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sexta-feira, 24 de junho de 2011

O Abrigo (Shelter)

A psiquiatra forense Cara Jessup (Julianne Moore) consolidou a sua carreira e ganhou reputação desafiando a idéia e percepção relativamente às pessoas com Personalidades Múltiplas. Em tribunal, expondo o seu ponto de vista e a sua experiência, sempre se impôs e combateu a idéia de que alguns assassinos podiam sofrer de Personalidades Múltiplas, o que resultou na condenação à morte de 6 assassinos. Cara é muito dedicada à Ciência, mas o horrendo assassinato do seu marido não fez com que perdesse a fé em Deus. Pelo contrário, a sua jovem filha, Sammy, é uma céptica convicta. Esta fé de Cara em Deus ser-lhe-á útil, uma vez que ela está prestes a enfrentar forças que pensava não existirem, quando Adam (Jonathan Rhys Meyers), um paciente, mostra ter poderes que desafiam uma explicação racional.

Nosso corpo pode abrigar vários espíritos? Personalidade múltipla existe? É verdade ou mentira? É real ou imaginação? Este filme questiona tudo isso de uma maneira tensa e vigorosa, mas acaba se perdendo.
Além de explorar o psicológico, o longa coloca no mesmo saco a feitiçaria e as trevas vindas de um coração sem fé. É um tudo junto e misturado que até da para o gasto, mas preferiria um filme mais voltado para o conflito das personalidades diversas. Ele perdeu uma ótima oportunidade de ser excelente, para ficar como um filme mediano. Aquela nota C+, feita apenas para não traumatizar a criatura e incentivá-la.
Julianne Moore, adoro essa atriz, mas praticamente ela repete a atuação que fez como Clarice Starling, no filme Hannibal. Já Jonathan Rhys, entre uma rehab e outra, fez vários personagens neste filme: Dave, Adam, Charles etc. No início estava ótimo, depois estacionou. Acho que nem ele sabia mais quem ele era, já que ficava tudo meio igual.
Filme de suspense e terror nunca tem final feliz ou um feliz final. Sempre fica algo no ar, e esta película não é diferente. Temos um final com aquele gostinho de O Abrigo 2, mas creio que ninguém merece esse karma.

Nota: 6

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O Abrigo (Shelter)
Diretor: Mans Marlind e Bjorn Stein
Atores: Julianne Moore, Jonathan Rhys Meyers, Jeffrey DeMunn
2010, suspense – terror

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Exam (Exam)

Oito candidatos a uma vaga numa empresa, tendo que passar pelo estágio final da seleção. Eles precisam responder uma única pergunta em 80 minutos – o problema é descobrir qual é a tal pergunta?

Durante 80 minutos, 8 candidatos têm que dar a resposta certa, mas antes terão que descobrir qual a pergunta. Só existem 3 regras que deverão ser obedecidas ou serão desclassificados: não falar com o vigilante e com o guarda armado na porta, não estragar os seus papéis e não sair da sala.
Mas a pergunta que o filme faz a você é: Até onde você iria para conseguir o emprego dos seus sonhos? Essa pergunta gela, principalmente quando matar é uma das possibilidades.
Menos terror e muito, muito suspense. Esse filme lembra Jogos Mortais, mas sem violência física... Tá, tem só um pouquinho. O filme é instigante, tenso e envolvente. A idéia é ótima e o filme foi muito bem desenvolvido, embora pudesse ter tido um final mais bem elaborado.

Nota: 8

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Exam (Exam)
Diretor: Stuart Hazeldine
Atores: Luke Mably, Chris Carey, Adar Beck
2010, terror – suspense

segunda-feira, 4 de abril de 2011

SPLICE - a nova espécie (Splice)

Clive e Elsa são dois brilhantes cientistas especializados na combinação de DNA e se dedicam a criar espécies híbridas de animais para um laboratório farmacêutico. Depois do sucesso de seu ultimo experimento, decidem em segredo dar um passo mais adiante e usar DNA humano para a criação de um novo ser que os ajude a revolucionar a medicina moderna. Mas a espécie resultante é muito mais que uma nova escala na árvore evolutiva, uma surpreendente criatura que excede seus sonhos mais ambiciosos.

