O filme, que é uma adaptação do romance de 1886 do francês Guy de Maupassant e (eu não li, mas dizem que é bem interessante), para mim, pode ser resumido em uma única palavra: tedioso !
Georges Duroy (Pattinson) é um jovem jornalista ambicioso e quer pertencer ao high society de qualquer jeito. Assim, ele passa a seduzir a mulherada que lhe convém para tirar proveito e realizar seu desejo.
Uma Thurman (Madeleine Forestier ) sempre ousando, perfeita nas suas interpretações. Christina Ricci (Clotilde de Marelle) é uma esfinge, desde Wednesday Addams, e Kristin Scott Thomas (Virginie Rousset) sempre econômica e corretinha . Robert Pattinson, com eterna cara de “tô com dor dentro do meu peito” (agora deve estar mesmo, já que é o corno mundialmente conhecido, mas o filme foi antes disso e não vamos aqui fofocar sobre o assunto), fez o seu papel direitinho. Aliás, quero deixar claro que o que falta nele é ser dirigido por um diretor de pulso e respeito. Ainda acredito que Robert possa desabrochar como um bom ator e deixar para trás atuações bobas e medianas.
Com uma história interessante: a ascensão social a qualquer custo (aqui a moeda de troca é o sexo), o filme é arrastado, cansativo e não decola. Não decola justamente porque focou apenas na sedução e transformou Georges Duroy em um ignorante que só sabe usar seu charme. Ele manipula ou é manipulado? É uma pena que não mergulharam a fundo nessa parte da história, muito mais interessante e sedutora, diga-se de passagem.
O filme é curioso, é razoável, mas podia ser muito melhor.
Nota: 6
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Bel Ami – O Sedutor (Bel Ami)
Diretor: Declan Donnellan e Nick Ormerod
Atores: Robert Pattinson, Uma Thurman, Cate Blanchett e Christina Ricci
2012, drama - romance
domingo, 5 de agosto de 2012
Bel Ami – O Sedutor (Bel Ami)
domingo, 29 de julho de 2012
Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises)
Eis um herói pelo qual possuo um carinho afetivo (além de Thor, é claro). Batman remete a minha infância, quando assistia a série cult televisiva, estrelada por Adam West e Burt Ward.
Vi todos os filmes de Batman, estrelado pelos mais diversos atores, mas é inegável que Christian Bale fez um trabalho impecável. Trouxe o herói, cheio de traumas, angústias e ironia para os dias de hoje. Ou seja, é real. Ele pode até existir.
Assim, não só, mas também devido a atuação de Bale, Batman Begins superou as expectativas, pelo manos as minhas, e foi sucesso. Depois veio Batman – O Cavaleiro das Trevas absolutamente arrasador e intenso, trazendo aquele que, inegavelmente, está no altar dos melhores vilões do cinema: Coringa, com a performance precisa e marcante de Heath Ledger.
O que esperar do último filme da trilogia dos irmãos Nolan? Essa era a pergunta que não se calava, até hoje.
Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge tem 164 minutos de ação sufocante, intensa, demolidora. Ou seja, foi incrível !
Nesse longa encontramos um Bruce Wayne deprimido, sem animo para nada, completamente recluso em sua casa. O que o salva é, de certa maneira, a curiosidade e certo encantamento pela Mulher-Gato/Selina, que Anne Hathaway imprimiu sensualidade, ironia e agilidade a gatuna. Essa curiosidade o leva a outro vilão Bane (Tom Hardy), que já no visual imprime um certo medo e respeito.
Enfim, vida de herói não é fácil e mesmo deprê, Bruce teve que sair da toca, vestir a roupa (“máscara não é para se proteger, mas para proteger aqueles a quem você ama”, frase que nosso herói não se cansa de repetir ao longo do filme) e ir à luta para salvar Gotham City e seu povo. Tudo isso com pitadas de frases de autoajuda, de ironia e de reflexão.
