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sexta-feira, 24 de junho de 2011

O Abrigo (Shelter)

A psiquiatra forense Cara Jessup (Julianne Moore) consolidou a sua carreira e ganhou reputação desafiando a idéia e percepção relativamente às pessoas com Personalidades Múltiplas. Em tribunal, expondo o seu ponto de vista e a sua experiência, sempre se impôs e combateu a idéia de que alguns assassinos podiam sofrer de Personalidades Múltiplas, o que resultou na condenação à morte de 6 assassinos. Cara é muito dedicada à Ciência, mas o horrendo assassinato do seu marido não fez com que perdesse a fé em Deus. Pelo contrário, a sua jovem filha, Sammy, é uma céptica convicta. Esta fé de Cara em Deus ser-lhe-á útil, uma vez que ela está prestes a enfrentar forças que pensava não existirem, quando Adam (Jonathan Rhys Meyers), um paciente, mostra ter poderes que desafiam uma explicação racional.

Nosso corpo pode abrigar vários espíritos? Personalidade múltipla existe? É verdade ou mentira? É real ou imaginação? Este filme questiona tudo isso de uma maneira tensa e vigorosa, mas acaba se perdendo.
Além de explorar o psicológico, o longa coloca no mesmo saco a feitiçaria e as trevas vindas de um coração sem fé. É um tudo junto e misturado que até da para o gasto, mas preferiria um filme mais voltado para o conflito das personalidades diversas. Ele perdeu uma ótima oportunidade de ser excelente, para ficar como um filme mediano. Aquela nota C+, feita apenas para não traumatizar a criatura e incentivá-la.
Julianne Moore, adoro essa atriz, mas praticamente ela repete a atuação que fez como Clarice Starling, no filme Hannibal. Já Jonathan Rhys, entre uma rehab e outra, fez vários personagens neste filme: Dave, Adam, Charles etc. No início estava ótimo, depois estacionou. Acho que nem ele sabia mais quem ele era, já que ficava tudo meio igual.
Filme de suspense e terror nunca tem final feliz ou um feliz final. Sempre fica algo no ar, e esta película não é diferente. Temos um final com aquele gostinho de O Abrigo 2, mas creio que ninguém merece esse karma.

Nota: 6

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O Abrigo (Shelter)
Diretor: Mans Marlind e Bjorn Stein
Atores: Julianne Moore, Jonathan Rhys Meyers, Jeffrey DeMunn
2010, suspense – terror

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O Ritual (The Rite)

Inspirado em fatos reais, o filme narra a história do cético seminarista Michael Kovak (Colin O’Donoghue) que, relutantemente, frequenta uma escola de exorcismo no Vaticano. Sua vida muda quando ele encontra o ortodoxo Padre Lucas (Anthony Hopkins), que lhe apresenta o lado mais obscuro de sua fé.

Quando baixei este filme, achei tão modorrento que não aguentei e deletei. Mas uma amiga falou do filme e tal, e disse que era bom e que eu deveria ver. Entonces, lá fui eu...
Filme de terror ele não é, afinal de contas, em um filme de exorcismo a gente pensa logo em sopa de ervilha sendo vomitada e giro de 360 de cabeça (salve salve 1973, que nos deu O Exorcista). Não teve nada disso, mas não faltou sons guturais; olhos esbugalhados e sem íris ou apenas vermelhos; sonhos estranhos; vômitos de pregos e bichinhos escrotos. Argh!
Na trama, Mikael Kovak tem que decidir: ou será agente funerário, como seu pai (participação especial do querido Rutger Hauer) ou será padre. Entre um e outro, óbvio que escolhe ser padre (nada contra a outra profissão, por favor!). A intenção era enrolar durante os anos de seminário e depois cair fora, mas ele acaba sendo enviado ao Vaticano para um curso de exorcismo. Lá ele conhece o Padre Lucas (Hopkins), um dos últimos exorcistas existentes e aí...
Não vou entrar no mérito da existência ou não do coisa ruim e se uma pessoa pode ou não ser possuída, manipulada por ele, mas o filme é, antes de tudo, sobre a velha e eterna luta do bem versus o mal. Às vezes tudo está tão na nossa cara que a gente não consegue ver ou não queremos acreditar no que estamos vendo. A fé, plena e cega, não deixa de ser um lançar-se ao abismo, na escuridão de nós mesmos...
O longa em si não é uma maravilha, mesmo tendo a presença do fantástico Anthony Hopkins, mas leva a vantagem de ser baseado em fatos reais, recentes.

