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sábado, 4 de junho de 2011

Se beber, não case! - parte 2 (The Hangover 2)

Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms), Alan (Zach Galifianakis) e Doug (Justin Bartha) viajam para a exótica Tailândia para o casamento de Stu. Após a despedida de solteiro inesquecível, em Las Vegas, Stu optou por um seguro e sossegado café da manhã para a festa de pré-casamento. No entanto, as coisas nem sempre saem como planejado. O que acontece em Las Vegas pode ficar em Vegas, mas o que acontece em Bangkok não pode sequer ser imaginado.

A história dessa continuação é a mesma que a primeira, só que ao invés de Las Vegas a doideira acontece em Bangcoc, e quem desaparece é o irmão da noiva.
Em 2009, Se Beber, Não Case! foi um fenômeno de bilheteria, faturando mais de US$400 milhões. Com esse histórico, uma continuação era mais que óbvia. Até aí, tudo bem, mas a falta de criatividade e o excesso de piadas prontas e algumas de humor duvidoso, fazem desse filme um besteirol sem tamanho.
O elenco, super entrosado, não é sinônimo de sucesso. Eles não dão conta de salvar um filme que tem um roteiro repetitivo, onde apenas o cenário e uma e outra coisa são mudados. O “aconteceu de novo” que um dos personagens fala, realmente aconteceu novamente... Que os deuses do cinema não permitam que ocorra uma terceira vez.
Bom, mas no meio disso tudo, felizmente temos Bradley Cooper que, mesmo não sendo um ator de peso, tem uma presença de cena estonteante... Tudo tem o seu lado positivo, afinal de contas.

Nota: 6

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Se beber, não case! - parte 2 (The Hangover 2)
Diretor: Todd Phillips
Atores: Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Heather Graham
2011, comédia

terça-feira, 17 de maio de 2011

Que morram os feios (Que se mueran los feos)

Eliseo (Javier Câmara) é feio, coxo, e solteiro. Não encontrou a mulher da sua vida e não conhece o amor. Nati (Carmen Machi) é feia, falta-lhe um seio e é separada. Ela encontrou o homem de sua vida, mas, apesar disso, não conhece o verdadeiro amor. Eliseo pensa que o pior da sua vida está chegando. Nati acha que o melhor da sua vida está chegando. A morte da mãe de Eliseo faz cruzar seus caminhos novamente, depois de vinte anos, para lhes dar uma última chance de felicidade e amor. Mas … O que acontece quando a mulher da sua vida é casada com seu irmão?

Com um título desse eu pensei que fosse rir muito. Enganei-me! O filme tem um e outro momento engraçado (inclusive a morte da mãe do Eliseo, ai que horror, foi hilária), mas nada demais.
Praticamente é a velha história do patinho feio, só que no final ele não se transforma em cisne, mas o amor verdadeiro vê coisas que os olhos não observam. OK, isso que eu disse é tão profundo quando um buraco de golfe, mas é a mais pura verdade e o filme está aí para confirmar.
Não posso deixar de mencionar a música “Que morram os feios”, que é absurdamente engraçada. “Que morram os feios / Que morram os feios / Que não sobre nenhum, nenhum, nenhum feio / ... / Eu, eu, eu, eu sou muito feio / E a estética, por muito que avance não me salvará.” Certo, lendo não fica tão engraçado e soa preconceituosa (e vamos combinar que é mesmo), mas ouvindo é muito cômica.
Resumindo, o longa não vale o aluguel do dvd e nem o seu tempo. Porém, se passar na televisão, dê uma paradinha para assistir.

Nota: 5

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Que morram os feios (Que se mueran los feos)
Diretor: Nacho G. Velilla
Atores: Pere Arquillué, Carmen Machi , Javier Cámara,
2010, comédia

segunda-feira, 28 de março de 2011

Estômago

Na vida há os que devoram e os que são devorados. Raimundo Nonato, nosso protagonista, descobre um caminho à parte: ele cozinha. E é nas cozinhas de um boteco, de um restaurante italiano e de uma prisão - o que ele fez para acabar ali? - que Nonato vive sua intrigante história. E também aprende as regras da sociedade dos que devoram ou são devorados. Regras que ele usa a seu favor, porque mesmo os cozinheiros têm direito a comer sua parte - e eles sabem, mais do que ninguém, qual é a parte melhor. Uma fábula nada infantil sobre o poder, o sexo e a culinária.

