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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Teen Wolf

Nesses tempos de vampiros dando mais que pombo em praça, agora nós temos o lobisomem dando o ar de sua graça.
Eu que já não gosto pouco desse tipo, tive que conferir a nova série, da MTV, chamada Teen Wolf. A série leva o mesmo nome do filme estrelado por Michael J. Fox e que aqui ganhou o título de O Garoto do Futuro (1985). Não, eu não vi o filme e nem pretendo vê-lo, mas já vi os três primeiros episódios da série.
A história é aquilo, Scott (Tyler Posey) é um jovem adolescente, estilo comum, de uns 16/17 anos, que acaba sendo mordido por um lobisomem e, com isso, adquire mais agilidade, melhor olfato e audição, mais irritabilidade e, óbvio, muitos pêlos, dentes afiados e unhas enormes, em noite de lua cheia ou não... – Não se fazem mais lobisomens como antigamente. – E, mais obviamente ainda, rola romance com Allison (Crystal Reed) que, além de linda é filha de um caçador de lobisomens. Dãããã! Temos também a amizade com Stiles (Dylan O’Brien), para o que der e vier, e o casal de vilões, Lydia e Jackson (Holland e Colton), que querem perturbar a felicidade do casalzinho. Ah, e tem outro lobisomem na parada: Derek (Tyler Hoechlin), mais velho e mais bonito (uffa!), que está disposto (?!) a dar umas dicas ao jovem lobinho. Clichê total!
Sinceridade? Teen Wolf é um passatempo fraquinho, simples e meio bobão. Porém, eles são bons (pelo menos até agora) em finalizar o episódio com um bom gancho para o seguinte.
No Brasil, a série estréia no próximo dia 29, no canal Sony Spin. A primeira temporada, com 12 episódios, está garantida, mas ela não fará o mesmo sucesso que The Vampire Diaries, por exemplo, que é uma série teenager que, para mim, é excelente. Por isso, duvido que haja uma segunda temporada para TW. De qualquer modo, continuarei assistindo porque, afinal de contas, eu gosto de dar oportunidades para que a série me surpreenda sempre no bom sentido.

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Teen Wolf
Criador: Jeff Davis
Atores: Tyler Posey, Crystal Reed, Tyler Hoechlin, Dylan O’Brien
2011, ficção

quarta-feira, 6 de abril de 2011

The Borgias

A série vai narrar a vida da família Borgia, considerada uma das mais corruptas da Itália. Prometendo um misto de escândalo, violência e luxúria, a trama criada por Michael Hirst, mesmo de The Tudors, gira em torno do patriarca Rodrigo Borgia, que se torna papa (Alexandre VI), e todas suas estratégias para conseguir poder. Ambientada no ano de 1492, a trama é calcada na descrição de Machiavel no livro O Princípe (inspirado no filho do personagem principal) que diz que “política nada tem a ver com moral“.

