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domingo, 16 de janeiro de 2011

Globo de Ouro 2011

É chegada a temporada de premiações de Hollywood. Adoro todas, mas nem sempre consigo assistir. Porém, três premiações são imperdíveis para mim: o Emmy, o Globo de Ouro e o Oscar.
O Globo de Ouro, criado em 1944, é uma premiação organizada pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA) e se ele não é mais um termômetro para o Oscar, continua sento uma espécie de “esquenta”.
Neste domingo, dia 16 de janeiro, no hotel Beverly Hilton, em Beverly Hills, distrito de Los Angeles, várias celebridades, astros e estrelas, desfilaram pelo tapete vermelho. Aí já começa a ficar interessante, pois, obviamente, adoro ver os modelitos das atrizes. Algumas belíssimas e outras tantas tão... Bem, deixa prá lá.
Abaixo a relação dos grandes vencedores da noite. Será que você concorda com a imprensa estrangeira? Eu dei meus pitacos em algumas e você. Confira e comente também.

Melhor filme de Drama - A Rede Social
É um filme interessante. Jovial, rápido e bem montado. Interpretação perfeita de todos. Mereceu ganhar, mas O Cisne Negro também é muito bom.

Melhor atriz em filme de Drama - Natalie Portman (O Cisne Negro)
Excelente atuação e sua vitória, para mim, era obvia. Ela arrasa!

Melhor ator em filme de Drama - Colin Firth (O Discurso do Rei)

Melhor atriz coadjuvante - Melissa Leo (O Vencedor)

Melhor ator coadjuvante - Christian Bale (O Vencedor)

Melhor filme Musical ou Comédia - Minhas mães e Meu Pai
Dos indicados só esse podia ser o vencedor. Tem humor, tem drama, tudo em um estilo de organização familiar cada vez mais comum. O filme é muito bom mesmo.

Melhor atriz em filme de Comédia ou Musical - Annette Bening (Minhas mães e meu Pai)
Quando eu postei o meu comentário do filme eu disse que Annette foi perfeita e que merecia, no mínimo, uma indicação ao Oscar. Não sei quando a ele, mas este prêmio ela já levou merecidamente.

Melhor ator em filme de Comédia ou Musical - Paul Giamatti (Barney’s Version)

Melhor direção - David Fincher (A Rede Social)

Melhor Roteiro - A Rede Social (Aaron Sorkin)

Melhor Animação - Toy Story 3
Essa animação é maravilhosa. Você ri, você chora, você se identifica em várias passagens. Perfeito!

Melhor filme Estrangeiro - In a Better World (Dinamarca)

Trilha Sonora Original - Trent Reznor and Atticus Ross (A Rede Social)

Música original - You haven’t seen the Last of Me (Burlesque)

Melhor Série de TV de comédia ou Musical - Glee
Não sou chegada a filmes e muito menos série musical, mas essa me conquistou desde o primeiro episódio. Sou fã, não perco um e sua premiação foi justíssima.

Melhor atriz de série de comédia ou musical - Laura Linney (The Big C)

Melhor ator de série de comédia ou musical - Jim Parsons (The Big Bang Theory)

Melhor série de Drama - Boardwalk Empire

Melhor atriz de Série Dramática - Katie Segal (Sons of Anarchy)

Melhor ator de Série Dramática - Steve Buscemi (Boardwalk Empire)

Melhor minissérie ou telefilme - Carlos

Melhor atriz de minissérie ou telefilme - Claire Danes (TempleGrandin)

Melhor ator de minissérie ou telefilme - Al Pacino (You don’t know Jack)
Ainda não vi esse filme, mas Al Pacino é O cara. Se ele fizer o papel de uma parede, ele será a melhor parede já representada. O cara é fera!

Melhor atriz coadjuvante de série, minissérie ou telefilme - Jane Lynch (Glee)
A personagem dela é Sue Silvester, uma vilã, mas é impossível não cairmos na gargalhada com o seu jeito completamente louco de ser.

Melhor ator coadjuvante de série, minissérie ou telefilme - Chris Colfer (Glee)
Fiquei emocionada. Primeiro porque adoro a série e adoro a atuação dele, que faz, de maneira simples e bem humorada, um personagem gay. Segundo porque ele dedicou o prêmio a todos que sofrem de bullying. Achei perfeito!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Minhas TOP Séries - 2010

Com a chegada das festas de fim de ano, nada mais clássico do que as listas. Por isso, resolvi fazer as minhas listas de séries e filmes preferidos.
Começarei com as séries que fizeram a minha cabeça nesse ano de 2010 e já torço para que continuem fazendo no próximo ano.
Tentarei evitar os “spoilers”.


> Bones (Bones) – Drama, Policial – Atores: Emily Deschanel, David Boreanaz
A série trata de investigação em casos de assassinato tratados pelo FBI envolvendo com os restos mortais das vítimas - especialmente ossos - que são analisadas pelos pesquisadores do Jeffersonian Institution comandados pela Dra. Temperance “Bones” Brennan (Emily Deschanel) após terem sido trazidos pelo agente especial Seeley Booth (David Boreanaz).


Uma série cheia de esqueletos, vermes, com diálogos rápidos e cheios de termos específicos dos cientistas, mas tudo regado com muito bom humor.
Todos os atores estão perfeitos em seus personagens. Adoro a dupla razão e emoção e, claro, faço parte daqueles fãs que adorariam que a dupla Bones & Booth finalmente formasse um casal romântico. Talvez o chame da série seja exatamente a não realização desse nosso desejo.


> Brothers & Sisters (Brothers & Sisters) – Comédia, Drama – Atores: Sally Field, Calista Flockhart, Rachel Griffiths, Dave Annable
Brothers & Sisters retrata os dramas de uma família moderna. A série conta os segredos da família Walker, que começam a vir à tona quando morre William Walker, o patriarca da família. Na tentativa de recompor a família como o porto seguro, Nora Walker (Sally Field) e seus cinco filhos; Sarah (Rachel Griffiths), Thomas (Balthazar Getty), Kevin (Matthew Rhys), Justin (Dave Annable) e Kitty (Calista Flockhart), tentam balancear suas próprias vidas refletindo as contradições, os dramas e os segredos dos laços familiares.


Estou achando que a série não emplacará a 6ª temporada e é uma pena.
B&S é um show de atuação, com diálogos rápidos e sarcásticos. Sally Field, minha eterna noviça voadora, continua arrasando, mas o personagem que mais gosto é o Kevin (Matthew Rhys) que faz o filho advogado abertamente gay. Ele é hilário e nada caricato. Um fofo!


> Dexter (Dexter) - Drama, Crime, Mistério, Suspense – Atores: Michael C. Hall, Jennifer Carpenter
De dia, Dexter (Michael C. Hall) é um pacato analisador de sangue que trabalha no Departamento de Polícia de Miami. À noite, ele é um assassino serial sangue-frio que mata e fatia em pedaços outros assassinos seriais que a Justiça não conseguiu prender. As habilidades forenses, a dificuldade de se relacionar com pessoas, a aparente falta de sentimentos e os flashbacks com o seu pai adotivo, fazem de Dexter uma série única e inesquecível.


OK, ele é um serial-killer, mas nós o absolvemos porque o seu foco são os bandidos. Na 5ª temporada, Dexter passa por uma reviravolta em sua vida pessoal e nós ficamos aqui, torcendo para que ele reencontre o seu caminho. A atuação de Michael C. Hall é perfeita. A série é apaixonante.