Há muito eu tinha esse filme na fila de espera para ser visto, mas acabava sendo posto de lado, até que resolvi assistir. Putz, filmaço!
Alternando passado (a chegada de Nonato a São Paulo) e o presente (prisioneiro – apenas no final do filme descobrimos o porquê de sua prisão), somos apresentados ao protagonista Raimundo Nonato, um nordestino humilde que chega do interior a procura de uma vida melhor. Meio que sem querer ele acaba se destacando na delicada arte da culinária, ao mesmo tempo em que descobre a hierarquia do poder. É como a última frase da sinopse bem define: “Uma fábula nada infantil sobre o poder, o sexo e a culinária.”
Fiquei encantada com o ator baiano (salve a Bahia, que está caprichando cada vez mais nesse quesito) João Miguel, que interpreta o Raimundo. Ele não é um deus grego, mas tem um rosto tão bom, tão expressivo, que não dá nem para nos desviarmos da tela. Sem contar a atuação perfeita: simples, leve, natural, que cresce e que sutilmente vai mostrando a perda da inocência do personagem.
Na verdade todo o elenco estava afiadíssimo, mas tenho que destacar a Fabíula Nascimento como a prostituta gulosa Íria; o Babu Santana, como o impagável chefe de cela Bijiú; e Carlo Briani, como o italiano Giovanni, que ensinou a magia dos temperos e sabores da culinária ao atento ajudante Nonato.
O filme é um drama, mas muito bem humorado. Cenas engraçadas não faltaram. As minhas preferidas são: o gorgonzola catinguento, que foi obrigado a ficar fora da cela, junto com os tênis; o macarrão à putanesca que vira putavesga; e, claro, a sensacional narração da história do queijo gorgonzola, logo no início do filme.
O longa, inspirado no conto “Presos pelo Estômago”, de Lusa Silvestre (que assina, junto com Marcos Jorge, o argumento do filme), uma co-produção Brasil-Itália, feito com baixo orçamento, realmente me conquistou. Indico sem medo e sem receios, pois este filme é para ser saborosamente degustado com os olhos.

Nota: 10

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Estômago
Diretor: Marcos Jorge
Atores: João Miguel, Fabíula Nascimento, Babu Santana, Carlo Briani
2008, drama

sexta-feira, 18 de março de 2011

Sexo Sem Compromisso (No Strings Attached)

Na comédia romântica ‘Sexo sem Compromisso’, dois amigos (Kutcher e Portman) tinham uma relação amigável baseada em sexo sem compromisso. Quando o relacionamento evolui para um romance, a amizade entra em jogo.

Essa história de um homem e uma mulher serem apenas amigos que se beneficiam mutuamente (conhecido como amigos para sexo) não dá certo. A mulher se envolve, não tem jeito. Nós não sabemos separar sexo do amor. O homem até sabe separar, mas por uma e outra razão pode acabar também se apaixonando. O filme trata disso e com muito humor.
Ashton Kutcher, 33 anos, e ainda fazendo filmes tipo bobinho. Não rolaria, mas como ele ainda tem essa carinha de maior abandonado, até que passa. Natalie Portman não faz esse estilo de “sexo apenas e nada mais” e, por isso, soa muito forçado. Mesmo assim o filme, tipo sessão da tarde, é divertidinho e engraçadinho.
O filme é leve e serve como distração; uma pausa reconfortante para as cabeças que trabalham demais durante a semana. Diversão sem preocupação.