Neste final de semana estreou nos Estados Unidos, no canal Showtime, a série The Borgias. Para quem nunca ouviu falar (Meus sais ! Corram para o oráculo moderno imediatamente e pesquisem.), os Borgias foram uma família nobre e tornaram-se muito conhecidos durante o Renascimento. O patriarca, Rodrigo Borgia, se tornou o Papa Alexandre VI, em 1492. Mas no que eles eram bons mesmo eram nos quesitos: adultério, simonia, roubo, estupro, corrupção, incesto e assassinato. Uma família bem movimentada, não?!
O primeiro episódio tem cerca de 1h30min e já nos deparamos com a corrupção e a simonia: o papa Inocêncio VIII morre e os cardeais se reúnem para o conclave. Na primeira votação, o cardeal Borgia obteve 4 votos. Aí alguns cardeais são presenteados com títulos e benefícios das Abadias dos Borgias, e na segunda votação, o cardeal Borgia recebeu 8 votos. Ouro, muito ouro retirado de igrejas foi distribuído a alguns cardeais e com isso Borgia conseguiu 10 votos. A negociação final, o cargo de Vice-Chanceler, lhe rendeu 14 votos e voilá... Habemus papam !
Adoro filmes de época e não perdia um episódio da série The Tudors. Quando esta terminou só não fiquei mais triste porque li sobre a nova série que iriam fazer: The Borgias. E pelo que vi já no primeiro capítulo, ela promete ser excelente. Começando com o ator que dispensa apresentações: Jeremy Irons, como Rodrigo Borgia/papa Alexandre VI.
Temos também François Arnaud (interpreta o gatíssimo, mas déspota, Cesare Borgia), Aidan Alexander (como Gioffre Borgia), Peter Sullivan (como cardeal Ascanio Sforza), entre outros. Ah, mas claro que também temos Holliday Grainger no papel daquela que, ouso dizer, é a mais conhecida da família Borgia: Lucrécia !
Além disso, a beleza da fotografia e o capricho e qualidade dos trajes da época e da reconstrução da cidade de Roma, são motivos a mais para apreciar a série.
Não sei quando irá estrear no Brasil, mas torço para que seja logo. Quem gosta de história e entretenimento bem feito e bem produzido, não pode perder. A princípio a série terá 10 capítulos, mas ainda não se sabe se haverá renovação para a segunda temporada. Enquanto isso, vamos apreciar a história dessa família, sinônimo de poder e luxúria.

Nota: 8

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The Borgias
Criador: Neil Jordan
Atores: Jeremy Irons, Aidan Alexander, François Arnaud, Holliday Grainger
2011, ficção - série histórica

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

The Walking Dead

A série é baseada na HQ homônima criada por Robert Kirkman. No seriado, descobriremos como é a vida na Terra após um apocalipse zumbi, em que a enorme maioria da população da terra foi infectada por um vírus misterioso que os transforma em mortos-vivos. Os poucos humanos que sobreviveram à epidemia agora devem se unir para encontrar um novo lar, longe dos zumbis.O grupo é liderado por Rick Grimes (Andrew Lincoln), um policial que acordou sozinho em um hospital cercado por mortos-vivos e agora procura sua esposa, Lori (Sarah Wayne Callies), e seu filho. Ele se junta a Shane (Jon Bernthal), seu ex-parceiro na polícia; Andrea (Lauren Holden), uma das duas irmãs que escapou da praga; Glenn (Steven Yeun), um varredor de ruas experiente; entre outros humanos igualmente assustados que lutam para escapar do vírus.

Eu gosto de filme de terror, mas fiquei meio assim assim, quando vi as chamadas para a nova série que estreou na Fox: The Walking Dead. Foi algo como momento eca! A visão de vários, muitos, um monte de zumbis não são propriamente um convite irresistível, mas resolvi conferir.
Tirando algumas cenas nojentérrimas (tripas espalhadas, corpos se decompondo, zumbis comendo um cavalo...), a série é, na verdade, meio devagar, tranqüila, tipo a passos de zumbi, mas os ganchos para o episódio seguinte são bons e, por isso, continuo vendo.
Além disso, estamos no segundo episódio e tem algumas perguntas que estão no ar: O que aconteceu com as pessoas? Foi com a Terra toda? Por que uns foram atingidos e outros não? Ahhhh e tem o que, por enquanto, é o bafão da série: a mulher do subdelegado está tendo um caso, atualmente, com o auxiliar do marido. Só que o maridão dela está vivinho da silva, é o herói da série, e está procurando por ela e pelo filho. E aí?! Que situação tosca hein?! Como disse, mais um gancho para assistir aos próximos capítulos.

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The Walking Dead
Criador: Robert Kirkman
Atores: Andrew Lincoln, Sarah Wayne Callies, Jon Bernthal
2010, terror

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

$#*! My dad says (em português seria: As merdas que meu pai fala!)

“$#*! My Dad Says” é baseada na popular conta de Twitter de Justin Halpern, um roteirista que registrou em seu diário os comentários que seu pai fazia no dia a dia, acreditando que um dia poderia utilizá-lo como material para seus personagens. A nova comédia da CBS, estrelada por William Shatner, mostra Ed Goodson, um pai cheio de opiniões (muitas vezes inapropriadas) que não tem medo de falar aquilo que ache para quem quiser ouvir.

