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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Água para Elefantes (Water for Elephants)

Baseado no aclamado bestseller homônimo de Sara Gruen, traz um romance inesperado que tem como pano de fundo uma história única e comovente. Jacob é um rapaz de 21 anos que desiste da faculdade de Medicina Veterinária após a morte de seus pais. Ele se junta ao circo dos Irmãos Benzini, e encontra seu lugar no circo cuidando dos animais. No circo, ele conhece e se apaixona por Marlena, a estrela do show, mas ela é casada com o paranóico e esquizofrênico treinador dos animais.

Este filme se passa em um Estados Unidos em plena depressão econômica dos anos 30. Naquele tempo, muito mais do que hoje em dia, o circo era sinônimo de alegria e pureza. Era um grande evento a chegada de um circo à cidade. É nesse cenário que o drama de dois jovens apaixonados é apresentado.
A história é contada por Jacob Jankoski (Hal Holbrook), um senhor com mais de 70 anos que, ao fugir do asilo, encontra ouvidos interessados em sua história de ex estudante de veterinária (Robert Pattinson) que acabou parando no Circo dos Irmãos Benzini. Lá ele encontrou o amor de sua vida, Marlena (Reese Whiterspoon), e a bestialidade em forma de gente, ou melhor, na forma de dono do circo e marido de Marlena, o violento August (Christoph Waltz).
Robert Pattinson não é uma maravilha, mas também não fez feio. Temos que dar crédito ao esforço do rapaz. Reese, como sempre, encantadora, mas o destaque é Christoph Waltz. Ele encarnou um August cínico, violento, louco e mesmo com características tão parecidas, ele o fez diferente do personagem Cel. Hans Landa (Bastardos Inglórios) que lhe deu todos os prêmios de melhor ator coadjuvante que concorreu no ano de 2009. Esse cara é fera.
Eu gostei do filme. Gostei da trilha sonora (Louis Armstrong, Bessie Smith, James Newton entre outros). Adorei a elefante Rosi, uma fofa que atuou muito bem. Inclusive ela é importantíssima no clímax das sequências finais. Aliás, no longa, a desglamourização do circo fica claríssima quando nos é apresentado o lado brutal no trato dos animais. São poucas as cenas, mas são revoltantes.
Certamente não é o filme mais espetaculoso da terra, mas é um bom programa e vale a pena assisti-lo.

Nota: 7

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Água para Elefantes (Water for Elephants)
Diretor: Francis Lawrence
Atores: Robert Pattinson, Reese Whiterspoon, Christoph Waltz
2011, drama

sábado, 14 de maio de 2011

Em busca de uma nova chance (The Greatest)

A morte do filho adolescente Bennett, num acidente de carro, é quase demais para a família Brewer suportar. Não apenas porque ele tinha uma vida promissora, mas também porque o impacto de sua morte desencadeia uma série de tumultos em suas vidas. Sua mãe fica obcecada e não pode deixá-lo ir; seu pai não consegue encarar a situação; e a posição de segundo lugar de seu irmão é ampliada. E quando a namorada de Bennet aparece, a família tem que lidar com circunstâncias que complicam ainda mais sua perda.

O filme segue a estrutura de qualquer longa que fala sobre a morte de um filho: um pai que tenta ser forte e meio que nega a morte do filho; uma mãe desesperada, que faz qualquer coisa para saber como foram os últimos minutos do filho e um irmão, caçula, que acaba sendo esquecido pelos pais e tem que viver à sombra do falecido irmão. E nesse imbróglio todo ainda tem uma namorada, do falecido, que está grávida. Clichê ou não, o filme me comoveu.
A película é cheia de momentos belíssimos, marcantes e fortes. Logo no início temos Bennet e Rose, pela primeira vez em suas vidas, fazendo amor: delicadeza, ternura, uma cumplicidade que só o verdadeiro amor nos incita. Outro momento, este com um gosto amargo, é quando Allen, Grace e Ryan voltavam do enterro. Foram os 2 minutos mais longos de todos... Aquele silêncio opressor dentro do carro, cada um olhando para uma direção diferente. Todos juntos de corpo, mas absolutamente sozinhos e solitários em espírito e mergulhados cada qual em sua dor. Essa cena é até difícil de ver.
A atuação de Susan Sarandon (Grace) é fantástica. Foi a personificação da mãe desesperada em saber o que aconteceu nos 17 últimos minutos de vida do seu filho. Pierce Brosnan (Allen), simples e discreto, um pouco frio e distante, perfeito. Carrey Mulligan (Rose), linda e doce, fez uma Rose, de 16 anos, frágil e ao mesmo tempo forte, determinada e assustada. Aaron Johnson (Bennett) e Johnny Simmons (Ryan), também estavam bem.
O filme tem um quê de dramalhão, típico das novelas mexicanas, mas mesmo assim isso não tira o seu brilho. Não é um filme que veria novamente, mas foi um bom filme.