Nota: 6

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O Ritual (The Rite)
Diretor: Mikael Håfström
Atores: Anthony Hopkins, Colin O'Donoghue, Alice Braga, Ciarán Hinds
2011, suspense

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Os Agentes do Destino (The Adjustment Bureau)

À beira de conquistar um lugar no Senado, o ambicioso político David Norris conhece a bela bailarina contemporânea Elise Sellas, uma mulher como ele nunca conheceu. Mas assim que se começam a apaixonar, misteriosos homens conspiram para mantê-los afastados. David percebe que está a lutar contra os próprios Agentes do Destino, que farão tudo ao seu alcance para evitar que David e Elise fiquem juntos. Perante tão estranhos acontecimentos, ele tem de deixá-la ir e aceitar o caminho que lhe foi destinado… ou arriscar tudo e desafiar o Destino.

Destino… Quem o controla? Ele já está escrito e lacrado, ou podemos exercer o nosso livre arbítrio e modificá-lo? Modificamos por que assim está escrito ou porque achamos que o que queremos é o que deve ser?
O filme é baseado no relato de Philip Dick, publicado em 1950 e o primeiro trabalho de direção de George Nolfi. George também escreveu a maior parte da história e dos personagens, uma vez que, originalmente, só tenha 8/10 páginas.
No longa, David (político) conhece Elise (dançarina) e se apaixonam. Porém, isso significa um problema para o escritório de controladores do destino. Destino esse que fez com que David tomasse conhecimento disso, coisa que não deveria ter acontecido. Por isso, ele é ameaçado: se ele falar deles e/ou voltar a ver Elise, ele sofrerá uma reinicialização. Mas esse sentimento, amor, que une David a ela é mais forte e aí... Corre corre para mudar o destino dessa história !
Achei o estilo do enredo super original. Todos os atores estão ótimos em seus papéis, embora não tenha sentido muita química entre Damon e Emily, mas nada que tenha prejudicado o resultado final como um todo.
Esse filme é sensacional ! Não só porque tem várias perguntas embutidas que nos levam a reflexões profundas, mas porque ele tem ação o suficiente para não nos desgrudarmos da tela.

Nota: 9

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Os Agentes do Destino (The Adjustment Bureau)
Diretor: George Nolfi
Atores: Matt Damon, Emilly Bunt, Anthony Mackie, Terence Stamp
2011, romance – suspense – ficção científica

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Exam (Exam)

Oito candidatos a uma vaga numa empresa, tendo que passar pelo estágio final da seleção. Eles precisam responder uma única pergunta em 80 minutos – o problema é descobrir qual é a tal pergunta?

Durante 80 minutos, 8 candidatos têm que dar a resposta certa, mas antes terão que descobrir qual a pergunta. Só existem 3 regras que deverão ser obedecidas ou serão desclassificados: não falar com o vigilante e com o guarda armado na porta, não estragar os seus papéis e não sair da sala.
Mas a pergunta que o filme faz a você é: Até onde você iria para conseguir o emprego dos seus sonhos? Essa pergunta gela, principalmente quando matar é uma das possibilidades.
Menos terror e muito, muito suspense. Esse filme lembra Jogos Mortais, mas sem violência física... Tá, tem só um pouquinho. O filme é instigante, tenso e envolvente. A idéia é ótima e o filme foi muito bem desenvolvido, embora pudesse ter tido um final mais bem elaborado.

Nota: 8

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Exam (Exam)
Diretor: Stuart Hazeldine
Atores: Luke Mably, Chris Carey, Adar Beck
2010, terror – suspense

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A Garota da Capa Vermelha (Red Riding Hood)

Valerie (Amanda Seyfried) é uma bela e jovem mulher dividida entre dois homens. Ela está apaixonada por um estranho forasteiro, Peter (Shiloh Fernandez), mas seus pais lhe arranjaram um casamento com o rico Henry (Max Irons). Valerie e Peter planejam fugir juntos até que eles descobrem que a irmã mais velha de Valerie foi morta por um lobisomem que ronda a escura floresta que circunda a aldeia. Durante anos, as pessoas têm mantido uma trégua com a fera, oferecendo a criatura um animal em sacrifício mensalmente. Mas, sob uma lua de sangue vermelho, o lobo para de atacar e leva uma vida humana. Com sede de vingança, o povo chama um famoso caçador de lobisomens, padre Solomon (Gary Oldman), para ajudá-los a matar o lobo. Mas a chegada de Solomon traz conseqüências não intencionais quando ele adverte que o lobo, que toma forma humana de dia, poderia ser qualquer um deles.