O filme usa o tema da moda (pelo menos era moda há alguns meses): experiência genética utilizando o DNA humano junto com o de vários animais. Claro que tal experiência não dá muito certo. Aliás, quando o homem cisma em imitar Deus (cientista tem muito disso), querendo inventar um ser humano, isso nunca acaba bem... Vide Frankenstein. O filme é classificado como terror, mas de terror não tem absolutamente nada. Nossas manchetes de jornais são muito mais aterrorizantes.
Quando os cientistas utilizam o DNA humano, nasce uma criatura meio dinossauro, meio ave, meio peixe, meio tudo isso junto e ao mesmo tempo. Com pés de avestruz, um rabo com um ferrão na ponta, careca, olhar expressivo e com um rostinho simpático e meiguinho, a gente até se sensibiliza com o... a..., bem, com Dren.
Mas na verdade a personagem principal mesmo é a Elsa, a cientista e “mãe” da criatura. Ela é quem direciona o filme. Ela é quem bateu o pé e quis fazer a experiência; é ela que protege Dren desde o início, mesmo correndo risco em relação ao seu futuro profissional e pessoal; ela é quem começa a perceber o distanciamento do lado “humano” e a chegada da revolta, o lado “animal” de Dren.
Não morri de amores pelo filme. Ele poderia ter sido mais bem explorado e melhor finalizado. O corre-corre do final foi uma confusão só e, claro, tinha que ter um link para uma provável continuação. Como disse Elsa em sua última frase: “O que pode acontecer de pior?” Para mim seria, exatamente, uma continuação, mas tudo bem, não sou obrigada a ver mesmo...

Nota: 5

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SPLICE - a nova espécie (Splice)
Diretor: Vincenzo Natali
Atores: Adrien Brody, Sarah Polley, Delphine Chanéac
2010, ficção - terror - suspense

terça-feira, 22 de março de 2011

Mistério da Rua 7 (Vanishing on 7th Street)

A cidade de Detroit está no escuro, graças a um apagão. A população some e a situação de abandono é evidente. Um grupo de pessoas que não se conhecem é o único sinal de sobrevivência. Eles, então, decidem se proteger em uma taberna abandonada, quando percebem que a escuridão fora do esconderijo está pronta para atacá-los e a única chance de ficar seguro é colocando fim às fontes de luz.

De terror esse filme não tem nada. De suspense tem. Tem tanto que o filme acaba e continua o suspense, pois não sabemos por que surgiram essas sombras engole vivos.
Em um cenário apocalíptico, o filme lembra o Ghost com sombras soturnas que querem levar (sabe-se lá para onde) os vivos. Mas quando esses vivos encontram a luz (nada de luz da alma, mas luz mesmo, light) eles conseguem manter essas sombras distantes.
Ou seja, essa história de luz x trevas é o mote do longa que é repleto de simbologias religiosas (salvação; renovação; pureza; culpa etc), mas o filme não tem salvação. Nunca na história dessa minha vida, vi um filme tão sem graça, tão absurdamente bobo.
O que se aprende com esse filme? Tenha sempre uma lanterna na sua bolsa! Só e apenas isso. Está bom para você?!

Nota: 3

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Mistério da Rua 7 (Vanishing on 7th Street)
Diretor: Brad Anderson
Atores: Hayden Christensen, Thandie Newton, John Leguizamo
2011, terror

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Deixe-me Entrar (Let Me In)

Owen (Kodi Smit-McPhee) é um garoto solitário, que vive com a mãe e é sempre provocado pelos valentões da escola. Um dia ele conhece, perto de sua casa, Abby (Chloe Moretz). Sempre nas sombras, ela aos poucos de aproxima de Owen e logo se tornam amigos. Só que Abby possui um segredo: ela é muito mais velha que sua aparência indica e necessita de sangue para sobreviver. Para consegui-lo, seu pai (Richard Jenkins) realiza assassinatos na surdina, de forma a retirar o sangue das vítimas e levá-lo para Abby.

Remake do filme sueco “Let the right one in”, de Tomas Alfredson, adaptado do romance homônimo de John Ajvide Lindqvist. Como não vi o original e muito menos li o livro, opinarei apenas sobre esta refilmagem americana.
O filme mostra a história de um menino, Owen, 12 anos, que tímido e reservado (provavelmente devido ao divórcio conturbado dos pais), sofre de bullying no colégio. Ele acaba conhecendo Abby, 12 anos, uma menina discreta e misteriosa. Com uma série de pontos em comum, era óbvio que se tornariam amigos, embora ela mesma tenha lhe advertido: “não podemos ser amigos” e “não sou uma garota”. Pois é, ela é uma vampira e, claro, uma amizade assim não é fácil. A atuação dos jovens Kodi Smit-McPhee e Chloe Moretz é incrível, nem parecem as crianças que são. É bom ficarmos de olho neles.
Mas o filme vai além desse tema tão em moda hoje em dia. Esse filme aborda a amizade, a cumplicidade, o certo e o errado, o bem e o mau, a descoberta, o amor. “Deixe-me Entrar” é mais do que um deixe-me entrar em sua casa (afinal de contas um vampiro precisa ser convidado), mas é um deixe-me entrar em sua vida, em uma ida sem volta.
Claro que há mordidas no pescoço, assassinatos, sangue para todos os lados, mas nada que tire o sono de ninguém. Vale a pena ver o filme.