Sou fã de William Shatner, desde o tempo do querido comandante da USS Enterprise, capitão James T. Kirk, e órfã da fantástica série Justiça sem Limites (Boston Legal), em que ele brilhava junto com o também incrível James Spader. Com tudo isso, fiquei curiosa em conhecer a nova série estrelada por Shatner, a “Shit! My dad says”. Por isso, baixei os 3 primeiros episódios que estão disponíveis na internet (a série ainda não estreou em terras tupiniquins) para dar uma conferida.
Sabe aquele tipo de série cômica que só americano acha graça? Pois é, “$#*!...” é esse tipo de série. Não gostei !
Dei uma risada ou outra, Shatner continua um gordinho charmoso, mas a sitcom é boba, não me diz nada e não vale nem os 30 minutos de sua duração.

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$#*! My dad says
Criador: Justin Halpern
Atores: William Shatner, Jonathan Sadowski, Nicole Sullivan, Will Sasso
2010, comédia

sábado, 29 de maio de 2010

Split - nova série de tv

E mais uma série de vampiros estreou hoje, no canal Boomerang: Split.
Ella (Amit Farkash), jovem de 15 anos, sente-se deslocada nesse mundo até que um dia descobre que essa insegurança toda não é somente devido a idade, mas principalmente porque ela é meio humana e meio vampira. Hmmmm Claro que ela tem um admirador, 100% humano, o Omer (Yedidya Vital), mas o coração dela bate mais forte na presença de Leo (Yon Tomerkin) que, adivinhe se for capaz... Sim, ele é 100% vampiro! Ah, mas o que você não sabe é que a missão dele é encontrar Ella (e achou!) e protegê-la, já que a missão dela é: salvar o mundo, acabando com a briga entre homens e vampiros.
Bom, o mote da série não é nenhuma novidade, muito pelo contrário, mas o que chamou a minha atenção foi que esta é uma série israelense: criada e passada em Israel. Só essas informações já me deixaram curiosa e lá fui eu assistir ao episódio piloto.
Programei minha televisão. Como não havia menção do nome "Split" às 21:30h, resolvi marcar também meia hora antes, por precaução. E não deu outra, às 21h começou, ou melhor, foram 30 minutos de teasers, spots e sei lá mais o quê, mas continuei firme a forte. Às 21:30h realmente começou e só durou 30 minutos. Achei pouquíssimo e espero, sinceramente, que não seja série de meia hora.
Não entendo nada de tipo de filme usado para filmar, mas visualmente achei a série clara demais, até quando deveria ser algo mais soturno. O excesso de luz lembrou-me as novelas mexicanas. Algumas atuações também, diga-se de passagem. Inclusive, a dublagem robotizada foi algo à parte, sem contar que a tradução circunstâncias "extenuantes" ao invés de atenuantes foi motivo de incredulidade e risadas da minha parte.
Mas a série está começando e sinto que no fundo, mas bem lá no fundo ela até tem potencial. Por isso, darei outras oportunidades. Afinal de contas, como diz uma das chamadas da série: "A série de vampiros que corre em suas veias", então vamos deixar correr e ver no que vai dar.

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Split
Criador: Shira Alon
Atores: Amit Farkash, Yon Tomerkin, Yedidya Vital, Alex Ansky
2010, ficção

terça-feira, 25 de maio de 2010

Lost (Lost)