> Glee (Glee) – Comédia, Musical – Atores: Lea Michele, Cory Monteith, Jane Lynch, Matthew Morrison
A história da série é focada nos esforços do professor de espanhol Will Schuester (Matthew Morrison), em reerguer o coral da escola William McKinley em Lima, Ohio, chamado de "Glee Club" (Clube do Coral), que no passado foi motivo de grande orgulho para todos os alunos na instituição.


Para mim, tirando um e outro, os musicais são cansativos e chatos, mas Glee me conquistou desde o 1º episódio.
A trilha musical é excelente, os atores cantam muito, as coreografias são boas. Nessa 2ª temporada, os episódios que aborda a religião e o halloween com Rock Horror Show, foram excelentes. Tudo isso apresentado pelos alunos pouco populares e estigmatizados do colégio: Artie, cadeirante; Tina, finge ser gaga; Quinn que fica grávida do melhor amigo do namorado; Kurt, homossexual; Rachael que se acha a última bolacha do pacote; etc.
Embora a treinadora das líderes de torcida, Sue Sylvester, continue insuportável, não tem como não rirmos com seus exageros e neuras. Aliás, ela arrasou cantando a música Vogue!


> The Vampire Diaries (The Vampire Diaries) – Drama, Romance, Terror – Atores: Nina Dobrev, Paul Wesley, Ian Somerhalder
A série se passa na cidade fictícia de Mystic Falls, Virginia, uma cidade carregada de história sobrenatural, e conta a história de Elena Gilbert (Nina Dobrev), que se apaixona por um vampiro de 162 anos de idade, chamado Stefan Salvatore (Paul Wesley). Suas vidas se tornam mais e mais complicada, pois o irmão de Stefan, Damon (Ian Somerhalder) retorna à cidade com uma vingança contra seu irmão. Ambos os irmãos começam a mostrar afeição por Elena, principalmente por causa de sua semelhança com o seu amor do passado, Katherine (Nina Dobrev).


Eu li os livros e posso afirmar: eis uma série que suplanta os livros os quais foi baseada (The Vampire Diaries, da americana Lisa Jane Smith).
Na 2ª temporada o clima está mais intenso uma vez que agora temos a presença de Katherine (ela é ruim mesmo!), lobisomens e novos vampiros, por enquanto.


> True Blood (True Blood) – Drama, Romance, Terror – Atores: Anna Paquin, Stephen Moyer, Alexander Skarsgård
True Blood fala sobre a co-existência de vampiros e humanos em "Bon Tomps", uma pequena cidade fictícia localizada em Louisiana. A série é focada em Sookie Stackhouse (Anna Paquin), uma garçonete telepata que se apaixona pelo vampiro Bill Compton (Stephen Moyer). Mas ela pode vir a mudar de opinião, à medida que desvenda os mistérios que envolvem a chegada de Bill em sua cidade.


Confesso que na 1ª temporada eu levei um susto com tantas cenas de sexo, tudo junto e ao mesmo tempo. Depois, acostumei!
Mas a 3ª temporada foi fraquinha demais, muito chata, inclusive. Mesmo assim, foi um verdadeiro colírio poder confirmar o que os sentidos já sabiam: Alexander Skarsgård é um GATO, com ou sem roupa!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

The Walking Dead

A série é baseada na HQ homônima criada por Robert Kirkman. No seriado, descobriremos como é a vida na Terra após um apocalipse zumbi, em que a enorme maioria da população da terra foi infectada por um vírus misterioso que os transforma em mortos-vivos. Os poucos humanos que sobreviveram à epidemia agora devem se unir para encontrar um novo lar, longe dos zumbis.O grupo é liderado por Rick Grimes (Andrew Lincoln), um policial que acordou sozinho em um hospital cercado por mortos-vivos e agora procura sua esposa, Lori (Sarah Wayne Callies), e seu filho. Ele se junta a Shane (Jon Bernthal), seu ex-parceiro na polícia; Andrea (Lauren Holden), uma das duas irmãs que escapou da praga; Glenn (Steven Yeun), um varredor de ruas experiente; entre outros humanos igualmente assustados que lutam para escapar do vírus.

Eu gosto de filme de terror, mas fiquei meio assim assim, quando vi as chamadas para a nova série que estreou na Fox: The Walking Dead. Foi algo como momento eca! A visão de vários, muitos, um monte de zumbis não são propriamente um convite irresistível, mas resolvi conferir.
Tirando algumas cenas nojentérrimas (tripas espalhadas, corpos se decompondo, zumbis comendo um cavalo...), a série é, na verdade, meio devagar, tranqüila, tipo a passos de zumbi, mas os ganchos para o episódio seguinte são bons e, por isso, continuo vendo.
Além disso, estamos no segundo episódio e tem algumas perguntas que estão no ar: O que aconteceu com as pessoas? Foi com a Terra toda? Por que uns foram atingidos e outros não? Ahhhh e tem o que, por enquanto, é o bafão da série: a mulher do subdelegado está tendo um caso, atualmente, com o auxiliar do marido. Só que o maridão dela está vivinho da silva, é o herói da série, e está procurando por ela e pelo filho. E aí?! Que situação tosca hein?! Como disse, mais um gancho para assistir aos próximos capítulos.

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The Walking Dead
Criador: Robert Kirkman
Atores: Andrew Lincoln, Sarah Wayne Callies, Jon Bernthal
2010, terror

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

$#*! My dad says (em português seria: As merdas que meu pai fala!)

“$#*! My Dad Says” é baseada na popular conta de Twitter de Justin Halpern, um roteirista que registrou em seu diário os comentários que seu pai fazia no dia a dia, acreditando que um dia poderia utilizá-lo como material para seus personagens. A nova comédia da CBS, estrelada por William Shatner, mostra Ed Goodson, um pai cheio de opiniões (muitas vezes inapropriadas) que não tem medo de falar aquilo que ache para quem quiser ouvir.

Sou fã de William Shatner, desde o tempo do querido comandante da USS Enterprise, capitão James T. Kirk, e órfã da fantástica série Justiça sem Limites (Boston Legal), em que ele brilhava junto com o também incrível James Spader. Com tudo isso, fiquei curiosa em conhecer a nova série estrelada por Shatner, a “Shit! My dad says”. Por isso, baixei os 3 primeiros episódios que estão disponíveis na internet (a série ainda não estreou em terras tupiniquins) para dar uma conferida.
Sabe aquele tipo de série cômica que só americano acha graça? Pois é, “$#*!...” é esse tipo de série. Não gostei !
Dei uma risada ou outra, Shatner continua um gordinho charmoso, mas a sitcom é boba, não me diz nada e não vale nem os 30 minutos de sua duração.

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$#*! My dad says
Criador: Justin Halpern
Atores: William Shatner, Jonathan Sadowski, Nicole Sullivan, Will Sasso
2010, comédia

domingo, 8 de agosto de 2010

Meu Malvado Favorito (Despicable)

Num tranqüilo e feliz bairro de subúrbio, onde as casas têm cercas com arranjos de flores, há uma única casa sombria e cujo jardim está morto. Os vizinhos não têm conhecimento disso, mas ali se encontra o esconderijo secreto de um vilão assustador chamado Gru, que planeja o maior golpe do mundo, ele vai roubar a Lua. Gru acredita que pode vencer qualquer um que cruzar o seu caminho. Isso até o dia em que conhece as garotinhas órfãs Margo, Edith e Agnes. Elas são as únicas que conseguem ver naquele homem o que ninguém jamais viu um pai em potencial.