Também temos vários novos personagens (como Miranda Tate e o policial John Blake, por exemplo) e alguns velhos conhecidos (Alfred, comissário Gordon e Sr. Fox), que fazem uma participação especial e não serei eu que falarei aqui. Aliás, não entrarei em nenhum detalhe sobre o filme em si, para não estragar as surpresas, que são muitas.
O fato é que este filme é imperdível e fecha uma trilogia que entrará na lista dos Top de qualquer crítico ou fã, tal qual Poderoso Chefão, por exemplo.
Nota: 9
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Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises)
Diretor: Christopher Nolan
Atores: Christian Bale, Gary Oldman, Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt, Anne Hathaway, Marion Cotillard, Morgan Freeman, Michael Caine
2012, ação
domingo, 22 de julho de 2012
Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras (Sherlock Holmes - The Game of Shadows)
Cínico, irônico, louco, inteligente, egocêntrico, alucinado e alucinante, este é Sherlock Holmes na excelente interpretação de Robert Downey Jr.
Com ação do início ao fim, neste longa não temos tanta descarga sexual entre Holmes e Watson (Jude Law) como tivemos no primeiro, mas os laços de amizade irrestrita estão lá, bem como o ciúmes de Holmes. Também temos a presença de Mycroft (Stephen Fry), o irmão mais velho de Holmes (a excentricidade é de família).
Este segundo filme é empolgante e eletrizante. As cenas da fuga na floresta, filmada com câmeras especiais que nos mostram a verdadeira potência dos tiros, nos deixam acelerados; e os slow motions que traduzem os pensamentos de Holmes continuam, como no primeiro longa. A cena do jogo de xadrez é o cenário perfeito para o embate final entre Holmes e o professor Moriarty (Jared Harris). Entrar no cérebro desses dois homens é um dos pontos altos da história.
Enfim, Sherlock Holmes 2 é imperdível.
Nota: 9
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Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras (Sherlock Holmes - The Game of Shadows)
Diretor: Guy Ritchie
Atores: Robert Downey Jr., Jude Law, Jared Harris, Kelly Reilly e Stephen Fry
2011, ação – Aventura
domingo, 15 de julho de 2012
A Era do Gelo 4 (Ice Age: Continental Drift)
Esse filme é a prova de que A Era do Gelo já deu o que tinha que dar, e isso desde o terceiro filme.
O filme começa com o esquilo Scrat (sempre ele !) tentando enterrar uma noz no gelo e eis que... Ele se torna responsável pelos deslocamentos continentais. tsc tsc tsc Com isso, Sid, Manny e Diego acabam se separando da família e de todo o bando, e vão para alto mar. Além das intempéries climáticas, eles tem que enfrentar um bando de piratas toscos, liderados pelo Capitão Entranha, uma espécie de gorila.
Mais uma vez o mote principal do filme é a amizade, a lealdade, a família e a necessidade que sentimentos de pertencer a um grupo. Acho muito bom que se bata sempre nessa tecla, afinal de contas o público alvo é, de fato, o infantil e essas qualidades devem ser sempre admiradas e ressaltadas.
O fato é que a história do filme, ao contrário das ondas que Manny e seus amigos enfrentaram, foi uma obviedade chata e entediante. Quando conhecemos a família de Sid, cheguei a pensar que o filme seguiria um caminho interessante, mas não ocorreu.
Mesmo assim a criançada vai curtir porque, para elas, o que interessa é rever os três amigos e, claro, o sempre hilário Scrat.
Nota: 7
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A Era do Gelo 4 (Ice Age: Continental Drift)
Diretor: Steve Martino, Mike Thurmeier
Vozes: Ray Romano, Denis Leary, John Leguizamo, Peter Dinklage, Queen Latifah
2012, animação – infantil
sábado, 7 de julho de 2012
Homens e Deuses (Des Hommes et des Dieux)
Década de 90. Um grupo de oito monges franceses vive em um mosteiro localizado no alto de uma montanha na Argélia. Liderados por Christian (Lambert Wilson), eles vivem em perfeita harmonia com a comunidade muçulmana local. O exército oferece proteção contra as ameaças que surgem, mas os monges a recusam. Preferem levar sua vida de forma simples, dando continuidade à sua missão independente do que vier a acontecer com eles.
