domingo, 18 de julho de 2010

Cartas para Julieta (Letters to Juliet)

Jovem americana (Sophie/Amanda Seyfried) viaja para Verona, Itália, a famosa e inspiradora cidade onde foi criada a personagem Julieta Capuleto. É neste local que ela descobre um grupo de mulheres, as Secretárias de Julieta, que costuma responder às cartas - deixadas num muro. A garota então responde a uma dessas cartas, datada de 1951, o que acaba inspirando a autora a viajar para a Itália em busca daquele que sempre foi sua verdadeira paixão. O fato também desencadeia uma série de eventos que irá mudar a vida de todos.

OK ! Podem me chamar de sonhadora, manteiga derretida, completamente boba, mas eu adooooooooro filmes desse tipo. Qual a mulher que não gosta de uma bela história de amor?
Esse filme foi tudo de bom para mim. Uma trilha sonora caprichada com Colbie Caillat e Taylor Swift, atuações perfeitas... Como foi bom rever Vanessa Redgrave delicada e forte, como sempre. Boa surpresa foi o ator Christopher Egan (achei muito parecido com o falecido Heath Ledger), pelo menos para mim que só o vi no filme “Eragon”. Amanda Seyfried, mais uma vez, transbordando doçura. Gael com atuação apagada, tal qual o seu personagem. Perfeito!
A história é totalmente previsível, como todo filme romântico deve ser, mas mesmo assim ficamos o filme todo torcendo por um final feliz. Não queremos um desfecho com morte como em “Romeu e Julieta”, mas sim um final vivo, muito vivo, porque é muito importante continuarmos acreditando que o amor verdadeiro existe e jamais morrerá.

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Cartas para Julieta (Letters to Juliet)
Diretor: Gary Winick
Atores: Amanda Seyfried, Gael García Bernal, Vanessa Redgrave, Christopher Egan
2010, romance

sábado, 17 de julho de 2010

Encontro Explosivo (Knight and Day)

June (Cameron Diaz) é uma mulher solteira que espera mudar sua vida marcando um encontro às escuras com Roy Milner (Tom Cruise). Ela não dá sorte. Milner a leva para uma aventura cheia de perigo, onde ninguém é o que parece. Aos poucos, ela começa a desconfiar que esteja se envolvendo com um espião. Depois de tanta aventura, June terá de decidir se Milner é um vilão ou a única pessoa em quem pode confiar.

Tom Cruise continua com aquele sorriso maroto, de dentes perfeitos, irresistível. Fez vários filmes interessantes, com atuações variando entre excelente e mediana. De qualquer maneira a sua praia são mesmo os filmes de ação e ele não faz feio não.
Cameron Diaz, para mim, nunca foi nada demais como atriz. Fez filminhos bobos, alguns de ação, algumas comédias, mas nada que a catapultasse para o topo do estrelato, pelo menos até agora.
A trama do filme é o de sempre: mocinho foge porque está sendo perseguido e acusado injustamente (CIA ou FBI, tanto faz!); mocinha cai na história meio que de paraquedas; mocinha acha mocinho um lunático e quer sair fora, mas no meio de tantas dúvidas ela opta em acreditar no mocinho; bang-bang, mocinho atira para todos os lados e mocinha ajuda; vrum-vrum, cenas de ação com o mocinho no capô e teto do carro (uma constante para o nosso baixinho incansável Cruise/Milner); mocinha faz merda; mocinho é dado como morto; mocinha tenta consertar a merda que fez; mocinho aparece e salva a mocinha e juntos salvam o mundo e se salvam também.
Encontro Explosivo é ação, humor e romance, tudo isso junto e misturado. É o típico filme sessão da tarde com pipoca: não te acrescenta nada, mas você também não perde nada.

