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quarta-feira, 6 de abril de 2011

The Borgias

A série vai narrar a vida da família Borgia, considerada uma das mais corruptas da Itália. Prometendo um misto de escândalo, violência e luxúria, a trama criada por Michael Hirst, mesmo de The Tudors, gira em torno do patriarca Rodrigo Borgia, que se torna papa (Alexandre VI), e todas suas estratégias para conseguir poder. Ambientada no ano de 1492, a trama é calcada na descrição de Machiavel no livro O Princípe (inspirado no filho do personagem principal) que diz que “política nada tem a ver com moral“.

Neste final de semana estreou nos Estados Unidos, no canal Showtime, a série The Borgias. Para quem nunca ouviu falar (Meus sais ! Corram para o oráculo moderno imediatamente e pesquisem.), os Borgias foram uma família nobre e tornaram-se muito conhecidos durante o Renascimento. O patriarca, Rodrigo Borgia, se tornou o Papa Alexandre VI, em 1492. Mas no que eles eram bons mesmo eram nos quesitos: adultério, simonia, roubo, estupro, corrupção, incesto e assassinato. Uma família bem movimentada, não?!
O primeiro episódio tem cerca de 1h30min e já nos deparamos com a corrupção e a simonia: o papa Inocêncio VIII morre e os cardeais se reúnem para o conclave. Na primeira votação, o cardeal Borgia obteve 4 votos. Aí alguns cardeais são presenteados com títulos e benefícios das Abadias dos Borgias, e na segunda votação, o cardeal Borgia recebeu 8 votos. Ouro, muito ouro retirado de igrejas foi distribuído a alguns cardeais e com isso Borgia conseguiu 10 votos. A negociação final, o cargo de Vice-Chanceler, lhe rendeu 14 votos e voilá... Habemus papam !
Adoro filmes de época e não perdia um episódio da série The Tudors. Quando esta terminou só não fiquei mais triste porque li sobre a nova série que iriam fazer: The Borgias. E pelo que vi já no primeiro capítulo, ela promete ser excelente. Começando com o ator que dispensa apresentações: Jeremy Irons, como Rodrigo Borgia/papa Alexandre VI.
Temos também François Arnaud (interpreta o gatíssimo, mas déspota, Cesare Borgia), Aidan Alexander (como Gioffre Borgia), Peter Sullivan (como cardeal Ascanio Sforza), entre outros. Ah, mas claro que também temos Holliday Grainger no papel daquela que, ouso dizer, é a mais conhecida da família Borgia: Lucrécia !
Além disso, a beleza da fotografia e o capricho e qualidade dos trajes da época e da reconstrução da cidade de Roma, são motivos a mais para apreciar a série.
Não sei quando irá estrear no Brasil, mas torço para que seja logo. Quem gosta de história e entretenimento bem feito e bem produzido, não pode perder. A princípio a série terá 10 capítulos, mas ainda não se sabe se haverá renovação para a segunda temporada. Enquanto isso, vamos apreciar a história dessa família, sinônimo de poder e luxúria.

Nota: 8

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The Borgias
Criador: Neil Jordan
Atores: Jeremy Irons, Aidan Alexander, François Arnaud, Holliday Grainger
2011, ficção - série histórica

domingo, 19 de dezembro de 2010

A Papisa Joana (Die Päpstin)

Das profundezas ocultas do Vaticano, chega uma história de intriga e paixão proibida, mantida em segredo pela Igreja Católica, durante milhares de anos. Num tempo em que a obediência total era exigida, Johannes/Johanna Anglicus (Johanna Wokalek) manteve-se como uma luz ao fundo do túnel numa era de trevas. No ano 853 A.C., após ter-se tornado um estudioso, curandeiro e professor de renome, ele ascendeu à posição mais elevada da terra: Papa da Igreja Católica. Dois anos depois, foi apedrejado até à morte por um segredo que se tornaria uma lenda. Johannes Anglicus era, na verdade, uma mulher – a única mulher alguma vez ordenada Papa, o único Papa que alguma vez concebeu um filho.

Baseado no romance histórico de Donna Woolfolk, de 1996, o livro se tornou filme, em uma produção alemã, em 2009. Não faço a mínima idéia se realmente houve uma Papisa, embora esse assunto vira e mexe aparece das cinzas, mas o fato é que o filme é muito bom.
O filme começa em 887 d.C., quando um Bispo (ao final do filme descobrimos a identidade dele e, confesso, fiquei com um sorriso nos lábios e comovida) chega a Roma, para verificar documentos sigilosos da Igreja, a fim de descobrir a existência da Papisa. Depois pula para trás, por volta de 814 d.C., quando do nascimento de Johanna.
Nascida em uma família pobre e rude, a pequena menina aprendeu, escondida, apenas com a ajuda do irmão mais velho, a ler e escrever, coisa que na época era inadmissível para uma mulher. E enfrentando a tudo e a todos, ela se travestiu de menino para seguir no caminho do conhecimento, mas sempre amando fervorosamente a Deus e aos humildes.
A história é linda e o filme é historicamente bem feito. Se existiu uma Papisa Joana, sinceramente, nós nunca saberemos e não vou aqui tecer conjecturas sobre isso, mas torno a afirmar, o filme é muito, mas muito mais do que isso e vale a pena ser visto.

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A Papisa Joana (Die Päpstin)
Diretor: Sönke Wortmann
Atores: Joahanna Wokalek, David Wenham, John Goodman, Iain Glen
2009, drama - história – romance