Série de TV que mostra a vida dos sobreviventes de um acidente aéreo (vôo 815 da Oceanic Airlines) em uma misteriosa ilha tropical, após o avião que viajava de Sydney, Austrália, para Los Angeles, Estados Unidos, cair em algum lugar do Oceano Pacífico.
Depois de 6 anos chega ao fim a série, em minha opinião, mais encantadoramente louca. Filmada no cenário paradisíaco do Havaí, Lost, desde o episódio piloto, chamou a minha atenção.
Desde o início a grande pergunta era: qual é a dessa ilha? Um local de experiência científica? Um purgatório? Um sonho? As pessoas estão vivas ou mortas? Os episódios vinham, as opiniões mudavam, mas a pergunta persistia... As teorias eram variadas, muitas com ligações mitológicas, filosóficas, científicas e religiosas.
Com a 6ª. temporada regada de cenas em flashbacks (eventos que aconteceram no passado), em flashforwards (eventos que acontecerão no futuro) e em flashsideways (eventos de uma realidade paralela), o episódio The End, com 2h30 de duração, foi repleto de emoção... Confesso, chorei muito!
No penúltimo episódio, o espírito de Jacob, o irmão bom, o guardião da luz que protege a ilha, já deu uma esclarecida quando respondeu a pergunta, feita pelo Sawyer, do por que eles teriam que ser punidos por um erro dele [Jacob] e que direito ele tinha de tirá-lo da sua vida, já que estava indo muito bem, até ser trazido para a ilha. “Nenhum de vocês estava bem. - afirmou Jacob - Não tirei nenhum de vocês de uma vida feliz. Eram todos “imperfeitos”. Escolhi vocês pois são iguais a mim. Todos são solitários. Procuravam por algo que não podiam achar lá fora. Escolhi vocês porque precisam deste lugar, assim como ele de vocês.”
Em minha opinião, o fio condutor sempre foi a amizade. O acidente aéreo criou um vínculo de fraternidade e respeito entre os sobreviventes e tudo ou todos que surgiam com a intenção de maltratar, ferir ou matá-los eram, mais cedo ou mais tarde, devidamente eliminados. Todos, cada um do seu jeito, cuidavam um dos outros, até o final.
A conversa de Jack com o pai, no episódio final, também foi muito reveladora: “Sim, sou real. –disse o pai de Jack. – Você é real. Tudo o que já aconteceu com você é real. Todas aquelas pessoas na igreja são reais também. (...) Esse é um lugar a que vocês todos chegaram juntos, para que pudessem encontrar uns aos outros. A parte mais importante da sua vida foi o tempo que passou com essas pessoas. É por isso que vocês estão todos aqui. Ninguém consegue fazer sozinho. Você precisava de todos eles e eles de você.”
A fumaça negra, o monstro ou o homem de preto, seria o lado obscuro, o lado mau do ser humano, que quer ganhar o mundo e se para conseguir era necessário mentir ou matar, isso era feito sem nenhum peso na consciência. Com a morte de Jacob, o homem de preto estava a um passo de obter tudo isso, mas Jack que, voluntariamente (é bom frisar isso!), aceitou proteger a ilha, consegue matar o monstro e, de certo modo, salvou, além da ilha e do mundo, a esperança e o lado bom de todos os que lá estiveram. Antes de morrer, Jack passa a responsabilidade para o Hugo, aquele que também sempre se preocupou com todos, mantendo sempre o bom humor. Com receio e sem saber o que fazer, ele recebe a inusitada ajuda de Ben, que num rasgo de bondade, diz-lhe “Acho que você deve fazer o que faz melhor: cuidar das pessoas.”
Quanto a realidade paralela, para mim, não passou disso: um mundo onde cada um mostrava o melhor de si, e a medida que eles se lembravam dos fatos que aconteceram na ilha, as respectivas almas tranqüilizavam-se e ficavam em paz. O personagem de Desmond foi o primeiro a perceber a importância disso e o seu papel na história.
Dr. Jack Shepard foi o grande herói da série, aquele que sempre fez questão de manter todos unidos, o agregador, e quando não conseguiu (apenas alguns chegaram a sair da ilha, inclusive ele), foi o primeiro a querer voltar e fez de tudo para convencer os demais. O carinho e o respeito de todos para com ele fica evidente na cena final, onde acontece uma espécie de congraçamento: todos aguardando a verdadeira luz para, juntos e finalmente felizes, seguirem adiante.
Talvez não tenha sido un grand finale, mas foi um the end condizente com a própria série. Eu gostei e já sinto saudades! Agora só me resta repetir o bordão de Desmond: “See you in another life, brotha!”