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Encontro Explosivo (Knight and Day)
Diretor: James Mangold
Atores: Tom Cruise, Cameron Diaz
2010, ação – comédia – romance

domingo, 11 de julho de 2010

Beleza em campo

Faço parte da torcida feminina que não entende nada de futebol, mas que presta uma atenção incrível no momento do Hino Nacional quando, perfilados, os jogadores são apresentados. Todos com aquelas carinhas compenetradas, mão no peito... É nesse instante que, atentamente, escalo a minha seleção: os gatos da Copa 2010.
Para escalar essa seleção, além de observar os jogadores em campo, tento dar um confere nas fotos que rolam na internet. Um trabalho tão chaaaato! rs
Confesso a minha dificuldade em achar os asiáticos bonitos, já que meus olhos não conseguem ver diferenças significativas entre eles. Juro que tentei, mas não consegui escolher nenhum.
Adoro os loiros de olhos claros e, nesse quesito, várias seleções vieram com tudo: da Austrália, Lucas Neill, Grella e Valeri; da Alemanha, na boa?! espetáculo de seleção, Lahn, Friedrich, Badstuber, Podolski e Mertesacker; da Grécia os goleiros vieram com as bênçãos dos deuses do Olimpo: Tzorvas e Sifakis; da Inglaterra tivemos a presença sempre encantadora de David Beckham (sem comentários!) e um belo Gerrard; da Dinamarca... praticamente o time todo, até me perdi!
Os morenos e os negros também tiraram o meu fôlego: Jokic e Zlatan, da Eslovenia; Lacen, da Argélia; Yoann, da França; Shittu e Enyeama, da Nigéria; Eduardo, Raul Meirelles, Duda e Miguel Veloso, de Portugal; Xabi Alonso, Casillas e Jesús Navas, da Espanha; Mokoena, da África do Sul; Sneijder, da Holanda; Demichelis, Mascherano, Samuel e o ma-ra-vi-lhooooooso Higuaín, da Argentina (peço perdão por achar argentino bonito, mas, nesse quesito, meus olhos não ligam para a rivalidade); Bassong, dos Camarões; nos EUA tivemos o Bocanegra e o Benny (ouvi um ti ti ti de que ele é carioca. Será? Tá explicado...). Mas o italiano Iaquinta arrebatou meu coração. Que homem era aquele?!
Na nossa seleção canarinho, apenas 2 jogadores mereceram os meus suspiros: Felipe Melo e Daniel Alves. OK! O primeiro teve uma atitude animalesca e o segundo não foi tão ruim assim, vai... “Ah, mas o Kaká é um gato.” Hmmm. Talvez daqui a 20 anos, quando ele tiver mais cara de homem e menos cara de garoto. Hoje, na minha lista, tá fora!
Eu tenho que fazer um registro, mesmo que breve, dos uniformes. Parabéns a marca “Puma”, que percebeu e transformou em realidade, os desejos da torcida feminina. Camisas coladinhas ao corpaço dos jogadores, principalmente os das seleções africanas, foram um show a parte. Uau !
O fato é que a mim me encantam as belíssimas espécies que correm pelo gramado, atrás da bola, mas não sou tão dããããã assim: jogadas e gols bonitos também chamam a minha atenção, mas... Quem foi mesmo que ganhou essa Copa? Ah, lembrei !

domingo, 4 de julho de 2010

Esmalte transformador

Sempre usei esmaltes clarinhos, quase transparentes. Não porque achasse os vermelhos e vinhos berrantes, mas porque minhas unhas sempre foram moles (fáceis de dobrar e quebrar) e, por isso, o comprimento tem que ser pequeno. Para mim, esmaltes vivos combinam com unhas grandes e isso, infelizmente, não me pertence.
Mas agora somos praticamente atropeladas com esmaltes hipermega coloridos e com cores tão lindas: lilás, azuis, corais, cafés, etc, uns cremosos e outros metalizados. Não resisti e comprei um frasco do esmalte “Noite Quente”, cremoso, da Colorama.
Cheguei em casa e passei o esmalte na unha do meu polegar. UAU ! Eu só via o esmalte... Passei nas demais unhas e voilá! Só vejo os meus dedos, as minhas mãos.
Como em um passe de mágica, parece que meu gestual ficou mais feminino... Até o movimento mais simples como o de pegar um copo para beber algo tomou ares delicados.
Será possível que um mero esmalte transforme uma mulher? Talvez seja um pouco de exagero da minha parte, mas que mudanças ocorreram isso é fato. Não sei se o peso da cutícula é a causa, mas todas as mulheres têm conhecimento de que uma unha feita (sem esmalte) deixa a mão mais leve. Mãos feitas e pintadas é a personificação da delicadeza e beleza da mulher. É como se disséssemos: “Olhem, não se enganem! Sou meiguinha, mas também sou poderosa.”
É bem provável que não pinte sempre, afinal de contas ainda não inventaram esmaltes a prova de lavar louça, lavar roupa, lavar as mãos etc etc e, vamos combinar, esmaltes berrantes descascados é o ó! Seu significado contra e o inversamente proporcional ao significado pró.
Mesmo assim, amei as minhas “novas” mãos e me senti, indubitavelmente, mais elegante. Virei fã ! Aconselho aquelas que, como eu, possuem unhas pequenas e, por causa disso, têm medo de ousar nos esmaltes: Libertem-se desse preconceito arcaico ! Soltem a mulher feminina e bela que existe dentro de vocês. Vocês pegarão e enxergarão os elementos do mundo de outra maneira.

