domingo, 20 de maio de 2012

Um novo Despertar (The Beaver)

Walter Black um executivo de uma indústria de brinquedos que tem a vida completamente alterada. Ele fica deprimido, cada vez mais distante dos filhos e da esposa. Num belo dia, Walter conhece O Castor, um fantoche que ganha vida através da sua imaginação. Ganha voz e vira "real". A alegria está de volta, os negócios vão bem, mas ele só consegue se comunicar através do boneco.

É um dramão clássico, com final clichê. Entre o início e o fim, muitos encontros e desencontros, uma procura constante de alguma coisa.
Neste filme Walter Black (Mel Gibson) é um pai de família que sofre de depressão profunda. Sua esposa, Meredith (Jodie Foster acumulando funções, atriz e diretora), não aguentando mais a situação o coloca para fora de casa. Arrasado, Walter só vê uma saída: se matar. Antes de pular do prédio, ele é salvo por uma voz... A voz do castor (um fantoche de pelúcia) que passa a ser o seu alterego. Dentro dessa loucura toda, ele ainda tem que recuperar o amor do filho mais velho, Porter (Anton Yelchin) que, ao contrário do caçula Henry (Riley Thomas Stewart), morre de medo de ser parecido com o pai.
É aquela máxima: quem tem amigo não morre pagão. Jodie é uma grande amiga de Gibson e foi ela que, no meio do redemoinho pelo qual ele estava passando (separação, brigas, violências domésticas, bebedeiras etc), convidou-o para fazer o protagonista do seu filme. Ele não decepciona. Na verdade, Mel Gibson é um ator de extrema qualidade e de mão cheia e um diretor sensível e detalhista. O que ele faz fora das telas é problema que ele tem que resolver, mas nada disso, para mim, ofusca o brilho do ator.
O filme é bastante interessante e, obviamente, nos mostra que muitas vezes dar alguns passos para trás é imprescindível para seguirmos em frente. O conhecimento de nós mesmos é de suma importância, porque não há como fugirmos de nós... Ou há? Bom até há, mas isso não pode ser considerado um modo de vida, mas de sobrevida. Ter a coragem de lutar e viver é uma eterna manifestação de corte: jogar fora o que não presta para salvar o restante do corpo.
O Novo Despertar acaba se tornando um filme até certo ponto comum, sem sobressaltos, com interpretações dignas de todos e troca de olhares emocionantes e cúmplices do casal Black. É uma opção de filme correto e linear, em todos os sentidos.

Nota: 7

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Um Novo Despertar (The Beaver)
Diretor: Jodie Foster
Atores: Mel Gibson, Jodie Foster, Anton Yelchin, Cherry Jones
2011, comédia - drama

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Sete Dias com Marilyn (My Week with Marilyn)

A musa Marilyn Monroe está em Londres pela primeira vez para filmar O príncipe encantado. Colin Clark, o jovem assistente do prestigiado cineasta e ator Laurence Olivier, sonha apenas em se tornar um diretor de cinema, mas logo viverá um romance com a mulher mais sexy do mundo. O que começa como uma aventura amorosa mudará a vida do ainda inocente Colin e revelará uma das várias facetas de um dos maiores mitos do século XX.