Nota: 6

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Sexo Sem Compromisso (No Strings Attached)
Diretor: Ivan Reitman
Atores: Natalie Portman, Ashton Kutcher, Jake M. Johnson
2011, comédia – romance

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A Mentira (Easy A)

A estudante Olive Penderghast (Emma Stone) encontra-se vítima de seu próprio “boato”, quando ela mente para sua melhor amiga, Rhiannon (Alyson Michalka) sobre um encontro de fim de semana com um calouro da faculdade. O boato sobre a promiscuidade de Olive rapidamente se espalha e, para sua surpresa, ela acolhe favoravelmente a atenção. Quando ela concorda em ajudar um amigo, que sofre com bullying, fingindo dormir com ele, sua imagem se degrada rapidamente para um estado mais sensual e seu mundo começa a ficar fora de controle.

Este filme não foi um estouro de bilheteria nos Estados Unidos e aqui, foi lançado apenas em DVD. Filme adolescente nunca foi meu gênero preferido, até porque a maioria deles retrata adolescentes meio dãã, mas a capa desse filme me chamou a atenção e lá fui eu... Moral da história? A-do-reeeei o filme.
A história é batida. Uma garota, Olive, completamente anônima no colégio (sempre rola em uma high school) inventa uma mentirinha básica para sua amiga: que passou um final de semana com um carinha do 1º ano de faculdade e que perdeu a virgindade com ele. Nada demais, mas o problema foi que uma estudante do tipo religiosa convicta e chata, ouve o papo e espalha para o colégio. Só aí Olive já se tornou popular. Com coração bom, ela acaba ajudando um amigo, que é gay, fingindo ter feito sexo com ele em uma festa. Bom, aí a popularidade descambou para libertinagem e promiscuidade. A pequena mentirinha do início se tornou uma bola de neve e ela decide contar toda a verdade usando a internet para isso.
Mas o filme é super divertido, original (para mim foi!) e até ousado. As referências de alguns filmes teen (A garota de rosa shoking, Namorada de aluguel, Curtindo a vida adoidado, etc) foram muito bem colocadas.
Emma Stone foi perfeita, mas não dá para esquecermos os outros atores que colaboraram para o sucesso do filme, como Stanley Tucci (adoro esse cara) e Patrícia Clarkson, que interpretaram os pais de Olive. Pais hilários e, por vezes, mais loucos que a filha (só o filho adotado era o único normal ali), mas amorosos e atenciosos. Sempre ao lado da filha, incondicionalmente.
O fato é que ri e me diverti muito, e recomendo esse filme para toda a família. Embora a temática envolva sexo, não possui cenas de nudismo e erotismo exacerbantes. Pré-adolescentes, 11/12 anos, poderão assistir numa boa.

Nota: 8

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A Mentira (Easy A)
Diretor: Will Gluck
Atores: Emma Stone, Stanley Tucci, Amanda Bynes, Lisa Kudrow
2011, comédia - romance

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Besouro Verde (Green Hornet)

Britt Reid (Seth Rogen) é o filho do magnata da mídia mais importante e respeitado de Los Angeles, vivendo uma vida perfeitamente feliz e irresponsável de farras. O panorama muda quando seu pai (Tom Wilkinson) morre misteriosamente, deixando seu vasto império para Britt. Estabelecendo uma improvável amizade com um dos funcionários mais dedicados e geniais de seu pai, Kato (Jay Chou), eles veem a chance de fazer algo significativo pela primeira vez em suas vidas: combater o crime. Mas para fazer isso, decidem se tornar foras da lei – eles zelam pela lei infringindo-a, e Britt se transforma no vigilante Besouro Verde, patrulheiro das ruas, ao lado de Kato.

A única coisa que sabia sobre o Besouro Verde era que nos anos 60 houve uma série e que o Bruce Lee interpretava o motorista do Besouro, o Kato. Ou seja, não sabia de basicamente nada.
Quando tomei conhecimento de que fariam o filme baseado nessa série, não fiquei assim alucinada para ver (não é o caso de Thor, que não vejo a hora de ver aquele nórdico maravilhoso na telona...), mas a oportunidade surgiu e voilá.
Gentem eu não sabia que esse herói, Besouro Verde, era tão bobo e infantil. O Kato, um oriental esperto, inteligente e, óbvio, às das artes marciais. É o "Robin" que todo o herói sonha ter como parceiro (e nisso não vai nenhuma conotação sexual, hein!). Aliás, Kato é muito mais herói do que o insetão verde.
O fato é que a dupla Seth Rogen (Britt Reid) e Jay Chou (Kato) foram feitos um para o outro. Um casamento perfeito, mas sem sexo. Christoph Waltz (Chudnofsky), fala sério, mais uma vez dando show de interpretação e humor. Cameron Diaz estava lá, nada demais.
Como herói, o Brachynus crepitans verde me decepcionou muitíssimo. Não seria nunca o meu mocinho. Como filme foi super dinâmico, engraçado e espirituoso. Ótimo programa para final de tarde.