Desde que vi o trailer deste filme, já fiquei interessada em assisti-lo. Por isso, não sei se eu levei a minha afilhada ou se ela me levou, mas o fato é que fomos assistir o Meu Malvado Favorito, o primeiro filme dos estúdios Universal/Illumination em uma área dominada, há anos e com grande sucesso, pela Pixar (Toy Story, Monstros S.A., Procurando Nemo etc) e a DreamWorks (Kung Fu Panda, Como treinar seu Dragão, Shrek etc).
Gru, o maior vilão do mundo (pelo menos é o que pensa), tem um visual que me fez lembrar o Nosferatu, só que corado e engraçado. As órfãs Agnes, Edith e Margô são fofíssimas, principalmente a Agnes, uma espécie de irmã um pouco mais velha da Boo (Monstros S.A.). A mãe de Gru, quando mais velha, lembra muito a vovozinha da Chapeuzinho Vermelho (Deu a louca na Chapeuzinho), só que mais queixuda. Outros personagens engraçados são os minions, criaturinhas amarelinhas, uma espécie de exército de fiéis e atrapalhados ajudantes de Gru e de seu braço direito, o cientista Dr. Nefário.
O filme tem momentos muito engraçados, como as várias maldadezinhas de Gru; o passeio dele com as meninas pelo parque; na barraca de tiro, momento impagável, bem como a história dos três gatinhos para dormir. O desejo de Gru é roubar a lua, mas usando o raio encolhedor. Uma história interessante que poderia ter sido mais bem trabalhada, do mesmo modo que a relação dele com as órfãs que acaba adotando, a princípio por interesse e depois por amor.
Garantia de momentos de muitos “owns” com as carinhas das órfãs e muitas risadas com Gru e companhia, o filme, mesmo assim, tem momentos de lentidão e chatice, mas nada que comprometa o resultado final.
“Meu Malvado Favorito” estreou em terras brasileiras apenas em cópias dubladas (uma pena porque prefiro o som original, mas gostei da dublagem de Leandro Hassun – Gru, e de Marcius Melhem – Vetor) e em 3D. Infelizmente, o fato de ter apenas em 3D impedirá a ida de centenas de crianças, uma vez que o valor do ingresso (em alguns cinemas custa R$28 e R$14) é, simplesmente, um roubo!

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Meu Malvado Favorito (Despicable)
Diretor: Pierre Coffin, Chris Renaud
Vozes: Steve Carell, Jason Segel, Julie Andrews
2010, animação

domingo, 25 de julho de 2010

O Pequeno Nicolas (Le Petit Nicolas)

O garoto Nicolas leva uma vida tranquila. É muito amado por seus pais, tem uma turma de amigos com quem se diverte bastante. Para ele, nada precisa mudar. Mas um dia, Nicolas surpreende uma conversa entre seus pais que o faz achar que a mãe está grávida. O menino entra em pânico e já imagina o pior: tão logo nasça um irmão, seus pais deixarão de lhe dar atenção e vão abandoná-lo na floresta como as histórias do Pequeno Poucet, de Perrault. Adaptado das histórias infantis de René Goscinny (criador dos quadrinhos Astérix et Obélix) e Jean-Jacques Sempé.

Você aceita uma sugestão de comédia, talvez a melhor desse ano? Esse é o filme: O Pequeno Nicolas, uma produção francesa.
O filme começa quando a professora escreve, no quadro, o tema da redação: “O que você vai ser quando crescer?” Para o pequeno Nicolas (Maxime Godart) esse tema não é fácil já que ele não faz a mínima idéia do que quer ser, ao contrário dos seus colegas... E aí, Nicolas apresenta os seus amigos, um a um, todos entre 6 e 7 anos. Um quer ser ministro, para ir aos vários banquetes que, certamente, será convidado; outro tem pai rico e pretende trabalhar com ele; um quer ser bandido e quando interpelado pelo amigo que diz que isso não é profissão, é rápido na resposta: “É sim! Se não houver bandido não existe polícia.” Simples assim.
O senso de amizade desses pequeninos é demonstrado quando todos resolvem ajudar Nicolas, já que ele acha, baseado que seu pai levou o lixo pra fora de casa, sem resmungar, que seus pais lhe darão um irmãozinho. Por isso, o destino dele é ser abandonado na floresta. É uma tragédia! Eles se envolvem nas maiores confusões, dentro e fora do colégio, a fim de evitar que isso aconteça. Isso é ou não é prova de amizade?
Mas não pense você que só as crianças aprontam nesse filme. Não ! Os pais de Nicolas, interpretados por Valérie Lamercier (mãe) e Kad Merad (pai), também se metem no mais surreal jantar oferecido ao chefe, Sr. Moucheboume. Nicolas tem a quem puxar...
A atuação dos pequenos foi brilhante, bem como a do diretor do colégio e a do inspetor. Mas tenho que registrar a interpretação fantástica de Sandrine Kiberlain, como a professora. Sua expressão transitou entre o esgotamento total e o carinho pelos alunos, que nunca deixou de existir.
O filme é um encantador e sensível poema áudio-visual que retrata os sentimentos complexos e a imaginação extra fértil das crianças. É impossível ficar indiferente ao filme. Não sei não, mas acho que esse tipo de humor do cinema francês está me conquistando. C'est la magie du cinema!

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O Pequeno Nicolas (Le Petit Nicolas)
Diretor: Laurent Tirard
Atores: Maxime Godart, Valérie Lamercier, Kad Merad
2010, comédia

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O Golpista do Ano (I love you Phillip Morris)

Steven Russell (Jim Carrey) é um homem que tem uma vida feliz ao lado de sua mulher (Leslie Mann). Mas quando ele sobrevive a um grave acidente de carro, sua vida muda para sempre. Steven assume que é gay e decide aproveitar tudo o que a vida pode lhe oferecer de melhor, nem que para isso tenha que dar alguns golpes. Baseada em fatos reais.

Eu lembro que a primeira vez que vi um pouco desse filme foi em um trailer no cinema e não gostei. Achei, confesso, muito gay e, por isso, não dei a mínima importância. Essa semana recebi um link para baixar o filme. Baixei, assisti e adorei !
A atuação de Carrey só não foi ótima pelo excesso de caras e bocas. Já a atuação de Ewan McGregor foi delicada e muito convincente, e equilibrou o filme que seguiu, do início ao fim, entre o humor, drama e romance. Mas na verdade eu fiquei impressionada foi com a história (por mais absurda que pareça) real de Steven Russell.
Russell sempre foi um jovem sonhador e visionário. Adotado, ele cresceu com os valores religiosos sempre em primeiro plano. Trabalhou como policial, casou-se, teve filhos, tudo isso em felicidade absoluta. Só que após um grave acidente ele descobre-se gay. Abandona família, trabalho e começa a viver de golpes. Vai preso e no presídio se apaixona, perdidamente, por Phillip Morris e aí a vida e os golpes, cada vez mais milionários, começam porque, afinal de contas, viver muito bem o “gay’s style life” é caro.
Chega a ser inacreditável o que Russel fez durante anos. No início do filme nós já somos advertidos com a frase: “Essa história realmente aconteceu. Ela realmente aconteceu.” Achei estranho, mas quando o filme acabou eu estava de boca aberta e, sozinha, na frente do meu computador, antes de cair na gargalhada, soltei um sonoro: PQP!
Toda a história se passa no Texas, na época em que o governador de lá era George Bush. A vergonha e o embaraço foram tantos que Steven recebeu sentença de prisão perpétua sem precedentes e está lá até hoje!
Quando acabei de assistir, a primeira coisa que fiz foi entrar no Google e pesquisar mais sobre Steven Russell. Acho que um dos serviços do cinema é justamente esse: nos fazer buscar por mais informações sobre aquilo que vimos, mesmo que nesse caso o personagem principal seja um representante da ilegalidade, mas isso já é uma outra história.