O longa, baseado em fatos reais, mostra os sete dias em que Colin Clark (Eddie Redmayne), terceiro assistente de direção (nome bonito para o tradicional "faz tudo e tudo mesmo")conviveu com ela quando Monroe esteve na Inglaterra para estrelar o filme, O Príncipe Encantado (The Prince and the Showgirl, 1957) , dirigido e coprotagonizado por Sir Laurence Olivier (Kenneth Branagh).
Ele retrata uma Marilyn linda, sensual, por vezes (várias vezes, na verdade) tola e, ao mesmo tempo, extremamente carente, absolutamente insegura e completamente dependente dos remédios e das pessoas.
Porém, o filme exagera quando aperta sempre na mesma tecla: os atrasos diários da estrela, deixando os demais colegas esperando horas e horas; e o jeito perdido de Marilyn que, adepta do sistema Stanislavski (para desespero do diretor), precisava entender o personagem para agir como ele. Aí você já tem uma idéia...
Michelle Williams está perfeita como Marilyn. Os trejeitos, o tom de voz, o olhar e o corpo (roupas corretas e enchimentos nos lugares extratégicos) nos remetem a verdadeira Monroe. Ficamos encantados, porque o brilho hipnotizante da verdadeira está, em Michelle... Arrepiante!
Kenneth Branagh fez um Olivier perfeito e nos tons certos de rancor e amor, mas isso não é nada para ele. Eddie Redmayne também fez muito bem o seu papel de jovem, 23 anos, doce, encantado e apaixonado pela deusa platinada. Também temos Emma Watson (eterna Hermione Granger) fazendo a jovem Lucy, mas nada relevante, na verdade.
O filme não é uma obra prima e não é imperdível, mas vale pela atuação de todos os atores e, principalmente, porque mesmo morta há 50 anos, sua vida e sua morte pairam em uma aura de penumbra, sensualidade e mistério. Diva eterna !

Nota: 8

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Sete Dias com Marilyn (My Week with Marilyn)
Diretor: Simon Curtis
Atores: Michelle Williams, Eddie Reymayne, Julia Ormond, Kenneth Branagh
2012, drama

terça-feira, 1 de maio de 2012

Os Vingadores (The Avengers)

Quando um inesperado inimigo aparece e ameaça a segurança e a tranquilidade do mundo, Nick Fury, diretor da agência internacional de pacificação conhecida como S.H.I.E.L.D, se vê em busca de uma equipe capaz de tirar o mundo da iminência de um desastre. Um ousado recrutamento se inicia por todo o planeta.

Eis que, finalmente, um dos filmes mais aguardados de 2012 estreou e não fez feio. Não sou fã dos HQs da Marvel (meu negócio sempre foi Tio Patinhas e cia), mas sempre adorei os desenhos (Thor, Homem de Ferro, Homem Aranha etc) e os filmes. Os Vingadores é tudo o que se propõs e mais um pouco.
A ação começa quando Loki (Tom Hiddleston) invade o quartel general da S.H.I.E.L.D. Além de hipnotizar o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e Erik Selvig (Stellan Skarsgard), se apodera do Terrafact (uma fonte de energia em forma de cubo) com a intenção de abrir um portal para que um exército alienígena possa invadir a Terra. Trabalho molezinha para os super-heróis que se unem para acabar com as pretensões de Loki.
E os heróis? Mais super, mais cínicos, mais arrogantes e mais charmosos do que nunca: Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Douney Jr.), Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans), Bruce Banner/Hulk (Mark Ruffalo),Thor (Chris Hemsworth) e Viúva Negra (Scarlett Johansson).
O melhor do filme é ver que o temperamento de cada herói não foi eclipsado pelo outro. Na verdade a primeira grande batalha é a do ego de cada um e nessa "guerra", as brigas (ainda bem que eles estão a nosso favor) e as risadas rolam soltas. Impossível não rir com as tiradas sarcásticas de Stark; o jeitão meio fora do tempo de Rogers; o deus Thor que se controla para não ser arrogante (porque a beleza é inevitável) e o jeito tímido de Banner, mas que quando se irrita... esmaga (literalmente).
Ponto para o diretor Joss Whedon, que para seu segundo trabalho está de parabéns. Excelente também foi a interpretação de todos os atores, principalmente Ruffalo, que criou um Bruce Banner com semblante de água prestes a ferver, mas super a vontade. Porém, a pergunta que não quer calar continua: que raio de calça é essa que cabe em um Banner normal e em um Hulk monstro total ? Bem, ele assinou para mais 6 filmes, quem sabe em um deles esse segredo será revelado... rs
Com muita ação e humor, nas doses certas, Os Vingadores é simplesmente uma ótima dica de cinema. Melhor do que isso, um ótimo motivo para achar que o próximo (sim, há uma cena no pós-créditos que deixa claro que teremos uma continuação \o/) será ainda mais incrível.