Nota: 7

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Besouro Verde (Green Hornet)
Diretor: Michel Gondry
Atores: Seth Rogen, Jay Chou, Cameron Diaz, Christoph Waltz
2011, ação – comédia

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Amor & Outras Drogas (Love and other Drugs)

Jamie Randall (Jake Gyllenhaal) é um sedutor incorrigível do tipo que perde a conta de com quantas já transou. Após ser demitido do cargo de vendedor em uma loja de eletrodomésticos, por ter seduzido uma das funcionárias, ele passa a trabalhar num grande laboratório da indústria farmacêutica. Como representante comercial, sua função é abordar médicos e convencê-los a prescrever os produtos da empresa para os pacientes. Em uma dessas visitas, ele conhece Maggie Murdock (Anne Hathaway), uma jovem de 26 anos que sofre de mal de Parkinson. Inicialmente, Jamie fica atraído pela beleza física e por ter sido dispensado por ela, mas aos poucos descobre que existe algo mais forte. Maggie, por sua vez, também sente o mesmo, mas não quer levar adiante por causa de sua doença.

O filme, logo no início, nos apresenta um Jamie Randall que facilmente venderia a lua, tamanha a lábia que tem. E é por causa desse poder de convencimento e sedução que ele vai trabalhar como vendedor dos medicamentos da Pfizer. Aí descobrimos o que já imaginávamos existir: a relação quase que promíscua entre médicos e as indústrias farmacêuticas. A corrupção impera nesse relacionamento.
Porém, quando Maggie entra em cena, com 26 anos e portadora do Mal de Parkinson, o filme deixa o ar de denúncia com humor e passa a ser puramente uma comédia romântica e muito, muito piegas. É uma pena!
Jake Gyllenhaal e Anne Hathaway formam um casal bem simpático, pois há química entre os dois. As cenas em que estão nus (e não foram poucas, diga-se de passagem), conversando relaxadamente, são feitas de maneira tão natural e pura, como qualquer casal normal faz.
Aqui o amor é considerado uma espécie de droga e, na verdade, os dois não querem se viciar nisso. Só que quem é que manda no coração? Pois é... Mesmo assim, com a doença crônica de Maggie, acho meio difícil um final absolutamente feliz, mas já dizia o nosso poetinha: que o amor seja eterno enquanto dure.
O longa poderia ter sido muito melhor e interessante, mas mesmo assim é um bom passatempo.

Nota: 7

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Amor & Outras Drogas (Love and other Drugs)
Diretor: Edward Zwick
Atores: Jake Gyllenhaal, Anne Hathaway, Hank Azaria, Oliver Platt
2011, comédia - romance

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Um Lugar Qualquer (Somewhere)

Johnny Marco (Stephen Dorff), bem-sucedido ator de Hollywood, não possui uma reputação das melhores. Hospedado no lendário hotel Château Marmont para recuperar-se de um acidente no set de filmagens, passa os dias em festas com strippers ou dirigindo sua Ferrari por puro prazer. Porém, o ator tem sua rotina subitamente alterada pela presença de Cléo (Elle Fanning), sua filha de onze anos, que passa a visitá-lo com certa frequencia. Embora a princípio início seja incapaz de dar à menina a atenção que precisa, a progressiva aproximação leva Johnny a reavaliar sua vida. Leão de Ouro no Festival de Veneza 2010.