A Garota da Capa Vermelha nos apresenta uma nova visão da fábula escrita pelos irmãos Grimm. Eu diria uma visão mais punk (mais do que o original, original mesmo), cheia de suspense e, de certo modo, interessante.
No filme, Valerie planeja fugir com seu namorado secreto Peter, um órfão lenhador. Mas seus pais resolvem negociar sua mão com Henry, que é rico. No dia da fuga, a irmã de Valerie é morta por um lobisomem que apavora a pequena vila medieval. Os habitantes recorrem a um caçador experiente, padre Salomon e é aí que tudo desanda de vez para o lado dos pombinhos apaixonados.
O filme, embora haja sangue, mordidas e pedaços de corpos, não pode ser considerado como terror, mas é um belo suspense. Até o momento final, você não sabe quem é o lobisomem e desconfia de todos. A atuação dos atores não foi espetaculosa, mas nada que comprometa o produto final.
O fato é que o longa só corrobora com o que eu já desconfiava: têm garotas que amam um vampirão, têm outras que se apaixonam por um belo lobisomem e têm aquelas que arrastam uma asa pelos dois. Para mim, isso significa que, pelo menos na ficção, os homens normais estão cada vez mais sem graça e que os peculiares estão ganhando de lavada.

Nota: 7

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A Garota da Capa Vermelha (Red Riding Hood)
Diretor: Catherine Hardwicke
Atores: Amanda Seyfried, Shiloh Fernandez, Julie Christie, Max Irons
2011, suspense

terça-feira, 19 de abril de 2011

O Escritor Fantasma (The Ghost Writer)

Um ghostwriter, vivido por Ewan McGregor, é contratado para completar as memórias de Adam Lang (Pierce Brosnan), primeiro-ministro da Inglaterra. Seu agente lhe assegura que é a oportunidade de uma vida. Mas o projeto parece condenado desde o início - até porque o seu antecessor no projeto, o assessor de Lang de longa data, morreu em um infeliz acidente. Ressonante com temas da atualidade, este atmosférico e político suspense é uma história de enganos e traição em todos os níveis – sexual, político e literário. O personagem acaba descobrindo segredos sobre uma conspiração mundial que colocam a própria vida em perigo.

Ghost Writers são escritores, muitas vezes anônimos, que escrevem para outros. Esse é o mote principal desse suspense.
Ewan McGregor interpreta de maneira sóbria e low profile, o personagem título (em nenhum momento do filme o seu nome é revelado), que tem como tarefa escrever as memórias de um ex-primeiro ministro britânico, Adam Lang (ou seria Tony Blair?!), vivido por Pierce Brosnan em um misto de simpático, irritável e inseguro por vezes.
O interessante do filme, também, são os detalhes. A casa onde se passa quase todo o longa é uma espécie de bunker em uma ilha isolada. Tem a estrutura de uma fortaleza, mas com uma enorme parede/janela de vidro. Você se sente como em uma gaiola ou aquário: você vê todo o exterior, mas ao mesmo tempo está isolado. As pequenas atitudes do Escritor, como quando, antes de colocar, cheira o gorro que recebe emprestado, em um movimento absolutamente normal, que eu ou você faríamos.
Durante todo o filme o Escritor Fantasma é desconfiado, curioso e um pouco paranóico e, no final, talvez se achando mais confortável e seguro, acaba abrindo a guarda.
O thriller de suspense é envolvente em todos os pormenores e essa é uma façanha graças, não só a atuação correta de todos os atores, mas, principalmente, ao diretor Roman Polanski.

Nota: 8

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O Escritor Fantasma (The Ghost Writer)
Diretor: Roman Polanski
Atores: Ewan McGregor, Pierce Brosnan, Olivia Williams
2010, suspense

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Eu sou o número 4 (I am Number Four)

Nove crianças dotadas e os seus guardiões são os únicos sobreviventes de uma guerra sangrenta no seu planeta natal, Lorien, e instalaram-se na Terra sob a proteção de um encantamento que obriga aos seus inimigos de os matarem por ordem numérica. Três deles morrem, o Número Quatro é o próximo. Escondido numa pequena cidade, o rapaz tenta fugir ao seu destino.