Nota: 10

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Os Vingadores (The Avengers)
Diretor: Joss Whedon
Atores: Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Mark Ruffalo
2012, ação - aventura - comédia

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Diário de um jornalista bêbado (The Rum Diary)

Paul Kemp é um jornalista itinerante, que cansa de Nova York e viaja para Porto Rico, para escrever para um jornal. Kemp começa o hábito de beber cachaça e fica obcecado pela bela Chenault, que está noiva de um colega jornalista.

Adooooro Johnny Depp, mas na boa, os primeiros 30/40 minutos desse filme foram um tédio só. Quase dormi. Passado esses minutos, parece que o filme entra nos trilhos e passa a ter um ritmo mais atraente e cativante.
O longa é baseado no livro de Hunter S. Thompson (1937-2005), um controverso escritor e jornalista americano, considerado pai do "jornalismo gonzo", quando quem relata os fatos também se mistura à narrativa. Assim, seus personagens funcionam como alteregos do proóprio autor.
O filme se passa anos 50, uma época em que os jornalistas tinham uma aura romântica e quixotesca. Kemp (Depp) sai de Nova York para trabalhar em um jornal local em Porto Rico, San Juan Star, para escrever bobagens como horóscopo (você não leva a sério horóscopo de jornal, leva?!) por exemplo. A redação é palco de loucos, entre eles o editor, Lotterman (jenkins), é um doido com mania de perseguição. Com os novos amigos, toma porres constantes. É nessa hora que acaba se envolvendo com o figuração da área, Sanderson (Eckhart), um especulador imobiliário, e com a sua namorada Chenault (Amber Heard).
O fato é que nenhum dos personagens parecem ser deste mundo. Parecem caídos em um mesmo local, mas não estão nem um pouco interessados em plantar vínculos, até nos detalhes: todos são americanos e ninguém sabe falar espanhol (e não estão nem aí para isso).
O filme parece um barco à deriva, em meio a grandes ondas. É um filme cheio de altos e baixos, com momentos até divertidos, mas como disse logo no início desse post: você terá que sobreviver aos primeiros 30/40 minutos. Se você aguentar...

Nota: 7

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Diário de um jornalista bêbado (The Rum Diary)
Diretor: Bruce Robinson
Atores: Johnny Depp, Aaron Eckhart, Michael Rispoli, Amber Heard
2012, comédia - drama

domingo, 15 de abril de 2012

Espelho, Espelho Meu (Mirror, Mirror)

Era uma vez uma bela princesa chamada Branca de Neve. Tudo ia bem até sua madrasta, a Rainha Má, assumir o controle do Reino Encantado. A Rainha Má precisa casar com o rico Príncipe para salvar seu reino que está indo à falência. Mas o Príncipe está apaixonado por Branca de Neve, e para conquistá-lo a Rainha expulsa Branca de Neve para floresta. Na floresta Branca de Neve encontra e recebe a ajuda dos divertidos anões para lutar e reconquistar seu trono, além de recuperar o amor de sua vida.