Este filme foi classificado como comédia dramática, mas para mim a classificação correta seria “encheção de saco”!
Basicamente o filme conta a história de Johnny Marco, um ator de filmes de ação que transforma sua vida em um entra e sai de mulheres. A definição perfeita da vida dele se dá logo no início, quando ele corre, em uma belíssima ferrari, em círculos. Porém, quando sua filha Cléo, 11 anos, chega para passar alguns dias com ele, alguma coisa dentro dele muda. Ela é uma espécie de fio terra na vida dele.
Eu não gostei do filme. Achei monótono, parado, um tédio absoluto. Acho até que muitos críticos profissionais devem achar isso, mas como é escrito e dirigido por Sofia Coppola, eles preferem exercitar o lado verborrágico para se passarem por intelectuais. Então a crítica seria algo como: “O filme é uma pérola escrita e dirigida pela diretora que, de maneira convincente, delicada e sutil, nos mostra o vazio existencial do ser humano que precisa usar várias máscaras para sobreviver nesse mundo selvagem. Ao mesmo tempo, apenas a relação com a sua filha o mantém desperto, vivo, numa espécie de cordão de prata que o impede de, literalmente, morrer.”
Eu também estava curiosa quando a atuação de Elle Fanning, a irmã de Dakota, de quem tanto gosto. Para mim, esse filme não foi suficiente para uma avaliação mais precisa, mas continuo acreditando na genética e ela não há de falhar.

Nota: 5

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Um Lugar Qualquer (Somewhere)
Diretor: Sofia Coppola
Atores: Stephen Dorff, Elle Fanning, Chris Pontius
2011, comédia – drama

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

As Viagens de Gulliver (Gulliver’s Travels)

Lemuel Gulliver (Jack Black) trabalha no setor de correspondência de um jornal nova-iorquino. Com o sonho de ser um grande escritor, ele vai em direção ao Triângulo das Bermudas para escrever uma matéria, mas tem o trajeto de sua viagem desviado, acidentalmente, para a desconhecida ilha Lilliput. Os habitantes desta terra são minúsculos. Agora grande, ao menos no tamanho físico, Lemuel aproveita-se que os pequenos lilliputianos estão impressionados com ele e se coloca como feitor de alguns dos principais acontecimentos históricos do mundo do qual veio. As invenções deste sonhador colocam a ilha em perigo e ele precisa dar um jeito de consertar o estrago.

Inspirado no clássico do século 18, do inglês Jonatham Swift, o livro As Viagens de Gulliver fazia uma crítica à Inglaterra daqueles dias. Este filme, com muito boa vontade, faz uma crítica aqueles que se julgam superiores aos outros, mas que, na verdade, tudo é uma questão de saber se colocar, se impor, se apresentar. “Não existe trabalho pequeno, mas pessoas bem bem pequeninas.”, diz Gulliver ao final do filme.
No filme Gulliver, da Ilha de Manhattan, trabalha como contínuo em uma editora e há 5 anos é platonicamente apaixonado pela editora do caderno de viagens, Darcy (Amanda Peet). Ele decide convidá-la para sair, mas a coragem vai pelo ralo e acaba plantando uma mentira, dizendo que é um viajante profissional e que escreve muito bem. Ela lhe dá a missão de desvendar os mistérios do Triângulo das Bermudas. Nessa roubada ele acaba naufragando e parando na Ilha de Lilliput, habitada por minúsculas criaturinhas.
Ele conhece aquele que é a sua miniatura, vamos dizer assim, Horatio (Jason Segel), um camponês apaixonado pela princesa Mary (Emily Blunt), mas que tem vergonha de declarar o seu amor, pois acha que não é bom o suficiente. Além disso, ele precisa de um ato heróico para, no mínimo, pensar em se aproximar dela, mas com a amizade de Gulliver que se transforma em um herói (o ato heróico foi salvar o rei de um incêndio e, bem, essa foi a única hora em que eu ri muito) ele vai, aos poucos se fazendo aparecer. Amigo do herói é um "passaporte" e tanto.
Aí o filme começa a ficar engraçadinho, mas nada espetaculoso. Uma e outra situação interessante, principalmente as inserções de detalhes da nossa cultura pop: Star Wars, Titanic, Avatar, Transformers , Home Theater, Kiss etc. O longa serve como passatempo de férias, uma espécie de desculpa para sair de casa e ficar 1h20 em um belo ar condicionado, comendo pipoca e bebendo refrigerante. Isso se você precisa de uma desculpa.
Confesso que fiquei decepcionada com o filme, mas quem viu em 3D ficou ainda mais. É o que eu digo: não queiram ver em 3D só porque tem essa opção. Para ser um bom 3D o filme tem que ser feito, desde o início, para isso. De outra maneira é apenas jogar dinheiro fora! Portanto, antes de ir ao cinema e pagar ingresso exorbitante para 3D, procure ler as críticas e matérias sobre o filme.