O longa é uma mistura de ficção científica (filme de extraterrestre é sempre ficção científica), ação (é...), suspense (não vi) e romance (muuuuito pouco). Todos esses ingredientes dentro de uma coqueteleira e temos um filme estilo adolescente: totalmente previsível e sem graça.
A história até é interessante: jovens (nove ao todo) são os únicos sobreviventes de um planeta chamado Lorien. Cada um desenvolverá poderes sobre-humano a medida que forem se tornando adultos. Só que eles têm inimigos e que estão dispostos a eliminá-los de uma vez por todas. O probleminha é que eles só podem matar os sobreviventes por ordem numérica e, óbvio, empacaram no sobrevivente Quatro.
Sinceramente, um filme cujo um dos produtores é Steven Spielberg junto com a Dream Works, com um orçamento entre 50 e 60 milhões de dólares, deveria ser “o” filme e não é isso que nos foi apresentado.
Com exceção do cachorrinho da raça beagle, as atuações foram mornas e bobas. Um filme decepcionante.

Nota: 3

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Eu sou o número 4 (I am Number Four)
Diretor: D. J. Caruso
Atores: Alex Pettyfer, Timothy Olyphant, Dianna Agron
2011, ficção científica – ação – suspense

segunda-feira, 4 de abril de 2011

SPLICE - a nova espécie (Splice)

Clive e Elsa são dois brilhantes cientistas especializados na combinação de DNA e se dedicam a criar espécies híbridas de animais para um laboratório farmacêutico. Depois do sucesso de seu ultimo experimento, decidem em segredo dar um passo mais adiante e usar DNA humano para a criação de um novo ser que os ajude a revolucionar a medicina moderna. Mas a espécie resultante é muito mais que uma nova escala na árvore evolutiva, uma surpreendente criatura que excede seus sonhos mais ambiciosos.

O filme usa o tema da moda (pelo menos era moda há alguns meses): experiência genética utilizando o DNA humano junto com o de vários animais. Claro que tal experiência não dá muito certo. Aliás, quando o homem cisma em imitar Deus (cientista tem muito disso), querendo inventar um ser humano, isso nunca acaba bem... Vide Frankenstein. O filme é classificado como terror, mas de terror não tem absolutamente nada. Nossas manchetes de jornais são muito mais aterrorizantes.
Quando os cientistas utilizam o DNA humano, nasce uma criatura meio dinossauro, meio ave, meio peixe, meio tudo isso junto e ao mesmo tempo. Com pés de avestruz, um rabo com um ferrão na ponta, careca, olhar expressivo e com um rostinho simpático e meiguinho, a gente até se sensibiliza com o... a..., bem, com Dren.
Mas na verdade a personagem principal mesmo é a Elsa, a cientista e “mãe” da criatura. Ela é quem direciona o filme. Ela é quem bateu o pé e quis fazer a experiência; é ela que protege Dren desde o início, mesmo correndo risco em relação ao seu futuro profissional e pessoal; ela é quem começa a perceber o distanciamento do lado “humano” e a chegada da revolta, o lado “animal” de Dren.
Não morri de amores pelo filme. Ele poderia ter sido mais bem explorado e melhor finalizado. O corre-corre do final foi uma confusão só e, claro, tinha que ter um link para uma provável continuação. Como disse Elsa em sua última frase: “O que pode acontecer de pior?” Para mim seria, exatamente, uma continuação, mas tudo bem, não sou obrigada a ver mesmo...

Nota: 5

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SPLICE - a nova espécie (Splice)
Diretor: Vincenzo Natali
Atores: Adrien Brody, Sarah Polley, Delphine Chanéac
2010, ficção - terror - suspense

terça-feira, 22 de março de 2011

Mistério da Rua 7 (Vanishing on 7th Street)

A cidade de Detroit está no escuro, graças a um apagão. A população some e a situação de abandono é evidente. Um grupo de pessoas que não se conhecem é o único sinal de sobrevivência. Eles, então, decidem se proteger em uma taberna abandonada, quando percebem que a escuridão fora do esconderijo está pronta para atacá-los e a única chance de ficar seguro é colocando fim às fontes de luz.

De terror esse filme não tem nada. De suspense tem. Tem tanto que o filme acaba e continua o suspense, pois não sabemos por que surgiram essas sombras engole vivos.
Em um cenário apocalíptico, o filme lembra o Ghost com sombras soturnas que querem levar (sabe-se lá para onde) os vivos. Mas quando esses vivos encontram a luz (nada de luz da alma, mas luz mesmo, light) eles conseguem manter essas sombras distantes.
Ou seja, essa história de luz x trevas é o mote do longa que é repleto de simbologias religiosas (salvação; renovação; pureza; culpa etc), mas o filme não tem salvação. Nunca na história dessa minha vida, vi um filme tão sem graça, tão absurdamente bobo.
O que se aprende com esse filme? Tenha sempre uma lanterna na sua bolsa! Só e apenas isso. Está bom para você?!