Nota: 7

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Em busca de uma nova chance (The Greatest)
Diretora: Shana Feste
Atores: Pierce Brosnan, Susan Sarandon, Carey Mulligan, Aaron Johnson
2010, drama – romance

terça-feira, 10 de maio de 2011

Comer Rezar Amar (Eat Pray Love)

Liz Gilbert (Julia Roberts) tinha tudo o que uma mulher moderna deve sonhar em ter – um marido, uma casa, uma carreira bem-sucedida – ainda sim, como muitas outras pessoas, ela está perdida, confusa e em busca do que ela realmente deseja na vida. Recentemente divorciada e num momento decisivo, Gilbert said a zona de conforto, arriscando tudo para mudar sua vida, embarcando em uma jornada ao redor do mundo que se transforma em uma busca por auto-conhecimento. Em suas viagens, ela descobre o verdadeiro prazer da gastronomia na Itália; o poder da oração na Índia, e, finalmente e inesperadamente, a paz interior e equilíbrio de um verdadeiro amor em Bali. Baseado no best-seller autobiográfico de Elizabeth Gilbert, Comer, Rezar, Amar prova que existe mais de uma maneira de levar a vida e de viajar pelo mundo.

Não morro de amores pela Julia Roberts e acho que colocam muita areia no caminhão dela. Nesse filme ela está aguada e sem graça, como a grande maioria de suas atuações. Javier Bardem já esteve melhor, mas nesse filme, desculpa aê, passa longe como brasileiro. Felizmente a interpretação de alguns atores e atrizes secundários vale o ingresso.
O longa conta a história de Liz que, apesar do sucesso profissional, está a procura de algo mais, principalmente quando o seu casamento chega ao fim e de uma maneira nada simpática. Por isso, ela vai para Itália, a fim de reencontrar e se deleitar com os prazeres culinários e conhecer o significado do dolce far niente. Depois segue para a Índia, em busca de conhecimento e de conforto na religião. Finalmente, última parada, em Bali, a princípio para rever o seu guru, mas eis que ela descobre o amor, personificado na figura do brasileiro Felipe (Javier Bardem).
É um filme que fala sobre reencontrar a vontade de viver e, para isso, é necessário redescobrir a si mesmo. A história é boa e interessante, mas o filme não me satisfez plenamente. Em algumas passagens se mostrou arrastado, até mesmo chato.
Mesmo assim quem não gostaria de passar um ano de sua vida numa aventura desse tipo? Que o filme, pelo menos, sirva para isso: fazer-nos entender e buscar o equilíbrio mental, físico e espiritual e, assim, crescermos como seres humanos.

Nota: 7

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Comer Rezar Amar (Eat Pray Love)
Diretor: Ryan Murphy
Atores: Julia Roberts, Javier Bardem, Viola Davis, James Franco
2010, drama – romance

segunda-feira, 28 de março de 2011

Estômago

Na vida há os que devoram e os que são devorados. Raimundo Nonato, nosso protagonista, descobre um caminho à parte: ele cozinha. E é nas cozinhas de um boteco, de um restaurante italiano e de uma prisão - o que ele fez para acabar ali? - que Nonato vive sua intrigante história. E também aprende as regras da sociedade dos que devoram ou são devorados. Regras que ele usa a seu favor, porque mesmo os cozinheiros têm direito a comer sua parte - e eles sabem, mais do que ninguém, qual é a parte melhor. Uma fábula nada infantil sobre o poder, o sexo e a culinária.