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O Golpista do Ano (I love you Phillip Morris)
Diretor: John Requa, Glenn Ficarra
Atores: Jim Carrey, Ewan McGregor, Leslie Mann
2010, drama – humor

A Jovem Rainha Vitória (The Young Victoria)

A Jovem Rainha Victoria acompanha os primeiros anos de reinado da Rainha do Reino Unido e o seu relacionamento com o Príncipe Albert. Victoria com seus 17 anos está no centro de uma luta pelo poder real. O seu tio, o Rei Guilherme IV, está para morrer e Vitória é a herdeira do trono.

Adoro filmes históricos e os que retratam a vida de reis e rainhas, e os meandros da monarquia, são ainda mais fascinantes. A Jovem Rainha Vitória foi uma deliciosa surpresa para mim.
O filme nos apresenta uma Vitória jovem, cheia de frescor (como diriam os críticos da época), mas de personalidade forte.
Dominada pela mãe e por seu conselheiro, sir John Conroy, eles queriam que Vitória assinasse uma Ordem de Regência, o que permitiria a ambos governarem a Inglaterra até os 25 anos dela. Claro que ela não assinou(de boba ela não tinha nada), e deixou claro que nem mesmo em sonho esqueceria essa tentativa de manipulação.
Sentindo-se, como em suas próprias palavras, "uma peça de xadrez em um jogo contra sua vontade", ela também, já como rainha, cometeu alguns erros políticos, quase provocando uma crise institucional no reino. É nesse momento que a figura/presença de Albert Saxe-Coburg torna-se cada vez mais importante, até que a Rainha Vitória pede-o em casamento e, aos 21 anos de idade, casa-se com ele.
É bonito ver o amor e o respeito nascerem e crescerem entre ambos. As divergências de idéias só fizeram com que a admiração entre ambos se fortalecesse. Quando ficou viúva, aos 42 anos, abalada, a Rainha evitava sair de casa. Ela guardou luto e usou preto até o fim de sua vida, deixando claro a todos que havia perdido um marido dedicado, amado e conselheiro.
Vitória reinou durante 63 anos, o reinado mais longo até hoje.
Emily Blunt (Rainha Vitória) tem uma atuação serena e discreta, mas junto com Rupert Friend (Albert Coburg) eles formaram um casal bem convincente. O filme merece ser visto. Senão pelo valor histórico, pelo menos pela beleza dos cenários, figurinos e paisagens.

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A Jovem Rainha Vitória (The Young Victoria)
Diretor: Jean-Marc Vallée
Atores: Emily Blunt, Rupert Friend, Miranda Richardson
2010, drama

Solomon Kane (Solomon Kane)

Salomon Kane é, praticamente, uma máquina mortal, que vive no século 16. Ele descobre que suas ações brutais e cruéis não são certas. Arrependido pelo que fez, Kane jura a si mesmo que viverá uma vida de paz e solidariedade, mas é obrigado a lutar pela última vez com um inimigo que ameaça a todos.

Sabe aqueles filmes que caem bem assistir debaixo de um edredom, com pipoca e refrigerante? Esse é o filme.
Os primeiros 10 minutos tem uma mescla de ação, suspense e terror, e ficamos com uma dúvida: Kane é o herói ou o vilão?
Ao mesmo tempo em que o filme vai se desenvolvendo, ficamos sabendo que Kane é o herói, cheio de sentimento de culpa e remorso, e vai salvar a bela mocinha para, ao mesmo tempo, salvar a sua própria alma. É justo, já que ele luta contra um feiticeiro do mau, um irmão morto-vivo e, de quebra, com o “coisa-ruim”.
Cheio de situações óbvias, algumas até engraçadas, o filme também é rico em frases de força, do tipo: “Longa é a estrada que um peregrino anda em nome de sua fé.” Boa né ?!
Não é uma maravilha de filme, mas serve para passar o tempo.

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Solomon Kane (Solomon Kane)
Diretor: Michael J. Bassett
Atores: James Purefoy, Pete Postlethwaite, Rachel Hurd-Wood
2010, aventura

domingo, 18 de julho de 2010

Cartas para Julieta (Letters to Juliet)

Jovem americana (Sophie/Amanda Seyfried) viaja para Verona, Itália, a famosa e inspiradora cidade onde foi criada a personagem Julieta Capuleto. É neste local que ela descobre um grupo de mulheres, as Secretárias de Julieta, que costuma responder às cartas - deixadas num muro. A garota então responde a uma dessas cartas, datada de 1951, o que acaba inspirando a autora a viajar para a Itália em busca daquele que sempre foi sua verdadeira paixão. O fato também desencadeia uma série de eventos que irá mudar a vida de todos.

OK ! Podem me chamar de sonhadora, manteiga derretida, completamente boba, mas eu adooooooooro filmes desse tipo. Qual a mulher que não gosta de uma bela história de amor?
Esse filme foi tudo de bom para mim. Uma trilha sonora caprichada com Colbie Caillat e Taylor Swift, atuações perfeitas... Como foi bom rever Vanessa Redgrave delicada e forte, como sempre. Boa surpresa foi o ator Christopher Egan (achei muito parecido com o falecido Heath Ledger), pelo menos para mim que só o vi no filme “Eragon”. Amanda Seyfried, mais uma vez, transbordando doçura. Gael com atuação apagada, tal qual o seu personagem. Perfeito!
A história é totalmente previsível, como todo filme romântico deve ser, mas mesmo assim ficamos o filme todo torcendo por um final feliz. Não queremos um desfecho com morte como em “Romeu e Julieta”, mas sim um final vivo, muito vivo, porque é muito importante continuarmos acreditando que o amor verdadeiro existe e jamais morrerá.

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Cartas para Julieta (Letters to Juliet)
Diretor: Gary Winick
Atores: Amanda Seyfried, Gael García Bernal, Vanessa Redgrave, Christopher Egan
2010, romance

sábado, 17 de julho de 2010

Encontro Explosivo (Knight and Day)

June (Cameron Diaz) é uma mulher solteira que espera mudar sua vida marcando um encontro às escuras com Roy Milner (Tom Cruise). Ela não dá sorte. Milner a leva para uma aventura cheia de perigo, onde ninguém é o que parece. Aos poucos, ela começa a desconfiar que esteja se envolvendo com um espião. Depois de tanta aventura, June terá de decidir se Milner é um vilão ou a única pessoa em quem pode confiar.