A Saga Crepúsculo: Eclipse (The Twilight Saga: Eclipse)

Bella Swan (Kristen Stewart) e Edward Cullen (Robert Pattinson) planejam se casar assim que chegar a formatura, o que marcará também a transformação de Bella em vampira. Paralelamente, Jacob Black (Taylor Lautner), apaixonado por Bella, decide lutar pelo seu amor. Só que a vida do trio está em perigo quando uma legião de vampiros recém-criados começa a atacar em Seattle, cidade próxima ao local em que vivem.

E lá fui eu ao cinema para ver Eclipse, ao lado de minha afilhada, de 11 anos. Depois de ficarmos uns bons minutos escolhendo que tipo de pipoca e qual o brinde queríamos (optamos pelo copão, com a cara do Robert Pattinson, é claro!), seguimos para a sala de projeção.
Como eu já tinha baixado o filme na net (em russo!), fui logo avisando: quando tiver as cenas de beijo, tamparei os seus olhos para você não ver nada. A pré-adolescente quase enfartou! “Ah, por favor, você tá brincando, né ?!” Eu não aguentei e caí na gargalhada. Como sou mázinha... rs Filme iniciado e total atenção.
Tirando o primeiro livro, que não é de todo ruim, achei uma droga todos os outros: Lua Nova, o pior deles; Eclipse e o Amanhecer. Porém, adoro os filmes. Assim sendo, em minha opinião, a saga Crepúsculo só presta nos filmes.
Nesse filme, praticamente a guerra entre Victoria, com os recém-criados, e os Cullens e os lobisomens, ficou meio de lado. O que aparece como fio condutor é o triangulo amoroso quente e frio de Bella, Edward e Jacob. No ata e nem desata desse relacionamento, que gerou até alguns comentários sarcásticos e maldosos do público que assistia ao filme, o filme vai se desenrolando.
Achei o trio, Pattinson, Stewart e Lautner, bem mais confortável em seus papéis, mesmo que, algumas vezes, a cara de “ai que nojo” e “sou um vampiro atormentado” predomine no rosto de Edward/Pattinson. Felizmente, também, a maquiagem deu uma reduzia nos quilos e mais quilos de pó-de-arroz na cara dos vampiros.
Eclipse não é um clássico e não é um filme sensacional, mas é um filme gostoso de assistir. Qual a mulher que não gostaria de ser disputada por 2 gatos? Amar e ser amada por um homem carinhoso, cuidadoso e companheiro? Essa é a fórmula do sucesso de Sthephenie Meyer, autora dessa saga que se tornou uma febre mundial.
O interessante foi ver o público do cinema. Pouquíssimos homens e mulheres sozinhos, pouquíssimos casais e muita, mas muitas meninas adolescentes em bando. Quando o personagem Jacob aparece pela primeira vez, sem camisa, uma jovem exclamou bem alto, assim, do fundo de sua alma: “Ai meu Deus!” A sala veio abaixo em uma sonora gargalhada. E vamos combinar, Taylor Lautner tem, realmente, um corpinho de deus grego bronzeado.

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A Saga Crepúsculo: Eclipse The Twilight Saga: Eclipse
Direção: David Slade
Atores: Kristen Stewart , Robert Pattinson , Taylor Lautner
2010, romance

domingo, 27 de junho de 2010

Shrek para sempre (Shrek forever after)

Shrek virou um homem de família e, ao invés de ficar assustando os moradores locais, agora, o ogro vive dando autógrafos. Sentindo falta do passado, quando realmente se sentia como um ogro, Shrek assina um contrato com o falante Rumplestiltskin, que resulta em uma tragédia. Sua vida muda completamente, ele passa a viver em mundo que é o oposto do Reino Tão Tão Distante, em que os ogros são caçados. Agora, só Shrek pode desfazer seu erro, salvando seus amigos, sua terra que corre risco e mostrar a sua esposa Fiona que realmente a ama.