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Lost
Criadores: J.J. Abrams e Damon Lindelof
Atores: Matthew Fox, Terry O’Quinn, Josh Holloway, Michael Emerson, Evangeline Lilly, Jorge Garcia, Henry Ian Cusick
2004, ficção

terça-feira, 11 de maio de 2010

Dexter

Dexter Morgan, analista forense especialista em padrões de dispersão de sangue, da polícia de Miami, é um serial killer diferente dos seus demais "colegas": as suas vítimas são somente outros assassinos em série.
Como é que nós nos emocionamos e torcemos por um assassino? Simples. Ele só mata bandidos e bandidos que, por alguma falha da justiça, acabam ficando impunes. Ele segue a risca o seu próprio código de conduta e moral.
Mas na realidade a série é mais do que isso. Bem escrita e com diálogos perfeitos, a série nos permite entrar na cabeça do personagem título, nos deixando próximos a ele, nos incorporamos a ele.
A interpretação magistral de Michael C. Hall (que lhe valeu um Globo de Ouro ano passado) é uma das razões do sucesso da série de tv. Michael criou um personagem impenetrável e etéreo, bom e charmoso, uma espécie de quadro sem cor, que vai sendo pintado com cores vibrantes em cada temporada.
Eu sou fã confessa da série. Já me preocupei com a sua segurança e já dei muitas risadas com as sutilezas e sarcasmos dele. Seus pensamentos, em off, são um dos pontos altos da série, como por exemplo: "Eu adoro halloween. É o único dia do ano em que todos usam uma máscara e não apenas eu. As pessoas gostam de fingir que são monstros, enquanto eu tenho que passar o ano fingindo que não sou um."
Todos temos um pouco de Dexter dentro de nós, mas só não colocamos pra fora por medo e convenções sociais. Em todas as temporadas o personagem título deixa claro que não tem sentimento algum por nada, e que é tudo encenação da parte dele.
Ledo engano porque não é bem assim. Ele ama, ele tem carinho, ele tem lealdade... "Se eu tivesse um coração, ele estaria partido nesse momento", pensou certa vez, mas na temporada passada seu coração se partiu por dois motivos: o nascimento de seu filho e o encerramento trágico do 4a. ano.
Que venha a 5a. temporada !

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Dexter
Criador: James Manos Jr.
Atores: Michael C. Hall, David Zayas, Jennifer Carpenter, Lauren Vélez
2006, drama

sexta-feira, 7 de maio de 2010

The Pacific


Com o orçamento de US$200 milhões, The Pacific é a série mais cara da televisão, e tem Steven Spielberg e Tom Hanks como seus produtores executivos.
Minissérie de 10 capítulos, exibida pela HBO, basicamente reconstitui a memória pessoal de 3 marines americanos (Robert Leckie, John Basilone e Eugene Sledge) durante o conflito entre EUA e o Japão, no litoral do Pacífico, em plena II Gerra Mundial.
Em entrevista à revista Time, Hanks afirmou: "Queríamos homenagear a coragem dos marines americanos na batalha, mas também queríamos que as pessoas dissessem: 'Não sabíamos que nossas tropas fizeram isso aos japoneses'."
Como espectadora comum, que pouco ou quase nada conhece da IIGM, a minissérie está sendo uma porta de entrada e saída para sentimentos doloridos...
Uma das frases que melhor exemplifica The Pacific foi dita no episódio 1, pelo Dr. Sledge ao filho Eugene: "A pior coisa em lidar com os combatentes da grande guerra, não era ver seus corpos rasgados, era ver suas almas destruídas." E é exatamente isso que percebemos nos rostos dos agora velhos combatentes de guerra, que dão depoimentos no início de cada episódio: almas profundamente marcadas, olhar distante... Juventude aniquilada em prol de um bem maior.
The Pacific é uma ode aos guerreiros corajosos e nessa composição não há vencedores ou ganhadores, mas seres humanos em situação desumana, pois, como já dizia o general William T. Sherman, "a guerra é o inferno", e na minissérie você observa bem esse retrato, principalmente nos episódios 6 e 7, sobre o combate em Peleliu.