Tom Cruise continua com aquele sorriso maroto, de dentes perfeitos, irresistível. Fez vários filmes interessantes, com atuações variando entre excelente e mediana. De qualquer maneira a sua praia são mesmo os filmes de ação e ele não faz feio não.
Cameron Diaz, para mim, nunca foi nada demais como atriz. Fez filminhos bobos, alguns de ação, algumas comédias, mas nada que a catapultasse para o topo do estrelato, pelo menos até agora.
A trama do filme é o de sempre: mocinho foge porque está sendo perseguido e acusado injustamente (CIA ou FBI, tanto faz!); mocinha cai na história meio que de paraquedas; mocinha acha mocinho um lunático e quer sair fora, mas no meio de tantas dúvidas ela opta em acreditar no mocinho; bang-bang, mocinho atira para todos os lados e mocinha ajuda; vrum-vrum, cenas de ação com o mocinho no capô e teto do carro (uma constante para o nosso baixinho incansável Cruise/Milner); mocinha faz merda; mocinho é dado como morto; mocinha tenta consertar a merda que fez; mocinho aparece e salva a mocinha e juntos salvam o mundo e se salvam também.
Encontro Explosivo é ação, humor e romance, tudo isso junto e misturado. É o típico filme sessão da tarde com pipoca: não te acrescenta nada, mas você também não perde nada.

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Encontro Explosivo (Knight and Day)
Diretor: James Mangold
Atores: Tom Cruise, Cameron Diaz
2010, ação – comédia – romance

domingo, 4 de julho de 2010

A Saga Crepúsculo: Eclipse (The Twilight Saga: Eclipse)

Bella Swan (Kristen Stewart) e Edward Cullen (Robert Pattinson) planejam se casar assim que chegar a formatura, o que marcará também a transformação de Bella em vampira. Paralelamente, Jacob Black (Taylor Lautner), apaixonado por Bella, decide lutar pelo seu amor. Só que a vida do trio está em perigo quando uma legião de vampiros recém-criados começa a atacar em Seattle, cidade próxima ao local em que vivem.

E lá fui eu ao cinema para ver Eclipse, ao lado de minha afilhada, de 11 anos. Depois de ficarmos uns bons minutos escolhendo que tipo de pipoca e qual o brinde queríamos (optamos pelo copão, com a cara do Robert Pattinson, é claro!), seguimos para a sala de projeção.
Como eu já tinha baixado o filme na net (em russo!), fui logo avisando: quando tiver as cenas de beijo, tamparei os seus olhos para você não ver nada. A pré-adolescente quase enfartou! “Ah, por favor, você tá brincando, né ?!” Eu não aguentei e caí na gargalhada. Como sou mázinha... rs Filme iniciado e total atenção.
Tirando o primeiro livro, que não é de todo ruim, achei uma droga todos os outros: Lua Nova, o pior deles; Eclipse e o Amanhecer. Porém, adoro os filmes. Assim sendo, em minha opinião, a saga Crepúsculo só presta nos filmes.
Nesse filme, praticamente a guerra entre Victoria, com os recém-criados, e os Cullens e os lobisomens, ficou meio de lado. O que aparece como fio condutor é o triangulo amoroso quente e frio de Bella, Edward e Jacob. No ata e nem desata desse relacionamento, que gerou até alguns comentários sarcásticos e maldosos do público que assistia ao filme, o filme vai se desenrolando.
Achei o trio, Pattinson, Stewart e Lautner, bem mais confortável em seus papéis, mesmo que, algumas vezes, a cara de “ai que nojo” e “sou um vampiro atormentado” predomine no rosto de Edward/Pattinson. Felizmente, também, a maquiagem deu uma reduzia nos quilos e mais quilos de pó-de-arroz na cara dos vampiros.
Eclipse não é um clássico e não é um filme sensacional, mas é um filme gostoso de assistir. Qual a mulher que não gostaria de ser disputada por 2 gatos? Amar e ser amada por um homem carinhoso, cuidadoso e companheiro? Essa é a fórmula do sucesso de Sthephenie Meyer, autora dessa saga que se tornou uma febre mundial.
O interessante foi ver o público do cinema. Pouquíssimos homens e mulheres sozinhos, pouquíssimos casais e muita, mas muitas meninas adolescentes em bando. Quando o personagem Jacob aparece pela primeira vez, sem camisa, uma jovem exclamou bem alto, assim, do fundo de sua alma: “Ai meu Deus!” A sala veio abaixo em uma sonora gargalhada. E vamos combinar, Taylor Lautner tem, realmente, um corpinho de deus grego bronzeado.

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A Saga Crepúsculo: Eclipse The Twilight Saga: Eclipse
Direção: David Slade
Atores: Kristen Stewart , Robert Pattinson , Taylor Lautner
2010, romance

domingo, 27 de junho de 2010

Shrek para sempre (Shrek forever after)

Shrek virou um homem de família e, ao invés de ficar assustando os moradores locais, agora, o ogro vive dando autógrafos. Sentindo falta do passado, quando realmente se sentia como um ogro, Shrek assina um contrato com o falante Rumplestiltskin, que resulta em uma tragédia. Sua vida muda completamente, ele passa a viver em mundo que é o oposto do Reino Tão Tão Distante, em que os ogros são caçados. Agora, só Shrek pode desfazer seu erro, salvando seus amigos, sua terra que corre risco e mostrar a sua esposa Fiona que realmente a ama.

Impossível não se apaixonar por Shrek, Fiona, Burro e o Gato de Botas. Foi assim nos dois primeiros filmes e, mais uma vez, comprovado no terceiro.
Basicamente a história gira em torno de algo que, mais dia ou menos dia, sempre descobrimos: Não sabemos que temos uma vida perfeita até que a perdemos. E é esse conhecimento que Shrek adquire a duras penas. Porém, quando se tem amigos, - ele recupera a amizade de um por um -, as lições da vida são consideravelmente menos sofridas.
Cheio de momentos hilariantes, como a primeira cena do Gato de Botas, sofrendo com o excesso de bom tratamento, vamos dizer assim, e o reencontro do Burro com sua esposa, Arghelia, o dragão, Shrek continua sendo um programão para toda a família.

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Shrek para sempre (Shrek forever after)
Diretor: Mike Mitchell
Vozes: Mike Myers, Cameron Diaz, Eddie Murphy, Antonio Banderas
2010, animação

domingo, 13 de junho de 2010

Quando a única saída é o fim

“O Escafandro e a Borboleta” - Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) tem 43 anos, é editor da revista Elle e um apaixonado pela vida. Mas, subitamente, tem um derrame cerebral. Vinte dias depois, ele acorda e descobre que está paralisado: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Aprende a se comunicar piscando e cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória.

“Mar Adentro” - Ramón Sampedro (Javier Bardem) é um homem que luta para ter o direito de pôr fim à sua própria vida. Na juventude ele sofreu um acidente, que o deixou tetraplégico e preso a uma cama por 28 anos. Lúcido e extremamente inteligente, Ramón decide lutar na justiça pelo direito de decidir sobre sua própria vida, o que lhe gera problemas com a igreja, a sociedade e até mesmo seus familiares.