Impossível não se apaixonar por Shrek, Fiona, Burro e o Gato de Botas. Foi assim nos dois primeiros filmes e, mais uma vez, comprovado no terceiro.
Basicamente a história gira em torno de algo que, mais dia ou menos dia, sempre descobrimos: Não sabemos que temos uma vida perfeita até que a perdemos. E é esse conhecimento que Shrek adquire a duras penas. Porém, quando se tem amigos, - ele recupera a amizade de um por um -, as lições da vida são consideravelmente menos sofridas.
Cheio de momentos hilariantes, como a primeira cena do Gato de Botas, sofrendo com o excesso de bom tratamento, vamos dizer assim, e o reencontro do Burro com sua esposa, Arghelia, o dragão, Shrek continua sendo um programão para toda a família.

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Shrek para sempre (Shrek forever after)
Diretor: Mike Mitchell
Vozes: Mike Myers, Cameron Diaz, Eddie Murphy, Antonio Banderas
2010, animação

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Pela sexta primeira vez

Pela 6ª. vez comecei a reler os livros da coleção Harry Potter, de J.K. Rowling. Sempre fui devoradora voraz de livros e, também, de e-books (infelizmente minha conta bancária não acompanhou os preços exorbitantes dos livros), mas nenhum tinha me conquistado a ponto de ler pela sexta vez e com o mesmo olhar curioso, como da primeira vez.
Fui apresentada as aventuras de Harry, Rony e Hermione, meio que sem querer. O quarto filme já estava prestes a estrear e eu não dava a mínima. Fala sério! Eu, quase 40 anos e vendo filme para criança. Fala sério! Só que uma grande amiga minha perguntou-me meio incrédula: “Você nunca viu os filmes? O meu filho tem os 3 DVDs, vou emprestar pra você. Tenho certeza que você vai gostar.” Ela emprestou e aí... lascou! Fui picada pelo mosquito da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Comprei todos os livros, todos os DVDs e ainda fiz a minha afilhada, Lara, hoje com 11 anos, conhecedora e fã incondicional de Harry Potter (ela já releu 7 vezes, todos os livros).
Mas o que os livros de J.K. Rowling têm de especial, a ponto de vender mais de 490 milhões de exemplares, mundialmente, transformando a franquia “Harry Potter” na mais lucrativa dos últimos anos?
A história é básica: uma criança que, protegida pela magia mais forte e mais antiga, lançada por sua mãe, é a única sobrevivente a fúria Daquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado, Lord Voldemort. Órfão com 1 ano de idade, Harry foi criado pelos seus tios trouxas (todo aquele que não é bruxo é trouxa). Aos 11 anos, Potter descobre que é bruxo, e muito famoso, e que tem vaga na Escola de Hogwarts. Ao mesmo tempo, o Lord das Trevas retorna sedento por vingança.
Cada livro equivale a 1 ano na vida do herói e seu conteúdo também vai amadurecendo conforme ele e seus amigos crescem. Os temas giram em torno da luta do bem x o mal, a importância do amor familiar e dos amigos, coragem, ambição, escolhas, amores, perseverança, preconceitos... Tudo isso escrito de uma maneira leve, gostosa e cativante. Como não se apaixonar?!
Claro que existem aqueles (e sempre existirão) que não leram e falam várias bobagens a respeito, apenas porque o herói do livro é bruxo! Com esse tipo de gente eu nem discuto, já que deve ser bem mais fácil fazer um pré-julgamento do que pegar um livro para ler. Imagina se vou polemizar com analfabeto funcional?! Sem chance!
O fato é que sou fã confessa e já estou me preparando para a primeira parte do sétimo e último filme, relendo todos os livros. Estou ansiosa para a estréia do “As Relíquias da Morte”, mas ao mesmo tempo meu coração está apertado, por saber que a saga, nos cinemas, daquele que deixou de ser, há muito tempo, bruxinho, está acabando. Esse sentimento ambíguo acomete todos os apaixonados por Harry Potter, mas isso é assunto para outro post.

domingo, 13 de junho de 2010

Quando a única saída é o fim

“O Escafandro e a Borboleta” - Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) tem 43 anos, é editor da revista Elle e um apaixonado pela vida. Mas, subitamente, tem um derrame cerebral. Vinte dias depois, ele acorda e descobre que está paralisado: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Aprende a se comunicar piscando e cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória.