Há muito eu tinha esse filme na fila de espera para ser visto, mas acabava sendo posto de lado, até que resolvi assistir. Putz, filmaço!
Alternando passado (a chegada de Nonato a São Paulo) e o presente (prisioneiro – apenas no final do filme descobrimos o porquê de sua prisão), somos apresentados ao protagonista Raimundo Nonato, um nordestino humilde que chega do interior a procura de uma vida melhor. Meio que sem querer ele acaba se destacando na delicada arte da culinária, ao mesmo tempo em que descobre a hierarquia do poder. É como a última frase da sinopse bem define: “Uma fábula nada infantil sobre o poder, o sexo e a culinária.”
Fiquei encantada com o ator baiano (salve a Bahia, que está caprichando cada vez mais nesse quesito) João Miguel, que interpreta o Raimundo. Ele não é um deus grego, mas tem um rosto tão bom, tão expressivo, que não dá nem para nos desviarmos da tela. Sem contar a atuação perfeita: simples, leve, natural, que cresce e que sutilmente vai mostrando a perda da inocência do personagem.
Na verdade todo o elenco estava afiadíssimo, mas tenho que destacar a Fabíula Nascimento como a prostituta gulosa Íria; o Babu Santana, como o impagável chefe de cela Bijiú; e Carlo Briani, como o italiano Giovanni, que ensinou a magia dos temperos e sabores da culinária ao atento ajudante Nonato.
O filme é um drama, mas muito bem humorado. Cenas engraçadas não faltaram. As minhas preferidas são: o gorgonzola catinguento, que foi obrigado a ficar fora da cela, junto com os tênis; o macarrão à putanesca que vira putavesga; e, claro, a sensacional narração da história do queijo gorgonzola, logo no início do filme.
O longa, inspirado no conto “Presos pelo Estômago”, de Lusa Silvestre (que assina, junto com Marcos Jorge, o argumento do filme), uma co-produção Brasil-Itália, feito com baixo orçamento, realmente me conquistou. Indico sem medo e sem receios, pois este filme é para ser saborosamente degustado com os olhos.

Nota: 10

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Estômago
Diretor: Marcos Jorge
Atores: João Miguel, Fabíula Nascimento, Babu Santana, Carlo Briani
2008, drama

sexta-feira, 4 de março de 2011

O Lenço Amarelo (The Yellow Handkerchief)

Numa cidade ribeirinha em Louisiana, Martine (Kristen Stewart) viaja com Gordy (Eddie Redmayne), jovem que acabara de conhecer. Logo eles conhecem o lacônico Brett (William Hurt), que acaba de sair da prisão. O trio embarca numa viagem repleta de descobertas e surpresas.

Kristen Stewart parece até atriz de uma cara só, pois seja lá o personagem que faça, parece sempre igual. Igual nos olhares, nos trejeitos, nos tiques... Engraçado isso, ou melhor, uma pena, já que ela, me parece, não ter frescuras/preconceitos quanto as escolhas de personagens.
Em compensação, William Hurt está perfeito, como sempre. Surpresa boa também a atuação de Eddie Redmayne.
Mais do que uma viagem no sentido literal da palavra, o filme retrata a viagem de crescimento e auto-conhecimento dessas três pessoas: Martine, Gordy e Brett. O destino uniu os três e as suas auto-descobertas solidificou a amizade e confirmou que o verdadeiro amor existe e que não devemos deixar escapar a segunda chance que a vida e o destino nos dão.
O final pode até ser previsível, mas quem se importa... O filme é comovente e, claro, chorei.

Nota: 7

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O Lenço Amarelo (The Yellow Handkerchief)
Diretor: Udayan Prasad
Atores: Kristen Stewart, William Hurt, Eddie Redmayne
2010, drama – romance

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A Mentira (Easy A)

A estudante Olive Penderghast (Emma Stone) encontra-se vítima de seu próprio “boato”, quando ela mente para sua melhor amiga, Rhiannon (Alyson Michalka) sobre um encontro de fim de semana com um calouro da faculdade. O boato sobre a promiscuidade de Olive rapidamente se espalha e, para sua surpresa, ela acolhe favoravelmente a atenção. Quando ela concorda em ajudar um amigo, que sofre com bullying, fingindo dormir com ele, sua imagem se degrada rapidamente para um estado mais sensual e seu mundo começa a ficar fora de controle.