No último final de semana resolvi assistir ao filme “O Escafandro e a Borboleta”. Eu já tinha lido o livro, mas ainda não tinha tido a oportunidade de ver a película e adorei. Achei perfeita, conforme o livro. Aliás, o filme remeteu-me a outro, muito bom também, chamado “Mar Adentro”. Ambos levaram-me a uma reflexão profunda e contundente.
No início do “O Escafandro...”, o neurologista, Dr. Alain Lepage, explica exatamente o que aconteceu com Jean-Do, sem meias palavras e sem doses anestésicas... “No passado, você provavelmente teria morrido de um derrame. Mas agora as técnicas de reanimação progrediram a ponto de podermos prolongar a vida.” Aí eu pergunto a mesma coisa que Jean-Do pensou: “Isto é vida?”
Ser prisioneira dentro do seu próprio corpo, isso é vida? Vegetar em cima de uma cama, isso é vida? Não poder falar, apenas se comunicar com piscadelas, isso é vida? Sejamos sinceros: isso não é vida!
Não adianta livros de auto-ajuda, orações ao bom Deus, palavras de força e ânimo porque nada disso fará eu mudar de idéia. Prefiro que desliguem as máquinas, prefiro que me libertem, prefiro a saída final e digna. Não quero saber de organizações religiosas pregarem o inferno eterno para mim ou para quem desligar as máquinas, porque nem mesmo o inferno deve ser pior do que ficar vegetando e sentindo os olhares piedosos das pessoas que, por ventura, estarão ao meu lado.
No “O Escafandro...”, Jean-Do não tem nem “direito” de reclamar da “vida” que leva. Ao piscar os olhos e ditar as palavras, o interlocutor logo rechaça o seu momento de desabafo. Já no “Mar Adentro”, Ramón pode soltar toda a sua ira, toda a sua frustração, já que não perdeu a voz.
Nos momentos finais, Ramón deixa, em gravação, o testemunho dos anos "vividos" e sua decisão final, mas não menos sofrida: “Caros juízes, autoridades políticas e religiosas. O que significa para vocês dignidade? Seja qual for a resposta das suas consciências, saibam que para mim isto não é viver dignamente. Eu queria, ao menos, morrer dignamente. Hoje, cansado da preguiça institucional, vejo-me obrigado a fazê-lo às escondidas, como um criminoso. (...) Considero que viver é um direito, não uma obrigação, como foi no meu caso. Forçado a suportar esta penosa situação durante 28 anos, 4 meses alguns dias. Passado este tempo, faço um balanço do caminho percorrido e não me dei conta de ter havido felicidade. Só o tempo que passou, contra a minha vontade, durante a maior parte da minha vida, será a partir de agora o meu aliado. Só o tempo e a evolução das consciências, decidirão algum dia, se o meu pedido era razoável ou não.”
Não ousem pensar que essa saída é a mais fácil, ou que é uma saída covarde, pois não é. Muito pelo contrário, essa saída é a mais difícil, a mais dolorosa e a mais corajosa de todas. É uma saída extremamente racional, mas carregada de emoção.

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O Escafandro e a Borboleta (Le Scaphandre et le Papillon)
Diretor: Julian Schnabel
Atores: Mathieu Amalric , Emmanuelle Seigner , Marie-Josée Croze , Anne Consigny
2007, drama


Mar Adentro (Mar Adentro)
Direção: Alejandro Amenábar
Atores: Javier Bardem, Belém Rueda, Lola Dueñas
2004, drama

sábado, 29 de maio de 2010

Split - nova série de tv

E mais uma série de vampiros estreou hoje, no canal Boomerang: Split.
Ella (Amit Farkash), jovem de 15 anos, sente-se deslocada nesse mundo até que um dia descobre que essa insegurança toda não é somente devido a idade, mas principalmente porque ela é meio humana e meio vampira. Hmmmm Claro que ela tem um admirador, 100% humano, o Omer (Yedidya Vital), mas o coração dela bate mais forte na presença de Leo (Yon Tomerkin) que, adivinhe se for capaz... Sim, ele é 100% vampiro! Ah, mas o que você não sabe é que a missão dele é encontrar Ella (e achou!) e protegê-la, já que a missão dela é: salvar o mundo, acabando com a briga entre homens e vampiros.
Bom, o mote da série não é nenhuma novidade, muito pelo contrário, mas o que chamou a minha atenção foi que esta é uma série israelense: criada e passada em Israel. Só essas informações já me deixaram curiosa e lá fui eu assistir ao episódio piloto.
Programei minha televisão. Como não havia menção do nome "Split" às 21:30h, resolvi marcar também meia hora antes, por precaução. E não deu outra, às 21h começou, ou melhor, foram 30 minutos de teasers, spots e sei lá mais o quê, mas continuei firme a forte. Às 21:30h realmente começou e só durou 30 minutos. Achei pouquíssimo e espero, sinceramente, que não seja série de meia hora.
Não entendo nada de tipo de filme usado para filmar, mas visualmente achei a série clara demais, até quando deveria ser algo mais soturno. O excesso de luz lembrou-me as novelas mexicanas. Algumas atuações também, diga-se de passagem. Inclusive, a dublagem robotizada foi algo à parte, sem contar que a tradução circunstâncias "extenuantes" ao invés de atenuantes foi motivo de incredulidade e risadas da minha parte.
Mas a série está começando e sinto que no fundo, mas bem lá no fundo ela até tem potencial. Por isso, darei outras oportunidades. Afinal de contas, como diz uma das chamadas da série: "A série de vampiros que corre em suas veias", então vamos deixar correr e ver no que vai dar.

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Split
Criador: Shira Alon
Atores: Amit Farkash, Yon Tomerkin, Yedidya Vital, Alex Ansky
2010, ficção

terça-feira, 25 de maio de 2010

Lost (Lost)