“Mar Adentro” - Ramón Sampedro (Javier Bardem) é um homem que luta para ter o direito de pôr fim à sua própria vida. Na juventude ele sofreu um acidente, que o deixou tetraplégico e preso a uma cama por 28 anos. Lúcido e extremamente inteligente, Ramón decide lutar na justiça pelo direito de decidir sobre sua própria vida, o que lhe gera problemas com a igreja, a sociedade e até mesmo seus familiares.

No último final de semana resolvi assistir ao filme “O Escafandro e a Borboleta”. Eu já tinha lido o livro, mas ainda não tinha tido a oportunidade de ver a película e adorei. Achei perfeita, conforme o livro. Aliás, o filme remeteu-me a outro, muito bom também, chamado “Mar Adentro”. Ambos levaram-me a uma reflexão profunda e contundente.
No início do “O Escafandro...”, o neurologista, Dr. Alain Lepage, explica exatamente o que aconteceu com Jean-Do, sem meias palavras e sem doses anestésicas... “No passado, você provavelmente teria morrido de um derrame. Mas agora as técnicas de reanimação progrediram a ponto de podermos prolongar a vida.” Aí eu pergunto a mesma coisa que Jean-Do pensou: “Isto é vida?”
Ser prisioneira dentro do seu próprio corpo, isso é vida? Vegetar em cima de uma cama, isso é vida? Não poder falar, apenas se comunicar com piscadelas, isso é vida? Sejamos sinceros: isso não é vida!
Não adianta livros de auto-ajuda, orações ao bom Deus, palavras de força e ânimo porque nada disso fará eu mudar de idéia. Prefiro que desliguem as máquinas, prefiro que me libertem, prefiro a saída final e digna. Não quero saber de organizações religiosas pregarem o inferno eterno para mim ou para quem desligar as máquinas, porque nem mesmo o inferno deve ser pior do que ficar vegetando e sentindo os olhares piedosos das pessoas que, por ventura, estarão ao meu lado.
No “O Escafandro...”, Jean-Do não tem nem “direito” de reclamar da “vida” que leva. Ao piscar os olhos e ditar as palavras, o interlocutor logo rechaça o seu momento de desabafo. Já no “Mar Adentro”, Ramón pode soltar toda a sua ira, toda a sua frustração, já que não perdeu a voz.
Nos momentos finais, Ramón deixa, em gravação, o testemunho dos anos "vividos" e sua decisão final, mas não menos sofrida: “Caros juízes, autoridades políticas e religiosas. O que significa para vocês dignidade? Seja qual for a resposta das suas consciências, saibam que para mim isto não é viver dignamente. Eu queria, ao menos, morrer dignamente. Hoje, cansado da preguiça institucional, vejo-me obrigado a fazê-lo às escondidas, como um criminoso. (...) Considero que viver é um direito, não uma obrigação, como foi no meu caso. Forçado a suportar esta penosa situação durante 28 anos, 4 meses alguns dias. Passado este tempo, faço um balanço do caminho percorrido e não me dei conta de ter havido felicidade. Só o tempo que passou, contra a minha vontade, durante a maior parte da minha vida, será a partir de agora o meu aliado. Só o tempo e a evolução das consciências, decidirão algum dia, se o meu pedido era razoável ou não.”
Não ousem pensar que essa saída é a mais fácil, ou que é uma saída covarde, pois não é. Muito pelo contrário, essa saída é a mais difícil, a mais dolorosa e a mais corajosa de todas. É uma saída extremamente racional, mas carregada de emoção.

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O Escafandro e a Borboleta (Le Scaphandre et le Papillon)
Diretor: Julian Schnabel
Atores: Mathieu Amalric , Emmanuelle Seigner , Marie-Josée Croze , Anne Consigny
2007, drama


Mar Adentro (Mar Adentro)
Direção: Alejandro Amenábar
Atores: Javier Bardem, Belém Rueda, Lola Dueñas
2004, drama

terça-feira, 8 de junho de 2010

A Viúva Clicquot (The Widow Clicquot)