Nota: 3

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Mistério da Rua 7 (Vanishing on 7th Street)
Diretor: Brad Anderson
Atores: Hayden Christensen, Thandie Newton, John Leguizamo
2011, terror

domingo, 20 de março de 2011

Não me abandone jamais (Never let me go)

Kathy H. (Carey Mulligan) tem 31 anos e está prestes a encerrar sua carreira de cuidadora. Enquanto isso, ela relembra o tempo que passou em Hailsham, um internato inglês que dá grande ênfase às atividades artísticas e conta, entre várias outras amenidades, com bosques, um lago povoado de marrecos, uma horta e gramados impecavelmente aparados. No entanto, esse internato idílico esconde uma terrível verdade.

É muito sofrimento, muita dor, muito desencontro e muita submissão para um filme só. Basicamente você chega animado e sai calado, pensando na vida e na sua própria vida.
O filme, baseado no best-seller homônimo de Kazuo Ishiguro, acompanha a vida de três britânicos, Kathy, Tommy e Ruth, desde a infância até jovens adultos. Eles são colegas de internato e descobrem que estão lá, sendo bem tratados, apenas porque são doadores: a obrigação deles é doar seus órgãos aos seus “semelhantes”. Temos aí a clonagem humana servindo como armazenamento de "peças" para reposição, ambulante.
A atuação de Carey Mulligan (Kathy) é fantástica e estou me tornando fã incondicional dela, desde o filme Educação. Andrew Garfield (Tommy) e Keira Knightley (Ruth) também estão bem.
O filme não responde a uma série de indagações. Como não li o livro, não sei se foi falha do autor ou opção do roteirista. De qualquer maneira, é uma pena, mas ele explora, e muito, a melancolia, o vazio. O sentimento de que nada é seu, inclusive a si próprio, e que a felicidade depende mais do outro de que de você mesmo.
Fiquei com uma sensação de aperto no coração e não gostei nem um pouco desse incomodo. É um filme intrigante e reflexivo e o que não falta são tópicos para isso.

Nota: 7

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Não me abandone jamais (Never let me go)
Diretor: Mark Romanek
Atores: Sally Hawkins, Carey Mulligan, Andrea Riseborough, Keira Knightley
2010, drama – suspense

segunda-feira, 7 de março de 2011

Desconhecido (Unknown)

Martin Harris (Liam Neeson) acabaou de sair de um coma de quatro dias, fruto de um acidente de carro em Berlim. Ao acordar, descobre que sua esposa (January Jones) não o reconhece e, para piorar, existe um outro homem (Aidan Quinn) usando sua identidade. Ignorado pelas autoridades e na mira de assassinos, sua única chance de desvendar este mistério é contar com Gina (Diane Kruger), uma motorista de táxi que poderá ajudá-lo a provar que ele não está louco. Mas por que alguém iria querer a sua identidade?

Aos 58 anos, sem ter feito um sucesso absoluto em sua carreira, mas colecionando boas atuações, finalmente Neeson se destaca como um herói de filme de ação e suspense, e ele não faz feio!
O filme tem tanta ação que houve momentos em que fiquei cansada. Rolou também uns salpicos de suspense e eis um filme que entretêm do início ao fim. Claro que houve exageros, situações completamente improváveis, mas também não vou aqui exigir uma obra de arte cinematográfica. Contento-me com um bom entretenimento e ele o foi.
Eu só esperava um desfecho estonteante, o que aconteceria se houvesse mais uma mortezinha no final. Isso faria o filme subir um pouco mais no meu conceito, mas infelizmente não aconteceu... Nem tudo é perfeito!

Nota: 7

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Desconhecido (Unknown)
Diretor: Jaume Collet-Serra
Atores: Liam Neeson, January Jones, Diane Kruger
2011, ação - suspense

sábado, 5 de março de 2011

Além da Vida (Hereafter)

Três pessoas que são afetadas pela morte de maneiras diferentes. George (Matt Damon) é um operário norte-americano que tem uma conexão especial com o além. Em outro ponto do planeta, a jornalista francesa Marie (Cécile De France) acaba de passar por uma experiência de quase-morte que muda sua visão diante da vida. E quando Marcus (Frankie/George McLaren), um garoto londrino, perde uma pessoa muito próxima, ele começa uma procura desesperada por respostas. Enquanto cada um segue o caminho em busca da verdade, suas vidas se encontrarão e serão transformadas para sempre pelo que eles acreditam que possa existir, ou realmente exista – a vida após a morte.