Não existe mulher que não goste de um bom e velho conto de fadas. Claro que hoje em dia, as princesas indefesas não estão mais na moda (esse tipinho era super chatinha). Agora elas possuem apenas o visual frágil, mas são curiosas, determinadas e corajosas. Guerreiras !
Nessa versão, Branca de Neve, submissa a sua madrasta, a Rainha, resolve conhecer o seu reino e descobre a pobreza e o trato desumano a que seus súditos são submetidos. Nesse mesmo dia ela conhece o Príncipe Encantado, que havia sido roubado pelos 7 Grandes Anões (nada de trabalho em mina, aqui eles ladrões mesmo, que usam pernas-de-pau infláveis). O clima romântico que surgiu entre Branca e o Príncipe foi o suficiente para tirar a Rainha do sério e, claro, decidiu matá-la. Aí...
Com alterações aqui e ali, o basicão da história está lá, só que com muito mais humor. Claro que algumas coisas, para quem é fã da história tradicional, não são fáceis de engolir. A Rainha é caricata demais; o espelho mágico se tornou uma espécie de alter ego da Rainha e pouco aparece; o Príncipe é muito dãããã, fora que o coitado é o protagonista de uma das cenas mais ridículas de todo o filme. Não direi qual é, mas quando você assistir, saberá muito bem qual é a cena.
Mas tudo bem. Lily Collins (filha do extraordinário Phil Collins, adooooooro) parece que tem duas taturanas mortas sobre os olhos, fora isso fez seu papel direitinho e com charme (lindo o baton que ela usa, diga-se de passagem). Julia é Julia... Só bocarras e caretas. Ficou extremamente caricata e o excesso cansa. Os outros fizeram os seus papeis dignamente, não comprometendo o resultado geral.
O final, final mesmo é... Sabe, vergonha alheia né?! Um número musical total e absolutamente dispensável. Uma breguice desnecessária. Fora isso, o filme até diverte, principalmente quando a gente toma conhecimento do destino de cada anão...

Nota: 8

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Espelho, Espelho Meu (Mirror, Mirror)
Diretor: Tarsem Singh
Atores: Julia Roberts, Lily Collins, Armie Hammer, Nathan Lane
2012, ação - fantasia

domingo, 8 de abril de 2012

Jogos Vorazes (Hunger Games)

Todos os anos nas ruínas de onde outrora fora a América do Norte, a nação de Panem força cada um de seus doze distritos para enviar um menino e uma menina para competir nos Jogos Vorazes. Parte entretenimento, parte tática de intimidação do governo, os Jogos Vorazes são um evento televisionado em que os Tributos devem lutar um contra o outro até que um sobrevivente permanece.

Filme bom é quando assisto e gosto tanto que não sossego enquanto não pegar o livro (neste caso é uma trilogia, escrito pela Suzanne Collins) para ler. Este filme fez isso.
Gostei do mote da história e que começo a achar que 3 livros/filmes são poucos. Afinal de contas falar sobre reality show, culto a celebridade, poder, guerra, amizade, doação, são tópicos inesgotáveis.
Na história, os Estados Unidos, após uma grande guerra, estão divididos em uma capital e 12 distritos. Uma vez por ano a Capital exige que cada distrito sorteie um casal de jovens, tributos, entre 12 e 18 anos, para competir no reality Jogos Vorazes. Vinte e quatro jovens entram, mas apenas um sairá vivo, desse espaço (no caso, uma floresta) controlado pelo governo. Nós acompanhamos intensamente os tributos Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), de 16 anos, que se ofereceu para lutar no lugar de sua irmã Prim, e Peeta Mellark (Josh Hutcherson).
Achei muito interessante o mistério em torno dos sentimentos dos jovens tributos. Será que Peeta realmente ama Katniss? Katniss, para sobreviver, realmente faria qualquer coisa?
Jennifer Lawrence (Inverno da Alma) está perfeita como Katniss, principalmente na linguagem do olhar. Josh Hutcherson também se destaca como Peeta e Stanley Tucci está, como sempre, perfeito como apresentador Caesar Flickerman, uma mistura de Galvão Bueno e Pedro Bial, só que colorido e careteiro. O filme também nos traz Lenny Kravitz no papel do figurinista Cinna. O figurinista é ótimo, Lenny músico/cantor é o máximo, mas Lenny como Cinna é... sem graça.
Não sei se esse filme foi fiel ao livro, mas eu gostei. Podia ter sido um pouco melhor, mas mesmo assim senti liga. As questões que o filme aborda são atuais e o filme oferece vários tópicos para reflexões. Tudo isso faz desse filme uma boa pedida para a família.