O filme, vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes 2010, conta o ocorrido no mosteiro trapista situado em Tibhirine, na Argélia, quando da guerra civil no país. Os monges católicos viviam harmoniosamente com a população mulçumana local até que em 1996 um grupo de extremistas islâmicos, da facção Jamaat Islamyya captura 7 dos 9 monges e os matam. Uma história meio mal explicada, segundo alguns.
O filme é a cara do que eu penso que é um mosteiro: reflexivo, quase silencioso, pacífico e tranqüilo demais. Orações e cânticos complementam esse quase convite para dormir, aonde quer que você o esteja vendo.
O longa, basicamente, gira entorno do conflito entre ficar e acabar se tornando um mártir, já que a invasão dos terroristas é inevitável ou partir, um de cada vez (aqueles que querem ir), e deixar para trás tudo e todos… “O amor suporta tudo”, disse irmão Christian. O início do filme deixa bem claro que as provações são bem duras quando transcreve um trecho do salmo 81: “Eu vos digo: vocês são deuses... Entretanto, vão morrer como os homens.”.
As atuações foram perfeitas. Adorei Charles Herin que fez Amédée, um simpático monge, velhinho e cheio de sabedoria: no falar e no olhar. E como eles falavam pelo olhar e pelos gestos.
Uma cena, para mim, foi brilhante a da última ceia (na verdade eles não sabiam que seria a última ceia de muitos ali) dos nove monges, regada com 2 garrafas de vinho e ao som do “O Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky. O diretor fecha em close cada monge, principalmente no olhar de cada um. Foi uma cena de arrepiar! Brilhante !
A história é interessante, embora o diretor tenha preferido fazer um filme mais contido e lento e, por isso, eu não gostei. Devagar demais para o meu gosto e minha paciência. Isso, porém, não significa que não tenha admirado o desprendimento daqueles monges que, em nome da fé e pela fé, entregaram suas vidas. Isso é amor ao próximo e ao Pai. Não tenho dúvidas sobre isso.
Nota: 5
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Homens e Deuses (Des Hommes et des Dieux)
Diretor: Xavier Beauvois
Atores: Lambert Wilson, Michael Lonsdale, Olivier Rabourdin, Philippe Laudenbach
2011, drama
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Contra Corrente (Against the Current)
Com a aproximação do aniversário de cinco anos da morte de sua esposa então grávida, Paul (Joseph Fiennes) convida seus amigos Jeff (Justin Kirk) e Liz (Elizabeth Reaser) para ajudá-lo a realizar seu desafio pessoal de nadar todo o percurso do Rio Hudson. Pressentindo que Paul está escondendo algo, Jeff percebe que a viagem é o jeito do amigo de pôr fim a uma vida marcada pela tragédia.
Eu tenho vários atores preferidos e Joseph Fiennes é, sem dúvida, um deles. Aliás, adoro o irmão dele também, o Ralph. Enfim, Joseph foi a principal razão de ter visto o filme. Não me arrependi !
Prestes a completar o aniversário de 5 anos de falecimento de sua esposa grávida, Paul resolve cruzar o Rio Hudson (240km de extensão) a nado, junto com os amigos Jeff e Liz. Seria a realização de um sonho antigo e marco do seu derradeiro objetivo: se matar!
O suicídio é o tema principal do filme. Para Paul, sua vida acabou com a morte da esposa. Três meses após a morte, ele havia tentado o suicídio, mas o seu amigo chegou na hora e o demoveu da idéia, pedindo para que ele esperasse 5 anos. Ele tinha certeza que em 5 anos Paul estaria bem. Mas para Paul a solidão, o vazio e o sentimento de culpa continuavam lá. Por tudo isso ele resolve encarar o rio de peito aberto, além de decidir o momento final de sua vida. Não é uma decisão fácil para nenhum deles...
Não pense que o filme é deprê, pois não é. Paul e Jeff têm um senso de humor infantil e, por várias vezes, até ácido. É difícil não rir com várias cenas, como também é difícil não nos comovermos com outras tantas.