Adoro biografias, principalmente de pessoas audaciosas, arrojadas e criativas. Por isso, quando ganhei um marcador de livros divulgando o livro “A Viúva Clicquot”, a frase “A história de um império do champanhe e da mulher que o construiu” me convenceu e não pensei duas vezes: comprei o livro. Aí veio a minha surpresa...
Não que o livro seja ruim. Ele não é! Ele é bastante interessante e até aprendi coisas curiosas sobre a champanhe, por exemplo: o porque do uso das rosas nas plantações de uva; a temperatura certa que o vinho deve ser guardado; o “segredinho sujo” da industria atual dos vinhos “rolhados”; fungos comendo a cortiça; etc. Só que eu queria saber mais sobre Barbe-Nicole Clicquot Ponsardin, que em 1805, aos 27 anos, ficou viúva e assumiu o controle dos negócios do falecido marido, François, em uma época em que, para a maioria das mulheres, trabalhar não era permitido e nem bem visto.
Porém, com o passar das páginas e as observações finais, descobri a dificuldade que a autora americana Tilar J. Mazzeo, teve em conseguir informações sobre Barbe-Nicole, já que de 1805 (antes até) para cá, a França passou por reinados, revoluções, guerras, pestes, 2 grandes guerras, etc.
Mesmo assim, somos brindadas com a transcrição de uma das cartas que conseguiu passar incólume pelo tempo. Nela, a grande dama da champanhe abre seu coração e desejos à sua bisneta, Anne: “(...) O mundo está em perpétuo movimento e precisamos inventar o amanhã. É preciso passar à frente dos outros, é preciso ter determinação e exatidão, e deixar a inteligência conduzir sua vida. Aja com audácia, talvez você também venha a ser famosa...!”
Assim sendo, para quem quer obter algum conhecimento sobre o início do império do champanhe, o livro é perfeito. Agora, para quem, como eu, queria maiores informações sobre a vida de Barbe-Nicole, a Veuve Clicquot, o livro não me saciou completamente, mas me deu uma vontade incrível de saborear uma taça da Veuve Clicquot-Ponsardin.

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A Viúva Clicquot (The Widow Clicquot)
Autora: Tilar J. Mazzeo
Editora Rocco

sábado, 29 de maio de 2010

Split - nova série de tv

E mais uma série de vampiros estreou hoje, no canal Boomerang: Split.
Ella (Amit Farkash), jovem de 15 anos, sente-se deslocada nesse mundo até que um dia descobre que essa insegurança toda não é somente devido a idade, mas principalmente porque ela é meio humana e meio vampira. Hmmmm Claro que ela tem um admirador, 100% humano, o Omer (Yedidya Vital), mas o coração dela bate mais forte na presença de Leo (Yon Tomerkin) que, adivinhe se for capaz... Sim, ele é 100% vampiro! Ah, mas o que você não sabe é que a missão dele é encontrar Ella (e achou!) e protegê-la, já que a missão dela é: salvar o mundo, acabando com a briga entre homens e vampiros.
Bom, o mote da série não é nenhuma novidade, muito pelo contrário, mas o que chamou a minha atenção foi que esta é uma série israelense: criada e passada em Israel. Só essas informações já me deixaram curiosa e lá fui eu assistir ao episódio piloto.
Programei minha televisão. Como não havia menção do nome "Split" às 21:30h, resolvi marcar também meia hora antes, por precaução. E não deu outra, às 21h começou, ou melhor, foram 30 minutos de teasers, spots e sei lá mais o quê, mas continuei firme a forte. Às 21:30h realmente começou e só durou 30 minutos. Achei pouquíssimo e espero, sinceramente, que não seja série de meia hora.
Não entendo nada de tipo de filme usado para filmar, mas visualmente achei a série clara demais, até quando deveria ser algo mais soturno. O excesso de luz lembrou-me as novelas mexicanas. Algumas atuações também, diga-se de passagem. Inclusive, a dublagem robotizada foi algo à parte, sem contar que a tradução circunstâncias "extenuantes" ao invés de atenuantes foi motivo de incredulidade e risadas da minha parte.
Mas a série está começando e sinto que no fundo, mas bem lá no fundo ela até tem potencial. Por isso, darei outras oportunidades. Afinal de contas, como diz uma das chamadas da série: "A série de vampiros que corre em suas veias", então vamos deixar correr e ver no que vai dar.

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Split
Criador: Shira Alon
Atores: Amit Farkash, Yon Tomerkin, Yedidya Vital, Alex Ansky
2010, ficção