Nota: 8

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Jogos Vorazes (Hunger Games)
Diretor: Gary Ross
Atores: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Stanley Tucci, Wes Bentley
2012, ação – drama – ficção científica

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Livros para Ler antes de Morrer

O jornal britânico, The Telegraph, divulgou uma lista com 100 sugestões de livros para ler antes de morrer.
Dessa lista, li 34. E você ?
Quais desses você já leu?

100. O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien
99. O sol é para todos, de Harper Lee
98. The Home and the World, de Rabindranath Tagore
97. O guia do mochileiro das galáxias, de Douglas Adams
96. As mil e uma noites, de autor desconhecido
95. Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Johann Wolfgang von Goethe
94. Midnight’s Children, de Salman Rushdie
93. O Espião que Sabia Demais, de John Lê Carré
92. Cold Comfort Farm, de Stella Gibbons
91. O Conto de Genji, de Lady Murasaki
90. Under the Net, de Iris Murdoch
89. O Carnê Dourado, de Doris Lessing
88. Eugene Onegin, de Alexander Pushkin
87. On the Road, de Jack Kerouac
86. O Pai Goriot, de Honoré de Balzac
85. O vermelho e o negro, de Stendhal
84. Os três mosqueteiros, de Alexandre Dumas
83. Germinal, de Emile Zola
82. O Estrangeiro, de Albert Camus
81. O nome da rosa, de Umberto Eco
80. Oscar e Lucinda – Uma história de amor, de Peter Carey
79. Vasto Mar de Sargaços, de Jean Rhys
78. Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll
77. Ardil 22, de Joseph Heller
76. O Processo, de Franz Kafka
75. Cider with Rosie, de Laurie Lee
74. Waiting for the Mahatma, de RK Narayan
73. Nada de Novo no Front, de Erich Remarque
72. Dinner at the Homesick Restaurant, de Anne Tyler
71. O Sonho da Câmara Vermelha, de Cao Xueqin
70. O Leopardo, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa
69. Se um viajante numa noite de inverno, de Italo Calvino
68. Crash, de JG Ballard
67. Uma curva no rio, de VS Naipaul
66. Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski
65. Dr. Jivago, de Boris Pasternak
64. A trilogia do Cairo, de Naguib Mahfouz
63. O médico e o monstro, de Robert Louis Stevenson
62. As viagens de Gulliver, de Jonathan Swift
61. Meu Nome é Vermelho, de Orhan Pamuk
60. Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez
59. Campos de Londres, de Martin Amis
58. Os detectives selvagens, de Roberto Bolaño
57. O Jogo das Contas de Vidro, de Herman Hesse
56. O tambor, de Günter Grass
55. Austerlitz, de WG Sebald
54. Lolita, de Vladimir Nabokov
53. A decadência de uma espécie, de Margaret Atwood
52. O apanhador no campo de centeio, de JD Salinger
51. Underworld, de Don DeLillo
50. Amada, de Toni Morrison
49. As vinhas da ira, de John Steinbeck
48. Go Tell It On the Mountain, de James Baldwin
47. A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera
46. O Apogeu de Miss Jean Brodie, de Muriel Spark
45. Le Voyeur, de Alain Robbe-Grillet
44. A náusea, de Jean-Paul Sartre
43. A tetralogia Coelho, de John Updike
42. As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain
41. O cão dos Baskervilles, de Arthur Conan Doyle
40. A essência da paixão, de Edith Wharton
39. Quando tudo se desmorona, de Chinua Achebe
38. O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald
37. The Warden, de Anthony Trollope
36. Os Miseráveis, de Victor Hugo
35. Lucky Jim, de Kingsley Amis
34. O sono eterno, de Raymond Chandler
33. Clarissa , de Samuel Richardson
32. A Dance to the Music of Time, de Anthony Powell
31. Suite francesa, de Irène Némirovsky
30. Reparação, de Ian McEwan
29. A vida: modo de usar, de Georges Perec
28. Tom Jones, de Henry Fielding
27. Frankenstein, de Mary Shelley
26. Cranford, de Elizabeth Gaskell
25. The Moonstone, de Wilkie Collins
24. Ulysses, de James Joyce
23. Madame Bovary, de Gustave Flaubert
22. Passagem para a Índia, de EM Forster
21. 1984, de George Orwell
20. A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Shandy, de Laurence Sterne
19. A Guerra dos Mundos, de HG Wells
18. Scoop, de Evelyn Waugh
17. Tess of the D’Urbervilles, de Thomas Hardy
16. Brighton Rock, de Graham Greene
15. The Code of the Woosters, de PG Wodehouse
14. O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë
13. David Copperfield, de Charles Dickens
12. Robinson Crusoe, de Daniel Defoe
11. Orgulho e preconceito, de Jane Austen
10. Don Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes
9. Mrs Dalloway, de Virginia Woolf
8. Desonra, de JM Coetzee
7. Jane Eyre, de Charlotte Brontë
6. Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust
5. O coração das trevas, de Joseph Conrad
4. Retrato de uma Senhora, de Henry James
3. Anna Karenina, de Leo Tolstoy
2. Moby Dick, de Herman Melville
1. Middlemarch: Um Estudo da Vida Provinciana, de George Eliot