Série de TV que mostra a vida dos sobreviventes de um acidente aéreo (vôo 815 da Oceanic Airlines) em uma misteriosa ilha tropical, após o avião que viajava de Sydney, Austrália, para Los Angeles, Estados Unidos, cair em algum lugar do Oceano Pacífico.
Depois de 6 anos chega ao fim a série, em minha opinião, mais encantadoramente louca. Filmada no cenário paradisíaco do Havaí, Lost, desde o episódio piloto, chamou a minha atenção.
Desde o início a grande pergunta era: qual é a dessa ilha? Um local de experiência científica? Um purgatório? Um sonho? As pessoas estão vivas ou mortas? Os episódios vinham, as opiniões mudavam, mas a pergunta persistia... As teorias eram variadas, muitas com ligações mitológicas, filosóficas, científicas e religiosas.
Com a 6ª. temporada regada de cenas em flashbacks (eventos que aconteceram no passado), em flashforwards (eventos que acontecerão no futuro) e em flashsideways (eventos de uma realidade paralela), o episódio The End, com 2h30 de duração, foi repleto de emoção... Confesso, chorei muito!
No penúltimo episódio, o espírito de Jacob, o irmão bom, o guardião da luz que protege a ilha, já deu uma esclarecida quando respondeu a pergunta, feita pelo Sawyer, do por que eles teriam que ser punidos por um erro dele [Jacob] e que direito ele tinha de tirá-lo da sua vida, já que estava indo muito bem, até ser trazido para a ilha. “Nenhum de vocês estava bem. - afirmou Jacob - Não tirei nenhum de vocês de uma vida feliz. Eram todos “imperfeitos”. Escolhi vocês pois são iguais a mim. Todos são solitários. Procuravam por algo que não podiam achar lá fora. Escolhi vocês porque precisam deste lugar, assim como ele de vocês.”
Em minha opinião, o fio condutor sempre foi a amizade. O acidente aéreo criou um vínculo de fraternidade e respeito entre os sobreviventes e tudo ou todos que surgiam com a intenção de maltratar, ferir ou matá-los eram, mais cedo ou mais tarde, devidamente eliminados. Todos, cada um do seu jeito, cuidavam um dos outros, até o final.
A conversa de Jack com o pai, no episódio final, também foi muito reveladora: “Sim, sou real. –disse o pai de Jack. – Você é real. Tudo o que já aconteceu com você é real. Todas aquelas pessoas na igreja são reais também. (...) Esse é um lugar a que vocês todos chegaram juntos, para que pudessem encontrar uns aos outros. A parte mais importante da sua vida foi o tempo que passou com essas pessoas. É por isso que vocês estão todos aqui. Ninguém consegue fazer sozinho. Você precisava de todos eles e eles de você.”
A fumaça negra, o monstro ou o homem de preto, seria o lado obscuro, o lado mau do ser humano, que quer ganhar o mundo e se para conseguir era necessário mentir ou matar, isso era feito sem nenhum peso na consciência. Com a morte de Jacob, o homem de preto estava a um passo de obter tudo isso, mas Jack que, voluntariamente (é bom frisar isso!), aceitou proteger a ilha, consegue matar o monstro e, de certo modo, salvou, além da ilha e do mundo, a esperança e o lado bom de todos os que lá estiveram. Antes de morrer, Jack passa a responsabilidade para o Hugo, aquele que também sempre se preocupou com todos, mantendo sempre o bom humor. Com receio e sem saber o que fazer, ele recebe a inusitada ajuda de Ben, que num rasgo de bondade, diz-lhe “Acho que você deve fazer o que faz melhor: cuidar das pessoas.”
Quanto a realidade paralela, para mim, não passou disso: um mundo onde cada um mostrava o melhor de si, e a medida que eles se lembravam dos fatos que aconteceram na ilha, as respectivas almas tranqüilizavam-se e ficavam em paz. O personagem de Desmond foi o primeiro a perceber a importância disso e o seu papel na história.
Dr. Jack Shepard foi o grande herói da série, aquele que sempre fez questão de manter todos unidos, o agregador, e quando não conseguiu (apenas alguns chegaram a sair da ilha, inclusive ele), foi o primeiro a querer voltar e fez de tudo para convencer os demais. O carinho e o respeito de todos para com ele fica evidente na cena final, onde acontece uma espécie de congraçamento: todos aguardando a verdadeira luz para, juntos e finalmente felizes, seguirem adiante.
Talvez não tenha sido un grand finale, mas foi um the end condizente com a própria série. Eu gostei e já sinto saudades! Agora só me resta repetir o bordão de Desmond: “See you in another life, brotha!”

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Lost
Criadores: J.J. Abrams e Damon Lindelof
Atores: Matthew Fox, Terry O’Quinn, Josh Holloway, Michael Emerson, Evangeline Lilly, Jorge Garcia, Henry Ian Cusick
2004, ficção

domingo, 23 de maio de 2010

Robin Hood (Robin Hood)

Robin "Hood" Longstride (Russell Crowe) faz parte do exército do rei Ricardo Coração de Leão, que está em plena cruzadas. Após a morte do rei, ele consegue escapar e encontra o agonizante Sir Robert Loxley (Douglas Hodge), que tinha por missão levar a coroa do rei a Londres. À beira da morte, Loxley pede a Robin que entregue a seu pai uma espada tradicional da família. Ele aceita a missão e lá conhece Marion (Cate Blanchett), esposa de Loxley.

Lá fui eu ao cinema, meio sem grandes expectativas, afinal de contas quem não sabe da história de Robin Hood, que roubava dos ricos para dar aos pobres, e que era leal ao bondoso e justo rei Ricardo Coração de Leão?! Pois é, quebrei a cara!
Esse filme, com 2h30 de duração (e sem necessidade de ser tão longo, diga-se de passagem), nos mostra um Robin como um simples arqueiro e não como um nobre; um Rei Ricardo não muito justo e nem um pouco bondoso, mas pelo menos o rei João não mudou: continua sendo um bom filho, se é que você me entende... A Marion aqui é casada e eu aprendi que ela era solteira e que o rei João queria porque queria casar com ela.
Esse novo ponto de vista me causou uma certa decepção, não vou negar, até porque saí do cinema com aquela pergunta: E aí? Quando o Robin acabar com o rei João, quem irá substituí-lo, já que o irmão morreu?
O filme também foi uma mistura sugestiva de outros filmes. A cena do desembarque dos franceses lembra o "Dia D" do "O Resgate do Soldado Ryan”. Em um determinado momento Robin se agacha e toca na terra. Tive que falar: Se ele pegar um pouco de terra e esfregar as mãos, é a reencarnação do "Gladiador".
O fato é que o filme é a cara do diretor, e mesmo a história sendo uma lenda e que de fato nunca houve um Robin Hood, o mito dele é imbatível e, por isso, acredito que essas mudanças não serão bem recebidas pela maioria dos espectadores. Eu não gostei e assim, peço com carinho: Não mexam nos meus heróis!

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Robin Hood (Robin Hood)
Diretor: Ridley Scott
Atores: Russell Crowe, Cate Blanchett, Max Von Sydow
2010, aventura

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Dos vampiros nascem os Caçadores de Vampiros

Eu falei que os vampiros não morrem, mas bem que uns tantos tentam (e às vezes conseguem) matá-los e é aí que surgem os caçadores de vampiros!
Em 1997, surge a série teen "Buffy, a caça-vampiros", com Sarah Michelle Gellar no papel título. Buffy não entrou nessa porque quis, mas foi escolhidas para lutar contra o mal, porque seu destino é proteger o mundo de monstros. Tá bom pra você?! Ela bem que matou vários, mas no coração não se manda e aí... Pois é, ela se apaixona pelo vampiro, atenção para a sutileza do nome, Angel (David Boreanaz). Bom, mas vamos combinar, quem não se apaixonaria por esse vampiro?
Mas aí, sabe como é, uma vida de trevas, sofrimento, preocupações, um trabalho estressante e que não ajuda muito, etc, e em 1999 "Angel" tem a sua série própria, só para ele, onde ele caça seus irmãos de trevas e qualquer outro monstro ruim que apareça em Los Angeles.
Em 1998, estréia o filme "Blade, o caçador de vampiros", baseado nas HQ da Marvel. Blade (Wesley Snipes) é um personagem híbrido: 50% humano e 50% vampiro. Por isso, ele é poderoso e imortal, características que herdou do pai, um vampiro que mordeu e matou sua mãe quando ela estava grávida. Com muito ódio no coração, Blade resolveu matar geral, a vampirada. Para quem gosta... Eu detestei o filme e passei bem longe das continuações.
De todos, creio que Van Helsing é, talvez, o caçador de vampiros mais charmoso, famoso e respeitado. Em 2004, ele ganhou um filme, "Van Helsing - o caçador de monstros", estrelado por Hugh Jackman. No filme ele elimina o Drácula e aproveita para também se livrar do lobisomem e de Frankenstein.
Até os vampiros purpurinados da moda têm os seus algozes: os lobisomens. Eles estão a postos, zelando pela paz e sossego da pequena cidade de Forks. Nas horas vagas eles brigam entre si. Mas tem um lobisomen que é especial, é o Jacob (Taylor Lautner) que não se cansa de tentar conquistar a mocinha, Bella Swan que, adivinhem?!, é apaixonada por um vampiro.
O fato é que para cada vampiro existe pelo menos um caçador e ele está atento a sua caça. Portanto, tenha muito cuidado !