Este filme não foi um estouro de bilheteria nos Estados Unidos e aqui, foi lançado apenas em DVD. Filme adolescente nunca foi meu gênero preferido, até porque a maioria deles retrata adolescentes meio dãã, mas a capa desse filme me chamou a atenção e lá fui eu... Moral da história? A-do-reeeei o filme.
A história é batida. Uma garota, Olive, completamente anônima no colégio (sempre rola em uma high school) inventa uma mentirinha básica para sua amiga: que passou um final de semana com um carinha do 1º ano de faculdade e que perdeu a virgindade com ele. Nada demais, mas o problema foi que uma estudante do tipo religiosa convicta e chata, ouve o papo e espalha para o colégio. Só aí Olive já se tornou popular. Com coração bom, ela acaba ajudando um amigo, que é gay, fingindo ter feito sexo com ele em uma festa. Bom, aí a popularidade descambou para libertinagem e promiscuidade. A pequena mentirinha do início se tornou uma bola de neve e ela decide contar toda a verdade usando a internet para isso.
Mas o filme é super divertido, original (para mim foi!) e até ousado. As referências de alguns filmes teen (A garota de rosa shoking, Namorada de aluguel, Curtindo a vida adoidado, etc) foram muito bem colocadas.
Emma Stone foi perfeita, mas não dá para esquecermos os outros atores que colaboraram para o sucesso do filme, como Stanley Tucci (adoro esse cara) e Patrícia Clarkson, que interpretaram os pais de Olive. Pais hilários e, por vezes, mais loucos que a filha (só o filho adotado era o único normal ali), mas amorosos e atenciosos. Sempre ao lado da filha, incondicionalmente.
O fato é que ri e me diverti muito, e recomendo esse filme para toda a família. Embora a temática envolva sexo, não possui cenas de nudismo e erotismo exacerbantes. Pré-adolescentes, 11/12 anos, poderão assistir numa boa.

Nota: 8

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A Mentira (Easy A)
Diretor: Will Gluck
Atores: Emma Stone, Stanley Tucci, Amanda Bynes, Lisa Kudrow
2011, comédia - romance

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Amor & Outras Drogas (Love and other Drugs)

Jamie Randall (Jake Gyllenhaal) é um sedutor incorrigível do tipo que perde a conta de com quantas já transou. Após ser demitido do cargo de vendedor em uma loja de eletrodomésticos, por ter seduzido uma das funcionárias, ele passa a trabalhar num grande laboratório da indústria farmacêutica. Como representante comercial, sua função é abordar médicos e convencê-los a prescrever os produtos da empresa para os pacientes. Em uma dessas visitas, ele conhece Maggie Murdock (Anne Hathaway), uma jovem de 26 anos que sofre de mal de Parkinson. Inicialmente, Jamie fica atraído pela beleza física e por ter sido dispensado por ela, mas aos poucos descobre que existe algo mais forte. Maggie, por sua vez, também sente o mesmo, mas não quer levar adiante por causa de sua doença.

O filme, logo no início, nos apresenta um Jamie Randall que facilmente venderia a lua, tamanha a lábia que tem. E é por causa desse poder de convencimento e sedução que ele vai trabalhar como vendedor dos medicamentos da Pfizer. Aí descobrimos o que já imaginávamos existir: a relação quase que promíscua entre médicos e as indústrias farmacêuticas. A corrupção impera nesse relacionamento.
Porém, quando Maggie entra em cena, com 26 anos e portadora do Mal de Parkinson, o filme deixa o ar de denúncia com humor e passa a ser puramente uma comédia romântica e muito, muito piegas. É uma pena!
Jake Gyllenhaal e Anne Hathaway formam um casal bem simpático, pois há química entre os dois. As cenas em que estão nus (e não foram poucas, diga-se de passagem), conversando relaxadamente, são feitas de maneira tão natural e pura, como qualquer casal normal faz.
Aqui o amor é considerado uma espécie de droga e, na verdade, os dois não querem se viciar nisso. Só que quem é que manda no coração? Pois é... Mesmo assim, com a doença crônica de Maggie, acho meio difícil um final absolutamente feliz, mas já dizia o nosso poetinha: que o amor seja eterno enquanto dure.
O longa poderia ter sido muito melhor e interessante, mas mesmo assim é um bom passatempo.