segunda-feira, 26 de março de 2012

O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)

O filme conta a história de um gerente de um time de baseball Oakland Athletics, chamado Billy Beane. Com pouco dinheiro em caixa ele revolucionou o esporte ao desenvolver um sofisticado programa de estatísticas feitas em computador para o clube, fazendo com que a equipe ficasse entre as melhores nos anos 80.

O filme conta a história real de Billy Beane (Pitt), ex-atleta e, agora, gerente geral do Oakland Athletics, um time de baseball. É ele que encontra e torna um jogador mediano em um star e... Acaba perdendo o atleta para os Yankees, por exemplo. Aí entra em cena Peter Brand (Hill) um perito em estatísticas que mostra a Billy um novo sistema para escolha de atletas com base nas médias estatísticas. Não é fácil fazer os outros dirigentes concordarem, mas Billy aposta nisso (até porque o time não tem grana para contratar os melhores atletas) e leva adiante essa prática, já na temporada de 2002. Nós acompanhamos essas negociações e são incríveis. É um filme que nos mostra o quanto devemos ser assertivos e firmes em nossas convicções.
Sou apaixonada por Brad Pitt, não é de hoje. Ele é um excelente ator, camaleônico até, uma vez que ele faz um maluco, um psicopata, um viciado, um militar, um agente secreto, um gigolô, um herói grego, um vaqueiro etc, com a mesma dedicação e carisma. Neste longa, sinceramente, não achei sua atuação extraordinária. A história é interessante, mas um pouco de conhecimento de baseball (eita joguinho chaaaaaato!) é desejável, mas não impede de você mesmo assim assistir.
Jonah Hill está perfeito e faz o seu Brand com pitadas de timidez, pânico e admiração. Sem contar Phillip Seymour Hoffman, sempre incrível no papel de “bad guy”, mesmo aparecendo pouco.

Nota: 6

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O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)
Diretor: Bennett Miller
Atores: Brad Pitt, Robin Wright, Jonah Hill, Philip Seymour Hoffman
2012, drama

terça-feira, 20 de março de 2012

Anjaana Anjaani (Anjaana Anjaani)

É a história de Kiara [Priyanka Chopra],de San Francisco, enquanto Akash [Ranbir Kapoor] é um rapaz de New York City. Akash teve uma empresa falida, enquanto Kiara teve um relacionamento fracassado. Fartos, os dois decidem cometer suicídio pulando de uma ponte. No entanto, se encontram em cima da mesma ponte, ao mesmo tempo. Uma coisa leva a outra e Akash e Kiara decidem pôr fim às suas vidas em 31 de dezembro. Com 20 dias pela frente, eles decidem realizar seus desejos inacabados e assim começa sua jornada. Uma série de aventuras hilariantes traça sua viagem e então a vida interfere como sempre e escolhas dolorosas devem ser feitas.