Nota: 6

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As Viagens de Gulliver (Gulliver’s Travels)
Diretor: Rob Letterman
Atores: Jack Black, Emily Blunt, Jason Segel, Amanda Peet
2011, comédia

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família (Little Fockers)

Pam (Teri Polo) e Greg (Ben Stiller) vivem felizes e um já conhece bem a família do outro. Mas não foi o suficiente. No aniversário dos gêmeos, Greg tem que provar ao sogro linha-dura, Jack (Robert De Niro), que ele é capaz de assumir a chefia desta família. E este momento põe Greg numa enrascada: ou ele prova para todos que vai assumir o lugar de Jack e conduzir a família ou quebra o círculo de confiança para sempre.

O 1° foi ótimo. O 2° foi assistível. O 3°... Totalmente desnecessário, mas como tem gente que se diverte com a vergonha alheia, ele foi feito.
Gosto muito de Ben Stiller; adoro Robert De Niro; Dustin Hoffman é chato, mas é legal; Owen Wilson é razoável e, acima de qualquer coisa, é sempre um prazer ver a diva Barbra Streisand em ação. Mesmo com essas feras, esse filme não decolou e, sinceramente, nem vai.
A picuinha entre Gaylord Focker, ou melhor, Greg, e seu sogro Frank continuam norteando o filme. Isso é uma pena, pois já que existe a nova geração (os gêmeos Samantha e Henry, de 5 anos) eles poderiam ter caprichado mais na história.
Piadas e situações burlescas, de tão óbvias, ficam sem graça. É de dar pena.
Portanto, não entre você em uma fria. Escolha outro filme para ver e passe bem longe desse. Conselho de amiga.

Nota: 4

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Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família (Little Fockers)
Diretor: Paul Weitz
Atores: Ben Stiller, Robert De Niro, Teri Polo, Jessica Alba
2011, comédia

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Um parto de viagem (Due Date)

Downey é Peter Highman, um ansioso pai de primeira-viagem cuja esposa está a cinco dias de dar à luz. Peter corre contra o tempo para conseguir um vôo de volta para Atlanta e chegar para o parto, mas seus planos são atrapalhados quando ele conhece o aspirante a ator Ethan Tremblay (Galifianakis). Esse encontro força Peter a pegar carona com Ethan e se transforma em uma travessia pelo país que vai resultar na destruição de carros, amizades e da paciência de Peter.

Robert Downey Jr para mim é O cara ! Adoro o jeito sínico dele, adoro a atuação dele, adoro a voz dele... Adoro ele e ponto final! Portanto, só tendo a presença dele o filme já valeria o ingresso.
O longa é uma comédia com situações extremamente absurdas e improváveis, mas de qualquer maneira ela cumpre o seu propósito: fazer rir. Mas eu esperava rir muito mais...
A fórmula é a mesma de filmes desse tipo: 2 caras totalmente diferentes que, por alguma razão, são obrigados a viajarem juntos de carro e com isso, com o passar dos dias, acabam criando vínculos de amizade. Tudo isso regado com momentos de escrachos total, pitadas de situações hilárias e politicamente incorretas.
Não é um primor de criatividade e não ri o quanto gostaria, mas as atuações de Robert e de Zach Galifianakis são perfeitas. Inclusive Jamie Foxx que, com uma pequena maldadezinha, proporciona um dos momentos mais hilários para mim. Portanto, por tudo isso, ainda é um filme que, como passatempo, vale a pena ser visto.