A atuação e a sintonia do trio de protagonistas são perfeitas. Houve algumas participações, mas tenho que destacar a veterana Mary Tyler Moore (minha ídola da série homônima, em que ela fazia uma jornalista).
O filme não fez muito sucesso no cinema, mas vale a pena procurar na locadora ou baixar na internet.
Nota: 7
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Contra Corrente (Against the Current)
Diretor: Peter Callahan
Atores: Joseph Fiennes, Justin Kirk, Elizabeth Reaser, May Tyler Moore
2009, drama
domingo, 24 de junho de 2012
Sombras da Noite (Dark Shadows)
No ano de 1752, Joshua, Naomi Collins e seu filho Barnabas, foram embora de Liverpool, Inglaterra, para começar uma nova vida na América e fazer fortuna. Anos depois, Capitão do Collinwood Manor, Barnabas é rico, poderoso e um playboy inveterado. Até que ele comete o erro grave de quebrar o coração de Angelique, uma bruxa, em todos os sentidos da palavra, Angelique condena-o a um destino pior que a morte, transformando-o em um vampiro e enterrando-o vivo. Dois séculos mais tarde, Barnabas é libertado de seu túmulo, e surge nos dias modernos.
Apaixonada que sou por Depp, imaginem a minha ansiedade para ver este filme que pode até nem ser considerado um dos top five dele (e não é), mas sempre vale a pena conferir, mais uma vez, o resultado do “casamento” Burton & Depp (este é o oitavo filme da dupla).
O longa é baseado no seriado gótico da TV americana, Dark Shadows, de relativo sucesso entre 1966 a 1971. O filme de humor sutil, com trilha sonora gostosa (temos a participação de Alice Cooper fazendo o que faz de melhor: cantando), transita entre a comédia e o drama. Ou seja, se você espera um filme de terror, esqueça ! Esse filme é um melodrama familiar.
Em 1752 a família Collins deixa Liverpool e segue para os Estados Unidos. Lá eles constroem um império pesqueiro e a cidade recebe o nome da família: Collinsport. Vinte anos depois, Barnabas Collins se apaixona por Josette (Bella Heathcote) e, com isso, parte o coração de Angelique (Eva Green), empregada da família e bruxa ciumenta. Aí o bicho começa a pegar... Por vingança, ela mata Josette e amaldiçoa Barnabas: transforma-o em vampiro e o aprisiona no caixão. Sem querer, 196 anos depois, em 1972, Barnabas consegue a liberdade e reencontra Angelique, a reencarnação de sua amada e os novos integrantes da família Collins: uma adolescente rebelde; uma criança antissocial; um playboyzinho barato e uma terapeuta alcoólatra. Barnabas resolve unir a família, levantar os negócios e, claro, tirar satisfação com a bruxa.
Muita gente meteu malho neste filme. Eu gostei. Ri com várias tiradas, gostei da fotografia, cenário e figurino. Achei Depp (fez um vampiro elegante, sensível e cool) e Eva os melhores em cena, e suas aparições são incríveis. Minha musa, Pfeiffer, fez o seu trabalho direitinho, como matriarca da família Collins, e só. Bonham Carter, com cabelo Rainha de Copas (deve ter sobrado tintura da Alice... economia é vital !), é sempre uma figura. Os demais não fizeram feio.
É fato que o filme começa muito bem, com a apresentação dos personagens, com ação e tal, mas ao longo dele, várias subtramas aparecem, mas nenhuma é esmiuçada e o filme acaba tendo várias pontas soltas. De qualquer maneira, eu me senti atraída pelo filme. Talvez por ter me lembrado de vários outros, como A Morte Lhe Cai Bem, A Noiva Cadáver, Nosferatu e Sweeney Todd. Como nunca vi um episódio da série original, mas acredito que Tim Burton tenha capturado o espírito dela, isso para mim já vale o ingresso.