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Os Vampiros - Eles não morrem mesmo!


Em pleno século XXI, começamos a sofrer, há 2 anos, a invasão dos vampiros sugadores de sangue, nas nossas telonas de cinema e nas nossas nem tão “telinhas” de televisão. Porém, mesmo um personagem atemporal sofre modificações temporais.
Lembro-me quando finalmente matei a minha curiosidade e assisti, na TV, ao filme “Nosferatu” (1922). Tentei esboçar um certo medo, até por respeito a uma obra clássica, mas não deu... O vampiro era tão caricato que não deu para controlar as risadas em várias cenas.
Outro filme, para mim um dos melhores do gênero terrir, foi “A Dança dos Vampiros”(1967), com Roman Polanski dirigindo e interpretando o medroso assistente Alfred. Não dá para esquecer o vampiro homossexual ou o vampiro judeu, que não sofria nenhum efeito adverso com a tradicional cruz. Ah, e também, é claro, a cena que dá nome ao filme, o baile com todos os vampiros dançando... Antológica!
Vi alguns filmes, não muitos, de Christopher Lee e, confesso: tinha um baita medo dele.
Aí, eis que surge, em 1992, o filme “Drácula de Bram Stoker”, com o fantástico ator britânico, Gary Oldman. Noooossa, chorei, torci, me apaixonei por ele... E olha que ele nem tinha carro volvo prata. Mas foi esse filme, a meu ver, que abriu as portas para outros tantos.
Um dos mais interessantes é “Entrevista com o Vampiro” (1994). Brad Pitt interpreta Louis de Pointe Du Lac, um vampiro, literal e psicologica e espiritualmente sem sangue, cheio de problemas existenciais... Um chato! Mas o filme ganhou sangue e vida com Lestat de Lioncourt, excelente interpretação de Tom Cruise. Um vampiro extremamente sedutor e sem nenhuma moral. Não posso deixar de mencionar as marcantes interpretações de Kirsten Dunst (como Claudia, uma criança vampira) e Antonio Banderas (como Armand).
Em 2008/2009 a vampirada levanta das suas tumbas e invade geral! Na TV surge True Blood (2008), baseada na série de livros Vampiros do Sul, de Charlaine Harris. É uma série mais adulta, com muito sexo. Temos os vampiros e os humanos vivendo, na medida do possível, civilizadamente, principalmente depois que os japoneses (sempre eles) desenvolveram um sangue sintético para exportação. O vampiro Bill Comton (Stephen Moyer) se apaixona pela mortal telepata Sookie Stackhouse (Anna Paquin), e nessa vidinha razoavelmente calma, na cidade de Bon Temps, aparece de tudo: metamorfo, viciados em sangue vampírico, bacante e sabe lá mais o que vira na 3ª temporada. Destaque para Eric Nothman (Alexander Skarsgård), vampiro xerife da Area 5 que deseja ter Sookie e todas nós, telespectadoras mortais, desejamos tê-lo... Que vampiro!
Em 2008 chega nas telas de cinema os vampiros pupurinados da série Crepúsculo, baseado nos livros de Stephenie Meyer, encabeçado pelo galã das teen-agers (e as nem tanto), Robert Pattinson (como Edward Cullen). Também apaixonado por uma mortal, Bella Swan (Kristen Stewart), Edward já é um vampiro modernoso: não possui as famosas presas afiadas, não dorme em caixões, não tem medo de cruz e circula sem problemas durante o dia, desde que não haja sol. Não que ele vá morrer, mas sua pele fica cintilante e aí o povo descobriria que ele e sua família são diferentes...
Voltando para a televisão, em 2009 estréia outra série de vampiros, The Vampire Diaries, mais para o público teen, ou seja, bem menos sexo que o True Blood, mas também baseada nos livros da trilogia Diários do Vampiro, de Lisa Jane Smith. Eu li o primeiro, O Despertar, e gostei muito mais da série. Nós temos uma mortal, Elena Gilbert (Nina Dobrev), que se apaixona pelo vampiro bonzinho Stefan Salvatore (Paul Wesley) que tem um irmão, Damon Salvatore (Ian Somerhalder), que é o vilão, mas que também não é tanto assim vai... O fato é que ela descobre que é a cara de uma mulher que roubou os corações dos irmãos Salvatore e que, inclusive, foi a responsável pela transformação deles como vampiros. Olha o bafão aí! Ah, esses vampiros têm presas e alguns deles podem muito bem andar durante o dia, com ou sem sol, desde que possuam uma espécie de amuleto encantado.
Pois é, os anos passam, os vampiros mudam, mas o fascínio que eles exercem em nós é imortal. Não importa o quão diferentes eles sejam. Tem gente que não gosta de tanta modernidade: "Pô, vampiro que não tem dente e não queima no sol não é vampiro". Eu não sou tão conservadora assim, mas confesso que, de todos, o meu preferido é o Drácula de Bram Stoker, mas minha mente e meu coração estão sempre abertos para novas experiências. Por isso, como não amar, também, os purpurinados?

terça-feira, 11 de maio de 2010

Dexter

Dexter Morgan, analista forense especialista em padrões de dispersão de sangue, da polícia de Miami, é um serial killer diferente dos seus demais "colegas": as suas vítimas são somente outros assassinos em série.
Como é que nós nos emocionamos e torcemos por um assassino? Simples. Ele só mata bandidos e bandidos que, por alguma falha da justiça, acabam ficando impunes. Ele segue a risca o seu próprio código de conduta e moral.
Mas na realidade a série é mais do que isso. Bem escrita e com diálogos perfeitos, a série nos permite entrar na cabeça do personagem título, nos deixando próximos a ele, nos incorporamos a ele.
A interpretação magistral de Michael C. Hall (que lhe valeu um Globo de Ouro ano passado) é uma das razões do sucesso da série de tv. Michael criou um personagem impenetrável e etéreo, bom e charmoso, uma espécie de quadro sem cor, que vai sendo pintado com cores vibrantes em cada temporada.
Eu sou fã confessa da série. Já me preocupei com a sua segurança e já dei muitas risadas com as sutilezas e sarcasmos dele. Seus pensamentos, em off, são um dos pontos altos da série, como por exemplo: "Eu adoro halloween. É o único dia do ano em que todos usam uma máscara e não apenas eu. As pessoas gostam de fingir que são monstros, enquanto eu tenho que passar o ano fingindo que não sou um."
Todos temos um pouco de Dexter dentro de nós, mas só não colocamos pra fora por medo e convenções sociais. Em todas as temporadas o personagem título deixa claro que não tem sentimento algum por nada, e que é tudo encenação da parte dele.
Ledo engano porque não é bem assim. Ele ama, ele tem carinho, ele tem lealdade... "Se eu tivesse um coração, ele estaria partido nesse momento", pensou certa vez, mas na temporada passada seu coração se partiu por dois motivos: o nascimento de seu filho e o encerramento trágico do 4a. ano.
Que venha a 5a. temporada !

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Dexter
Criador: James Manos Jr.
Atores: Michael C. Hall, David Zayas, Jennifer Carpenter, Lauren Vélez
2006, drama