Cada vez mais estou gostando de Clint Eastwood como diretor. Incrível como um cara típico estereótipo de machão americano (falta beleza e sobra jeitão de brutamontes) passa vigor e delicadeza na direção de seus filmes.
Além da Vida, embora fale de vida após a morte, não é um filme de temática religiosa. Por isso, não se sinta constrangido em assistir, caso você não acredite nisso. O filme é muito mais que isso. Na verdade o filme não fala da morte, mas usa a morte para fortalecer e reafirmar o valor e a importância da vida.
No longa, Matt Damon é um médium que se conecta com o falecido através do vivo, mas ele mesmo não considera isso um dom e sim uma maldição. Cá pra nós, eu não gostaria de estar na pele dele. Mas o fato é que o filme trata de 3 histórias que acontecem ao mesmo tempo, em países diferentes e que, mais à frente, se cruzam.
A sequência inicial do filme impressiona retratando o tsunami da Tailândia. Depois disso, a história dos gêmeos Marcus e Jason (vividos pelos gêmeos ingleses George e Frankie McLaren) é de cortar o coração, mas sem cair na pieguice.
O filme não é pesado e muito menos deprê. Todos os atores estão perfeitos em seus papeis, mas achei que o final ficou a desejar. Mesmo assim vale a pena conferir.

Nota: 7

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Além da Vida (Hereafter)
Diretor: Clint Eastwood
Atores: Matt Damon, Cécile De France, Thierry Neuvic
2011, drama – suspense

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Cisne Negro (Black Swan)

Nina é uma bailarina de uma companhia de balé de Nova York, cuja vida é completamente consumida com a dança. Ela vive com sua mãe a ex-bailarina Erica, que exerce um controle sufocante sobre ela. Quando o diretor artístico Thomas Leroy decide substituir a primeira bailarina para a produção de abertura de sua nova temporada, O Lago dos Cisnes, Nina é a sua primeira escolha. Mas Nina tem concorrência, a nova dançarina, Lily. O Lago dos Cisnes exige uma dançarina que pode interpretar tanto o Cisne Branco com inocência e graça, como o Cisne Negro, que representa a malícia e sensualidade. Nina se encaixa no papel Cisne Branco perfeitamente, mas Lily é a personificação do Cisne Negro. Como as duas jovens bailarinas expandem sua rivalidade em uma amizade distorcida, Nina começa a ficar mais em contato com seu lado escuro - uma imprudência que ameaça destruí-la.

Cisne Negro é um drama psicológico. O pano de fundo é o balé, mais precisamente O Lago dos Cisnes, do compositor russo Tchaikovsky.
Natalie Portman dá um show de interpretação e só se os jurados da Academia forem muito obtusos, ela não ganhará o Oscar de melhor atriz.
Durante o filme todo ficamos entre a fantasia e a realidade, entre o sonho e o pesadelo. Uma luta obsessiva entre a disciplina e o se entregar ao personagem. Afinal de contas, o que é mais importante: ser o personagem ou estar no personagem?
O Cisne Branco é a representação da beleza, da docilidade, da fragilidade do ser humano, mas é o Cisne Negro que dá o vigor, a sexualidade, o arrebatamento, a coragem de querer e conseguir. Ambos os cisnes estão dentro de Nina (Portman) e lutam desesperadamente para se sobressaírem, ao invés de harmoniosamente conviverem. O longa mostra o tempo todo essa dualidade.
Cisne Negro é um filme denso e tenso do início ao fim. Não fiquei excitantemente encantada por ele, mas sem dúvida é um filme impactante e que vale a pena ser visto.

Nota: 7

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Cisne Negro (Black Swan)
Diretor: Darren Aronofsky
Atores: Natalie Portman, Mila Kunis, Winona Ryder, Vincent Cassel
2011, drama - suspense

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Deixe-me Entrar (Let Me In)

Owen (Kodi Smit-McPhee) é um garoto solitário, que vive com a mãe e é sempre provocado pelos valentões da escola. Um dia ele conhece, perto de sua casa, Abby (Chloe Moretz). Sempre nas sombras, ela aos poucos de aproxima de Owen e logo se tornam amigos. Só que Abby possui um segredo: ela é muito mais velha que sua aparência indica e necessita de sangue para sobreviver. Para consegui-lo, seu pai (Richard Jenkins) realiza assassinatos na surdina, de forma a retirar o sangue das vítimas e levá-lo para Abby.