Nota: 8
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Sombras da Noite (Dark Shadows)
Diretor: Tim Burton
Atores: Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Helena Bonham Carter
2012, comédia - fantasia
domingo, 17 de junho de 2012
Branca de Neve e o Caçador (Snow White and the Huntsman)
Branca é uma incrivelmente bela jovem com cabelos escuros, pele clara e lábios avermelhados. A beleza de Branca de Neve é o seu maior problema, pois quando ela vira a mais linda de todas, ela se transforma em uma ameaça para sua Madrasta, Ravenna. Porém, o que a malvada tirana nunca imaginou, é que a jovem que ameaça seu reinado vem treinando a arte da guerra com o caçador, que foi enviado para matá-la. Sam Claflin se une ao elenco como o príncipe há muito tempo encantado pela beleza e pelo poder de Branca de Neve.
A princesinha da moda é a Branca de Neve. Na verdade nem sei porque, já que para mim ela é a mais sem sal de todas. Mas as novas leituras hollywoodianas dessa realeza têm dado cor, sangue, criatividade, humor, coragem, força e personalidade. Ela tem ficado bem interessante...
Essa adaptação mais sombria do clássico conto dos irmãos Grimm é a que chega mais “perto” (estou aqui equiparando este filme ao “Espelho, Espelho Meu”) da história da Disney que nós conhecemos: tem uma rainha linda, exuberante, má, sem um pingo de humor, mas com muito ódio e rancor. Aliás, nesse filme tomamos conhecimento do passado da Rainha e o que a fez ser tão maligna, bicho ruim mesmo.
Neste filme a Rainha Má Ravenna (Theron) contrata o caçador Eric (Hemsworth) a fim de encontrar Branca de Neve (Stewart). A Rainha precisa devorar o coração da princesa para conseguir a beleza eterna. Evidentemente o caçador acaba percebendo quem é a mau caráter da história e passada para o lado da Branca, ajudando-a a destruir a Rainha.
Kristen continua com aquela cara de quem acabou de acordar e chupou limão azedo. É uma pena que a cara não muda, porque talento e coragem ela tem. Ela fez uma Branca básica, discreta e de personalidade. Charlize, linda como sempre, incorporou a rainha má com beleza e perfeição.
Excelente também estão Ian McShane, Eddie Izzard, Bob Hoskins, Toby Jones, Ray Winstone, Eddie Marsan, Steve Graham e Nick Frost, atores britânicos conhecidos, mas trabalhados no computador para ficarem anões. Ah, sim, agora são 8 anões.
O filme pode ter (e tem) algumas baboseiras, como frases feitas de autoajuda, mas como trabalho de estreia do diretor Rupert Sanders (ele veio da publicidade), podemos dizer que ele mandou muito bem. O filme entretém com efeitos especiais incríveis (as cenas com os corvos são ótimas), figurino deslumbrante (Rainha Má tem estilo), fotografia e coreografia das lutas perfeita. O longa vale o ingresso, sem dúvida alguma.
Nota: 8
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Branca de Neve e o Caçador (Snow White and the Huntsman)
Diretor: Rupert Sanders
Atores: Kristen Stewart, Charlize Theron, Chris Hemsworth, Sam Claflin
2012, aventura - fantasia
domingo, 3 de junho de 2012
Chatroom (Chatroom)
William, 17 anos, solitário, passa o tempo na Internet e abre um fórum de discussão para os adolescentes da cidade. Juntam-se a ele Eva, Emily, Mo e Jim, e todos falam sobre os pais, os supostos amigos, o que os perturba, os traumas que têm. William, muito atento, aconselha-os e incita-os a libertarem-se dos seus problemas através da ação… Ninguém sabe que, na vida real, William é um adolescente perturbado e que está determinado a influenciar o grupo no seu Chatroom “para a vida – para a morte”…
Este filme é baseado na peça homônima do dramaturgo irlandês Enda Walsh. De maneira original ele nos mostra a realidade adolescente no mundo virtual. O que deveria ficar apenas no virtual ganha proporções mega preocupantes no mundo real.