Nota: 7

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Um parto de viagem (Due Date)
Diretor: Todd Phillips
Atores: Robert Downey Jr., Zach Galifianakis, Michelle Monaghan
2010, comédia

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Minhas mães e meu pai (The Kids are all right)

Nic (Annette Bening) e Jules (Julianne Moore) são casadas e dividem um harmonioso lar na Califórnia com seus filhos adolescentes Joni (Mia Wasikowska) e Laser (Josh Hutcherson). Antes de Joni entrar para a Universidade, Laser pede ajuda para encontrar o pai biológico deles, já que os dois jovens foram concebidos por inseminação artificial. Ela, indo contra a vontade de suas mães, entra em contato com o pai, Paul (Mark Ruffalo). Os jovens logo se identificam e criam laços com ele. Na medida em que o pai começa a fazer parte da vida de todos, um novo e inesperado capítulo se inicia para esta família inusitada e nada convencional.

“- ‘Não crie expectativas. Ele pode ser esquisito... Afinal de contas ele doou sêmen’. – disse Joni” “- ‘Se ele não tivesse doado, não estaríamos aqui. Respeite-o.’ – retrucou Laser”
É praticamente com esse diálogo dos irmãos que o longa começa. O filme, de temática GLS, retrata uma relação familiar moderna e não convecional mas, com a entrada de Paul, certo desconforto, insegurança e pequena acomodação no relacionamento do casal, Nic e Jules, se mostra aparente.
Não importa o sexo do casal, os problemas de um casamento, de uma relação, sempre existirão; porque não há uma fórmula para o sucesso absoluto, mas apenas a vontade de querer estar junto, de querer dar certo, mesmo que, às vezes, decisões e atitudes erradas sejam tomadas.
A atuação dos atores foi perfeita. Annette Bening fez uma Nic masculinizada com todos as manias do homem da família (“Você deve ser a churrasqueira da família”, disse Paul). Julianne Moore, linda como sempre, fez uma Jules por vezes submissa, delicada e frágil. Mark Ruffalo perfeito como Paul, um natureba gente boa e gentil. Mia Wasikowska (Joni) e Josh Hutcherson (Laser) também estavam confortáveis em seus papéis.
O filme foi considerado, pelos críticos, a sensação do Festival de Berlim, e dizem que, muito provavelmente, Annette e Julianne concorrerão ao Oscar de melhor atriz. Eu gostei muito do filme e se tivesse que arriscar, daria o Oscar para Bening, que foi mais que perfeita, foi crível.

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Minhas mães e meu pai (The Kids are all right)
Diretor: Lisa Cholodenko
Atores: Annete Bening, Julianne Moore, Mark Ruffalo
2010, comédia - drama

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

$#*! My dad says (em português seria: As merdas que meu pai fala!)

“$#*! My Dad Says” é baseada na popular conta de Twitter de Justin Halpern, um roteirista que registrou em seu diário os comentários que seu pai fazia no dia a dia, acreditando que um dia poderia utilizá-lo como material para seus personagens. A nova comédia da CBS, estrelada por William Shatner, mostra Ed Goodson, um pai cheio de opiniões (muitas vezes inapropriadas) que não tem medo de falar aquilo que ache para quem quiser ouvir.

Sou fã de William Shatner, desde o tempo do querido comandante da USS Enterprise, capitão James T. Kirk, e órfã da fantástica série Justiça sem Limites (Boston Legal), em que ele brilhava junto com o também incrível James Spader. Com tudo isso, fiquei curiosa em conhecer a nova série estrelada por Shatner, a “Shit! My dad says”. Por isso, baixei os 3 primeiros episódios que estão disponíveis na internet (a série ainda não estreou em terras tupiniquins) para dar uma conferida.
Sabe aquele tipo de série cômica que só americano acha graça? Pois é, “$#*!...” é esse tipo de série. Não gostei !
Dei uma risada ou outra, Shatner continua um gordinho charmoso, mas a sitcom é boba, não me diz nada e não vale nem os 30 minutos de sua duração.

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$#*! My dad says
Criador: Justin Halpern
Atores: William Shatner, Jonathan Sadowski, Nicole Sullivan, Will Sasso
2010, comédia