O filme indiano (Bollywood ta bombando!) é um mix de comédia, romance, musical e uma pitadinha de drama. Poderia até sair dessa mistureba e de alguns absurdos, uma confusão inominável, mas não saiu.
O longa é longo demais da conta. São 2h30min de filme com vários momentos que poderiam ser muito bem limados e não fariam falta alguma. Mesmo cansativo e às vezes chatinho, o filme diverte.
Esta é a história de Kiara e Akash. Cada um teve uma grande decepção e resolvem se jogar da ponte, mas acabam fracassando. Tentam mais algumas vezes e sem sucesso, até que resolvem estipular o prazo final (31 de dezembro, à meia-noite), mas antes disso eles resolvem realizar os seus maiores desejos. Um deles é uma viagem, de carro, para Las Vegas. Mais do que se descobrirem a si mesmos, eles vão descobrindo um ao outro.
Com a trilha sonora bem animada, um dos refrões que mais toca é “Você não percebe que Deus está ao seu redor”, diz bem sobre o fio condutor do filme: o valor da vida, o valor da amizade, o valor do amor, o valor da família. Tudo isso que deve estar no patamar acima de valores materiais. Não é um filme religioso, mas como um bom filme indiano, a espiritualidade está contida nos detalhes. Vale a pena assistir.

Nota: 7

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Anjaana Anjaani (Anjaana Anjaani)
Diretor: Siddharth Anand
Atores: Ranbir Kapoor, Priyanka Chopra, Zayed Khan.
2010, comédia romântica

domingo, 18 de março de 2012

Missão Impossível – Protocolo Fantasma (Mission: Impossible - Ghost Protocol)

A trama mostrará o agente secreto Ethan Hunt e seu time da força-tarefa Missão Impossível no papel de foragidos da justiça. Após serem acusados de um atentado a bomba na Rússia, Hunt e seu novo time precisam limpar o nome de sua agência quando o Presidente decreta o início do Protocolo Fantasma. Contando apenas com sua experiência e a ajuda do misterioso Brandt, Hunt deve trabalhar fora do radar do Governo, que os acusa de serem terroristas tentando iniciar uma Guerra Nucler.

O primeiro foi muito bom; o segundo foi sofrível; o terceiro foi excelente, mas esse quarto foi desnecessário.
Tudo bem que Tom Cruise ainda fica ótimo em filmes de ação, mas a história desse “Missão” foi tão sem graça e batida, que essas 2 horas de filme foram 120 minutos de encheção e desperdício de tempo. Ethan bem que podia não aceitar uma missão, só para ver o que aconteceria...
Bem, depois que Ethan (Cruise) é resgatado de uma prisão russa, ele parte para uma missão (vida de herói é dura!): roubar códigos secretos de dentro do Kremlin e, com isso, impedindo que um terrorista tenha acesso ao arsenal nuclear da antiga União Soviética. O plano sai errado e... Ahhh você sabe. Corre daqui, corre dali, invade acolá, pula dali, se arrasta por lá e assim vai...
OK ! Tem pitadas perfeitas de humor e muita, muuuuita ação. E ações de todos os tipos, principalmente aquelas que nos fazem rir de tão mentirosas e descabidas. Mas de qualquer maneira, adorei rever Josh Holloway (Sawyer, de Lost), que, diga-se de passagem, continua um gato, fazer uma aparição como um agente da IMF. Infelizmente ele é pego em uma emboscada. Que lástima !
O filme é pura distração e para isso ele tem sua missão cumprida com perfeição. Noves fora isso... nada.

Nota: 6

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Missão Impossível – Protocolo Fantasma (Mission: Impossible - Ghost Protocol)
Diretor: Brad Bird
Atores: Tom Cruise, Jeremy Renner, Simon Pegg, Paula Patton, Michael Nyqvist
2011, ação