Neste longa, William é um jovem cheio de problemas que, virtualmente, assume uma postura doce e amigável, mas que na verdade é um vilão que manipula um grupo de adolescentes através da internet. No mundo real ninguém se conhece, mas todos freqüentam a mesma sala de bate-papo chamada “Chelsea Teens!”
A fragilidade da relação entre pais e filhos é um ponto a ser observado. Essa relação nunca foi 100% e com o advento da internet a mãe se transformou em Youtube, o pai em Google e os irmãos são os sites de relacionamento. Nada é verdadeiro dentro do mundo virtual. Todos querem ser o que não são, com medo de deixar que os outros os conheçam como realmente são. É o irreal que se torna realidade ou é a realidade que ganha corpo no virtual?
Mas não se engane. A história é interessante, o modo com que o diretor Nakata apresenta esse thriller psicológico também é legal, mas o filme é enfadonho e chato pra caramba. É uma pena, já que é sempre bom alertar os jovens e aos nem tão jovens, o perigo que se esconde atrás da internet. Ela usada de maneira apropriada é o portal das maravilhas existentes no mundo, mas usada a serviço do mau é ainda mais perigosa. Exemplos disso não nos faltam...
“Através da comunicação virtual, a Internet amplifica de forma espectacular as emoções negativas: a ansiedade, o medo, a vontade, o ódio e a raiva. Chega a acontecer algumas pessoas suicidarem-se ou tentarem matar outros inocentes”. – disse Hideo Nakata
Realmente a internet não é para os fracos e está muito longe de ser uma brincadeira.
Nota: 5
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Chatroom (Chatroom)
Diretor: Hideo Nakata
Atores: Aaron Johnson, Imogen Poots, Hannah Murray
2010, drama – suspense
domingo, 27 de maio de 2012
O Homem Errado (The Wrong Man)
Em Nova York, em janeiro de 1953, Christopher Emmanuel ‘Manny’ Balestrero (Henry Fonda), músico italiano católico, da casa noturna Stork Club, tem a vida remexida quando a esposa Rose (Vera Miles) precisa de 300 dólares para tratamento dentário e ele vai a um escritório, para saber quanto pode conseguir de empréstimo com a apólice da sua mulher. Porém, ele é identificado erradamente pelas funcionárias como sendo o assaltante que tinha roubado o local um ano antes.
O Homem Errado é o único filme do mestre do suspense, Alfred Hitchcock, baseado em fatos reais. Além disso, ele rodou a película em vários locais onde a história ocorreu (a cela da prisão, por exemplo) e, o mais interessante, algumas testemunhas (reais) do caso foram aproveitadas em pequenas participações. Toques do grande mestre...
O filme mostra o drama vivido por um pai de família tranqüilo que, de uma hora para outra, tem a sua vida virada pelo avesso quando é injustamente acusado e preso por um crime que não cometeu.
Não é um filme de terror e de suspense temos apenas algumas pitadas. O longa é, de fato, um retrato da alma humana angustiada, aviltada e completamente desamparada. Hitchcock explora o lado psicológico dos seus personagens principais: Manny, acusado erroneamente, e de Rose, que nesse meio tempo acaba se desequilibrando emocionalmente, achando-se culpada por tudo que está acontecendo com a família. Mesmo após tudo esclarecido (o verdadeiro culpado é preso), Rose ainda fica por 2 anos internada, quando finalmente é curada e volta para o seio da família.
Por escolha do diretor, o filme foi feito em preto e branco, dando um efeito ainda mais angustiante, além de um clima tenso e, neste caso, com a ajuda da trilha sonora.
As atuações de Henry Fonda e de Vera Miles são obras primas. Os medos e traumas de Hitchcock estão presentes fazendo o filme extremamente sombrio. O Homem Errado é imperdível para qualquer fã da sétima arte e, principalmente, do grande mestre Alfred Hitchcock.
Nota: 8
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O Homem Errado (The Wrong Man)
Direção: Alfred Hitchcock
Atores: Henry Fonda, Vera Miles, Anthony Quayle, Harold J. Stone
1956, drama