Remake do filme sueco “Let the right one in”, de Tomas Alfredson, adaptado do romance homônimo de John Ajvide Lindqvist. Como não vi o original e muito menos li o livro, opinarei apenas sobre esta refilmagem americana.
O filme mostra a história de um menino, Owen, 12 anos, que tímido e reservado (provavelmente devido ao divórcio conturbado dos pais), sofre de bullying no colégio. Ele acaba conhecendo Abby, 12 anos, uma menina discreta e misteriosa. Com uma série de pontos em comum, era óbvio que se tornariam amigos, embora ela mesma tenha lhe advertido: “não podemos ser amigos” e “não sou uma garota”. Pois é, ela é uma vampira e, claro, uma amizade assim não é fácil. A atuação dos jovens Kodi Smit-McPhee e Chloe Moretz é incrível, nem parecem as crianças que são. É bom ficarmos de olho neles.
Mas o filme vai além desse tema tão em moda hoje em dia. Esse filme aborda a amizade, a cumplicidade, o certo e o errado, o bem e o mau, a descoberta, o amor. “Deixe-me Entrar” é mais do que um deixe-me entrar em sua casa (afinal de contas um vampiro precisa ser convidado), mas é um deixe-me entrar em sua vida, em uma ida sem volta.
Claro que há mordidas no pescoço, assassinatos, sangue para todos os lados, mas nada que tire o sono de ninguém. Vale a pena ver o filme.

Nota: 8

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Deixe-me Entrar (Let Me In)
Diretor: Matt Reeves
Atores: Kodi Smit-McPhee, Chloe Moretz, Richard Jenkins
2011, suspense - terror

sábado, 25 de dezembro de 2010

72 Horas (The Next Three Days)

John Brennan (Russell Crowe), professor universitário, levava uma vida perfeita até sua esposa, Lara (Elizabeth Banks), ser presa acusada de um crime brutal, que ela alega não ter cometido. Após três anos de vários recursos negados pela justiça, John percebe que só há uma saída: elaborar um plano de fuga preciso para tirá-la da prisão. Agora, ele e Lara terão apenas 72 horas para fugir. Em uma corrida contra o tempo, John irá provar que não há nada mais perigoso do que um homem com tudo a perder.

O filme já começa com uma acalorada discussão. Depois somos testemunhas do relacionamento (tipo família Doriana) regado a muito amor e confiança, entre John e Lara, e o filhinho do casal. Mas aí... Policiais invadem a casa e prendem Lara, por assassinato.
A partir daí o bicho pega. Três anos de julgamentos e apelações, está cada vez mais difícil provar a inocência de Lara. Com isso, o filho, agora com 6 anos, está cada vez mais distante da mãe e a própria já começa a flertar com o suicídio. Só resta uma única saída para John: tirar sua esposa da prisão, a qualquer preço.
Se Lara matou ou não, isso já não tem tanta importância. O que nos mantém pregados no filme é a torcida para que John consiga tirar a mulher da prisão. Que se dane se ela é ou não inocente, mas o amor entre os dois e a total confiança de John na esposa são os motivos da nossa torcida.
Russell Crowe, nosso eterno Gladiador, está perfeito no papel de um simples homem comum, professor de inglês, que vê sua vida virada de cabeça para baixo, de uma hora para outra. O cansaço, o desespero, a frustração são visíveis a medida que o tempo vai passando. Uma atuação de primeira.
Esse longa é de um suspense tenso e opressor. Os minutos finais foram eletrizantes. O filme é imperdível e no final ainda fica uma pergunta no ar: Lara descobre do que o marido é capaz, e será que depois disso tudo que passaram, a relação entre eles será a mesma?

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72 Horas (The Next Three Days)
Diretor: Paul Haggis
Atores: Russell Crowe, Elizabeth Banks, Liam Neeson
2010, drama - suspense

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Enterrado Vivo (Buried)

Paul Conroy (Ryan Reynolds) é um americano motorista de caminhão no Iraque e acorda, sem saber como, enterrado vivo dentro de caixão de madeira. Sem saber o que aconteceu e o porquê de estar ali, ele tem em suas mãos apenas um telefone celular e um isqueiro. Começa então uma tensa corrida contra o tempo e a falta de ar. E a pressão aumenta ainda mais quando os sequestradores exigem um resgate milionário para libertá-lo e um vídeo com suas imagens vão parar no You Tube.