Nota: 7

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Amor & Outras Drogas (Love and other Drugs)
Diretor: Edward Zwick
Atores: Jake Gyllenhaal, Anne Hathaway, Hank Azaria, Oliver Platt
2011, comédia - romance

domingo, 16 de janeiro de 2011

A Morte e Vida de Charlie (Charlie St Cloud)

Charlie St. Cloud (Zac Efron) é um jovem que sofre em aceitar a morte de seu irmão mais novo, com o qual mantinha uma ligação especial. Para ficar próximo a ele, Charlie aceita um emprego de zelador no cemitério em que ele está enterrado. Todas as noites ele vê o irmão e os dois podem matar as saudades, tudo parecida simples até que ele se apaixonar por uma jovem e ter de fazer uma escolha: ficar perto do seu querido irmão ou ir atrás da garota que ele ama.

Correndo o risco de parecer uma adolescente enlouquecida, devo dizer que Zac Efron realmente é um gato. Esse filme tem tantas cenas com ele em plano americano e close, que é impossível não mergulhar nos olhos azul céu de Efron. O rapaz é estonteante ! Porém, a beleza dele não é uma beleza máscula (também não precisa ser um Charles Bronson que, de tão macho ficou feio pacas), mas uma beleza suave de um menininho e aí acaba prejudicando a própria carreira.
Mas eu estou aqui para falar do filme e ele é interessante. A relação de Charlie com o seu irmão morto, Sam, é comovente, mas não é nada saudável. Até que Tess entra na vida de Charlie. Porém, em um certo momento... puff ! Dá até para sentir raiva do mundo, mas finalmente Charlie entende o porquê da sua segunda chance e aí tudo é belo, tudo acaba bem, até mesmo para Sam, que encontra, finalmente, a paz.
OK, o filme é um completo dramalhão, mas quantos de nós não conhecemos quem já passou ou passa por uma situação dessas? Achei comovente, sensível e bonito. Não chorei, mas confesso que me senti bem quando Charlie finalmente optou pela vida.
Efron (Charlie) e Crew (Tess) fazem um casal bonito e convincente. Muito bom rever Kim Basinger. Fantástica a atuação do jovem Charlie Tahan (13 anos), como Sam.

Nota: 8

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A Morte e Vida de Charlie (Charlie St Cloud)
Diretor: Burr Steers
Atores: Zac Efron, Charlie Tahan, Amanda Crew, Kim Basinger
2010, drama - romance

domingo, 19 de dezembro de 2010

A Papisa Joana (Die Päpstin)

Das profundezas ocultas do Vaticano, chega uma história de intriga e paixão proibida, mantida em segredo pela Igreja Católica, durante milhares de anos. Num tempo em que a obediência total era exigida, Johannes/Johanna Anglicus (Johanna Wokalek) manteve-se como uma luz ao fundo do túnel numa era de trevas. No ano 853 A.C., após ter-se tornado um estudioso, curandeiro e professor de renome, ele ascendeu à posição mais elevada da terra: Papa da Igreja Católica. Dois anos depois, foi apedrejado até à morte por um segredo que se tornaria uma lenda. Johannes Anglicus era, na verdade, uma mulher – a única mulher alguma vez ordenada Papa, o único Papa que alguma vez concebeu um filho.

Baseado no romance histórico de Donna Woolfolk, de 1996, o livro se tornou filme, em uma produção alemã, em 2009. Não faço a mínima idéia se realmente houve uma Papisa, embora esse assunto vira e mexe aparece das cinzas, mas o fato é que o filme é muito bom.
O filme começa em 887 d.C., quando um Bispo (ao final do filme descobrimos a identidade dele e, confesso, fiquei com um sorriso nos lábios e comovida) chega a Roma, para verificar documentos sigilosos da Igreja, a fim de descobrir a existência da Papisa. Depois pula para trás, por volta de 814 d.C., quando do nascimento de Johanna.
Nascida em uma família pobre e rude, a pequena menina aprendeu, escondida, apenas com a ajuda do irmão mais velho, a ler e escrever, coisa que na época era inadmissível para uma mulher. E enfrentando a tudo e a todos, ela se travestiu de menino para seguir no caminho do conhecimento, mas sempre amando fervorosamente a Deus e aos humildes.
A história é linda e o filme é historicamente bem feito. Se existiu uma Papisa Joana, sinceramente, nós nunca saberemos e não vou aqui tecer conjecturas sobre isso, mas torno a afirmar, o filme é muito, mas muito mais do que isso e vale a pena ser visto.

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A Papisa Joana (Die Päpstin)
Diretor: Sönke Wortmann
Atores: Joahanna Wokalek, David Wenham, John Goodman, Iain Glen
2009, drama - história – romance