diferenciada, dedicou-se aos animais e revolucionou os métodos de manejo do gado com técnicas que surpreenderam experientes criadores e ajudaram a indústria da pecuária americana.

Claire Danes, para mim, é uma atriz assim... insossa. Mas vendo, pela televisão, a própria Temple Grandin e depois assistindo ao filme, só me resta ficar de pé e aplaudir a excelente atuação, quase que incorporação, de Temple Grandin. Ela arrasou!
No início ela se apresenta da seguinte forma: “Meu nome é Temple Grandin. Eu não sou como as outras pessoas. Penso com imagens e as conecto.” Ou seja, se você falar com ela que as paredes têm ouvidos ela visualizará uma parede de ouvidos e como isso não existe, ela não conseguirá entender o significado. Aos 4 anos, na década de 50, ela foi diagnosticada como autista. Sua mãe sempre esteve ao seu lado ensinando a ser independente e não deixando que as limitações da doença a atrapalhassem. Ela dizia: “Diferente, mas não inferior.”
Temple sofreu preconceitos, muitos até fisicamente cruéis. Por isso, o jeito antissocial e por vezes agressivo a afastava das pessoas. Ela só conseguia se acalmar quando entrava na sua “máquina do abraço”, construída por ela mesma com base no brete, um aparelho usado com o gado. Ela também conquistou amizades inestimáveis e sinceras e que foram muito importantes em sua vida.
Dra. Temple, hoje com 62 anos, é Ph.D. e professora na Universidade Estadual do Colorado. Faz palestras pelo mundo explicando sobre o autismo e o manejo de animais. Mais de 50% dos matadouros e criadores de gado, incluindo o Mc Donald’s, utilizam o sistema de lida gentil projetados por ela. É uma cientista de renome e respeito.
Esse filme, uma produção da HBO, é uma lição de vida e superação. É uma aula de que do outro lado da porta existe um mundo diferente e bonito, mas para sabermos e desfrutarmos disso precisamos abrir a porta sem medo, mas com coragem, determinação e disposição.

Nota: 10

Em tempo: Em 2010, este filme concorreu a 15 Emmys, o “Oscar televisivo”. Ganhou 7, dentre os quais o melhor filme para TV, diretor, atriz, atriz coadjuvante e ator coadjuvante. Agora, em 2011, ganhou os prêmios Globo de Ouro e o Screen Actors Guild Awards (SAG) de melhor atriz de minissérie ou telefilme.

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Temple Grandin
Diretor: Mick Jackson
Atores: Claire Danes, Catherine O’Hara, Julia Ormond, David Strathairn
2010, drama

domingo, 16 de janeiro de 2011

Globo de Ouro 2011

É chegada a temporada de premiações de Hollywood. Adoro todas, mas nem sempre consigo assistir. Porém, três premiações são imperdíveis para mim: o Emmy, o Globo de Ouro e o Oscar.
O Globo de Ouro, criado em 1944, é uma premiação organizada pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA) e se ele não é mais um termômetro para o Oscar, continua sento uma espécie de “esquenta”.
Neste domingo, dia 16 de janeiro, no hotel Beverly Hilton, em Beverly Hills, distrito de Los Angeles, várias celebridades, astros e estrelas, desfilaram pelo tapete vermelho. Aí já começa a ficar interessante, pois, obviamente, adoro ver os modelitos das atrizes. Algumas belíssimas e outras tantas tão... Bem, deixa prá lá.
Abaixo a relação dos grandes vencedores da noite. Será que você concorda com a imprensa estrangeira? Eu dei meus pitacos em algumas e você. Confira e comente também.

Melhor filme de Drama - A Rede Social
É um filme interessante. Jovial, rápido e bem montado. Interpretação perfeita de todos. Mereceu ganhar, mas O Cisne Negro também é muito bom.

Melhor atriz em filme de Drama - Natalie Portman (O Cisne Negro)
Excelente atuação e sua vitória, para mim, era obvia. Ela arrasa!

Melhor ator em filme de Drama - Colin Firth (O Discurso do Rei)

Melhor atriz coadjuvante - Melissa Leo (O Vencedor)

Melhor ator coadjuvante - Christian Bale (O Vencedor)

Melhor filme Musical ou Comédia - Minhas mães e Meu Pai
Dos indicados só esse podia ser o vencedor. Tem humor, tem drama, tudo em um estilo de organização familiar cada vez mais comum. O filme é muito bom mesmo.

Melhor atriz em filme de Comédia ou Musical - Annette Bening (Minhas mães e meu Pai)
Quando eu postei o meu comentário do filme eu disse que Annette foi perfeita e que merecia, no mínimo, uma indicação ao Oscar. Não sei quando a ele, mas este prêmio ela já levou merecidamente.

Melhor ator em filme de Comédia ou Musical - Paul Giamatti (Barney’s Version)

Melhor direção - David Fincher (A Rede Social)

Melhor Roteiro - A Rede Social (Aaron Sorkin)

Melhor Animação - Toy Story 3
Essa animação é maravilhosa. Você ri, você chora, você se identifica em várias passagens. Perfeito!

Melhor filme Estrangeiro - In a Better World (Dinamarca)

Trilha Sonora Original - Trent Reznor and Atticus Ross (A Rede Social)

Música original - You haven’t seen the Last of Me (Burlesque)

Melhor Série de TV de comédia ou Musical - Glee
Não sou chegada a filmes e muito menos série musical, mas essa me conquistou desde o primeiro episódio. Sou fã, não perco um e sua premiação foi justíssima.

Melhor atriz de série de comédia ou musical - Laura Linney (The Big C)

Melhor ator de série de comédia ou musical - Jim Parsons (The Big Bang Theory)

Melhor série de Drama - Boardwalk Empire

Melhor atriz de Série Dramática - Katie Segal (Sons of Anarchy)

Melhor ator de Série Dramática - Steve Buscemi (Boardwalk Empire)

Melhor minissérie ou telefilme - Carlos

Melhor atriz de minissérie ou telefilme - Claire Danes (TempleGrandin)

Melhor ator de minissérie ou telefilme - Al Pacino (You don’t know Jack)
Ainda não vi esse filme, mas Al Pacino é O cara. Se ele fizer o papel de uma parede, ele será a melhor parede já representada. O cara é fera!

Melhor atriz coadjuvante de série, minissérie ou telefilme - Jane Lynch (Glee)
A personagem dela é Sue Silvester, uma vilã, mas é impossível não cairmos na gargalhada com o seu jeito completamente louco de ser.

Melhor ator coadjuvante de série, minissérie ou telefilme - Chris Colfer (Glee)
Fiquei emocionada. Primeiro porque adoro a série e adoro a atuação dele, que faz, de maneira simples e bem humorada, um personagem gay. Segundo porque ele dedicou o prêmio a todos que sofrem de bullying. Achei perfeito!