Jesus, que filme é esse ?!
Um minuto e pouco e a tela está totalmente escura, um silêncio perturbador. De repente algumas tosses são ouvidas e você, espectador, vai ficando agoniado. De repente a luz de um isqueiro ilumina o ambiente. Conhecemos então Paul Conroy, que foi enterrado vivo com seus remédios, um celular, um isqueiro, uma lanterna, um lápis e uma garrafinha de bebida alcoólica. Começa uma corrida contra o tempo... 90 minutos.
Quem é claustrofóbico não deve passar nem perto desse filme, que do início ao fim é uma agonia só. Na verdade ele é a prova concreta que quando a situação está bem ruim anda dá para ficar bem pior.
No filme só vemos o personagem interpretado, e muito bem, por Ryan Reynols (futuro Lanterna Verde). Os outros só participam com suas vozes. O filme se passa todo em um caixão de madeira, o que certamente deve ter barateado a produção do filme.
O final é clichê total, mas mesmo assim, sendo o final A ou B, não teria como não ser óbvio. O que importa, realmente, é que o filme foi suspense do início ao fim. Prendeu a minha atenção e, por vezes, prendeu a minha própria respiração.

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Enterrado Vivo (Buried)
Diretor: Rodrigo Cortés
Atores: Ryan Reynolds, José Luis Garcia Pérez, Robert Paterson
2010, suspense

sábado, 27 de novembro de 2010

Enigmas de um Crime (The Oxford Murders)

Uma série de assassinatos assombram Oxford ultimamente e a esperança dos moradores da região estão com dois homens: Arthur Seldom (John Hurt), um prestigiado professor de lógica, e Martin (Elijah Wood), um jovem estudante que acabara de chegar à universidade na expectativa de estudar com o professor. Ao que tudo indica, os crimes estão ligados por códigos, estranhos símbolos e números matemáticos. Professor e estudante juntam suas habilidades para desvendar o mistério e montar esse difícil quebra-cabeças. Na medida que Martin chega perto da verdade, aumenta a sensação de insegurança e incompreensão com o mundo ao seu redor.

Enigmas de um Crime não estreou em nossos cinemas, foi direto para o DVD. Sinceramente, pelo que vi, duvido muito que faria sucesso nas telonas. A idéia é interessante: assassinatos enigmáticos, com pistas repletas de códigos e símbolos filosóficos e matemáticos.
O filme começa com uma palestra cujo tema central é “Podemos saber a verdade?” Ao longo do filme somos instigados a concordar que não existe verdade absoluta.
O início do filme é lento e chato, mas dá uma melhorada quando os assassinatos vão ocorrendo. A parte do romance entre Martin e Lorna foi completamente sem graça e nada convincente.
Mesmo assim filmes desse tipo são raros e vale a pena dar uma conferida e mergulhar em teoremas filosóficos e descobrir que a resposta sempre esteve diante de nossos olhos.

Em tempo: Eu era fã da criança Elijah Wood, mas confesso que desde que ele cresceu e se tornou um adulto, sua atuação, para mim, tem sido mediana. É uma pena, pois tenho certeza que ele é capaz de mais, muito mais... É só ver a filmografia dele e conferir o que estou dizendo.

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Enigmas de um Crime (The Oxford Murders)
Diretor: Alex de la Iglesia
Atores: Elijah Wood, John Hurt, Leonor Watling
2008, suspense - policial

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Um Homem Misterioso (The American)

Jack é um assassino profissional com um histórico impecável, mas quando um trabalho na Suécia acaba mal, ele promete que sua próxima missão será a última. Então Jack esconde-se numa pequena cidade do interior da Itália enquanto espera por instruções para seu último trabalho. Logo Jack se encontra em uma cidade de muita paz e conhece Mathilde, uma belga por quem se apaixona. Mas baixar a guarda de repente pode ser fatal.

Este filme é uma adaptação baseado no romance de Martin Booth, “A Very Private Man”. Adoro filme de ação. Adoro George Clooney. Um filme com esses pré-requisitos não tem erro, mas esse tem.
O início do filme teve um leve movimento, mas depois, para um longa que se classifica como sendo de ação, o que não teve foi movimento. Com uma hora e meia de duração, se tivemos 20 minutos de ação foi muito. Já no quesito suspense o filme faz jus a categoria, mesmo sendo óbvio demais.
Com fotografia belíssima (Itália tem um cenário naturalmente rico, elegante e puro), o filme foi tédio absoluto. O final foi totalmente previsível, mas uma coisa é inquestionável: da mesma forma que o Rio de Janeiro, George Clooney continua lindo!

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Um Homem Misterioso (The American)
Diretor: Anton Corbijn
Atores: George Clooney, Bruce Altman, Theka Reuten
2010, ação - suspense