Nota: 8

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Deixe-me Entrar (Let Me In)
Diretor: Matt Reeves
Atores: Kodi Smit-McPhee, Chloe Moretz, Richard Jenkins
2011, suspense - terror

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Caça às Bruxas (Season of the Witch)

Behmen (Nicolas Cage) é um cavaleiro que, depois de vários anos lutando nas Cruzadas, perdeu algumas batalhas, muitos amigos e até a fé. De volta à sua terra natal, ele encontra uma Europa devastada pela fome e a peste negra. Neste cenário de destruição ele se une a um grupo de guerreiros encarregados de levar uma garota, suspeita de ser bruxa, para um monastério distante. Não leva muito tempo até que o grupo perceber que a jovem possui forças sobrenaturais, e que eles estão prestes a enfrentar um mal além da nossa compreensão.

O filme mostra a história de dois amigos que decidem lutar nas Cruzadas em troca de perdão divino (perdão para o adultério, roubo etc etc. Assim, por alto, lutariam por uns 10 anos). Porém, depois de muito matar e muito sangue derramado, inclusive de mulheres e crianças, Behmen crê que não deve ser bem isso o que Deus realmente quer e, junto com seu amigo Felson, abandonam as Cruzadas e passam a ser considerados desertores.
Vagando por aí, eles encontram a Peste Negra que, segundo a Igreja, a culpada dessa peste é uma bruxa. Convincentemente eles são persuadidos (tipo: ou faz ou morre) a levar uma menina acusada de bruxaria até um monastério para ser julgada. Obviamente a viagem é por penhascos, estradas à beira de abismos, pontes de madeira deteriorada, florestas escuras e cheias de lobo... Moleza !
Há muito Nicolas Cage deixou de ser o excelente ator que era (ganhou até Oscar em 1995, com “Despedida em Las Vegas”) para se tornar o ator da mesma face: ar sério, testa franzida, sorriso meia boca. Quem assistiu o “Aprendiz de Feiticeiro”, por exemplo, vai entender do que estou falando, pois, com exceção do figurino, a atuação é idêntica.
Mesmo assim o filme vale como distração. Não dá medo, mas desavisados levam sustinhos pontuais. Umas pitadinhas de piadinhas engraçadinhas e voilá, temos um filme assistível. Se você não for exigente, vai até achar o filme bem legal.

Nota: 7

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Caça às Bruxas (Season of the Witch)
Diretor: Dominic Sena
Atores: Nicolas Cage, Ron Perlman, Christopher Lee
2011, aventura – terror

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

The Walking Dead

A série é baseada na HQ homônima criada por Robert Kirkman. No seriado, descobriremos como é a vida na Terra após um apocalipse zumbi, em que a enorme maioria da população da terra foi infectada por um vírus misterioso que os transforma em mortos-vivos. Os poucos humanos que sobreviveram à epidemia agora devem se unir para encontrar um novo lar, longe dos zumbis.O grupo é liderado por Rick Grimes (Andrew Lincoln), um policial que acordou sozinho em um hospital cercado por mortos-vivos e agora procura sua esposa, Lori (Sarah Wayne Callies), e seu filho. Ele se junta a Shane (Jon Bernthal), seu ex-parceiro na polícia; Andrea (Lauren Holden), uma das duas irmãs que escapou da praga; Glenn (Steven Yeun), um varredor de ruas experiente; entre outros humanos igualmente assustados que lutam para escapar do vírus.

Eu gosto de filme de terror, mas fiquei meio assim assim, quando vi as chamadas para a nova série que estreou na Fox: The Walking Dead. Foi algo como momento eca! A visão de vários, muitos, um monte de zumbis não são propriamente um convite irresistível, mas resolvi conferir.
Tirando algumas cenas nojentérrimas (tripas espalhadas, corpos se decompondo, zumbis comendo um cavalo...), a série é, na verdade, meio devagar, tranqüila, tipo a passos de zumbi, mas os ganchos para o episódio seguinte são bons e, por isso, continuo vendo.
Além disso, estamos no segundo episódio e tem algumas perguntas que estão no ar: O que aconteceu com as pessoas? Foi com a Terra toda? Por que uns foram atingidos e outros não? Ahhhh e tem o que, por enquanto, é o bafão da série: a mulher do subdelegado está tendo um caso, atualmente, com o auxiliar do marido. Só que o maridão dela está vivinho da silva, é o herói da série, e está procurando por ela e pelo filho. E aí?! Que situação tosca hein?! Como disse, mais um gancho para assistir aos próximos capítulos.

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The Walking Dead
Criador: Robert Kirkman
Atores: Andrew Lincoln, Sarah Wayne Callies, Jon Bernthal
2010, terror